domingo, 23 de abril de 2017

Charco Divino


Na primeira leitura que fiz de o Livro dos Médiuns, impressionou-me o modo indelicado como o espírito de Santo Afonso de Liguori, ao descrever o fenômeno da bicorporeidade, referiu-se ao corpo físico, que definiu como matéria imunda.

Mesmo sabendo tratar-se de prisão temporária para o Espírito, como bem nos esclarece o Espiritismo, pareceu-me naquele momento um gesto de ingratidão com este singelo uniforme de uso obrigatório aos que se matriculam na escola da Terra.   

Mais recentemente, porém, ao me deparar com relato em que Chico Xavier registra impressão semelhante de seu próprio corpo, compreendi que a repulsa não se deve a menosprezo do espírito em relação a este valioso instrumento, mas sim ao impacto que sua baixa densidade vibratória necessariamente causa em certos espíritos, já bem adiantados na estrada do progresso moral.

Para nós, por exemplo, seria o equivalente a mergulhar na lama, após um banho revigorante nos deixar asseados, bem vestidos e perfumados.

E assim como na Terra a lama tem propriedades cosméticas, depurativas, a analogia parece se estender a nós, espíritos, que necessitamos deste hidratante natural para cicatrizar as feridas da alma.

Seguem as passagens mencionadas, para nossa reflexão.

Ramon de Andrade
Palmares, PE
______________________________________________________________________

O Livro dos Médiuns
Capítulo VII
Da bicorporeidade e da transfiguração

Santo Afonso de Liguori foi canonizado antes do tempo prescrito, por se haver mostrado simultaneamente em dois sítios diversos, o que passou por milagre.

Por nós evocado e interrogado, acerca do fato acima, Santo Afonso respondeu do seguinte modo:

Poderias explicar-nos esse fenômeno?

"Perfeitamente. Quando o homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente; quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a matéria imunda num estado próximo do da morte. Digo próximo do da morte, porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber."
______________________________________________________________________

Chico Xavier - Mandato de amor
Autores diversos
1ª Parte
Os livros do Dr. Inácio Ferreira

Depoimento do médium Francisco Cândido Xavier, em 12.01.1990.

Recentemente, ocorreu-me um fato muito interessante.

Eu estava em meu quarto de dormir, ressonando, quando alguém se aproximou rapidamente. A princípio, assustei-me, mas qual não foi minha agradável surpresa ao reconhecer a figura inconfundível de Dr. Inácio Ferreira! Assim, fui logo exclamando:

— Dr. Inácio, é o senhor mesmo, meu bom Deus! Que alegria revê-lo! — quase chegando às lágrimas por reconhecer o estimado confrade. Ele encontrava-se tal qual acostumamo-nos a vê-lo aqui, em Uberaba. O mesmo traje branco, o mesmo jeito. — Dr. Inácio, conte-me algo sobre sua passagem. Estou curioso por ouvir do senhor o relato sobre o reencontro com os nossos amigos da outra vida! Quantos dos nossos o senhor já reviu? Quero saber tim tim por tim tim!

Ao que ele retrucou:

— "Ah, Chico, meu caro, não há tempo para isso. Vim aqui para pedir-lhe o favor de uma providência que não deve fazer-se esperar. Ademais, tenho visto tanta gente que, se fôssemos conversar sobre isto, passaríamos dias na prosa. E você sabe como é, Chico, eu poderia esquecer de mencionar alguém, tantos são os amigos! De forma que, ao menos por enquanto, não nos aventuraremos por este terreno. Mas vamos logo ao assunto que me trouxe aqui. Chico,… nós dois vamos até minha casa. Você precisa me acompanhar até lá para podermos conversar com Maria Aparecida".

— Mas, Dr. Inácio, o senhor deve estar doido! Eu não posso sair a estas horas da noite! O meu corpo está exausto, o senhor deve estar a par de minha peleja e os médicos me recomendaram repouso! Como é que eu sairia na rua tarde da noite? Além disso, sua casa é por demais distante, do outro lado da cidade!!! — disse-lhe.

— "Chico, não se preocupe com isso, porque você estará sob os nossos cuidados. O fato é que nós devemos ir andando até lá. No trajeto, eu lhe digo o porquê. Vamos, Chico, dê-me o braço".

