segunda-feira, 28 de julho de 2014

A Caminho da Unidade

"A hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis (...)

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;

porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."

 

“... e haverá um rebanho e um pastor.”

Jesus (João, capítulos 4 e 10)

 

“Hoje cremos diferente

Em Jesus de Nazaré

Mas o mundo à nossa frente

Quer saber como é que é

Crer em Deus tão divididos

De cabeça e coração

Incapazes de sentar-nos

Pra partimos o mesmo pão.

 

Só Jesus, louvado seja,

Vai nos dar mais humildade

Vai levar nossas igrejas

No caminho da unidade.”

 

Aprenderemos

Padre Zezinho, scj

 


 

A Casa da Unidade: onde igreja, mesquita e sinagoga se encontram

Com informações da BBC

02/07/2014

 

Os três líderes espirituais mais diretamente envolvidos no projeto:

"O fato de que existem pessoas dentro de cada grupo que não podem se entender é um problema,

mas é preciso começar em algum lugar e é isso que estamos fazendo."

 

A cidade de Berlim, na Alemanha, quer fazer história no universo das religiões criando um local onde muçulmanos, judeus e cristãos possam rezar juntos.

 

"A Casa da Unidade" (The House of One), como está sendo chamada, terá uma sinagoga, uma igreja e uma mesquita sob o mesmo teto.

 

Além do aspecto da união entre as religiões, o nome "Casa da Unidade" é uma referência ao "Deus único" que é o pilar das três grandes religiões monoteístas que moldaram a cultura ocidental.

 

O projeto consiste em uma torre alta e quadrada no centro, com as casas de culto das três religiões - a sinagoga, a igreja e a mesquita - basicamente "sob o mesmo teto".

 

Foco na união

 

Será que os líderes por trás do projeto poderão se entender?

 

"Nós podemos. O fato de que existem pessoas dentro de cada grupo que não podem é um problema, mas é preciso começar em algum lugar e é isso que estamos fazendo," disse o rabino Tovia Ben Chorin.

 

O imã - líder muçulmano - Kadir Sanci, vê A Casa da Unidade como "um sinal, um sinal para o mundo de que a grande maioria dos muçulmanos é pacífica e não violenta". É também, segundo ele, um lugar onde diferentes culturas podem aprender umas com as outras.

 

Cada uma das três áreas na Casa terá o mesmo tamanho, mas formas diferentes, explica o arquiteto Wilfried Kuehn.

 

"Cada um dos espaços foi projetado de acordo com as necessidades do culto religioso, com as particularidades de cada fé," disse. "Por exemplo, há dois andares na mesquita e na sinagoga, mas apenas um na igreja. Haverá um órgão na igreja. Teremos um lugar onde se possa lavar os pés na mesquita."

 

Semelhanças religiosas

 

Kuehn e sua equipe de arquitetos pesquisaram projetos para os três tipos de locais de culto e encontraram mais semelhanças do que esperavam.

 

"O que é interessante é que, quando você volta um tempão atrás, observa-se que eles compartilham uma série de tipologias arquitetônicas. Eles não são tão diferentes", disse. "Não é necessário, por exemplo, que uma mesquita tenha um minarete - essa é apenas uma possibilidade, não uma necessidade. E uma igreja não precisa ter uma torre. Eu estou falando de voltar às origens, quando essas três religiões estavam perto e compartilhavam arquitetonicamente de muitas coisas".

 

Os idealizadores do projeto iniciaram uma campanha para angariar fundos para a construção do edifício.

 

Qualquer pessoa pode doar dinheiro online para o projeto - cada um pode contribuir com quantos tijolos quiser, sendo que cada tijolo custa 10 euros (cerca de R$ 30). A construção do edifício irá começar quando as doações atingirem 10 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) - a expectativa é que esse valor seja alcançado até 2015. O projeto prevê cerca de dois anos para a realização das obras. O endereço é www.house-of-one.org.

 

Fonte: Diário da Saúde

Sem Sacrifícios

“Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos.

Ide, pois, e aprendei o que significa:

Misericórdia quero, e não sacrifícios.

