quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nova Rádio Espírita Online


Queridos amigos, muito bom Dia!!!

É com imensa alegria que o www.bomespirito.com anuncia (agora oficialmente) a mais nova Rádio Espírita Online:

www.radiobomespirito.com
24 horas de espiritismo no ar
Onde você faz a sua programação



Enriqueça seu espírito, estude e aprenda com mais de 300 horas de:

Músicas de cunho espírita e espiritualista;
Mensagens de paz, amor, consolação e esperança;
Palestras completas de diversos expositores;
Programas de rádio abordando assuntos diversos e esclarecedores;
Entrevistas com diversos espíritas brasileiros;
Audio-livros completos para "LER" escutando; e
Músicas e audios de meditação para relaxar; entre muitos outros.

Todos disponíveis online e preparados para escutar diretamente no seu micro, sem precisar baixar ou instalar nada!

Espero que todos possam aproveitar e apreciar esta nova opção de divulgação da Doutrina Espírita.

Acessem e divulgem a vontade: www.radiobomespirito.com
Foi feito com muito carinho para todos vocês!

Muita paz a todos.
 
 
 
João Batista Sobrinho
 






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terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Vírus sob a ótica Espírita

 

Explicações de Marlene Nobre, presidenta das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional

 

"Infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico" (Marlene Nobre)

 

Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. Marlene Nobre, presidenta das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, explica porque a falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico pode causar certas doenças.

 

P. – Do ponto de vista espiritual, como interpretar os casos de morte por gripe suína?

Marlene – As pessoas que desencarnam com a gripe suína estão passando por provas necessárias ao aperfeiçoamento de seus espíritos, da mesma forma que aqueles que são vitimados pela gripe comum. Devido a ações cometidas em vidas passadas, as pessoas renascem com a predisposição para determinadas doenças infecciosas, como, por exemplo, a causada por esse novo tipo de vírus. Por meio da doença, expiam as faltas cometidas, obedecendo à lei de causa e efeito.

 

P. – Por que algumas pessoas são mais predispostas a determinadas infecções que outras?

Marlene – Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. A mente humana, comandada pela alma, pode gerar tanto as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico quanto os raios magnéticos de alto poder destrutivo que as aniquilarão. E o desequilíbrio da mente resulta do complexo de culpa, que reponta naturalmente na consciência da pessoa toda vez que ela transgride a Lei Divina, que é Misericórdia e Amor. As forças mentais desequilibradas, por sua vez, lesam o perispírito ou corpo espiritual, em certas áreas, decretando a fragilidade do corpo físico em relação a certas infecções ou doenças. Assim, conforme sejam as disfunções do perispírito, determinadas zonas do organismo ficam mais vulneráveis, tornando-se passíveis de invasão microbiana.

Desse modo, há pessoas que ficam propensas às mais diversas infecções, como é o caso da tuberculose, da hanseníase, da amebíase, da endocardite bacteriana, a da gripe suína, entre outras. Na verdade, essas infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico.

Assim, para a Medicina Espiritual, os germes patogênicos são uma ocorrência secundária. O verdadeiro desequilíbrio nasce na mente, porque, ao lesarmos os outros, lesamos primeiramente a nossa própria alma. Por meio da doença e do sofrimento, conseguimos o reajuste, porque expelimos os resíduos do mal que implantamos na vida ou no corpo dos nossos semelhantes.

 

 

P. – Mesmo trazendo essa predisposição, a gente não pode se livrar da infecção?

Marlene – É claro que pode. Como diz Emmanuel, é na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. Tudo vai depender da atitude mental da pessoa em relação à doença. Ela não pode aceitar a própria decadência moral, para não acabar na posição de excelente incubadora de bactérias e sintomas mórbidos.

Para recuperar-se, é preciso que se integre à corrente positiva da vida, cultivando a humildade e a paciência, o espírito de serviço e o devotamento ao bem. Somente assim assimilará as correntes benéficas do Amor Divino que circulam, incessantes, em favor de todas as criaturas.

Como afirma o pneumologista Paulo Zimermann Teixeira, orientador do programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, "as doenças respiratórias ocorrem em perispíritos alterados que induzem o corpo físico a ficar suscetível aos diferentes agentes biológicos, físicos e químicos que, dependendo da capacidade de autodefesa ou autoagressão, desenvolvem alguma doença respiratória. Caso haja retificação do pensamento, o caráter evolutivo se modifica. Caso contrário, novas doenças ocorrerão nos reencarnes sucessivos, pois o perispírito permanece alterado".

 

P. – Qual o melhor meio de se combater a fragilidade orgânica?

Marlene – Não se pode esquecer que somente o bem constante gera o bem constante. Quer dizer, somente o amparo aos outros cria amparo a nós próprios. No futuro, além de vacinas e medicamentos, teremos o apoio efetivo à mente humana, para que consiga superar, através do trabalho construtivo, o próprio remorso. É imprescindível reconhecer que os princípios de Jesus devem ser seguidos, para afastar de vez animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza. Somente assim conquistaremos simplicidade e humildade, virtudes essenciais para alcançarmos a imunologia perfeita tanto para o corpo físico quanto para o espiritual.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ORIGEM DA VIDA

Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra?

"Achavam-se, por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra para começarem existência nova em novo globo."
Allan Kardec
O Livro dos Espiritos
Questão 45
Paris, 1857

 
Vida pode mesmo ter vindo do espaço
 
Paula Rothman, de INFO Online
Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 - 18h08
 
São PAULO – Cientistas da NASA descobriram glicina, um aminoácido fundamental para a vida, em uma amostra de cometa recolhida pela nave Stardust.
 
Esta é a primeira vez que um aminoácido é encontrado em cometas. Segundo a NASA, a descoberta dá mais crédito à teoria de que alguns ingredientes fundamentais à vida se formaram no espaço e chegaram à Terra há muito tempo por meio do impacto de cometas e meteoros. Além disso, a descoberta sustenta a tese de que a vida no espaço deve ser bastante comum, e não rara.
 
