sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Mordomo Infiel

"Dizia Jesus também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, que tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de estar dissipando os seus bens.
 
"Chamou-o, então, e lhe disse: Que é isso que ouço dizer de ti? Presta contas da tua mordomia; porque já não podes mais ser meu mordomo.
 
"Disse, pois, o mordomo consigo: Que hei de fazer, já que o meu senhor me tira a mordomia? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Agora sei o que vou fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
 
"E chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinqüenta. Perguntou depois a outro: E tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. E disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.
 
"E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz.
 
"Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
 
Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; quem é injusto no pouco, também é injusto no muito. Se, pois, nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?"
 
Lucas, capítulo 16
 

 
ATO DE CARIDADE
A.C.
 
Em nossa reunião da noite de 7 de Junho de 1956, nossos Benfeitores trouxeram-nos ao recinto o Espírito de A. C., que nos contou a sua significativa experiência, aqui transcrita.
 
Oxalá possa ela acordar-nos para mais ampla exatidão, no desempenho de nossos compromissos, na esfera da caridade que, realmente, seja onde for e com quem for, é nosso simples dever.
 
Espiritismo...
 
Sou espírita...
 
Fora da caridade não há salvação...
 
Maravilhosas palavras!...
 
Contudo, quase sempre chegamos a perceber-lhes o divino significado depois da morte, com o desapontamento de uma pessoa que perdeu o trem para uma viagem importante, guardando, inutilmente, o bilhete na mão.
 
Utilizei-me de um corpo físico durante cinqüenta e cinco anos, na derradeira romagem física.
 
Era casado.
 
Residia no Rio de Janeiro.
 
Mantinha a esposa e duas filhas.
 
Desempenhava a função de operoso corretor de imóveis.
 
E era espírita à maneira de tantos...
 
Nunca me interessei por qualquer meditação evangélica.
 
Não cheguei a conhecer patavina da obra de Allan Kardec.
 
Entretanto, intitulava-me espírita...
 
Freqüentava sessões.
 
Aplaudia conferencistas.
 
Acompanhava as orações dos encarnados e as preleções dos desencarnados, com a cabeça pendida em reverência.
 
Todavia, encerrados os serviços espirituais, tinha sempre afeiçoados no recinto, a quem oferecer terras e casas, a quem vender casas e terras...
 
E o tempo foi passando.
 
Cuidava devotadamente do meu conforto doméstico.
 
Meu rico dinheiro era muito bem empregado.
 
Casa bem posta, mesa farta, tudo do bom e do melhor...
 
Às vezes, um companheiro mais persistente na fé convidava-me a atenção para o culto do Evangelho no lar.
 
Mas eu queria lá saber disso?...
 
A meu ver, isso daria imenso trabalho.
 
Minha mulher dedicava-se à vida que lhe era própria.
 
Minhas filhas deveriam crescer tão livremente como desejassem, e qualquer reunião de ordem moral, em minha casa, era indiscutìvelmente um tropeço ao meu bem-estar.
 
E o tempo foi passando...
 
Fui detentor de uma bronquite que me recebia a melhor enfermagem.
 
Era o dodói de meus dias.
 
Se chamado a qualquer atividade de beneficência, era ela o meu grande escolho.
 
No verão, estimava a sombra e a água fresca.
 
No inverno, preferia o colchão de mola e o cobertor macio.
 
E o tempo foi passando...
 
Sessões semanais bem freqüentadas...
 
Orações bem ouvidas...
 
Negócios bem feitos...
 
Aos cinqüenta, e cinco anos, porém, um edema do pulmão arrebatou-me o corpo.
 
Francamente, a surpresa foi grande.
 
Apavorado, compreendi que eu não merecia o interesse de quem quer que fosse, a não ser das entidades galhofeiras que me solicitaram a presença em atividades criminosas que não condiziam com a minha vocação.
 
Entre o Centro Espírita e o lar, minha mente conturbada passou a viver uma experiência demasiado estranha...
 
Em casa, outros assuntos não surgiam a meu respeito que não fossem o inventário para a indispensável partilha dos bens.
 
E, no Centro, as entidades elevadas e amigas surgiam tão intensivamente ocupadas aos meus olhos, que de todo não me era possível qualquer interferência, nem mesmo para fazer insignificante petitório.
 