Porque eu não vim chamar justos, mas pecadores.”

Jesus (Mateus, capítulo 9)

 


 

Isso não é perdão, é punição

Redação do Diário da Saúde

 

Perdão ou vingança?

 

O conceito de perdão parece andar deteriorado - ou deteriorando-se. Pelo menos na compreensão que alguns cientistas parecem ter dele.

 

Psicólogos da Universidade de Adelaide (Austrália) concluíram que é mais fácil para as pessoas perdoarem alguém quando esse alguém sofre alguma forma de punição.

 

O Dr. Peter Strelan afirma vir estudando o perdão na tentativa de entender melhor como as pessoas podem resolver conflitos pessoais.

 

"Justiça e perdão são frequentemente considerados como opostos, mas descobrimos que as vítimas que punem seu agressor são mais capazes de perdoar e seguir em frente," diz o Dr. Strelan.

 

Mas será que isso pode ser chamado de perdão? Não seria mais semelhante ao seu oposto, a vingança?

 

Perdão funcional

 

"A punição pode assumir muitas formas diferentes. Pode-se dar a alguém o 'tratamento silencioso', o que em si mesmo é um castigo psicológico muito poderoso. Ou, no caso de um agressor criminoso, saber que um tribunal impôs uma sentença razoável e que a justiça está sendo feita pode ser o suficiente para algumas pessoas perdoarem," prossegue ele.

 

"Quando você é ferido por alguém, você naturalmente se sente vulnerável, e a simples ideia de perdoar esse alguém também faz a vítima sentir-se vulnerável. Quando alguma forma de punição está envolvida, a vítima se sente fortificada pela punição e é mais capaz de perdoar," analisa o pesquisador.

 

Ele reconhece que a punição não deve ser extrema ou vingativa, porque isso não iria ajudar a reparar os danos no caso de um relacionamento, podendo até mesmo piorar as coisas.

 

"Para o perdão realmente funcionar, deve haver um sentimento de que as respostas negativas para com um transgressor estão sendo substituídas por pensamentos positivos. Não se trata de retaliação, trata-se de responder de forma construtiva e fazer algo sobre o mau comportamento das pessoas em relação a você, de uma forma que funcione para ambas as partes envolvidas no conflito," diz ele.

 

O que é perdão

 

Segundo o dicionário, perdão é a renúncia às consequências punitivas que seriam justificáveis em face de uma ação de transgressão em qualquer nível.

 

O perdão é concedido sem qualquer expectativa de compensação e pressupõe a eliminação de qualquer exigência de pena ou castigo.

 

Talvez o Dr. Strelan pudesse então se referir a uma forma intermediária de sentimento, eventualmente uma compreensão do erro do outro em face de ele ou ela ter arcado com as consequências.

 

Outros estudos já demonstraram que não é necessário haver punição, bastando haver um arrependimento verdadeiro por parte do "infrator" para que o perdão seja concedido e a confiança restaurada.

 

Fonte: Diário da Saúde

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Bom Conselho

“por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?

Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?

Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

Jesus (Mateus, capítulo 7)

 


 

Como nos dar conselhos tão bons quanto damos aos outros

Com informações da Umich

30/06/2014

 

Aponte o dedo para si mesmo por meio de um autodistanciamento e tire proveito da sabedoria que você aplica aos outros, mas que parece esconder quando lida consigo mesmo.

 

A maioria de nós acredita ser mais fácil ter sabedoria para resolver os problemas dos outros do que os nossos próprios.

 

Mas pode haver uma maneira simples de acabar com esta distinção, permitindo que tiremos proveito de nossos próprios conselhos.

 

A solução encontra-se no autodistanciamento, ou seja, em tentar considerar seus problemas do ponto de vista de um observador - uma espécie de empatia às avessas.

 

A recomendação é uma das conclusões de uma pesquisa realizada por Ethan Kross (Universidade de Michigan - EUA) e Igor Grossmann (Universidade de Waterloo - Canadá).