Ao apoiar-me em Dr. Inácio, senti-me leve como pluma. O corpo já não mais me pesava. Uma força levemente eletrizante animou-me, a ponto de sentir-me plenamente disposto para a caminhada. Foi aí que reparei na beleza de Dr. Inácio. Por todo o seu corpo, vi pequenas irradiações brilhantes, que fizeram-me compreender que ele já havia alcançado o estágio de auto-luminosidade. Ante meu espanto natural, retrucou:

— "Chico, não temos tempo para conversas! O trabalho nos espera. Vamos andando!"

Súbito, começamos a andar celeremente, tomando a calçada. À medida que caminhávamos, mais rápido íamos, de maneira que deslizávamos a meio palmo do chão. Vocês não imaginam o quanto dista a residência de Dr. Inácio de minha casa e, em questão de poucos minutos, havíamos atravessado toda Uberaba e já nos aproximávamos do lugar.

— E se alguém me vir andando assim, na rua, Dr. Inácio, altas horas da madrugada! — exclamei.

— "Não se preocupe, Chico. Ninguém nos verá".

— Mas, meu Deus! O que é que D. Maria Aparecida vai pensar de mim? Isto não é hora para visitas, Dr. Inácio!

— "Você precisa conversar com ela, Chico. Ela já deve estar desperta pelos amigos espirituais".

A esta altura, já estávamos diante da porta de entrada da casa de Dr. Inácio. O silêncio dominava a madrugada. Eu estava aflito pela possibilidade de importunar D. Maria Aparecida, àquela hora. Dr. Inácio parou em frente à porta e disse-me:

— "Chico, você fique aqui e aperte a campainha".

— Mas o que é isso, Dr. Inácio? D. Maria Aparecida vai achar que estou ficando doido, parado aqui, tocando a campainha tão tarde da noite!

— "Chico, não se preocupe que ela já deve estar de pé. Infelizmente, minha condição perispiritual ainda não me permite atuar diretamente sobre os metais, de forma que não posso abrir a fechadura para você. Por favor, me espere aqui fora, enquanto tentarei forçar a parte de madeira da porta, a fim de ajudar a abri-la. Toque a campainha, que Maria Aparecida atenderá ao chamado".

Assim foi feito. E segundos mais tarde, D. Maria Aparecida abriu a porta, um pouco espantada com o inusitado da visita, pois, afinal, era a primeira vez que eu ia até lá.

Gentilmente, convidou-me a entrar. Sentamo-nos na sala, falamos sobre a recente partida de Dr. Inácio, cuja presença ela não percebia. As lágrimas nos tomaram muitos minutos de saudade e ouvi, com muita atenção e carinho, os lamentos de profundo pesar da estimada irmã.

Passados alguns instantes, disse-lhe, pausadamente, de acordo com as instruções recebidas de Dr. Inácio:

— O que eu tenho a lhe informar, D. Maria Aparecida, é que Dr. Inácio está presente, a pedir-lhe paciência. Pede-me para dizer-lhe que a vida continua e que ele está firme nos propósitos de servir, junto ao Sanatório. Dr. Inácio continua à frente dos trabalhos, com planos para o futuro. A senhora me perdoe se lhe disser algo menos cortês, mas é que ele está me pedindo para dizer-lhe que, por amor a Deus, não doe os livros de sua biblioteca.

Um tanto quanto espantada, D. Maria Aparecida respondeu:

— Mas, Chico, eu não dispus de livro algum! Não tenho doado livro nenhum de Inácio.

— "Chico — insistiu ele — ela tem dado meus livros e provavelmente está encobrindo o fato porque o fez com grande carinho. Diga a ela que ainda preciso muito de minha biblioteca e quero conservá-la aqui em casa até o dia em que o Sanatório estiver preparado para recebê-la, numa nova e arejada sala. Conte a ela, Chico, que após a desencarnação, continuei trabalhando muito pelo Sanatório. Não tenho tido tempo ainda para conhecer outras esferas de trabalho. Diga a ela que, em meus momentos de descanso, este é o pouso bendito que busco para rever os velhos assuntos, a meditar na bondade divina. Eu preciso de meus livros, Chico!"