Para ser verdadeiro, não havia cultivado a oração com sentimento e, por isso mesmo, passei a ser uma espécie de estrangeiro em mim próprio, ilhado no meu grande egoísmo.
 
Ausentando-me do santuário de minha suposta fé, interiormente desapontado, encontrava o circulo doméstico, e, por vezes, ensaiava, na calada da noite, surpreender a companheira com meus apelos ; entretanto, nos primeiros tentames senti tamanha repulsão da parte dela, a exprimir-se na gritaria mental com que me induzia a procurar os infernos, que eu, realmente, desisti da experiência.
 
Minhas filhas, visitadas por minha presença, não assinalavam, de modo algum, qualquer pensamento meu, porquanto se encontravam profundamente engolfadas na idéia da herança.
 
Não havia outra recordação para o carinho paterno que não fosse à herança... a herança... a herança...
 
Passei a viver, assim, dentro de casa, a maneira de um cão batido por todos, porque, francamente, não dispunha de outro clima que me atraísse.
 
Apenas o calor de meu lar sossegava-me as ânsias.
 
Alguns meses decorreram sobre a difícil posição em que me encontrava.
 
Alimentava-me e dormia nas horas certas, copiando os meus antigos hábitos.
 
Certa noite, porém, tive tanta sede de espiritualidade, tanto anseio de confraternização que, vagueando na rua, procurei o Alto da Tijuca para meditar, chorar e penitenciar-me...
 
Minha lágrimas, contudo, eram dessa vez tão sinceras que alguém se compadeceu de mim.
 
Surgiu-me à frente um irmão dos infortunados e, com muita bondade, reconduziu-me ao velho templo espírita a que antigamente me afeiçoara.
 
Era noite avançada, mas o edifício estava repleto.
 
Um mensageiro do Plano Superior dirigia grande assembléia.
 
E o enfermeiro que, paciente, me encaminhara, esclareceu-me que ali se verificava o encontro de um benfeitor do Alto com os desencarnados que se caracterizavam por mais ampla sede de luz.
 
Esse Instrutor penetrava-nos a consciência, anotando o mérito ou o demérito de que éramos portadores para demandar a suspirada renovação de clima.
 
Muitos irmãos eram ouvidos pessoalmente.
 
Após duas horas de expectativa, chegou minha vez.
 
Pelo olhar daquele Espírito extremamente lúcido, deduzi que nenhum pensamento meu lhe seria ocultado.
 
Aqueles olhos varriam os mais fundos escaninhos do meu ser.
 
Anotei meu problema.
 
Desejava mudança.
 
Ansiava melhorar minha triste situação.
 
Perguntou-me o Instrutor qual havia sido o meu modo de vida.
 
Creio que ele não tinha necessidade de indagar coisa alguma, no entanto, a casa acolhia numerosos necessitados e, a meu ver, a lição administrada a qualquer de nós deveria servir a outrem.
 
Aleguei, preocupado, que havia protegido corretamente a família terrestre e que havia preservado a minha saúde com segurança.
 
Ele sorriu e respondeu que semelhantes misteres eram comuns aos próprios animais.
 
Pediu que, de minha parte, confessasse algum ato que pudesse enobrecer as minhas palavras, algo que lhe fosse apresentado como justificativa de auxilio às minhas pretensões de trabalho, melhoria e ascensão.
 
Minha memória vasculhou os anos vividos, inutilmente...
 
Não encontrei um ato sequer, capaz de alicerçar-me a esperança.
 
Não que o serviço de corretor de imóveis seja indigno, mas é que eu capitalizava o dinheiro haurido em minhas lides profissionais, qual terra seca coletando a água da chuva: chupava... chupava... chupava... sem restituir gota alguma.
 
Depois de agoniados instantes, lembrei-me de que em certa ocasião encontrara três amigos de nosso templo, na Praça da Bandeira, a insistirem comigo para que lhes acompanhasse a jornada caridosa até um lar humilde, na Favela do esqueleto.
 
Fiz tudo para desvencilhar-me do convite que me pareceu aborrecido e imprudente.
 
Mas o grupo, que se constituía de uma senhora e dois companheiros, desenvolveu sobre mim tamanho constrangimento afetivo, que não tive outro recurso senão atender à carinhosa exigência.
 