 

Paradoxo de Salomão

 

Grossmann e Kross pediram aos voluntários para refletirem sobre um conflito de relacionamento próprio ou de uma outra pessoa - eles deveriam pensar sobre esse problema em primeira pessoa e depois em terceira pessoa e oferecer conselhos sobre como resolver o problema em cada um dos casos.

 

Os resultados mostram claramente que, quando as pessoas pensam sobre os problemas em primeira pessoa, elas têm mais sabedoria ao resolver o problema que não é seu.

 

Os pesquisadores batizaram esse "preconceito" de "Paradoxo de Salomão", uma referência ao rei do Velho Testamento que era conhecido por sua sabedoria, mas que falhava na hora de tomar decisões pessoais.

 

Autodistanciamento

 

Este estudo se baseia em pesquisas anteriores da mesma dupla, que já havia demonstrado o impacto que o "falar de si mesmo" tem sobre o autocontrole e de como desenvolver a sabedoria.

 

Essas pesquisas demonstraram que, quando as pessoas falam de si próprias como se fossem uma outra pessoa, elas apresentam menos vergonha e preocupação do que quando falam sobre si mesmas usando a primeira pessoa.

 

Elas também ficam mais confiantes, menos nervosas e são mais persuasivas nesses casos.

 

"Quando as pessoas se distanciam, eles são capazes de raciocinar melhor sobre seus próprios problemas, como também sobre os problemas dos outros," disse Kross.

 

Kross e Grossmann dizem que é fácil fazer esse autodistanciamento.

 

"Nós só pedimos a nossos participantes para não usar seu próprio nome e usar outros pronomes que não fossem em primeira pessoa, como 'você' por exemplo, quando eles estivessem pensando sobre si mesmos," disse Kross. "Em vez de dizer, 'Por que estou me sentindo assim?', adotar uma perspectiva distanciada se perguntando, 'Por que você está se sentindo assim?'."

 

Idade x sabedoria

 

A dupla relata ainda que, durante seus experimentos, não encontrou indícios de que o conhecido ditado de que a idade traz a sabedoria seja verdadeiro: jovens e velhos apresentaram as mesmas dificuldades em lidar com os próprios problemas.

 

Fonte: Diário da Saúde

ANOMALIA MAGNÉTICA SOB A AMÉRICA DO NORTE

De: Júnior
Enviada em: sexta-feira, 4 de julho de 2014 20:08
Para: Ramon
Assunto: ANOMALIA MAGNÉTICA...

 

Segue os links sobre o assunto da anomalia magnética sob a América do Norte.

 

Necessário pesquisarmos mais sobre esse assunto, vez que meses atrás registravam uma anomalia sob a América do Sul.

 

A preocupação vem pelo fato das instabilidades notificadas no supervulcão Yellowstone ao longo das últimas décadas.

 

Ø http://undhorizontenews2.blogspot.com.br/2014/07/estranha-anomalia-magnetica-da-america.html

 

Ø http://londrinstant.blogspot.com.br/2014/04/parque-nacional-yellowstone-pode.html

 

Ø http://www.libertar.in/2014/04/acordo-brasil-argentina-e-australia.html

 

Vale observar as fontes pesquisadas por esses blogs, citados logo abaixo da matéria.

 

Inspire-nos as vibrações perenes do AMOR do Cristo.

 

JUNIOR

 


 

Boa tarde, Junior.

 

Lemos os artigos, por sinal muito interessantes.

 

Pelo que entendemos, a notícia só “vazou” por causa da recusa do parlamento sul-africano em “alugar” seu território aos norte-americanos.

 

De fato, essa operação, aparentemente humanitária, poderia com o tempo se transformar numa nova colonização, causando um novo aparthaid na África do Sul, pois ainda somos constantemente traídos pelos olhos e muito pragmáticos em separar as pessoas pela aparência.

 

Quanto ao Brasil, nossa miscigenação já tão acentuada poderia talvez abrandar esse efeito colateral indesejado. Nossa história, pelo contrário, prova que somos o povo mais habilitado para abrigar estrangeiros de qualquer parte do mundo.