A glicina é um aminoácido utilizado pelos organismos vivos para fabricar proteínas. Elas são catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas e formam desde estruturas dos fios de cabelo até enzimas. Os 20 diferentes tipos de aminoácido existentes são recombinados no organismo para formar milhões de proteínas diferentes – da mesma forma como as letras do alfabeto, combinadas, formam diferentes palavras.
 
A nave Stardust, que recolheu o material, passou pela densa nuvem do cometa Wild 2 em 2 de janeiro de 2004. Enquanto a nave voava pelo material, uma esponja especial, chamada aerogel, capturava gás e poeira deixados pelo cometa. A amostra foi colocada em uma cápsula e liberada, com um paraquedas, para a Terra em 15 de janeiro de 2006.
 
Fonte: Info

Do perdão e do perdoar...

 


A grande maioria de nós, humanos, temos a convicção íntima que não é fácil perdoar; mesmo que nos esforcemos e tentemos realizar o ato supremo de amor e caridade indicado por Jesus quando proferiu as palavras eternas "Amai aos que vos odeiam, perdoai os que vos tem ofendido, orai pelos que vos perseguem e caluniam"(Mt 5:44).

Talvez o grande impacto em nossas mentes seja o fato do Mestre haver utilizado a palavra "amar"; pois em nosso íntimo não compreendemos como podemos amar às pessoas que nos odeiam ou que nos maltratam.


É fácil amar a um filho(a), companheiro(a), familiar e até àqueles que são agradáveis a nós; mas amar a um inimigo é, dentro de nossas convicções, ainda impraticável.

Grande parte desta distonia entre o que devemos e o que achamos que podemos fazer talvez se deva a um problema de compreensão da palavra "amor".

No mais das vezes compreendemos o amor como um sentimento; porque que vivemos o amor(ou suas variações) por outras pessoas que nos são agradáveis e então criamos o paradigma que amor está necessariamente vinculado a sentimento.

A moderna psicologia, bem como os grandes estudiosos do comportamento, trazem uma nova visão quanto a este fenômeno - o amor.

Hoje os melhores especialistas traduzem o amor como um comportamento, e não apenas como um sentimento.

Esta afirmação pode até causar um certo incômodo e espanto na maioria de nós; porém se fizermos uma análise veremos que tem um grande sentido. Quando amamos a uma determinada pessoa - vivendo o sentimento do amor - nós praticamos o ato de amar; em palavras mais diretas: temos o cuidado de não fazer coisas que machucam, a sensibilidade de compreender seus erros, a benevolência de dividir nossas coisas, a caridade de fazer o melhor que podemos a toda hora, etc.

Assim acabamos por perceber que temos total controle sobre as escolhas que fazemos quando agimos com amor - amor neste caso é escolha de comportamento, de maneira de ser - e não apenas um sentimento, pois sobre os sentimentos nós não temos poder de controle.

A escolha de amar vai, por consequência, gerar o sentimento de amor que nos vinculará afetivamente às pessoas que nos são agradáveis

O sentimento tem, por assim dizer, vida própria. Para compreender melhor notemos que quanto estou apaixonado(sentimento do desejo e atração) e meu "amor" não é correspondido eu sofro por não ter controle para deixar de desejar àquela pessoa; Eu não consigo simplesmente deixar de sentir o que sinto, assim como não consigo também controlar os sentimentos de raiva, tristeza, frustração, ansiedade etc.

Já o comportamento é escolha minha; percebamos que mesmo quando eu não sou correspondido eu posso escolher me afastar daquele alguém ou direcionar a minha atenção para outro pólo; e a repetição contínua deste comportamento vai gerar um hábito, que no mais das vezes vai sobrepujar o sentimento, nos tornando melhores (quando criamos hábitos tendo em vista vencer nossos defeitos).

Voltando então a Jesus, é sobre isso que ele fala quando nos convida a "amar" os inimigos - Não de sentir o amor por quem não gostamos (isso é impossível) - mas de não viver aquele desamor e agir com amor para com ele: Não desejar o mal, não agir com raiva ou grosseria, não buscar prejudicar a pessoa, em palavras simples: não se vigar.

Assim fica fácil compreender o que Jesus queria dizer com esta palavra "amar" e fica mais claro o caminho que leva a esta atitude, não acham?

Entendendo o amor como um comportamento percebemos que o perdão também deve ser algo assim, pois o amor e o perdão sempre andam lado a lado.

Quando estou em palestras eu costumo dizer brincando que perdoar não é esquecer; quem esquece tem amnésia ou alzheimer...

É humanamente impossível esquecer que alguém me fez mal, ou o mal que alguém me fez.

Façamos uma rápida análise tomando como exemplo o caso de uma pessoa que tenha perdido alguém querido nas mãos de uma pessoa envolvida com o crime ou drogas; é perfeitamente normal e natural que se tenha sentimentos como revolta, ódio, raiva, frustração, dor, etc. A grande pergunta vem agora: como aprender a perdoar neste caso?

O perdão esquecimento é praticamente impossível em uma ocasião destas; mas o perdão comportamento já não o é.

Para que possamos utilizar o perdão comportamento temos que partir de uma capacidade que todos temos, mas poucas vezes queremos utilizar - a compreensão. Normalmente somente compreendemos o que nos é mais agradável e relegamos ao não esforço a compreensão do que nos desagrada; deixamos então os sentimentos agirem e tomamos muitas vezes decisões que geram arrependimentos futuros.


Perdoar não é fácil; mas com o auxílio da compreensão temos a ferramenta certa para abrirmos as portas de um comportamento de perdão.