Aos poucos, D. Maria Aparecida foi percebendo a presença do antigo companheiro. Entre um e outro esclarecimento, que Dr. Inácio fazia-me dar, ela finalmente considerou, surpresa:

— Mas, Chico, somente eu poderia saber disto! Como é que você pode estar me contando isso???

— É o Dr. Inácio, D. Maria Aparecida, que está aqui, pedindo-me para falar em seu nome. A senhora me perdoe!

Decorridos alguns instantes de recordações silenciosas, repletas de saudade, D. Maria Aparecida, influenciada por amigos espirituais, convidou-me a repousar por algum tempo. Dr. Inácio esclareceu-me que o repouso se fazia necessário, tendo em vista a recomposição de nossas forças. Descansamos, então, por três horas. E somente após as cinco horas da manhã, despedimo-nos emocionados da amiga.

No caminho de volta, Dr. Inácio pediu-me o obséquio de, logo pela manhã, às 7:30 horas, telefonar à D. Maria Aparecida, a fim de relatar-lhe o ocorrido. Disse-me, também, que o Dr. Bezerra de Menezes havia considerado a necessidade de que o encontro espiritual não fosse registrado pela memória corporal de D. Maria Aparecida. Segundo Dr. Inácio, ela havia recebido dos amigos espirituais forte carga magnética de esquecimento. Não obstante, guardaria no coração e na memória espiritual aqueles instantes, daí a importância do telefonema. Chegamos em casa rápido. Entrando em meu quarto, assustei-me, sobremaneira. A princípio, pareceu-me que alguém dormia em minha cama. Sem deixar transparecer o desagrado que invadiu-me naquele momento, exclamei:

— Que é isso, Dr. Inácio??? Como alguém pode estar deitado em minha cama???

— "Não há ninguém deitado lá, Chico!" — retrucou.

— Como não? O senhor não está vendo esta coisa de desagradável aparência, esparramada em minha cama? Como pode ser isso, meu Deus? Dê-me paciência para tolerar esta situação, porque esta coisa horrível mais me parece uma massa gelatinosa, escura, debaixo dos lençóis!

— "Acalme-se, Chico. Confie em minha palavra. Não há ninguém em sua cama!"

— Mas como é que vou deitar-me em cima disto??? — perguntei alarmado.

— "Pode confiar em mim, Chico. Está tudo certo. Vamos, deite-se".

Vagarosamente, deitei-me, então, recostando por cima daquela massa de desagradável aparência. Senti-me entrando dentro daquilo como que uma mão entrando numa luva. Um frio percorreu-me todo durante o encaixe e somente assim percebi que se tratava de meu corpo físico. Com o susto que a inesperada descoberta causou, despertei. Já não via Dr. Inácio e os primeiros raios da manhã invadiam o ambiente. Olhei em volta para ver se ainda registrava a presença do estimado confrade, mas a visão terrena nada me mostrou. Apenas pude perceber, pela mediunidade audiente, sua voz.

— "Até a próxima, Chico. Não posso ficar mais. Não se esqueça de telefonar para Maria Aparecida, às 7:30 horas, está bem?"

Disse isso e partiu. O relógio marcava 6:30 horas da manhã e não pude mais dormir, dada a emoção que me invadiu o coração. As lágrimas vieram-me espontaneamente ao rosto ao lembrar-me de Dr. Inácio Ferreira. Levantei-me, chorando, tomado de sentimentos, dirigindo-me à cozinha, a fim de fazer a primeira refeição e alimentar os gatinhos. A colaboradora de nossa casa já estava de pé e, surpresa, disse-me:

— Ainda é muito cedo, seu Chico! O que é que o senhor está fazendo de pé, assim, chorando, meu Deus?!?

— Minha nega, estou vindo da casa de Dr. Inácio. Estive com ele a noite toda, numa visita à D. Maria Aparecida, respondi-lhe, banhado em lágrimas, não contendo a emoção que o encontro me causara.

Pude perceber que a estimada servidora pensava silenciosamente na distância da casa de Dr. Inácio e que, com certeza, eu estava ficando doido mesmo. Passada a emoção das lembranças, esperei a chegada das 7:30 horas para desincumbir-me da tarefa. Na hora certa, liguei e D. Maria Aparecida atendeu muito surpresa. Expliquei que tinha algo a lhe relatar. Então, ficamos a conversar longamente sobre o acontecido!…

[1] Dr. Inácio Ferreira de Oliveira desencarnou em 27 de setembro de 1988. O fato ocorreu por volta de 11 de janeiro de 1989. Sua esposa: Maria Aparecida V. Ferreira.


domingo, 28 de agosto de 2016

CORAÇÕES E MENTES

CORAÇÕES E MENTES

"Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele."

"Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade."

"Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos."

"Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos."

Jesus
Mateus, 11:12
Marcos, 10:42-45
____________________________

Desde que o Espiritismo deve marcar um progresso da Humanidade, por que os Espíritos não apressam esse progresso através de manifestações tão gerais e patentes que pudessem levar a convicção aos mais incrédulos?

"Desejaríeis milagres, mas Deus os semeia a mancheias nos vossos passos e tendes ainda homens que os negam."

"O Cristo, ele próprio, convenceu os seus contemporâneos com os prodígios que realizou?"

"Não vedes ainda hoje os homens negarem os fatos mais patentes que se passam aos seus olhos? Não tendes os que não acreditariam, mesmo quando vissem?"

"Não, não é por meio de prodígios que Deus conduzirá os homens. Na sua bondade, ele quer deixar-lhes o mérito de se convencerem através da razão."

O Livro dos Espíritos
Questão 802
___________________________

"Depreende-se, portanto, que a principal questão do espiritualismo é proclamar a necessidade da renovação interior, educando-se o pensamento do homem no Evangelho, para que o lar possa refletir os seus sublimados preceitos."

"Dentro dessa ação pacífica de educação das criaturas, aliada à prática genuína do bem, repousam as bases da obra de Ismael, cujo objetivo não é a reforma inopinada das instituições, impondo abalos à Natureza, que não dá saltos; é, sim, a regeneração e o levantamento moral dos homens, a fim de que essas mesmas instituições sejam espontaneamente renovadas para o progresso comum."

"A tarefa é vagarosa, mas, de outra forma, seria a destruição e o esforço insensato. A obra da revolução espiritual, no Evangelho de Jesus, não se compadece com as agitações do século."

"Os que desejarem impor, no seu compreensível entusiasmo de crentes, os preceitos do Mestre às instituições estritamente humanas, talvez ainda não tenham ponderado que a obra cristã espera, há dois milênios, a compreensão do mundo."

"Todos os que lutaram por ela de armas na mão e quantos pretenderam utilizar-se dos processos da força para a imposição dos seus ensinamentos, no transcurso dos séculos, tarde reconheceram a sua ilusão, redundando seus esforços no mais franco desvirtuamento das lições do Salvador, porque essas lições têm de começar no coração, para conseguirem melhorar e regenerar o planeta."

Humberto de Campos por
Francisco Cândido Xavier em
Brasil, Coração do Mundo...

domingo, 21 de agosto de 2016

NO VENTRE DE DEUS

NO VENTRE DE DEUS

"O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós." Jesus (Lucas, capítulo 17)

"Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." Jesus (João, capítulo 4)
______________________________________

Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

"Não; falta-lhe para isso o sentido."

O Livro dos Espíritos
Questão 10
_______________________________________

No ventre de uma mãe havia dois bebês.  Um perguntou ao outro:

"Você acredita em vida após o parto?"

O outro respondeu: "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde."

"Bobagem", disse o primeiro. "Não há vida após o parto. Que tipo de vida seria esta?"

O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas  e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora."

O primeiro retrucou: "Isto é um absurdo. Andar é impossível. E comer com a boca!? Ridículo! O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos.O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação."

O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico."

O primeiro contestou: "Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá? O parto é o fim da vida e no pós-parto não há nada além de escuridão, silêncio e esquecimento. Ele não nos levará a lugar nenhum."

"Bem, eu não sei", disse o segundo, " mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós."

O primeiro respondeu: " Mamãe, você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?"

O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."

Disse o primeiro:" Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."

Ao que o segundo respondeu: " Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa lá de cima."

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Por Causa da Justiça


"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus."
Mateus, capitulo 5

"Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á."
Marcos, capítulo 8



O apelo profético do padre Jacques Hamel, «homem bom» que «sacrificou a sua vida pelos outros»



O padre francês Jacques Hamel, que auxiliava o pároco da comunidade de Saint-Etienne, uma das duas paróquias de Saint-Etienne-du-Rouvray, próximo de Rouen, foi morto esta terça-feira (26/07/2016), aquando de uma tomada de reféns, na sua igreja, por dois assaltantes ligados ao Daesh (ISIS).

