Durante o sono, a alma repousa como o corpo?
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20/04/2015
Ciência não compreende por que precisamos dormir
Segundo algumas estimativas, uma pessoa que atingir 78 anos terá passado nove deles assistindo televisão, quatro anos dirigindo carros, 92 dias no banheiro e 48 dias fazendo sexo.
Mas nada supera o sono: aquela pessoa terá levado quase 25 anos de sua vida dormindo.
Alguns acreditam tratar-se de uma perda de tempo e se perguntam: quanto tempo aguentamos sem dormir? E quais as consequências de não desfrutar do sono?
Mistério do sono
"A vontade de dormir é tão forte que ela chega a superar a vontade de comer", afirma Erin Hanlon, professora no Centro de Sono, Metabolismo e Saúde da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. "O cérebro simplesmente embarca no sono, apesar de todos os esforços conscientes para espantá-lo."
O motivo exato pelo qual a vontade de dormir é tão forte ainda é um mistério. "A função precisa do sono ainda precisa ser desvendada", afirma Hanlon. Ela acrescenta, no entanto, que algo no sono parece "zerar" os sistemas em nosso organismo.
Além disso, alguns estudos demonstraram que o sono rotineiro e adequado ajuda a curar doenças, fortalece o sistema imunológico, melhora o metabolismo e traz muitas outras vantagens. É por isso que nos sentimos bem ao acordarmos de uma noite bem dormida.
Por outro lado, a falta de sono pode estar ligada a um maior risco de diabetes e obesidade, problemas cardíacos, depressão e outras doenças. Para evitar esses males, nosso corpo envia sinais desagradáveis quando adiamos ou encurtamos o descanso: a energia acaba, o andar se torna cambaleante, as pálpebras pesam sobre os olhos doloridos.
E quanto mais resistimos a dormir, mais perdemos a capacidade de concentração e de memória.
A falta de sono produz efeitos genéticos que são desfeitos quando o sono retorna ao normal. Mas a insônia crônica aumenta o risco de mortalidade.
Loucura do sono
Muitos estudos documentaram o declínio do organismo que sofre que privação do sono: o nível de hormônios causadores do estresse, como a adrenalina e o cortisol, aumenta, fazendo a pressão arterial subir. Enquanto isso, o ritmo cardíaco se altera e o sistema imunológico começa a esmorecer, segundo Malhotra. "Esses indivíduos passam a se sentir cada vez mais ansiosos e têm maior risco de contrair doenças", afirma.
A boa notícia é que esses efeitos não são permanentes e podem desaparecer ao se colocar o sono em dia.
Sem recordes
O registro mais citado é o do americano Randy Gardner, que, para uma experiência para a feira de Ciências de sua escola, ficou 264 horas sem dormir - ou pouco mais de 11 dias, segundo cientistas que o monitoraram durante esse tempo. Gardner tinha 17 anos e o experimento ocorreu em 1964.
Muitos outros relatos, pouco ou mais inacreditáveis, surgiram desde então em várias partes do mundo.
Mas ninguém conseguiu estabelecer um número de horas definitivo. Talvez isso seja uma boa coisa. Ciente dos danos graves provocados pela falta de sono contínua, o Livro Guinness dos Recordes eliminou esse tipo de competição na década passada.

"Ora, certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía sem nada aproveitar, antes indo a pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto; porque dizia: Se tão-somente tocar-lhe as vestes, ficaria curada. E imediatamente cessou a sua hemorragia; e sentiu no corpo estar já curada do seu mal.