Partindo do caso acima mencionado vimos que é normal o sentimento negativo em relação ao autor do crime; porém se pararmos para refletir internamente e formos em busca pelo real fato motivador do ocorrido, veremos que: o criminoso é fruto de um meio social violento e desumano, sua família(quando existe) é provavelmente desajustada, sofreu desde criança o assédio e a influencia de ver o crime como única forma de garantir o que a sociedade mais preza: dinheiro e poder; assumiu um papel de inflingir violência e dor como defesa contra o meio em que vive; não tem um apoio das instituições públicas no tocante a emprego/moradia/saúde e principalmente educação, etc.

Assim analizando, quando buscamos às raizes deste problema e imaginamos o que nós faríamos se vivêssemos esta mesma situação - aplicando a máxima do Cristo: "ao próximo como a tí mesmo" - a que conclusão chegaríamos?

Independente de colocações sociais,políticas ou religiosas, Eu sou sincero em dizer que, muito provavelmente, eu faria o mesmo que ele faz.

Assim, colocando-se no lugar do malfeitor e entendendo todo um contexto que gera o fato, na maioria das vezes nós poderemos - não esquecer o que houve - mas compreender o nosso irmão que erra e utilizarmos de um comportamento de perdão para com ele; buscando que a sociedade ofereça a estas pessoas recuperação e não punição, orientação e não alienação, comportamentos de amparo e não de destruição.

Não é fácil, e no mais das vezes nós ainda nem temos capacidade de tentar fazer isso, devido ao nosso atual estágio evolutivo; mas é o caminho para aprender a perdoar e a seguir os ensinamentos de Jesus.


Nos esforcemos por compreender e aprender a viver estes ensinamentos, seguindo o caminho que leva à evolução íntima; e sejamos nós todos as candeias (ou pessoas-candeia) - que o mestre falava - que do alto do velador servem de exemplo para os que as rodeiam.

Muita Paz a todos.


 
João Batista Sobrinho
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

NOVO FIM

Só De Sacanagem
Ana Carolina
 
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Tudo isso que está aí no ar,
Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro,
Do meu dinheiro, do nosso dinheiro
Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós,
Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais,
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
E eu não posso mais.
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis
Existem para aperfeiçoar o aprendiz,
Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros
Venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro,
A luz é simples,
Regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó
E os justos que os precederam:
"Não roubarás",
"Devolva o lápis do coleguinha",
"Esse apontador não é seu, minha filha".
Pois bem, se mexeram comigo,
Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido,
Então agora eu vou sacanear:
Mais honesta ainda eu vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão:
"Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba"
E eu vou dizer:
Não importa, será esse o meu carnaval,
Vou confiar mais e outra vez.
Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos,
Vamos pagar limpo a quem a gente deve
E receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre,
Ético e o escambau.
Dirão:
"É inútil, todo o mundo aqui é corrupto,
Desde o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi:
Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram?
IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo
Mas, se a gente quiser,
Vai dar para mudar o final!
 
 
Veja o vídeo clicando aqui.
 

 
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." Chico Xavier

domingo, 26 de julho de 2009

REPLICANTES

Células tronco vão criar vidas

Tudo que sabemos sobre reprodução humana está prestes a mudar, a começar pela crença de que ela depende de um homem e de uma mulher.

por Stevens Rehen*
 
A busca pela imortalidade, ou, em outras palavras, a possibilidade de reparo infinito de órgãos e tecidos, é parte antiga do imaginário coletivo. Foi no século 18 que o suíço Abraham Trembley percebeu que a pequena hidra, com seus tentáculos ao redor da boca, era capaz de se regenerar completamente mesmo que picada em vários pedaços. Trembley influenciou gerações de cientistas que buscavam compreender como alguns organismos - mais do que outros - conseguem reconstituir partes do corpo.

O que todos esses cientistas descobriram é que a capacidade de regeneração do corpo humano é limitada. Transplantar seria uma solução – mas que não resolve a enorme demanda por órgãos de reposição e o desgaste do organismo causado pelo envelhecimento. Então surgiram as células-tronco, e com elas a esperança de chegar mais perto da eternidade. Aqui um parênteses: "célula-tronco" é a tradução do inglês stem cell, o nome dado às células de plantas que têm a capacidade de se regenerar. Hoje, esse termo é usado para identificar qualquer célula que, ao se dividir, é capaz de se autorrenovar ou formar novos tecidos e órgãos.

As mais versáteis (e famosas) células-tronco são as embrionárias, retiradas de embriões humanos. Mas elas não são as únicas: em 2007, uma equipe liderada pelo cientista japonês Shinya Yamanaka surpreendeu o mundo ao tornar células adultas tão versáteis quanto as embrionárias. O que Yamanaka fez foi reprogramar células retiradas da pele de seres humanos – na prática, ele criou células-tronco a partir de células comuns. Uma revolução.

Em julho deste ano, o pesquisador iraniano radicado no Reino Unido Karim Nayernia deu mais um passo: anunciou a criação de espermatozoides a partir de células-tronco embrionárias humanas. Também prometeu para muito breve a criação de células germinativas provenientes de células não embrionárias geradas da pele. Nayernia está abrindo a seguinte porta: gerar vida a partir de um apanhado de células da pele. Ou seja: mais do que concretizar o antigo sonho da vida longa, o iraniano quer usar a técnica para gerar vida em laboratório.

Ainda que não esteja claro se esses espermatozoides realmente serão capazes de fecundar um óvulo e iniciar um processo de reprodução humana, a porta está aberta. Já dá para ver, num futuro não muito distante, a medicina sendo capaz de fazer casais inférteis gerar filhos. Ou duas mulheres gerar uma criança. Ou uma criança gerar outra criança.

São novas formas de começar uma vida. Que vão abrir uma série de discussões éticas, mas que acabarão por beneficiar a sociedade muito mais do que prejudicá-la. Até porque posso apostar que é a maneira tradicional de fazer bebês vai prevalecer.
 