Dai a alguns minutos, varávamos estreita choupana de lata velha, onde fomos defrontados por um quadro desolador.
 
Pobre mulher tuberculosa agonizava.
 
Nosso conjunto, entretanto, logo à chegada, fragmentou-se, pois a companheira foi convocada pelo esposo ao retorno imediato e o outro amigo deu-se pressa em voltar, pretextando serviço urgente.
 
Não pude, todavia, imitar-lhes a decisão.
 
Os olhos da enferma eram de tal modo suplicantes que uma força irresistível me fez dobrar os joelhos para socorrê-la no leito, mal amanhado no chão.
 
Perguntei-lhe o nome.
 
Gaguejou... gaguejou... e informou chamar-se Maria Amélia da Conceição.
 
Seus familiares, uma velha e dois meninos que se assemelhavam a cadáveres ambulantes, não lhe podiam prestar auxílio.
 
Inclinei-me e coloquei-lhe a cabeça suarenta nos braços, tentando suavizar-lhe a dispnéia ; no entanto, depois de alguns minutos, a infeliz, numa golfada de sangue, entregou-se à morte.
 
Senti-me sumamente contrafeito.
 
Mas para ver-me livre de quadro tão deprimente, pela primeira vez arranquei da bolsa uma importância mais farta, transferindo-a para as mãos da velhinha, com vistas aos funerais.
 
Afastei-me, irritadiço.
 
E, antes da volta a casa, procurei um hotel para um banho de longo curso, com desinfetante adequado.
 
E, no outro dia, consultei um médico sobre o assunto, com receio de contágio...
 
O painel que o tempo distanciara assomou-me à lembrança, mas tentei sufocá-la na minha imaginação, pois aquele era um ato que eu havia levado a efeito constrangidamente, sem mérito algum, de vez que o socorro a Maria Amélia da Conceição fora simplesmente para mim um aborrecimento indefinível...
 
Contudo, enquanto a minha mente embatucada não conseguia resposta, desejando asfixiar a indesejável reminiscência, alguém avançou da assembléia e abraçou-me.
 
Esse alguém era a mesma mulher da triste vila do Esqueleto.
 
Maria Amélia da Conceição vinha em meu socorro.
 
Pediu ao benfeitor que nos dirigia recompensasse o meu gesto, notificando que eu lhe havia ofertado pensamentos de amor na extrema hora do corpo e que lhe havia doado, sobretudo, um enterro digno com o preço de minha dedicação fraternal, como se a fraternidade, algum dia, houvesse andado em minhas cogitações...
 
As lágrimas irromperam-me dos olhos e, desde aquela hora, para felicidade minha, retornei ao trabalho, sendo investido na tarefa de amparar os agonizantes, tarefa essa em cujo prosseguimento venho encontrando abençoadas afeições, reerguendo-me para luminoso porvir.
 
Bastou um simples ato de amor, embora constrangidamente praticado, para que minha embaraçosa inquietação encontrasse alívio.
 
É por isso que, trazido à vossa reunião de ensinamento e serviço, sou advertido a contar-vos minha experiência dolorosa e simples, para reafirmar-vos o imperativo de sermos espíritas pelo coração e pela alma, pela vida e pelo entendimento, pela teoria e pela prática, porque em verdade, como espíritas, à luz do Espiritismo Cristão, podemos e devemos fazer muito na construção sublime do bem.
 
Por esse motivo, concluo reafirmando:
 
Espiritismo...
 
Sou espírita...
 
Fora da caridade não há salvação...
 
Maravilhosas palavras!...
 
Que Jesus nos abençoe.

Francisco Cândido Xavier
Vozes do Grande Além
Página 35

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Genética da Compaixão

"Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."
Jesus (Mateus, 20:25-28)


 
"O choque, que o homem experimenta, do egoísmo dos outros é o que muitas vezes o faz egoísta, por sentir a necessidade de colocar-se na defensiva. Notando que os outros pensam em si próprios e não nele, ei-lo levado a ocupar-se consigo, mais do que com os outros. Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensaram. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contacto. Em face do atual extravasamento de egoísmo, grande virtude é verdadeiramente necessária, para que alguém renuncie à sua personalidade em proveito dos outros, que, de ordinário, absolutamente lhe não agradecem. Principalmente para os que possuem essa virtude, é que o reino dos céus se acha aberto. A esses, sobretudo, é que está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que, no dia da justiça, será posto de lado e sofrerá pelo abandono, em que se há de ver, todo aquele que em si somente houver pensado."
O Livro dos Espíritos
Questão 917
Paris, 1857


 
Nascidos para o amor: teoria defende a sobrevivência do mais bondoso
Yasmin Anwar
22/12/2009

Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, os cientistas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.
 