Nascido em 1930 e ordenado padre em 1958, há quase seis décadas, Jacques Hamel presidia à missa na paróquia que servia há 10 anos quando os homens entraram na igreja e o degolaram, antes de serem mortos pela polícia.

Era «um padre corajoso para a sua idade. Os padres têm direito à reforma a partir dos 75 anos, mas ele preferiu continuar a trabalhar ao serviço das pessoas porque ainda se sentia forte», afirmou o pároco, padre Auguste Moanda-Phuati, ao jornal francês Le Figaro.

«Muito apreciado, era um homem bom, simples e sem extravagâncias. Aproveitámos muito da sua experiência e da sua sabedoria na paróquia de Saint-Etienne. Esteve ao serviço das pessoas praticamente toda a sua vida», acrescentou o sacerdote congolês, que interrompeu as férias para regressar à comunidade.

O padre Aimé-Rémi Mputu Amba, por seu lado, afirmou declarou que o sacerdote assassinado esta manhã «era sempre um raio de sol» nos encontros entre paróquias do sul de Rouen.

«Dizíamos-lhe muitas vezes, a brincar, "Jacques, estás a exagerar um pouco, já é tempo de te reformares". E ele respondia, a rir, "já viste um padre na reforma? Eu trabalharei até ao meu último suspiro". Para ele, partir no momento em que celebrava a missa é uma forma de consagração, apesar das circunstâncias dramáticas», acrescentou.

O arcebispo de Rouen, D. Dominique Lebrun, que acompanhava um grupo de jovens à Jornada Mundial da Juventude, na Polónia, publicou na página da arquidiocese uma nota onde declarava que iria regressar a França e apelou à unidade e à paz: «Brado a Deus, com todos os homens de boa vontade. Ouso convidar os não-crentes a unirem-se a este brado! (…) A Igreja católica não pode ter outras armas que não sejam a oração e a fraternidade entre os homens».

O presidente do Conselho Regional do Culto Muçulmano da Normandia, Mohammed Karabila, descreveu o padre Hamel como «um homem de paz, de religião, com um carisma certo. Uma pessoa que dedicou a sua vida às suas ideias e à sua religião. Sacrificou a sua vida pelos outros».

A 6 de junho, o padre Hamel publicou uma nota na folha paroquial, onde apelava à comunidade para aproveitar as férias de verão de modo a tornar o mundo mais humano e fraterno através do encontro e da oração, em particular pela paz e para uma melhor vivência em conjunto.

«As férias são o momento para nos afastamos das nossas ocupações habituais. Mas não é um simples parênteses»: além de «tempo de descontração», servem também de «encontro, de partilha, de convivialidade».

Enquanto alguns reservarão «dias para um retiro ou uma peregrinação», outros «relerão o Evangelho, sozinhos ou com outros, como uma palavra que faz viver o hoje»; haverá também aqueles que contemplarão o «grande livro da criação, admirando as paisagens tão diferentes e tão magníficas» que «elevam» e «falam de Deus», escreveu o padre Hamel.

«Possamos nós nestes momentos ouvir o convite de Deus a tomar cuidado deste mundo, a fazer dele, onde vivemos, um mundo mais caloroso, mais humano, mais fraterno. Um tempo de encontro, com os próximos, os amigos: um momento para reservar tempo para viver algo em conjunto. Um momento para sermos atentos aos outros, sejam eles quem forem», assinalou.

«Um tempo de partilha: partilha da nossa amizade, da nossa alegria. Partilha do nosso apoio às crianças, mostrando que elas contam para nós. Um tempo de oração, também: atentos ao que acontecerá no nosso mundo nesse momento. Oremos por aqueles que têm mais necessidade, pela paz, para um melhor viver em conjunto», prosseguia a mensagem de férias.

No «ano da misericórdia», o sacerdote apelou a que o «coração esteja atento às coisas belas, a cada um e àqueles e aquelas que se arriscam a sentir-se um pouco mais sós».

O nome próprio Jacques (Tiago) evoca o apóstolo homônimo que testemunhou a fé até ao sangue, e o assassínio ocorreu numa igreja dedicada a Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão.
 