*Stevens Rehen é diretor adjunto de pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e palestrante do TEDxSP, um evento para disseminar as melhores ideias. A SUPER apoia o TEDxSP. Saiba mais em www.tedxsaopaulo.com.br.
 

CALENDÁRIO MAIA

2012: FIM OU INÍCIO?

O JORNALISTA Alberto Beuttenmuller, autor do livro dedicado às profecias Maias, entende que essas profecias já estão em curso. Eis as 7 profecias Maias, relatadas e previstas para os nossos dias:
 
1. A primeira profecia fixa(va) o ano de 1999 para o início de um confronto da Humanidade, em relação ao seu comportamento crítico, egoísta, de corrupção, da  ignorância, da destruição dos recursos naturais e proliferação da miséria em todo o mundo.

2. A segunda profecia relaciona-se com a sombra da lua que projectou sobre a terra no eclipse solar de 11 de Agosto de 1999, que atravessou a Europa, passando por Kosovo, depois pelo Oriente Médio, Irão e  Iraque e posteriormente dirigindo-se ao Paquistão e a Índia e, segundo as suas convicções, esta sombra prevê conflitos e guerras nesta área.

3. Esta fala das mudanças climáticas e da responsabilidade que cabe à humanidade neste processo. Fala do desflorestamento, da poluição, da degradação ambiental, do efeito estufa, aquecimento global e sério comprometimento das reservas de água potável. Em consequência, são previstas a fome, a seca, o aparecimento de novas doenças e retorno de doenças que pareciam controladas ou extintas, com grandes prejuízos para as comunidades mais expostas a isto, ou seja, os pobres.

4. A quarta profecia, ainda referindo-se ao aquecimento global, fala da diminuição das calotas polares e consequente elevação do nível dos oceanos causando inundações nas faixas litorais (o Japao é candidato número "uno"). Estudos realizados concluem que os glaciares e picos nevados de todo o mundo estão diminuindo o  seu volume notavelmente, como resultado do aumento geral da temperatura do planeta. O maior pico nevado em África, o monte Kénia, perdeu 92 por cento da sua massa, o de Kilimanjaro sofreu uma redução de 73 por cento. Na Espanha em 1980 havia 27 picos nevados, agora só há 13. Nos Alpes europeus e no Cáucaso na Rússia diminuíram em 50 por cento. Na Antárctida a situação é ainda mais grave, o pico está se derretendo a partir do centro e não a partir das bordas. Sabe-se que quando um lago gelado começa a derreter, sempre o faz é a partir do seu centro. A temperatura na Antárctida aumentou 2,5°C nos últimos 25 anos e está aparecendo vegetação em locais onde antes não havia nada mais do que gelo.

> 5. A quinta profecia refere-se a uma profunda crise económica mundial (que está em curso e foi prevista pelo povo Maia há bastante tempo) ao delírio do consumo, às ilusões do sistema financeiro que fazem a riqueza real ser substituída pela riqueza virtual, dos cartões de crédito que tornam as pessoas inadimplentes (que não cumprem os compromissos) gerando problemas de ansiedade e depressão (que, às vezes, mata), da fragilidade das transacções financeiras baseadas numa rede mundial de computadores, sujeita à um colapso total, posto que depende de uma rede de satélites e de produção de energia, estrutura frágil que pode ser abalada ou destruída por um simples evento de natureza cósmica.

6. A sexta profecia anuncia a passagem do cometa Ajenjo, que, segundo os Maias, irá colidir com a terra e fazer grandes estragos. Um ponto em que muitos "profetas medievais" previram,  que pode vir a destruir vida no planeta.

7. A sétima profecia prevê mudanças genéticas no organismo humano, o desenvolvimento da telepatia, não apenas no sentido de transmitir o pensamento, mas, sobretudo na capacidade de ler o pensamento alheio, retirando-se-lhes atitudes hipócritas, ou seja, o fim da mentira; o desenvolvimento da capacidade auto-cura, extinguindo assim o sofrimento causado pelas doenças.

Estas sete profecias Maias estão de acordo com outras teorias relativas ao Fim dos Tempos, mais especificamente, ao fim deste tempo, desta Humanidade, que tendo atingido um alto grau de progresso material, não obstante, ter mergulhado numa profunda degradação espiritual, deverá passar pelo processo cíclico de purificação. Esta ideia é compartilhada pelos inúmeros sábios, adivinhos, curandeiros indígenas americanos, muitos voltados ao ocultismo e espiritualismo, que faziam as suas previsões e, pelos vistos, estes "profetas medievais" nas suas épocas, para além de acertarem na chegada de chuvas, o ataque de inimigos entre outras, também previram o Napoleão, o Hitler, incluindo um ataque nuclear no século XX, que ainda não aconteceu (graças a Deus)! A maioria destes "magos", tem algo anotado para o dia 21/12/2012, como final do mundo ou prevêem um grande e terrível acontecimento para o planeta.

Por seu lado, o livro chinês muito antigo e conhecido, "I Ching", que idealiza as concepções do mundo e filosofias de vida, uma espécie de horóscopo com 64 hexagramas, usado tanto como livro de sabedoria, como de clarividência também "corrobora" com este princípio. Actualmente foram feitos estudos sobre esse livro em programas de computador, cujos símbolos foram transformados em códigos e equações, através de sofisticados "software's", cujo resultado foi brilhante. Alinhando os 64 hexagramas em padrão ritmíco, num gráfico e comparando esse padrão com a linha do nosso tempo histórico, diversos factos marcantes da nossa história coincidiram com os picos altos encontrados, alguns dos quais, por coincidência ou não, foram nas datas em que ocorreram as grandes catástrofes na terra, como a erupção do vulcão Etna, a derrota de Napoleão e as 1ª e a 2ª guerras mundiais, entre outras.