O Gene Altruísta
 
Cientistas estão desafiando crenças aceitas há décadas - na época apresentadas como descobertas científicas - de que os seres humanos seriam fisiologicamente constituídos para serem egoístas.
 
Esta noção ganhou a adesão de grande parte da comunidade científica principalmente através dos trabalhos do cientista e pregador ateu Richard Dawkins, através de seu livro "O Gene Egoísta". Hoje, grande parte dos próprios geneticistas discorda das conclusões de Dawkins.
 
Evolução para a compaixão
 
Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, depois de realizarem uma vasta gama de estudos, afirmam ter coletado um grande conjunto de evidências que demonstra que nós estamos evoluindo para nos tornarmos mais cheios de compaixão e mais colaborativos em nossa busca para sobreviver e prosperar.
 
Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, o psicólogo Dacher Keltner e seus colegas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.
 
Eles chamam esse mecanismo de "sobrevivência do mais bondoso". O trabalho resultou no livro "Nascido para ser Bom: A Ciência da Vida Plena", ainda sem tradução no Brasil.
 
Habilidade para cuidar dos outros
 
"Como nossas crianças são muito vulneráveis, a tarefa fundamental para a sobrevivência humana e para a replicação dos nossos genes é tomar conta dos outros", afirma Keltner. "Os seres humanos têm sobrevivido como espécie porque nós evoluímos nossa capacidade de cuidar das pessoas que necessitam e para cooperar. Como Darwin há muito tempo supôs, a simpatia é o nosso instinto mais forte."
 
A equipe de Keltner está estudando como a capacidade humana de cuidar e cooperar com os outros está implantada em regiões específicas do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente descobriu evidências convincentes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos a sermos compreensivos e termos empatia.
 
Este estudo, feito Laura Saslow e Sarina Rodrigues, da Universidade Estadual do Oregon, descobriu que pessoas com uma variação particular do gene do receptor de oxitocina (ou ocitocina) são mais aptas à leitura do estado emocional dos outros e tornam-se menos estressados em circunstâncias tensas.
 
Informalmente conhecido como "hormônio do aconchego", a oxitocina é secretada na corrente sanguínea e no cérebro, onde ela promove a interação social, a educação e o amor romântico, entre outras funções.
 
"A tendência a ser mais compreensivo pode ser influenciada por um único gene", diz Rodrigues.
 
Como a bondade garante a sobrevivência?
 
Enquanto estudos mostram que o estabelecimento de conexões e relacionamentos sociais pode contribuir para uma vida mais significativa e saudável, a grande pergunta que os pesquisadores agora estão fazendo é "Como é que estas características garantem a nossa sobrevivência e elevam nosso status entre os nossos pares?"
 
Uma resposta, de acordo com o psicólogo e sociólogo Robb Willer, é que, quanto mais generosos formos, mais respeito e influência exerceremos.
 
Em um estudo recente, Willer e sua equipe deram uma pequena quantia em dinheiro a voluntários que participavam de uma pesquisa. A seguir, levou-os para participar de jogos de complexidade variada, cujos resultados apontavam para benefícios para o "bem comum".
 
"Os resultados, publicados na revista American Sociological Review, mostram que os participantes que agiram mais generosamente receberam mais presentes, mais respeito e mais cooperação de seus pares e exerceram maior influência sobre eles".
 
"Os resultados sugerem que qualquer pessoa que age apenas em seu próprio interesse será evitada, desrespeitada, e mesmo odiada", disse Willer. "Mas aqueles que se comportam generosamente com os outros são tidos em alta estima por seus pares e, portanto, têm seu status elevado".
 
Psicologia positiva
 
Os benefícios da generosidade são tão grandes que os cientistas não estão mais se preocupando em por que as pessoas são generosas, mas invertendo a lógica para pesquisar o que parece ser mais patológico - por que algumas pessoas se tornam egoístas.
 