 

Esse deslocamento de massa populacional, de certo modo, remete às previsões de Chico Xavier sobre o ano de 2019. Nelas, Chico fala sobre grandes migrações de povos da Europa e América do Norte para a América do Sul, especialmente para o Brasil, caso não conseguíssemos evitar uma 3ª Guerra Mundial.

 

Na ausência da guerra, essa diáspora norte-americana seria talvez um abrandamento do mesmo mal, que não poderia ser completamente evitado. O que achas?

 

Obrigado pelos artigos.

 

Forte abraço.

 

Ramon de Andrade

Palmares-PE

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Terapia da Fé

"Ora, certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía sem nada aproveitar, antes indo a pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto; porque dizia: Se tão-somente tocar-lhe as vestes, ficaria curada. E imediatamente cessou a sua hemorragia; e sentiu no corpo estar já curada do seu mal.
 
E logo Jesus, percebendo em si mesmo que saíra dele poder, virou-se no meio da multidão e perguntou: Quem me tocou as vestes? Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou? Mas ele olhava em redor para ver a que isto fizera. Então a mulher, atemorizada e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio e prostrou-se diante dele, e declarou-lhe toda a verdade. Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal."
 
Marcos, capítulo 5
 

 
USP incorpora dimensão espiritual a tratamento médico
Redação do Diário da Saúde
27/01/2014
Depoimentos dos pacientes revelam que eles se sentem mais humanizados com a abordagem espiritualizada.
 
Além da neuroquímica
 
O exercício da medicina e a formação dos médicos raramente levam em consideração aspectos como religião e espiritualidade no contato com os pacientes.
 
Isso apesar da lida diária desses profissionais com a saúde humana, o que com frequência é sinônimo de lidar com o sofrimento alheio, a dor e a morte.
 
Para o psiquiatra Frederico Camelo Leão, independentemente das crenças pessoais do médico, ele deve estar preparado para lidar com a dimensão espiritual.
 
"O paciente demanda isso", afirma o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.
 
O Dr. Leão coordena o Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade (ProSER), iniciativa que busca compreender a relação entre esses três fatores a partir de atividades de pesquisa, ensino e assistência terapêutica.
 
Segundo o médico, a complexidade do ser humano e a saúde mental vão muito além das questões neuroquímicas - e é essa premissa que guia o programa.
 
Espiritualidade e saúde
 
A ideia não é que a espiritualidade e a religiosidade entrem como uma alternativa ao tratamento médico. "É uma forma complementar, dentro da visão de que a busca da saúde é mais do que apenas tomar remédios", explica.
 
Leão conta que trabalhos científicos na área indicam que práticas como meditação, orações ou a dedicação a uma denominação religiosa podem estar associadas a melhoras na defesa imunológica e na longevidade.
 
Ao frequentar um templo ou igreja, por exemplo, a pessoa, além de trabalhar sua espiritualidade, tem também suporte social, ou seja, frequenta um lugar onde pode compartilhar experiências e obter apoio, o que traz benefícios à saúde, podendo, inclusive, inibir ímpetos suicidas.
 
Anamnese espiritual
 
Essa sessão - chamada de anamnese espiritual - por si só já apresenta uma função terapêutica ao estimular a reflexão do paciente sobre essas questões.
 
A seguir, equipe pode sugerir o encaminhamento do paciente a alguma das atividades promovidas pelo programa, como meditação, oficina de contos, ioga e psicoterapia transpessoal - no caso da ioga, o programa se estende também aos funcionários do Instituto.
 
O trabalho não envolve práticas religiosas, embora possa ser feita uma intermediação quando o paciente deseja receber a visita de um representante religioso, como um rabino, padre ou pastor.
 
Ciência e religião
 
Embora ainda exista resistência por parte da comunidade científica ao lidar com questões que envolvam religião e espiritualidade, o Dr. Leão relata um grande crescimento na produção científica na área.
 