Le Figaro
Trad. / edição: Rui Jorge Martins
Publicado em 26.07.2016
Fonte: Snpcultura

terça-feira, 21 de junho de 2016

Olhar de Misericórdia


"Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados;
e com a medida com que medis vos medirão a vós."
Mateus, 7:1-2

"(...) Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
Respondeu ela: Ninguém, Senhor.
E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais."


"Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo."

João, 8:10-15

____________________________________________________________________________

Quando estamos desesperados, sermos julgados é a pior coisa que pode nos acontecer

Sílvia Marques

É cruel exigir de um deprimido ou de alguém que passa por um luto severo uma grande clareza de raciocínio, uma profunda capacidade de entender a situação que lhe ocorre de forma objetiva. É cruel exigir de um deprimido ou de alguém que passa por um luto severo que ele cumpra com as suas obrigações corretamente e que seja capaz ainda de fazer gentilezas e atender a protocolos sociais, como manter conversas frívolas e fazer passeios que não lhe interessam.

Por mais equilibrada que seja uma pessoa , alguns fatos podem bagunçar a sua rotina e desestruturar a sua forma de pensar e agir. Não podemos esperar por uma extrema eficiência e eficácia de um profissional que está passando por um luto. E quando uso a palavra luto, me refiro às diversas mortes que enfrentamos no decorrer da vida.

Não podemos esperar por palavras de bom senso quando alguém acabou de receber uma péssima notícia ou está mergulhado em uma depressão profunda. Não podemos esperar que alguém que se sente quebrado por dentro veja a vida com olhos normais e consiga se divertir naturalmente ou trabalhar produtivamente.

É cruel exigir de um deprimido ou de alguém que passa por um luto severo uma grande clareza de raciocínio, uma profunda capacidade de entender a situação que lhe ocorre de forma objetiva. É cruel exigir de um deprimido ou de alguém que passa por um luto severo que ele cumpra com as suas obrigações corretamente e que seja capaz ainda de fazer gentilezas e atender a protocolos sociais, como manter conversas frívolas e fazer passeios que não lhe interessam.

Alguém altamente deprimido ou vivenciando um luto muito grande mal tem forças para abrir a janela do quarto, lavar o rosto, tomar o café da manhã. Para alguém muito machucado, o melhor remédio é muita compreensão. É muito carinho. A pessoa muito machucada deve ser deixada livre para fazer o que sente vontade. É cruel encurralar quem está no limite das suas forças em jogos emocionais, diálogos intricados, atividades que exijam um alto nível de concentração e energia. Concentração e energia são duas coisas poderosas que o deprimido ou quem vive um luto não tem.

Um deprimido em alto grau não tem energia para suportar um ambiente caótico, em que as pessoas reivindicam a sua atenção. Um deprimido em alto grau não tem forças para suportar as demandas emocionais dos outros pois ele mal consegue sobreviver. O pouco de energia que ele tem é para tentar se salvar. É para tentar não sucumbir ao seu infortúnio. Fazendo uma analogia, é o mesmo que pedir para alguém que está se afogando , salvar outra pessoa.

Pessoas deprimidas não se animam vendo filmes engraçados ou passeando no shopping. Quer dizer, alguns até podem. Mas , o que quero dizer é que o que alegra as pessoas em seu estado normal , quase sempre não significa nada para o deprimido. Enfim, não existem caminhos simples e padronizados para sair de uma depressão. Talvez, o elemento mais recorrente para a maioria das pessoas seja receber muita compreensão.

O deprimido se volta para dentro de si e diz coisas absurdas e não enxerga nenhum caminho possível pois ele está adoecido e precisa de ajuda. Precisa de acolhimento, de pessoas que simplesmente o escutem sem julgá-lo, sem ironiza-lo ou sem minimizar o seu sofrimento. Um deprimido não precisa ser rotulado, ridicularizado, forçado a sair da sua crise à base da porrada.

Infelizmente , a nossa sociedade ainda não consegue lidar com os deprimidos e com aqueles que vivem um luto severo. Infelizmente , muitas pessoas ainda esperam de um deprimido a conduta de alguém que está em seu estado normal. A maioria das pessoas ainda não consegue entender a desestruturação emocional pela qual passa alguém em luto. Todo mundo entende que uma pessoa com a perna quebrada não pode se locomover direito. Mas quando é a alma que está fragmentada, a mente ferida, o papo é bem diferente. Os critérios de julgamento são muito mais rígidos, a paciência , muito menor, as exigências, infinitas.