Esses resultados validam os resultados da "psicologia positiva", inaugurada por Martin Seligman, um professor da Universidade da Pensilvânia, cujas pesquisas, no início dos anos 1990, deslocaram-se das doenças mentais e das disfunções para investigar os mistérios da alegria e do otimismo humanos.
 
Embora grande parte da psicologia positiva atual esteja focada na realização pessoal e na felicidade individual, os pesquisadores da Universidade de Berkeley estreitaram suas pesquisas, estudando como ela contribui especificamente para o bem-comum.
 
Criando filhos mais felizes
 
Christine Carter, por exemplo, diretora-executiva Centro de Ciências para o Bem Maior, é criadora do site "Ciência para Criar Crianças Felizes", numa tradução livre.
 
O objetivo do site Raising Happy Kids, entre outras coisas, é apoiar e promover a criação de crianças "emocionalmente alfabetizadas".
 
Carter traduz as pesquisas cheias de rigor científico em conselhos práticos para os pais. Ela diz que muitos pais estão se afastando das atividades materialistas e competitivas e repensando o que vai trazer a verdadeira felicidade e bem-estar para as suas famílias.
 
"Eu descobri que os pais que começam conscientemente a cultivar a gratidão e a generosidade em seus filhos veem rapidamente seus filhos tornarem-se mais alegres e mais felizes", disse Carter, que é autora do livro Criando felicidade: 10 etapas simples para filhos mais alegres e pais mais felizes, que estará nas livrarias em fevereiro de 2010.
 
"O que é muitas vezes surpreendente para os pais é o quanto mais felizes eles próprios podem tornar-se", diz ela.
 

domingo, 10 de junho de 2012

Deixe estar

"Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã;
porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.
Basta a cada dia o seu mal."
Jesus.
(Mateus, Capítulo 6)



Deixe estar, isso também passa...

[Chico] Estava tão só e inconsolável que decidiu pedir a [seu orientador espiritual] Emmanuel não um conselho, mas uma orientação da própria Maria de Nazaré. Alguns dias se passaram e o guia voltou com uma frase atribuída à mãe de Jesus:

- Isso também passa.

Chico se sentiu anestesiado. Escreveu o recado num papel e o colocou na cabeceira da cama. Todas as noites e manhãs ele lia a frase e se consolava.


Emmanuel tratou de fazer uma ressalva: a frase valia tanto para os momentos tristes como para os alegres.


Marcel Souto Maior

As Vidas de Chico Xavier
1ª edição 1994 - 2ª edição 2003


Let It Be

Origens da Canção

"Let It Be" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada em 1970.

A canção foi escrita (...) em um período intenso para os Beatles e para Paul McCartney, que era o único Beatle que parecia ainda se importar com os relacionamentos internos. Nessa época, eles estavam sendo músicos, compositores, produtores e empresários e após a morte do empresário Brian Epstein, Paul se sentiu menos motivado, porém, mais obrigado a manter o grupo unido.

Paul fala sobre a letra na autobiografia "
Many Years From Now" de Barry Miles: "Uma noite, durante aqueles tempos intensos, eu tive um sonho com minha mãe que tinha morrido há mais de 10 anos atrás. (...) ela parecia estar em paz no sonho dizendo, 'Tudo ficará bem, não se preocupe, pois tudo se acertará.' Eu não me lembro se ela usou a palavra 'Let it be' (Deixa estar) mas era o sentido do seu conselho. Eu me senti muito abençoado por ter tido aquele sonho. E comecei a canção literalmente com a frase 'Mother Mary.' A canção é baseada naquele sonho."

A canção cita "
Mother Mary comes to me" que apesar de parecer algo Católico ou Cristão ("Ave Maria vem até mim"), na verdade se trata de Mary McCartney, mãe de Paul. Mas ele explica a dualidade: "Ave Maria ou Mãe Maria, se torna uma coisa religiosa e você pode tomar desse jeito. Eu não me importo. Eu fico feliz se as pessoas tomarem para alimentar sua fé. Não tenho problema com isso. Acho importante ter fé na vida, principalmente no mundo que vivemos."

Origem:
Wikipédia



Let It Be
The Beatles

Quando eu me encontro em tempos difíceis

A Mãe Maria vem até mim
Dizendo palavras sábias:
Deixe estar.