Misteriosamente o fim desta linha temporal do I Ching termina também em 21/12/2012.

Fonte:
Jornal Notícias

sábado, 25 de julho de 2009

SAI BABA: MÁGICO OU GURU?

Olá, amigos!
 
sétima profecia Maia fala no fim da mentira no planeta Terra. Claro que ainda não chegamos lá, mas certamente estamos a caminho, pois para isso já contamos com um instrumento de transparência sem precedentes na história: a internet.
 
Se por um lado ela facilitou a criação de mitos e lendas urbanas, por outro ajudou bastante na tarefa de desmontá-los. Como vocês sabem, até a primeira viagem à lua continua sob suspeita, agora com uma clara exposição de motivos, graças à flexibilidade do ambiente virtual.
 
Neste sentido, não pude deixar de reconhecer fortes indícios de fraude nas aparições públicas do Sai Baba. Também sempre ouvi falar muito bem dele no meio espírita, como um avatar de rara ocorrência em nosso planetinha tão abafado pela matéria. Até mesmo Divaldo chegou a relatar em suas palestras belas passagens de visitas que lhe fez, de passagem pela Índia. Ainda assim, os vídeos relacionados no endereço abaixo são bastante intrigantes (melhor com banda larga).
 
 
Bem sei que todos os grandes nomes do espiritualismo, de um modo ou de outro, acabam envolvidos em acusações de fraudes, mistificação e coisas do tipo. Nem mesmo Allan Kardec e nosso confiabilíssimo Chico Xavier escaparam desta sina. Porém, pela objetividade das imagens, estes vídeos merecem ser colocados na balança da razão, que embora seja um instrumento fágil e impreciso, é o único de que dispomos enquanto estivermos engarrafados aqui no planetinha azul.

Tirem suas conclusões.
 
Abraço a todos!
 
Ramon de Andrade
www.grifei.blogspot.com
Palmares-PE

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ESPIRITISMO E VEGETARIANISMO

A questão da alimentação sempre foi motivo de discussão. A abstenção desse ou daquele alimento sempre foi discutida e recomendada, e teve variadas finalidades de acordo com o povo, a época, a cultura e a região.

Conhecedor de tal realidade, Kardec perguntou ao Espíritos:

"A abstenção de certos alimentos, prescrita entre diversos povos, funda-se na razão?"

"Tudo aquilo de que o homem se possa alimentar, sem prejuízo para a sua saúde, é permitido. Mas os legisladores puderam interditar alguns alimentos com uma finalidade útil. E para dar maior crédito às suas leis apresentaram-nas como provindas de Deus
". (O Livro dos Espíritos, questão nº721 )

Hoje, no meio espírita, tem crescido a idéia da carne como sendo um alimento impuro, que poderia interferir inclusive no potencial mediúnico dos médiuns e até no destino espiritual das criaturas. Um dos responsáveis por tais idéias: o polêmico espírito Ramatis.

O livro "Fisiologia da Alma", psicografado pelo espiritualista e vegetariano radical Hercílio Maes, aborda o vegetarianismo muito mais em consonância ao pensamento hinduísta, radicalizando a questão e abordando-o sob um suposto prisma "espiritual". Daí, foi um pulo para que certos "espíritas", na verdade simpatizantes de Ramatis, passassem a dizer que não se podia ser verdadeiro espírita aquele que consumisse carne. O radicalismo de Ramatis no citado livro é tanto que, recentemente, um dos seus médiuns chegou a escrever em seu site: "Não acredito em vegetarianismo radical e não sou vegetariano", comentando sobre algumas idéias polêmicas contidas nos livros de seu antecessor, o paranaense Hercílio Maes.

A postura de gigantes no entendimento doutrinário em relação ao modismo vegetariano foi firme. A difusão no movimento espírita da "idéia" de que comer carne vermelha é proibido aos médiuns foi tida por Herculano Pires como típica do "misticismo igrejeiro", ou resultante da contaminação por idéias do orientalismo mágico, constituindo-se, assim, em um flagrante engano, do ponto de vista científico-doutrinário.

Observemos que o tema não escapou a Kardec e aos Espíritos Superiores:

"A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?"

"Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organização
". (Em "O Livro dos Espíritos, questão 722)

"A abstenção de alimentos animais ou outros, como expiação é meritória?"

"Sim, se o homem se priva em favor dos outros, pois Deus não pode ver mortificação quando não há privação séria e útil. Eis porque dizemos que os que só se privam em aparência são hipócritas
".(Ver item 720.) (O Livro dos Espíritos, questão nº724)

"As privações voluntárias, com vistas a uma expiação igualmente voluntária, têm algum mérito aos olhos de Deus?"

"Fazei o bem aos outros e tereis maior mérito
". (idem, questão nº 720)

Referindo-se justamente às crenças hinduístas, em que até mesmo animais perigosos à saúde humana, como baratas e ratos, não podem ser mortos, Kardec indagou:

"Os povos que levam ao excesso o escrúpulo no tocante à destruição dos animais têm mérito especial?"

"É um excesso, num sentimento que em si mesmo é louvável, mas que se torna abusivo e cujo mérito acaba neutralizado por abusos de toda espécie. Eles têm mais temor supersticioso do que verdadeira bondade". (O Livro dos Espíritos, questão nº 736)

Vejamos ainda o que consta de "O Evangelho Segundo o Espiritismo":

"... Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe são peculiares por força da própria natureza, é desconhecer as leis de Deus. Não o castigueis pelas faltas que o vosso livre arbítrio o fez cometer, e pelas quais ele é tão responsável como o cavalo mal dirigido o é, pelos acidentes que causa. Sereis por acaso mais perfeitos, se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, menos orgulhosos e mais caridosos? Não, a perfeição não está nisso, mas inteiramente nas reformas a que submeterdes o vosso Espírito. Dobrai-o, subjugai-o, humilhai-o, mortificai-o: é esse o meio de o tornar mais dócil à vontade de Deus, e o único que conduz à perfeição."