Fonte: Obvius

domingo, 12 de junho de 2016

O Evangelho Segundo Chico Xavier: Aos pés do amor


"E eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo; e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo.(...) E disse a ela: Perdoados são os teus pecados. (...) A tua fé te salvou; vai-te em paz."

Lucas, Capítulo 7
_________________________________________

"Chico vinha sofrendo de fortes dores num dos pés e mancava, sem que os médicos que o atenderam pudessem aliviá-lo. Diariamente, os funcionários da Fazenda Modelo eram trazidos de volta para casa em charretes que, ao retornarem a Pedro Leopoldo, tinham de passar pelo Biriba, nome dado à zona de meretrício da cidade.

Uma tarde, ao passarem pelo local, Chico e seus companheiros foram chamados pelas moças que viviam ali. Uma delas, dirigindo-se ao Chico, disse: "Venha até a minha casa, preciso lhe falar". Os colegas logo fizeram gracejos e comentários maliciosos, mas ele desceu da charrete e foi até a residência da moça.

Ali, as prostitutas reunidas o receberam com profundo respeito. Pediram-lhe que sentasse. A moça que o abordara trouxe uma pequena bacia com água limpa, pediu permissão para descalçá-lo, colocou seu pé doente na bacia e, segurando uns raminhos de flores do campo, rezou, seguida pelas companheiras. Ela molhava os raminhos e os batia delicada e repetidamente no pé de Chico. Depois enxugou-o, beijou-o e calçou-o.

Dois dias depois, emocionado, Chico contava o episódio aos amigos. Sua vidência lhe mostrou que o líquido da bacia foi ficando escuro e lodoso à medida que a moça banhava seu pé, fazendo com que a dor o deixasse lentamente.

Chico Xavier: um doce olhar para o além
Sebastião Aguiar
Editora Globo
São Paulo, 2010
páginas 32/33

O Evangelho Segundo Chico Xavier: Desapropriação


"Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á."
Jesus (Marcos, capítulo 8)

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."
Jesus (João, capítulo 15)
____________________________________________________________________

Chico chegara, afinal,  aos cem livros psicografados. Porém, ao dizer ao seu guia espiritual, Emmanuel, que desejava "diminuir o ritmo" de trabalho, suas expectativas receberam mais um balde de água fria, como já havia acontecido antes.

Segundo Chico Xavier, a resposta do seu mentor foi: "Estou na obrigação de dizer a você que os mentores da vida superior que nos orientam expediram uma instrução. Ela determina que sua atual encarnação seja desapropriada em benefício da divulgação dos princípios espíritas-cristãos. Sua existência, do ponto de vista físico, fica à disposição das entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros, enquanto seu corpo se mostre apto para nossas atividades".

Inconformado, Chico voltou a perguntar: "Devo trabalhar na recepção de mensagens e livros até o fim da minha vida atual?".

"Sim", disse Emmanuel. "E se eu não quiser? A doutrina espírita ensina que somos portadores do livre-arbítrio para decidir sobre nossos próprios caminhos", insurgiu-se o médium.

E Emmanuel então explicou: "A instrução a quem me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação quando lançado por uma autoridade na Terra. Se você recusar o serviço a que me reporto, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao cristianismo redivivo terão autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico".

O dialogo terminou por aí.

Chico Xavier: um doce olhar para o além
Sebastião Aguiar
Editora Globo
São Paulo, 2010.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Cosmética da Fé

"Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos; gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas, das saudações nas praças, e de serem chamados pelos homens: Rabi."

Jesus (Mateus, capítulo 23)

 

"Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo. Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por Deus. Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne."

Paulo, Carta aos Colossenses, Capítulo 2

 

Será útil a adoração exterior?

 

 "Sim, se não consistir num vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo. Mas, os que somente por afetação e amor-próprio o fazem, desmentindo com o proceder a aparente piedade, mau exemplo dão e não imaginam o mal que causam."

 

"É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento."

 

O Livros dos Espíritos

Adoração Exterior

Questões 653 e 654

Paris, 1857

 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Otimismo, autoconhecimento e evolução


"Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?(...) Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." - "a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui." Jesus (Mateus, capítulo 5 - Lucas, capítulo 12)
____________________________________________________________________

"Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

"Um sábio da antiguidade vo-lo disse:  Conhece-te a ti mesmo."

O Livro dos Espíritos
Questão 919
Paris, 1857
____________________________________________________________________

Os contentes herdarão a Terra, diz nova teoria da evolução

13/05/2016

Nenhuma estratégia egoísta terá sucesso na evolução, dizem os estudos: O gene generoso: Generosidade vence egoísmo na evolução.
 
Evolução do mais firme

A sobrevivência do mais apto fisicamente pode não ser o núcleo central da evolução natural das espécies. Na verdade, tudo pode ser uma questão da sobrevivência daquele que tem uma visão mais otimista da vida.

Pesquisadores da Universidade de Cornell (EUA) afirmam que ter uma atitude positiva e firme mostrou ser o elemento mais vantajoso à sobrevivência da espécie em um modelo computacional que simula a evolução natural da vida.

Os resultados dão suporte científico a insights filosóficos registrados desde a Antiguidade na China, Grécia e Índia, que incentivam a cultivar o contentamento a longo prazo e a satisfação com a vida, em vez de se agarrar à alegria fugaz das gratificações instantâneas, disseram os pesquisadores.

"Em um sentido evolutivo, você tem que avaliar sua vida com base em algo além do que meramente naquilo que está acontecendo agora," afirma Shimon Edelman, que realizou o estudo juntamente com sua colega Yue Gao.

Evolução otimista

Como se trata de um modelo computacional, os seres que interagem, se reproduzem e evoluem são "agentes de software". Esse tipo de modelo permite variar largamente o comportamento dos agentes e realizar uma evolução acelerada, na qual a duração das eras é limitada apenas pela velocidade do computador que roda o programa.

Os agentes que sobreviveram para produzir descendentes foram aqueles que deram mais peso para a felicidade a longo prazo, especialmente quando a comida era escassa. Eles também se "lembraram" da felicidade passada - colheram os efeitos desse comportamento - por um período de tempo mais longo do que seus concorrentes menos bem-sucedidos.

Não importa se o alimento era abundante ou escasso, os agentes que tinham uma visão mais positiva - dar mais importância aos aspectos positivos do que aos negativos em cada situação - também se mostraram mais capacitados à evolução. Seus concorrentes que deram mais atenção à satisfação das necessidades de curto prazo e assumiram uma atitude negativa morreram.

E quando os agentes ficavam comparando seus recursos alimentares com os de seus amigos, eles se saíam pior justamente quando o alimento era mais abundante.

O estudo é baseado em uma estrutura computacional integrativa que ajuda a compreender o sistema cérebro/mente, na qual as mentes são vistas como feixes de processos computacionais implementados pelos cérebros encarnados e fisicamente e socialmente situados.

A estrutura computacional permite aos pesquisadores testar modelos funcionais explícitos de emoções.

Caminho para a felicidade

Mas o que o estudo diz para aqueles que buscam um caminho claro para a felicidade? "Conhece-te a ti mesmo," disse Edelman, repetindo o dito de Sócrates.

"Em vez de confiar cegamente em conselhos de autores de autoajuda sobre como ser feliz, dedique-se a conhecer a si mesmo - como é o seu cérebro/mente, como ele funciona e como interage com o mundo - e você estará em uma melhor posição para decidir por si mesmo," aconselhou Edelman.

O estudo, chamado "Entre o prazer e contentamento: Dinâmica Evolucionária de Alguns Possíveis Parâmetros de Felicidade possível", foi publicado na revista científica PLoS ONE.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

ARTIGO

Novo CPC altera forma de cobrança de cotas condominiais

Com a entrada em vigor do novo CPC, um dos maiores avanços, no ramo do Direito Imobiliário, foi a mudança na forma de cobrança judicial de contribuições condominiais, o que afastará a necessidade de o condomínio passar pelo moroso e desgastante processo de conhecimento para que receba seu crédito, bastando propor ação de execução de título executivo extrajudicial.

http://draflaviaortega.jusbrasil.com.br/noticias/332506127/novo-cpc-altera-forma-de-cobranca-de-cotas-condominiais