"A resistência vem de quem acredita que a questão central da psiquiatria é diagnóstico e medicação. Mas a psiquiatria não se esgota aí", conclui o médico.
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mapa das Emoções

"A candeia do corpo são os olhos;
de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz;
se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso.
Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!"
Jesus (Mateus, capítulo 6)
 
"A candeia do corpo são os olhos.
Quando, pois, os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso;
mas, quando forem maus, o teu corpo será tenebroso.
Vê, então, que a luz que há em ti não sejam trevas.
Se, pois, todo o teu corpo estiver iluminado, sem ter parte alguma em trevas,
será inteiramente luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor."
Jesus (Lucas, capítulo 11)
 

 
Mapa das emoções relaciona áreas do corpo com cada emoção
Com informações da BBC
14/01/2014

Pesquisadores finlandeses criaram o primeiro mapa que aponta em que lugar do corpo as emoções humanas se manifestam.
 
Cada emoção parece despertar reações em diferentes áreas do corpo, independentemente do fato de as pessoas terem culturas diferentes.
 
"As emoções não ajustam apenas a nossa saúde mental, mas também nossos estados corporais. Desta forma, nos preparam para reagir rapidamente frente aos perigos, mas também diante de qualquer oportunidade que o ambiente nos ofereça, como uma interação social prazerosa", disse Lauri Nummenmaa, da Universidade de Aalto.
 
Colorindo as emoções
 
Para o estudo, os cientistas realizaram cinco experimentos com 701 pessoas.
 
Os voluntários deveriam localizar em que lugar sentiam o efeito de uma série de emoções básicas como raiva, medo, nojo, felicidade, tristeza ou surpresa, e outras mais complexas como ansiedade, amor, depressão, desprezo, orgulho, vergonha e inveja.
 
Os participantes tinham que colorir em uma figura humana as zonas que se ativavam mais ou menos enquanto ouviam as palavras que designam cada uma destas emoções.
 
O vermelho era usado para marcar as áreas de maior atividade e o azul, as com menos sensações.
 
Os cientistas então observaram uma grande coincidência, acima de 70%, das áreas coloridas.

Para garantir que estes mapas não dependiam da cultura ou idioma dos voluntários, os cientistas repetiram os exercícios em três grupos com nacionalidade diferentes: finlandeses, suecos e taiwaneses.
 
Mesmo assim as coincidências foram observadas, levando à conclusão de que as respostas físicas às emoções podem ser universais.
 
Amor e alegria
 
Segundo o mapa das emoções, as duas emoções que causam uma reação corporal mais intensa e em todo o corpo são o amor e a alegria.
 
Também é possível ver que, no geral, todas as emoções básicas ativam sensações na parte superior do corpo, onde estão os órgãos vitais e, principalmente, na cabeça.
 
"Observar a topografia das sensações corporais disparadas pelas emoções permite criar uma ferramenta única para a investigação das emoções e pode até oferecer indicadores biológicos de transtornos emocionais," afirmaram os cientistas em seu estudo.
 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Alegria dos Outros

"O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola."

"Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados."
 
O Livro dos Espíritos
Questão 768
Paris, 1857
 

 
"(...) Um outro senhor se aproximou. Tinha tudo: dinheiro, saúde, família. Mas era triste. Vivia num vazio permanente.

Chico matou a charada: - Falta ao senhor a alegria dos outros."

Marcel Souto Maior
As vidas de Chico Xavier
2ª edição revista e ampliada
São Paulo, Editora Planeta, 2003
 

 
Uso frequente do celular aumenta ansiedade e diminui felicidade de estudantes
Redação do Diário da Saúde
16/12/2013
Quanto mais usam o celular, mais ansiosos e menos felizes os estudantes se sentem.
 
Os telefones celulares dos alunos raramente estão fora do alcance, mesmo quando eles estão na sala de aula, na biblioteca, ou no refeitório.
 
Mas será que o uso do telefone celular está relacionado de alguma forma com indicadores mensuráveis importantes para o sucesso do aluno, tais como as notas, seu nível de ansiedade ou seu estado geral de felicidade?
 
Andrew Lepp, Jacob Barkley e Aryn Karpinski, da Universidade Estadual de Kent (EUA) pesquisaram mais de 500 estudantes universitários em busca de respostas para essa pergunta.
 