E nas minhas horas de escuridão

Ela está em pé bem na minha frente
Dizendo palavras sábias:
Deixe estar.

(...)

E quando a noite está nublada

Ainda há uma luz que brilha em mim
E brilhará até amanhã
Deixe estar.

Eu acordo com o som da música

A Mãe Maria vem até mim
Dizendo sábias palavras:
Deixe estar.

Deixe estar, deixe estar

Deixe estar, deixe estar
Sussurrando sábias palavras:
Deixe estar

Letra completa, com áudio e vídeo, disponível em:

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fé Libertadora

"A hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...)
hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;
porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."
Jesus (João, capítulo 4)
 


Fé Libertadora

Assuero Gomes

Quando você se sentir oprimido por causa do peso da estrutura religiosa à qual você pertence, quando se sentir culpado, de tal maneira que o ar fique pesado para entrar e sair dos seus pulmões e o peso da culpa que fizeram recair sobre você ficar insuportável, quando você não conseguir cumprir com todas as obrigações impostas, quando a igreja for muito grande e você se sentir muito pequeno, lembre-se de algumas verdades:

 

Jesus não veio condenar ninguém, Jesus não fundou nenhuma religião, Jesus não pediu que lhe construíssem nenhum templo, não escolheu nenhuma cidade nem lugar como sagrado, não discriminou ninguém, não aceitou oferendas nem as pediu.

 

Lembre-se sempre do que Ele ensinou, dentre muitas coisas: o verdadeiro lugar de adoração é o seu coração, o verdadeiro culto agradável ao Pai é atender ao necessitado, o Templo que Ele construiu foi seu próprio corpo ressuscitado, todos são filhos de Deus, sem exceção, nunca chame ninguém de mestre, pois só um é o Mestre, não chame ninguém de senhor, pois o próprio Deus é chamado de Pai.

 

Os homens e as mulheres constroem seus sistemas religiosos institucionais de tal maneira que você pensa que é a vontade de Deus e, assim pensando, você é oprimido muitas vezes por esse sistema e ainda assim é você quem o sustenta tanto psicológica, espiritual e financeiramente. O sistema é construído à imagem e semelhança dos que governam esse mundo, mas no modelo que Jesus nos ensinou é o inverso que deve acontecer, quem é o maior, que seja o menor, quem quer ser servido que sirva, os últimos serão os primeiros, os mansos e humildes herdarão a Terra, os famintos serão saciados e os ricos despedidos de mãos vazias.

 

Liberte-se, pois só assim poderá acompanhar Jesus lado a lado e sentir a verdadeira grandeza de um Deus que caminha na poeira dos pés dos deserdados, que se admira com a veste dos lírios do campo e se alegra com o partir do pão. Uma grandeza resplandecente na humildade.

 

Transforme a instituição que você frequenta em comunidade fraterna de vivência de fé. Nunca tema autoridade nenhuma, pois os filhos são herdeiros e uma vez incorporados na partilha do pão, já são uma só carne e um só sangue.

 

Lembre-se que quanto mais você se tornar obediente aos ditames do mundo, quanto mais complacente com as injustiças do mundo, quanto mais enquadrado na imutável hierarquia dos sistemas, mais preso estará e assim, mais distante de Jesus, do caminhar livre.

 

As igrejas tentam aprisionar Jesus e assim aprisionam você. Libertar Jesus das igrejas, na verdade é libertar você das igrejas.

 

Quando você conseguir caminhar livre, e só assim, você poderá libertar sua igreja.

 

A igreja liberta será então a morada da comunidade verdadeira, sem amarras, sem ritos rotos, sem interditos, sem pecados nem mesuras devidas a ninguém, então a sua opressão não mais existirá, então o ar poderá assear livremente nos seus pulmões e na natureza exterior, e você se sentirá leve, tão leve, que pousará suave aos pés dos pés do necessitado, ali, onde caminha nosso irmão, Jesus.

 

Assuero Gomes é Cristão católico leigo da Arquidiocese de Olinda e Recife

 

assuerogomes@terra.com.br

domingo, 6 de maio de 2012

O que Deus uniu

"Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: 'Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?' Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado. Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos assim; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o."

Mateus, capítulo 19
 

 
Um famoso professor se  encontrou com um grupo de jovens que falava contra o  casamento.

Argumentavam que o que  mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando  este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do  matrimônio.

O mestre disse que  respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia a escada para preparar o café e  sofreu um enfarto.

Meu pai correu até ela,  levantou-a como pôde e quase se arrastando, a levou até à  caminhonete. Dirigiu a toda  velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava  morta.

Durante o Velório, meu  pai não falou. Ficava o tempo todo  olhando para o nada. Quase não chorou. 

Eu e meus irmãos  tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos  engraçados.

Na hora do  sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o  caixão e falou com sentida emoção: 

Meus filhos, foram  55 bons anos... Ninguém pode falar do  amor verdadeiro se não tem idéia do que é o compartilhar a vida com alguém por  tanto tempo. 

Fez uma pausa,  enxugou as lágrimas e continuou: 

Ela e eu tivemos juntos muitas crises. Mudei de emprego,  renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de  cidade.

Compartilhamos a  alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do  outro quando entes queridos partiam.

Oramos juntos na sala  de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em  cada Natal, e perdoamos nossos erros...

Filhos, agora ela se  foi e eu estou contente. E vocês sabem por quê?

Porque ela se foi antes  de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois  da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não  gostaria que sofresse assim... 

Quando meu pai  terminou de falar, meus irmão e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: 

Está tudo bem, meus  filhos, podemos ir para casa.

E por fim o professor  concluiu: 

Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo e do erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao  cuidado a que se dedicam duas pessoas realmente  comprometidas.

Quando o mestre  terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.

O verdadeiro AMOR se  revela nos pequenos gestos, no dia a dia e por  todos os dias.

O verdadeiro AMOR não é  egoísta, nem é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada. 

QUEM CAMINHA SOZINHO PODE  ATÉ CHEGAR MAIS RÁPIDO, MAS AQUELE QUE VAI  ACOMPANHADO, COM CERTEZA, CHEGA MAIS  LONGE.

Do limão à limonada

O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa?
 
Não (...), mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra. (...) O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.
 
O Livro dos Espíritos
Questões 920/921
Paris, 1857
 


Felicidade e otimismo reduzem risco de doenças cardíacas
Com informações da BBC
19/04/2012

Pessoas felizes e positivas têm menos ataques cardíacos.

Está tudo no coração

Cientistas acreditam que um senso de bem-estar pode reduzir fatores de risco que induzem a doenças cardíacas, como pressão alta e colesterol elevado.

Levantamento realizado na Universidade de Harvard, envolvendo mais de 200 estudos sobre o assunto, mostrou que as pessoas felizes e otimistas enfrentam menor risco de sofrer doenças cardíacas e derrames.

Mania de negativo

A maior parte dos estudos anteriores sobre humor e doenças cardíacas se centrou em fatores como estresse e ansiedade, mas não em felicidade e otimismo.

Fatores como estresse e depressão já tinham sido relacionados com o agravamento do risco de doenças cardíacas.

Entre as mulheres o risco de doenças do coração é especialmente elevado naquelas que apresentam sinais de desesperança.

O oposto - redução do risco cardíaco - vem sendo extensamente documentado em aspectos como otimismo e satisfação com a vida.

Isto reforça cada vez mais que um coração saudável é muito mais uma questão de estilo de vida do que de genes.

Tudo melhor

Os pesquisadores de Harvard analisaram estudos médicos variados que documentaram associações entre bem-estar psicológico e boa saúde cardiovascular.

O cruzamento de dados revelou que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade estão associados com uma redução no risco de doenças cardíacas e circulatórias.

Os resultados independem da idade, status socioeconômico, peso e tabagismo.

O risco de doença cardíaca é 50% menor entre pessoas otimistas.

Mas a pesquisadora Julia Boehm afirma que a pesquisa apenas sugere uma ligação, e não representa uma prova de que fatores ligados ao bem-estar possam atuar para prevenir doenças cardíacas.

Por exemplo, os participantes da pesquisa que se mostraram mais otimistas também seguiam hábitos mais saudáveis, como se exercitar mais e seguir uma dieta balanceada, fatores que podem exercer influência na prevenção de doenças.

Fonte: DiarioDaSaude

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Levanta-te e vem para o meio

"O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. (...) As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas. E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial."
Jesus (Mateus, capitulo 22)
 

 
Mais ex-detentos vão produzir sacolas ecológicas
04/04/2012 - 05h30 

O Projeto Liberty, ONG situada em Campinas (SP), acaba de receber encomenda para fabricar e vender 500 mil sacolas ecológicas, feitas de papel. Para atender à demanda, a instituição decidiu aumentar de dez para setenta o número de trabalhadores. São ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV. O Liberty é parceiro do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva como estratégia de prevenção da reincidência criminal.
 
As Sacolas Ecológicas e Sociais Liberty começaram a ser produzidas em janeiro, com apenas dez contratados. Foi logo depois de as de plástico desaparecerem dos supermercados de São Paulo, em função de acordo entre a Associação Paulista de Supermercados de São Paulo e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
 
Em março, diante do pedido de 500 mil unidades, o aumento do número de vagas para o trabalho ampliou as oportunidades de reinserção social. Os contratados recebem aproximadamente R$ 700 por mês, cesta básica, e suas famílias passam a ser apoiadas por outras ações sociais do Liberty.
 
Segundo o coordenador da ONG, Marcos Silveira, a empresa que fez a encomenda pagará o mesmo preço que pagaria a outro fabricante, com a vantagem de estar promovendo a redução da criminalidade e a proteção do meio ambiente.
 
"É possível, sim, diminuir a criminalidade. Todos podem participar. Não se paga nada a mais por isso. Se a sociedade quer que alguém que foi preso deixe o crime, é necessário que se ofereça para essa pessoa uma oportunidade de trabalho e uma renda lícita", afirmou o coordenador do Liberty. "Queremos ainda apoiar as pessoas que são soropositivas e também enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho."
 
A produção das sacolas é feita em máquinas cedidas por uma das empresas parceiras da ONG, a EBG Flexo. O coordenador Marcos Silveira, na intenção de atrair mais colaboradores, marcou para maio o lançamento oficial do produto. Será na Câmara de Vereadores de Campinas, com a participação do CNJ, de dirigentes públicos, políticos, empresários e representantes de entidades da sociedade civil.
 
O Projeto Liberty, desde sua criação, em 2006, conseguiu colocação no mercado de trabalho para mais de 200 ex-detentos, por meio de parcerias com entidades públicas e privadas. Em 2010, em reconhecimento pelo trabalho realizado, foi uma das instituições agraciadas pelo CNJ com o Selo do Programa Começar de Novo, conferido aos que se destacam em ações de reinserção social de detentos e egressos do sistema carcerário.
 
O programa Começar de Novo foi criado pelo CNJ em outubro de 2009. Ele é executado, de forma descentralizada, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e tem como parceiros órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil, a exemplo do Projeto Liberty.
 
Agência CNJ de Notícias
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Muitas Moradas

"Na casa de meu Pai há muitas moradas;
se não fosse assim, eu vo-lo teria dito.
Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto;
nem oculto, que não haja de ser conhecido.
Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido;
e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos telhados será apregoado."
Jesus (João, 14 / Lucas, 12)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
A Um Passo da Abertura
 
Movimentos mundiais de abertura ufológica mostram seus resultados e os governos começam a ceder, abrindo seus arquivos e disponibilizando milhares de páginas antes secretas. Este documentário apresenta uma análise do que podemos esperar para o futuro e sobre qual será o impacto para a humanidade da revelação de que não estamos sós no universo
 
O mundo está mudando rapidamente. Não há mais dúvidas de que a verdade sobre a presença alienígena na Terra deve vir à tona, assim como deve ser do conhecimento de toda a humanidade o fato de que estamos sendo atentamente observados por outras espécies cósmicas. E esta verdade, felizmente, está vindo bem mais rápido do que os ufólogos esperavam. A cada dia, mais países liberam seus arquivos e revelam o que escondem há décadas – inclusive o Brasil, que desde 2007 tem promovido uma abertura que hoje é referência mundial. São milhares de páginas já disponíveis para consulta pública em pelo menos 25 nações, e até mesmo o Vaticano e certos círculos científicos começam a dar sinais de que sabem mais do que admitem.
 
Mas, se a abertura global é uma necessidade e se torna realidade a cada dia, a pergunta que os ufólogos se fazem agora é: O que vem depois dela?