Tal ensino está em perfeita conformidade com o do Cristo, exarado nas seguintes passagens:

"E chamando a si as turbas, lhes disse: Ouvi e entendei. Não é o que entra pela boca o que faz imundo o homem, mas o que sai da boca, isso é o que faz imundo o homem". (Mateus, XV:11).

"E respondendo Pedro, lhe disse: Explica-nos essa parábola. E respondeu Jesus: Também vós outros estais ainda sem inteligência? Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre, e se lança depois num lugar escuso? Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e estas são as que fazem o homem imundo; porque do coração é que saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as fornicações, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfêmias. Estas coisas são as que fazem imundo o homem. O comer, porém, com as mãos por lavar, isso não faz imundo o homem". (Mateus, XV: 16-20).

O comentário ao ensinamento de Jesus, contido n'O Evangelho Segundo o Espiritismo, é incisivo:

"...Como era mais fácil observar a prática dos atos exteriores, do que se reformar moralmente, de lavar as mãos do que limpar o coração, os homens se iludiam a si mesmos, acreditando-se quites com a justiça de Deus, porque se habituavam a essas práticas e continuavam como eram, sem se modificarem."

O respeitado médium José Raul Teixeira, certa feita, comentou a respeito, no que tange à relação entre consumo de carne e prática mediúnica:

Pergunta: "A alimentação vegetariana será mais aconselhável para os médiuns em geral?"

Raul Teixeira: "A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há a chamada alimentação ideal, embora recomende o bom senso que se utilize uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo, principalmente nos dias de reunião mediúnica, a fim de que não seja perturbado por qualquer processo de conturbada digestão que, com certeza, lhe traria diversos inconvenientes. A alimentação não define, por si só, o potencial mediúnico dos médiuns que deverão dar muito maior validade à sua vida moral do que à comida obviamente. Algumas pessoas recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa mediúnica, enquanto outras recomendam que não se deve tomar café ou chocolate, alegando problemas das toxinas, da cafeína, etc., esquecendo-se que deveremos manter uma alimentação mais frugal, a partir do período em que já não tenha tempo o organismo para uma digestão eficiente. É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade. Por outro lado, a resposta dos espíritos à questão 723 de O Livro dos Espíritos é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita bem à vontade para a necessária compreensão, até porque a alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do vegetariano. Lembremo-nos que o "médium" Hitler era vegetariano e que o médium Francisco Cândido Xavier se alimenta com carne
". (em "Diretrizes de Segurança")

Para os hinduístas, assim como para Ramatis, espírito que ainda traz impregnado certos atavios religiosos e culturais, dos quais não conseguiu despir-se, o ato de fazer abstinências, mortificações ou de cumprir rituais é mais fácil do que perdoar, vencer o orgulho, o ódio e o egoísmo. Muito fácil realmente, para os hipócritas, apegarem-se a fórmulas simplistas e idéias de ordenanças sagradas, pois lhes dão uma ilusória sensação de pureza.

Preocupado com o radicalismo da argumentação ramatisiana, o médium Wagner Borges, que afirma psicografar o citado espírito oriental, arrumou a seguinte justificativa, contida em seu livro "Viagem Espiritual":

"O conteúdo das idéias expostas no livro "Fisiologia da Alma" é de sua autoria, mas o radicalismo das opiniões é de Hercílio Maes, que era fanático por vegetarianismo (...)"

De qualquer forma, falta ao movimento ramatisista reconhecer tal interferência anímica e providenciar uma completa correção nos livros de Ramatis, não é mesmo?

Assim sendo, para finalizarmos, pensamos que cada um tem o direito de seguir a dieta que bem entender, sem a pretensão de impor suas preferências às outras pessoas, sob qualquer pretexto. Todos somos do ponto-de-vista que os excessos são prejudiciais, e não é isso que está em questão. Alimentar-se com parcimônia é saudável e constitui-se em prática ideal para todo aquele que deseja ter saúde.
 

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mediunidade na Igreja

Espíritos Se Comunicam Na Igreja

Fátima Farias
fatimafarias@bol.com.br

Um dos segredos guardados pela Igreja Católica acaba de ser desvendado: os espíritos se comunicam no seio da própria Igreja. A revelação veio à tona através do pesquisador de fenômenos paranormais baiano Clóvis Nunes, que conseguiu filmar e fotografar o Museu das Almas do Purgatório, em Roma, e constatou que há pelo menos 104 anos ali estão registradas marcas que legitimam a comunicação e aparições de pessoas mortas.

Tudo começou com um misterioso incêndio na inauguração de um altar, em 1897. Os fiéis, ao apagarem o fogo, perceberam no mármore a marca de um rosto atormentado de um homem. O curioso, segundo Clóvis, é que não havia qualquer combustível no local. Padre Victory Juet e outros entenderam que a materialização daquele rosto, cujos resíduos estão intactos até hoje, se tratava de um fenômeno paranormal insólito.

Com o tempo, o acervo foi se ampliando, com peças vindas de outras igrejas. As relíquias são imagens surpreendentes e revelam que as comunicações espirituais na Igreja são evidentes e acontecem em diferentes épocas. Em entrevista exclusiva, ele nos relata detalhes de sua ousadia em driblar a segurança para desvendar os mistérios. Cita casos de padres que admitem a comunicabilidade com os espíritos, escrevem livros e fazem conferências sobre o assunto.

Revela o depoimento do papa João Paulo II, no dia de finados de 1983, na Praça de São Pedro, em Roma, para mais de 20 mil pessoas: "O diálogo com os mortos não deve ser interrompido porque, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo". Este foi relatado pelo padre Gino Concetti, diretor do Observatório Romano, ao publicar uma série de informações oficiais do Vaticano, que legitima o intercâmbio entre vivos e mortos, desde que esteja vinculado a uma ética adequada de uma postura positiva, dentro da construção de valores espirituais para com os interesses da religião.

"Essa frase legitima, de uma forma muito clara, a posição do papa, com relação ao diálogo com os mortos, e a atual posição da igreja que ao longo do tempo vem sofrendo modificações", conclui Clóvis.

Museu esconde o mistério

O Museu das Almas do Purgatório foi criado pela Igreja no início do século passado pelo padre Victory Juet, que pertencia à Ordem do Sagrado Coração de Jesus, fundada em 1854 pelo padre Chevalier, com a finalidade de proferir missa e orações em sufrágio das almas em sofrimento. Esta organização se desenvolveu em Roma a partir do trabalho de Juet que se transformou numa das maiores personalidades de sua época. Foi procurador de Roma, amigo pessoal e de extrema confiança do Papa Pio X.

Em 15 de novembro de 1897, quando se havia adornado o altar para uma festa, em comemoração às conquistas para construção do grande santuário, que é hoje a igreja, aconteceu o incêndio misterioso. Victory Juet e os fiéis deduziram que seriam almas do purgatório pedindo preces para aliviar seus sofrimentos no Além, uma vez que a igreja estava sendo construída para isso, além de uma demonstração real de que a Igreja seria necessária. A partir daí, o padre, impressionado, comunicou ao papa e às autoridades eclesiásticas, empreendeu muitas viagens pelos países europeus, buscando testemunhos, provas e sempre investigando para inserir outras comunicações semelhantes.

Depois de algum tempo e de uma grande quantidade de material selecionado ele fundou o primeiro Museu Cristão de Além Túmulo, com autorização do papa, para legitimar todas as peças que registram aparições de comunicação espírita entre padres e freiras. "Hoje o museu tem a quantidade de peças resumidas, mas é o registro dessas aparições durante muitos anos em diversas igrejas e diversas partes do mundo", destaca Clóvis.

Segundo ele, a igreja admite, através do museu, a comunicação entre os vivos e os mortos. "Ali está uma testemunha autêntica da imortalidade, da comunicabilidade com os espíritos, muito embora 90% ou mais dos padres desconheçam este museu, pois foi instituído por uma Ordem e somente os padres que estão ligados a ela, o Sagrado Coração de Jesus, sabe da sua existência. Mas se o papa Pio X autorizou sua criação e se o fenômeno aconteceu ali é porque desde aquela época a Igreja admite a comunicação com os mortos. Não explicitamente para o público, mas entre as autoridades eclesiásticas, acreditamos que isso é um fato de algum tempo. Portanto, mais de 100 anos que estas peças registram silenciosamente fatos incontestáveis de que os espíritos se comunicam dentro do seio da Igreja Católica", analisa.

O teor das mensagens

Algumas das comunicações destes padres eram o mal uso, por exemplo, das ofertas da missa e depois com a consciência culpada vinham dizer onde estava este dinheiro guardado. Outras foram de freiras que vinham dizer às irmãs que a vida continuava depois da morte. Também uma grande parte de casos de espíritos em sofrimento que voltavam pedindo para celebrar missa para alívio das dores e das perturbações da alma.

Como a Igreja Católica tem a leitura do Além em três níveis de realidades, explica Clóvis: os bons vão para o Céu; os maus vão para o Inferno e os que não são totalmente nem bons nem totalmente maus ficam temporariamente no Purgatório, como a maioria das comunicações vieram solicitando preces, a Igreja atribuiu este nome de Museu das Almas do Purgatório, após a morte do padre Victory Juet, porque o nome original era Museu Cristão de Além Túmulo.

No começo do século passado, o padre Victory Juet abriu o museu para o público no mesmo período que a igreja foi aberta ao culto, em 1917. A partir de então, o museu passou a despertar muita curiosidade, interpretações precipitadas e equivocadas e a Igreja resolveu então reservar estas informações porque a maioria das interpretações que se dava ao Museu das Almas do Purgatório era relacionada com o satanismo. Os leigos interpretavam as comunicações como algo demoníaco. Isso perturbou não só a fé dos fiéis como também contribuiu para uma má informação do pensamento da doutrina cristã da Igreja. Daí a igreja não liberar mais a visitação, para preservar a contextualização religiosa.

Papa legitima diálogo

O papa João Paulo II não foi o único que se pronunciou sobre o assunto. Clóvis Nunes afirma que muitos outros testemunhos, por parte das autoridades eclesiásticas, admitem a possibilidade de comunicação dos espíritos. Desde o período da transcomunicação (comunicação com os espíritos através de meios eletrônicos) que a Igreja tem se inclinado a uma posição favorável na comunicação com o Além. O Papa Pio XII foi informado destes contatos. Atualmente são muitos padres envolvidos. O padre suíço Léo Schmid publicou o livro Quando os Mortos Falam, resumindo cerca de 12 mil comunicações de espíritos por vozes paranormais, registradas em gravador por k-7.

Também o padre karl Pfleger foi liberado de suas obrigações tradicionais da Igreja para pesquisar o assunto e resultou em opiniões claras e definidas de que a comunicação era uma realidade. Na França, o padre François Brune escreveu o livro Os Mortos nos Falam, traduzido em 11 idiomas e vendido em livrarias católicas. Em parceria com um pesquisador da Universidade de Sourbone, escreveu o livro Linha Direta com o Além. Na Bélgica, Jean Martan escreveu o livro Milhares de Sinais, que resume evidências de comunicação e faz conferências legitimando estas possibilidades. E por aí vai.

"O Espiritismo existe"

E a comunicação entre vivos e mortos será que existe? O padre Gino Concetti, de viva voz, respondeu à reportagem do Fantástico: "Eu acredito que sim. Eu acredito e me baseio num fundamento teológico que é o seguinte: todos nós formamos em Cristo um corpo místico, do qual Cristo é o soberano. De Cristo emanam muitas graças, muitos dons, e se somos todos unidos, formamos uma comunhão. E onde há comunhão, existe também comunicação".

Padre Gino Concetti foi mais além, ao afirmar que "o espiritismo existe, há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Mas não é do modo fácil como as pessoas acreditam. Nós não podemos chamar o espírito de Michelangelo, ou de Rafael. Mas como existem provas na Sagrada Escritura, não se pode negar que exista esta possibilidade de comunicação".

Concetti recebeu ainda eco ou reforço do teólogo Sandro Register: "A Igreja acredita que seja possível uma comunicação entre este mundo e o outro mundo. A Igreja já tem convicção de que esta comunicação existe. A Igreja se sente peregrina, porque vive na terra e possui uma pátria no céu".

Ao admitir a possibilidade do diálogo espiritual, padre Concetti faz questão de ressaltar que este ato não será pecado desde que sob a inspiração da fé e que se evite a prática de idolatria, a necromancia, a superstição e o esoterismo. Justifica que não se pode brincar com as "almas dos trespassados" e nem evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo número de loterias Isso tudo de acordo com entrevista publicada no Jornal Ansa, em Itália – novembro de 1996.

A sustentação do Cristianismo

O parapsicólogo Clóvis Nunes observa que o Museu das Almas representa para os cristãos a certeza da fé no Além, e analisa: "O mistério do Cristianismo nasceu desta comunicação com o Além. Desde o nascimento de Cristo, anunciado por um espírito, até mesmo a sustentação do Cristianismo, porque este só se tornou sustentável quando Jesus ressurgiu dos mortos, no terceiro dia. A partir daí, o Cristianismo se legitimou e outros fenômenos incríveis da história foram legitimados pela comunicação entre vivos e mortos".

"Outro aspecto importante, prossegue o pesquisador, foi a conversão de Paulo de Tarso, na estrada de Damasco, quando se deparou com o espírito de Jesus, que perguntou-lhe: 'Saulo, Saulo, por que me persegues?' Ele caiu cego do cavalo. O Cristo já havia morrido quando este contato aconteceu. Então, o mistério do Cristianismo é o ressurgimento de Jesus do Além e a convicção dos cristãos, dos discípulos, dos apóstolos somente foram construídos depois da certeza inabalável que Jesus vivia após a morte. Isso foi a redenção do Cristianismo, que começa depois da cruz".

A relação disso tudo com o museu, para Clóvis, é que ele faz a ponte, porque durante todos estes séculos houve um grande muro de silêncio entre vivos e mortos por parte da Igreja e que acaba de ser derrubado, demonstrando que a imortalidade da alma é a continuidade da vida e que este silêncio que as religiões cristãs fizeram, mesmo falando de eternidade, nunca criaram as condições possíveis para o diálogo com esta eternidade. "O museu mostra que o diálogo pode ter sido evitado, mas foi natural. Agora com a revelação daquele local, acredito que muitos cristãos vão pensar um pouco mais", prevê.

Programa mostrou tudo

Durante cerca de quinze minutos, Clóvis mostrou no programa Fantástico, da Rede Globo, pela primeira vez no Mundo, imagens surpreendentes que revelam que as comunicações de espíritos. "Acredito que devem ter havido muito mais comunicações. Só o padre Victory obteve mais de 240 peças. A maioria das imagens do museu é original. Há resíduos reais das peças, inclusive a do incêndio ainda está lá, escondida por três pequenas portas de madeira e pintado uma amadona com dois anjos, mas conseguimos filmar", detalha Clóvis e arremata.

"As peças são registros insólitos de fatos paranormais, exclusivos, maravilhosos e extraordinários. Enfim, o museu é a concentração de evidências indiscutíveis de que a morte não nos mata, a vida continua e podemos nos comunicar com aqueles que se foram na frente". Clóvis Nunes é consultor da Rede Globo de Televisão para assuntos paranormais. Foi ele quem enfrentou o padre Quevedo no quadro dominical "O Caçador de Enigmas", no Fantástico.

O acesso às informações

Clóvis Nunes teve acesso às informações através de dois grandes amigos. Um pesquisador muito importante do mundo da ciência paranormal, que é o parapsicólogo mineiro Henrique Rodrigues, que lhe falou a primeira vez sobre o museu. Posteriormente leu alguma coisa na literatura de parapsicologia e mais tarde outro grande amigo, um padre da Ordem de São Sulplício, escritor que vivia em Paris e uma autoridade no mundo das pesquisas, o padre François Brune (foto), lhe certificou que o museu existia. De passagem à Itália, há uns seis anos atrás visitou o museu de uma forma muito rápida, os padres não explicaram detalhes, mas ele insistiu e arremata os resultados.

"Foi tudo de forma passageira sem dar muita importância, mas nós que fazemos pesquisas sobre paranormalidade vimos naquele museu que se ocultava um tesouro de formações maravilhosas de comunicações com o Além e a certeza da eternidade. Vim com o projeto de voltar ali para registrar e documentar as suas peças e somente agora isso foi possível".

Publicado no jornal Tribuna Espírita - Dezembro 2001

Frases Marcantes

"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido porque, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo". 
Papa João Paulo II

"O pronunciamento do papa legitima, de uma forma muito clara, a atual posição da igreja, com relação ao diálogo com os mortos, que ao longo do tempo vem sofrendo modificações".
Clóvis Nunes

"O espiritismo existe, há sinais na Bíblia, na Sagrada Escritura, no Antigo Testamento. Não se pode negar que exista esta possibilidade de comunicação". 
Gino Concetti

"A Igreja acredita que seja possível uma comunicação entre este mundo e o outro mundo. A Igreja se sente peregrina, porque vive na terra e possui uma pátria no céu".
Sandro Register

Fonte:
LarSantissimaTrindade