Para isso eles registraram o uso diário de telefone celular e submeteram os estudantes a avaliações clínicas de ansiedade e indicadores geralmente usados para indicar a felicidade, ou a satisfação com a própria vida.
 
Finalmente, todos os participantes permitiram aos pesquisadores acessar seus registros universitários oficiais, a fim de verificar suas notas.
 
Avaliação crítica
 
Os resultados da análise mostraram que o uso do telefone celular está negativamente correlacionado com a felicidade e com as notas, e positivamente correlacionado com a ansiedade.
 
Em outras palavras, quanto mais usam o telefone celular, mais ansiosos e menos felizes os estudantes se sentem quando comparados a seus colegas que usam menos o telefone celular, além de tirarem notas mais baixas.
 
No início deste ano, a mesma equipe havia identificado uma correlação negativa entre o uso de telefone celular e a capacidade cardiorrespiratória.
 
Segundo os pesquisadores, tomados em conjunto, estes resultados sugerem que os alunos devem ser encorajados a monitorar o próprio uso do telefone celular, refletindo sobre o hábito de forma crítica para que ele não se torne prejudicial para seu desempenho acadêmico, para sua saúde mental e física e para o seu bem-estar geral - a sua felicidade.
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Fé sem Muros

"Vós adorais o que não conheceis (...) Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."
Jesus
(João, capítulo 4)
 
 
"porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido."
Paulo (1ª carta aos Coríntios, capítulo 9)
 


Tem Deus preferência pelos que o adoram desta ou daquela maneira?
 
"Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, em vez daqueles que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam. É hipócrita aquele cuja piedade se limita aos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração."
 
O Livros dos Espíritos
Pergunta 654
Paris, 1857
 

 
Misticismo rompe com grilhões das igrejas e das ciências
Redação do Diário da Saúde
06/12/2013
As igrejas estão cada vez mais vazias, e as pessoas têm encontrado suas próprias formas de espiritualidade através das chamadas teologias místicas.
 
Construções do Misticismo
 
Em contraste com os séculos anteriores, as experiências místicas de hoje não são mais exclusivamente ligadas a mosteiros e formas contemplativas de vida em locais afastados.
 
Em vez disso, formas místicas de experiência são cada vez mais buscadas independentemente das instituições.
 
O fenômeno tem chamado a atenção de inúmeros pesquisadores.
 
Tantos que agora eles estão organizando uma conferência internacional na Alemanha, que reunirá especialistas de todo o mundo em um evento chamado "Construções do Misticismo".
 
O objetivo do encontro é analisar, através das fronteiras religiosas, as raízes do misticismo desde a Antiguidade, a redescoberta do misticismo no século 20 e os rumos que essa teologia mística está assumindo no século 21.
 
Fenômenos místicos
 
Segundo os pesquisadores, o fenômeno do misticismo secular aparece na vida de um número inacreditavelmente grande de pessoas.
 
"Na pesquisa Religion Monitor 2013, quase a metade dos alemães do oeste e um terço dos alemães do leste afirmaram ter experiências de unidade e totalidade, ou seja, experiências que estão frequentemente relacionadas com o misticismo," relata a Dra. Annette Wilke, da Universidade de Munique e uma das organizadoras do evento.
 
"Muitas pessoas se sentem em harmonia com a natureza ou com o universo em tais momentos. Nem sempre a crença em Deus está envolvida com essas experiências", acrescenta.
 
"O misticismo atrai muitas pessoas hoje ao oferecer formas intensivas de crença pessoal e uma espiritualidade que é baseada na experiência. Isto está de acordo com a individualização da nossa sociedade", de acordo com a pesquisadora.
 
Também está em linha com o afastamento das pessoas em relação às religiões tradicionais e aos seus dogmas e regras, que pouco oferecem em termos de conexão direta com o "algo maior" em que essas pessoas acreditam, geralmente diferente da crença no Deus pessoal antropomorfizado preconizado pelas religiões.
 
"Isso também explica o apelo de religiões como o budismo e o hinduísmo, que têm a reputação de serem particularmente místicas", reconhece Wilke.
 
Teologia mística
 
Na verdade, mesmo religiões tradicionais, como a Igreja Católica, já se deram conta do fenômeno e possuem grupos de meditação em suas fileiras. Teólogos como John Main e Lawrence Freeman têm uma legião de adeptos no mundo todo, relembrando experiências que remontam a Santa Tereza de Ávila e São João da Cruz.
 
O Islamismo possui sua própria linhagem mística, essa muito mais antiga e disseminada, por meio do sufismo e dos dervishes.
 
Mas o que está chamando mais a atenção dos pesquisadores é o renascimento do misticismo, por assim dizer, "doméstico", em que as pessoas parecem ter descoberto uma maneira de lidar com o mundo moderno sem se tornarem escravas dele.
 
"Por um lado, isto serviu para a libertação dos 'grilhões da Igreja' e, por outro lado, dos grilhões das ciências naturais, como o filósofo Fritz Mauthner disse em 1925", resumiu Wilke.

Fonte: DiarioDaSaude

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Prece e Perdão

"Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: (...) orai pelos que vos perseguem;
(...) fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem,
e orai pelos que vos caluniam.
Jesus (Mateus, capítulo 5 / Lucas, capítulo 6)
 


Cientistas explicam relação entre a prece e o perdão
Redação do Diário da Saúde
26/03/2010

Errar e rezar
 
Todas as pessoas, uma vez ou outra, sentem culpa por alguma transgressão. Isso acontece porque nós não somos perfeitos e todos acabam quebrando a confiança de alguém ou mesmo cometendo atos danosos aos outros.
 
E, assim como erram, todos têm a esperança de obter o perdão por essas transgressões.
 
Juntamente com este fato, o psicólogo Nathaniel Lambert e seus colegas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, constataram um outro, igualmente verificável: 9 de cada 10 norte-americanos relataram em uma pesquisa que rezam, seja rotineiramente, seja de vez em quando.
 
Interesse científico na oração e no perdão
 
Os pesquisadores decidiram então estudar as duas coisas em conjunto, propondo questões que parecem estar mais afetas a pregadores religiosos do que a cientistas:

1. É possível que a oração dirigida a alguém possa acender o perdão naqueles que estão fazendo a oração, ajudando no processo de preservar relacionamentos?

2. Se sim, por que não aproveitar toda estas orações que já são feitas rotineiramente e dirigi-las às pessoas que nos ofenderam?

Embora pareçam ter cunho religioso, estas preocupações têm tudo a ver com a psicologia científica: os erros que todos os seres humanos cometem estragam relacionamentos e geram emoções negativas difíceis de curar.
 
Se as preces de fato ajudam a perdoar - restaurando relacionamentos e aliviando emoções negativas - então por que não utilizá-las como mais um recurso terapêutico?
 
Teste científico da prece
 
Para testar cientificamente as duas questões, Lambert e seus colegas bolaram dois experimentos, que estão relatados em um artigo que acaba de ser publicado na revista Psychological Science.
 
No primeiro experimento, eles colocaram um grupo de homens e mulheres rezando uma única prece para o bem-estar do seu parceiro romântico com que tiveram desavenças sérias recentes.
 
Enquanto isso, um outro grupo - o chamado grupo de controle experimental - simplesmente descrevia o seu parceiro, registrando sua declaração em um gravador.
 
Em seguida, ele partiram para medir o perdão. Os cientistas definiram o perdão como a diminuição dos sentimentos negativos que surgem em relação a alguém quando você se sente injustiçado por esse alguém - neste caso, os parceiros da relação amorosa.
 
Efeitos da prece
 
Os resultados mostraram que aqueles que oraram por seu parceiro abrigavam menos emoções e pensamentos de vingança: eles estavam mais dispostos a perdoar e a deixar sua vida seguir em frente.
 
Se uma única prece pode causar uma diferença tão marcante nos sentimentos, o que então seria capaz de fazer por um relacionamento uma prece que fosse rezada durante um tempo maior?
 
Para verificar isto, os pesquisadores fizeram um segundo experimento, no qual um grupo de homens e de mulheres rezaram por um amigo próximo todos os dias durante quatro semanas. O grupo de controle simplesmente refletia sobre o relacionamento, com pensamentos positivos, mas sem rezar para o bem-estar do amigo.
 
Compaixão
 
Os cientistas também acrescentaram uma outra dimensão. Eles utilizaram uma escala para medir a preocupação altruísta pelos outros - não para qualquer pessoa em particular, mas para todas as outras pessoas em geral.
 
Eles levantaram a hipótese de que o fato de estarem orando por alguém poderia aumentar o que eles chamam de "preocupação abnegada" - um conceito próximo ao de compaixão - que por sua vez aumentaria a capacidade de perdoar diretamente alguém.
 
E foi justamente isto o que eles encontraram.
 
Por que a prece funciona
 
Mas por quê? Como é que esta prática espiritual tão comum - rezar por alguém - exerce seus efeitos de cura emocional?
 
Os cientistas acreditam poder responder: Na maioria das vezes, os casais professam e acreditam em objetivos comuns, mas quando encaram uma desavença frequentemente passam a se ver como adversários, como emoções como o desejo de retribuir na mesma moeda e o ressentimento.
 
Essa visão do outro como um adversário muda o foco cognitivo para o ego, e pode ser difícil retirar esse foco em si mesmo para amenizar as emoções negativas e restabelecer o relacionamento.
 
A oração parece desviar a atenção do ego, levando-a de volta para o outro, o que permite que os ressentimentos aos poucos arrefeçam, até desaparecer.
 
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Conjunto Vazio

"Destruindo-se o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, (...) os homens compreendem onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro."
O Livro dos Espíritos
Questão 
799
Paris, 1857
 

 
Materialismo torna mais difícil lidar com traumas
Redação do Diário da Saúde
07/10/2013

As pessoas materialistas experimentam mais estresse por conta de eventos traumáticos e são mais propensas a gastar compulsivamente por causa desses incidentes.
 
"Quando as coisas ficam difíceis, o materialista vai às compras", resume Ayalla Ruvio, da Universidade Estadual de Michigan (EUA).
 
"E este comprar compulsivo e impulsivo é susceptível de produzir ainda mais estresse e menor bem-estar. Essencialmente, o materialismo parece fazer os eventos ruins ainda piores", acrescenta.
 
Pessoas altamente materialistas, quando confrontadas com uma ameaça mortal - o estudo analisou pessoas em zonas de conflito - apresentam níveis muito mais elevados de sintomas de estresse pós-traumático e compras impulsivas e compulsivas do que seus vizinhos menos materialistas.
 
Essas pessoas orientadas à posse tendem a ter uma autoestima mais baixa, diz Ruvio, acrescentando: "A relação entre o materialismo e o estresse pode ser mais prejudicial do que se imagina."
 
Efeitos do materialismo
 
Para a segunda parte do estudo, os pesquisadores se propuseram a examinar os fatores por trás dos efeitos do materialismo.
 
Eles entrevistaram 855 residentes nos Estados Unidos, perguntando sobre sua natureza materialista e seu medo da morte.
 
Os resultados revelaram que as pessoas materialistas são mais propensas a tentar aliviar o medo da morte por meio de gastos impulsivos e fora de controle.
 
Neste caso, os efeitos não ocorreram apenas em resposta a uma ameaça específica, como um ataque terrorista, mas como uma forma de lidar com a ansiedade em geral sobre a morte.
 
Assim, o efeito da intensificação que o materialismo exerce sobre o estresse extremo parece ser impulsionado por uma resposta global ao medo da morte e pela baixa auto-estima.
 
Segundo os pesquisadores, as conclusões deste trabalho podem ser estendidas a uma grande variedade de contextos.
 
O estresse pós-traumático surge a partir de uma série de eventos, tais como acidentes automobilísticos, agressões criminosas e desastres naturais.
 
Ruvio afirma estar planejando pesquisas futuras que deverão abordar a relação entre o estresse e o materialismo em diferentes contextos, sob riscos e ameaças diferentes.

Veja outras pesquisas sobre o materialismo: