quarta-feira, 10 de abril de 2013

Revolução da Proteína

É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
 
A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
 
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.

 
Emmanuel, por
Francisco Cândido Xavier
em O Consolador, 1942
Pergunta 129
 

 
Estamos caminhando para uma sociedade vegetariana?
Redação do Diário da Saúde
18/01/2011
Consumo de carne no mundo
 
Em países emergentes, como a China e o Brasil, o consumo de carne está aumentando dramaticamente.
 
Na verdade, o consumo mundial de carne vermelha quadruplicou desde 1961.
 
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) espera que o aumento da prosperidade conduza a uma duplicação da produção mundial de carne até o ano de 2050.
 
A questão é se o nosso planeta, com seus recursos limitados, ainda será capaz de satisfazer todas as nossas necessidades no futuro.
 
Muitos vegetais para o gado, pouca carne para o homem
 
"Produzir um quilo de carne consome entre sete e 16 kg de grãos ou soja como ração animal," afirma o Dr. Peter Eisner, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha. "Como resultado, nos EUA, cerca de 80 por centos do grãos produzidos vira alimento para o gado."
 
Comparado à produção de carne, o cultivo de plantas para servirem de alimento para o homem é consideravelmente menos terra-intensivo.
 
Gasta-se 40 metros quadrados de terras agricultáveis para produzir um quilo de carne, mas o mesmo espaço pode produzir 120 kg de cenouras ou 80 kg de maçãs.
 
Substituição da carne por vegetais
 
"As plantas são uma fonte de alimentos de alta qualidade, mas elas também podem fornecer matérias-primas para aplicações tecnológicas - e são uma fonte de energia," salienta o pesquisador.
 
É o caso das sementes de girassol: até agora elas têm sido usadas para a produção de óleo, e seus resíduos servem como alimento para o gado. Como resultado, uma área de 2 ½ acres de terra gera uma renda de cerca de 950 euros.
 
Se todos os componentes da semente de girassol fossem processados e convertidos para matérias-primas de alta qualidade para a indústria alimentar, indústria de cosméticos e de combustível, a mesma área de terra geraria para o agricultor uma renda de €1.770,00.
 
Substituto do leite
 
Eisner acredita que os ingredientes alimentares à base de plantas podem desempenhar um papel particularmente importante como um substituto para os alimentos de origem animal.
 
Como exemplo, ele apresentou um "substituto do leite" feito de proteínas de tremoço, e adequado como base para a preparação de alimentos como sorvete ou queijo.
 
Esse substituto artificial do leite não contém lactose, tem um sabor neutro, é isento de colesterol e rico em ácidos graxos poli-insaturados.
 
As sementes de tremoço também são o ingrediente básico de uma nova proteína vegetal com propriedades parecidas com gordura, que foi desenvolvida pela pesquisadora Daniela Sussmann, do mesmo instituto alemão.
 
Um método especial de produção, aplicado às sementes de tremoço, produz uma suspensão de proteínas com uma consistência muito cremosa, altamente viscosa.
 
"A estrutura microscópica do produto assemelha-se às partículas de gordura em uma salsicha. Então você pode usá-lo para a produção de salsichas com pouca gordura, com um gosto que equivale exatamente ao original," acrescentou a cientista.
 
Proteínas das plantas
 
Em testes sensoriais, Daniela investigou se a adição de proteínas de tremoço poderia melhorar a sensação gustativa de uma receita de linguiça com pouca gordura. Com sucesso: "Com a adição de 10 por cento da proteína que isolamos, fomos capazes de melhorar sensivelmente a impressão de gordura de uma salsicha de baixo teor de gordura."
 
Como as salsichas e produtos similares estão entre os alimentos com os mais altos níveis de gordura, este seria certamente um passo na direção certa para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos industrializados.
 
Se uma parte da gordura for substituída com proteínas derivadas das plantas, todos se beneficiariam: o consumidor, ao comer menos gordura, o agricultor, ao obter uma renda maior pela sua produção, e o meio ambiente, porque as plantas podem ser produzidas de forma mais sustentável do que a carne.
 

 
Comer menos carne evita câncer, ataques cardíacos e o aquecimento global
Jacquelline Partarrieu
16/09/2009
O Fundo Mundial para Pesquisas contra o Câncer recomenda que um indivíduo não coma mais do que 500 gramas de carne vermelha por semana para diminuir seus riscos de contrair câncer.
 
Ação pessoal e ação global
 
A Sociedade Europeia de Cardiologia anunciou que é possível trabalhar contra as mudanças climáticas e ainda se defender das doenças cardiovasculares e do câncer, tudo com uma única ação - comendo menos carne vermelha.
 
A criação mundial de rebanhos bovinos responde por 18% de todas as emissões de gases causadores do efeito estufa.
 
Por outro lado, o Fundo Mundial para Pesquisas contra o Câncer recomenda que um indivíduo não coma mais do que 500 gramas de carne vermelha por semana para diminuir seus riscos de contrair câncer. E as conexões entre o consumo excessivo de carne vermelha e as doenças cardiovasculares são bem conhecidas.
 
Ou seja, as doenças cardiovasculares e o câncer são duas das principais enfermidades que assolam a humanidade e que têm conexões com os mesmos fatores que influenciam as mudanças climáticas. Há outros exemplos, como a influenza e a salmonela, ligadas às zoonoses induzidas pelo crescente número de rebanhos animais.
 
Doenças e mudanças climáticas
 
A Organização Mundial da Saúde já está adotando e disseminando políticas de saúde que buscam explorar as inter-relações entre o aquecimento global e diversos tipos de enfermidades.
 
As associações médicas profissionais, contudo, ainda não estão fazendo o mesmo, e as conexões entre as doenças cardiovasculares e o câncer e as mudanças climáticas são um campo ainda não explorado pelos médicos no esclarecimento e na orientação dada aos seus pacientes.
 
Autoridade dos médicos
 
A Sociedade Europeia de Cardiologia está começando a defender esta prática. Segundo a entidade, é difícil para os políticos fazerem as alterações necessárias nos setores de energia, transporte, agricultura, planejamento urbano e planejamento familiar se eles não contarem com o entendimento público acerca dessas questões.
 
E os médicos e cientistas da área de saúde podem auxiliar na disseminação desse conhecimento na medida que têm a autoridade para endossar os novos comportamentos que podem, ao mesmo tempo, auxiliar seus pacientes a protegerem de fato sua própria saúde, assim como ajudarem a combater os efeitos que o homem está exercendo sobre o clima do planeta.
 
 

 
Carne vermelha muda bactérias intestinais e causa aterosclerose
Redação do Diário da Saúde
09/04/2013

Carnitina
 
Parece que o problema de comer muita carne vermelha não tem a ver apenas com o colesterol.
 
Uma substância abundante nas carnes vermelhas, vendida como suplemento alimentar e adicionada em bebidas energéticas provoca a aterosclerose - o endurecimento ou o entupimento das artérias - e aumenta o risco de outras doenças cardiovasculares.
 
O nome da substância denuncia sua origem: carnitina.
 
As bactérias que vivem no trato gastrointestinal humano metabolizam a carnitina, transformando-a em trimetilamina-N-óxido (TMAO), um metabólito já associado à aterosclerose em seres humanos em estudos anteriores.
 
Além disso, a nova pesquisa constatou que uma dieta rica em carnitina promove o crescimento das bactérias que metabolizam a carnitina, agravando o problema através da produção de mais do "entupidor de artérias" TMAO.
 
O estudo analisou os níveis de carnitina e TMAO em pessoas onívoras (que comem de tudo), vegans e vegetarianos, além dos dados clínicos, de 2.595 pacientes submetidos a avaliações cardíacas preventivas.
 
Os cientistas avaliaram também os efeitos cardíacos de uma dieta reforçada com carnitina em camundongos normais em comparação com camundongos com níveis artificialmente menores de microrganismos do intestino.
 
Nos animais, o TMAO altera o metabolismo do colesterol em múltiplos níveis, explicando como ele aumenta a aterosclerose.
 
Os níveis mais elevados de carnitina nos pacientes humanos funcionou como um indicador fiel do aumento dos riscos das doenças cardiovasculares e grandes eventos cardíacos, como ataque cardíaco, derrame e morte, mas apenas em indivíduos simultaneamente com altos níveis de TMAO.
 
Além disso, os pesquisadores descobriram tipos específicos de bactérias do intestino associados tanto com os nível de TMAO no plasma quanto com os padrões alimentares, e que os níveis basais de TMAO são significativamente menores entre os vegans e vegetarianos do que entre os onívoros.
 
Os vegans e vegetarianos, mesmo após ingerirem uma grande quantidade de carnitina na forma de suplementos não produziram níveis significativos das bactérias associadas ao TMAO, enquanto os onívoros tiveram esse efeito após consumirem a mesma quantidade de carnitina.
 
Nutriente não essencial
 
"As bactérias que vivem em nossos tratos digestivos são determinadas pelos nossos padrões de dieta de longo prazo. Uma dieta rica em carnitina realmente muda a nossa composição microbiana do intestino, beneficiando aquelas que gostam de carnitina, tornando os comedores de carne ainda mais suscetíveis à formação de TMAO e seus efeitos de entupimento das artérias," explica o Dr. Stanley Hazen, da Universidade Case Western (EUA), coordenador do estudo.
 
"Enquanto isso, os vegans e vegetarianos têm uma capacidade significativamente reduzida para sintetizar a TMAO da carnitina, o que pode explicar os benefícios para a saúde cardiovascular dessas dietas."
 
"A carnitina não é um nutriente essencial, o nosso corpo produz naturalmente tudo o que precisamos," prossegue o pesquisador. "Precisamos avaliar a segurança do uso crônico de suplementos de carnitina, já que, como nós mostramos, sob certas condições, eles podem favorecer o crescimento de bactérias que produzem TMAO e potencialmente obstruem as artérias."
 

Vácuo repleto

O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?

Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.
 
(...) a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria. (...) coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.
 
Livro dos Espírito
Questões 22, 23-a e 36
Paris, 1857
 

 
Vácuo não existe, propõem físicos
 
Com informações do EPJD - 09/04/2013
 
Partículas virtuais pululam do que se convencionou chamar de vácuo - um vácuo que está longe de ser vazio - alterando a velocidade da luz.

Dois artigos publicados no último exemplar do European Physical Journal desafiam a sabedoria convencional sobre a natureza do vácuo.
 
Em um deles, Marcel Urban e seus colegas da Universidade de Paris-Sud, na França, identificaram um mecanismo de nível quântico para interpretar o vácuo como sendo preenchido com pares de partículas virtuais com valores de energia flutuantes.
 
Vácuo não existe
 
O vácuo é um dos conceitos mais intrigantes da física.
 
Quando observado no nível quântico, o vácuo a rigor não existe, ou, pelo menos, ele não é vazio.
 
O que é chamado de vácuo está cheio de partículas virtuais continuamente aparecendo e desaparecendo - como pares de elétrons e pósitrons ou quarks-antiquarks.
 
Essas partículas efêmeras são partículas reais, conforme já se demonstrou em experimentos que geraram luz a partir delas - o único detalhe é que seus tempos de vida são extremamente curtos.
 
Fonte: InovacaoTecnologica (editado)

domingo, 7 de abril de 2013

NÃO LOCALIDADE

Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?

"Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento. (...)
Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está (...)"

O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao lugar onde quer ir?

"Dá-se uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos depurada."

O Livro dos Espíritos
Questões 89/90
Paris, 1857
 


Espaço

Ação fantasmagórica à distância é 10.000 vezes mais rápida que a luz
 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/04/2013
 
Para fazer a medição, os físicos criaram feixes de fótons entrelaçados e os separaram a uma distância de 15 quilômetros.

Difícil até para Einstein
 
O conceito de entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - deixou desgrenhado ninguém menos do que Albert Einstein.
 
Quando ouviu falar que duas partículas quânticas podiam se entrelaçar, de forma que o que acontecesse com uma afetaria imediatamente a outra, não importando se ambas estivessem em extremos opostos da galáxia, o gênio da física chamou isto de "ação fantasmagórica à distância".
 
As teorias de Einstein estabelecem um limite máximo de velocidade universal, a velocidade da luz - nada pode superar a velocidade da luz, segundo o paradigma da física atual.
 
Porém, no caso do entrelaçamento, conforme propõe a mecânica quântica, não se trata nem mesmo de velocidade, mas de instantaneidade.
 
Embora o entrelaçamento quântico venha sendo demonstrado experimentalmente à exaustão, inclusive em uma versão tripla, poucos se arriscam a especular como é que uma partícula "sabe" o que deve fazer quando sua irmã gêmea sofre uma alteração.
 
A proposta mais recente fala em influências escondidas, que existiriam além do espaço-tempo.
 
Velocidade do entrelaçamento quântico
 
Uma equipe de físicos chineses agora tentou uma abordagem mais experimental.
 
Eles queriam medir a velocidade com que a ação fantasmagórica à distância é passada de uma partícula para a outra.
 
E o resultado foi: pelo menos quatro ordens de magnitude mais rápido do que a velocidade da luz.
 
Uma ordem de magnitude equivale a 101 - assim, a velocidade medida foi de 104, ou seja, 10.000 vezes mais rápido do que a velocidade da luz.
 
Na verdade, não se trata de que alguma coisa esteja realmente viajando a uma velocidade maior do que a velocidade da luz - no entrelaçamento quântico não há troca de informações entre as partículas, ou seja, nada realmente "viaja" de um ponto a outro, as partículas apenas parecem "saber" quando a outra foi afetada.
 
O que os físicos chineses mediram foi o tempo que separa uma alteração na primeira partícula e a alteração na sua partícula entrelaçada - fazendo as contas, isso equivaleria a uma informação hipotética que viajasse a 10.000 vezes a velocidade da luz entre as duas partículas, se houvesse transmissão de informação.
 
Ou seja, o experimento nada tem a ver com o fiasco dos neutrinos que não superaram a velocidade da luz, ainda que alguns físicos defendam que superar a velocidade da luz de fato é matematicamente possível.
 
Os pesquisadores também são cuidadosos em afirmar que esta velocidade está no limite do que o experimento consegue medir com confiabilidade - ou seja, a velocidade é provavelmente muito maior.
 
Todos com razão
 
Para fazer a medição, os físicos criaram feixes de fótons entrelaçados e os separaram a uma distância de 15 quilômetros.
 
São necessários muitos fótons porque a precisão envolvida no experimento é tamanha que até mesmo a rotação da Terra desloca os fótons em distâncias que são significativas nessas escalas temporais.
 
Para contrabalançar essas influências, os físicos separaram as duas partículas no sentido leste-oeste, e fizeram o experimento continuamente durante 12 horas.
 
A equipe de Juan Yin, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, é a mesma que recentemente bateu o recorde de distância do teletransporte - em Setembro do ano passado, seu recorde foi superado por uma equipe europeia

Em resumo, apesar de um resultado capaz de fritar neurônios, o experimento não se contrapõe nem à teoria da relatividade de Einstein - porque não há troca de informações entre as duas partículas -, e nem à mecânica quântica.
 
Na verdade, uma velocidade de 10.000 vezes a velocidade da luz como limite mínimo parece mais uma vez dar razão à mecânica quântica, que continua afirmando que a ação fantasmagórica à distância é instantânea.

Fonte: Inovação Tecnologica

Inteligência e Intuição

É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?
 
Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.
 
Por que a razão não é sempre um guia infalível?
 
Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.
 
Livro dos Espíritos
Perguntas 75 e 218
Paris, 1857
 

 
Racionalizações podem estragar sua intuição
Redação do Diário da Saúde
19/10/2012

Intuição e julgamentos
 
A maioria das pessoas gosta de pensar que suas decisões são racionais e bem pensadas.
 
Mas os estudos científicos indicam que nossos julgamentos morais são muito frequentemente baseados na intuição.
 
Nossas emoções parecem conduzir nossas intuições, dando-nos algo como uma sensação de que algo está certo ou errado.
 
Em alguns casos, no entanto, parece que somos capazes de deixar para trás essas reações iniciais.
 
Inibindo a intuição
 
Matthew Feinberg e seus colegas da Universidade de Berkeley (EUA) levantaram a hipótese de que essa superação da intuição poderia ser o resultado da racionalização, ou reavaliação, um processo pelo qual amortecemos a intensidade de nossas emoções concentrando-se em uma descrição intelectual de porque estamos experimentando a emoção.
 
Ao longo de vários experimentos, os participantes leram histórias descrevendo dilemas morais envolvendo comportamentos geralmente considerados desagradáveis.
 
Os participantes que reavaliaram, ou racionalizaram, os cenários de forma lógica mostraram-se menos propensos a fazer julgamentos morais baseados na intuição.
 
Isto indica que, apesar de nossas reações emocionais produzirem intuições morais, estas emoções também podem ser reguladas, deixando de lado a intuição.
 
"Dessa forma", escrevem os pesquisadores, "somos simultaneamente senhor e escravo, com a capacidade de sermos controlados por eles, mas podendo também dar forma a nossos processos de julgamento carregados de emoção."
 
Vale a pena abandonar a intuição?
 
A questão que se coloca necessariamente, mas que não foi coberta por este estudo, é: devemos ou não nos esforçar para superar a intuição e tomar uma decisão racionalizada?
 
Parece que não, já que outro estudo, publicado na mesma revista Psychological Science, sugere que a intuição é muito mais eficiente do que o raciocínio lógico.

Outro estudo mais recente demonstrou que pessoas que confiam em seus sentimentos são mais capazes de prever corretamente os resultados futuros de eventos.

Assim, o trabalho que acaba de ser publicado parece servir mais como um alerta do tipo "Não estrague suas intuições racionalizando-as".
 
 

 
Intuição permite melhores decisões em um piscar de olhos
Redação do Diário da Saúde
05/04/2013

Intuição animal
 
Nós sempre tomamos as melhores decisões quando dedicamos mais tempo para pensar a respeito do assunto?
 
Ou há decisões em que mais tempo para pensar não ajuda em nada?
 
Uma série crescente de estudos científicos está ajudando a fundamentar a intuição como um sentido real do ser humano, que, entre outras funções, desempenha um papel cognitivo preciso.
 
Agora, um estudo liderado por Zachary Mainen, da Fundação Champalimaud, publicado na revista científica Neuron, foi buscar mais detalhes sobre a intuição sem deixar que fatores subjetivos dos voluntários envolvidos interferissem na avaliação da intuição.
 
Para isso, eles usaram animais nos experimentos.
 
Quando ratos de laboratório foram postos frente a frente com uma série de problemas de decisão envolvidos com a percepção, seu desempenho foi melhor quando eles decidiram rapidamente do que quando levaram muito mais tempo para responder.
 
Decisão em um piscar de olhos
 
Apesar de serem encorajados a ficarem calmos e fazer mais tentativas para vencer os desafios, os animais alcançaram o seu desempenho máximo em decisões tomadas em menos de 300 milissegundos, o que é tipicamente menos do que um piscar de olhos, que varia entre 300 e 750 milissegundos.
 
"Existem muitos tipos de decisões e, para algumas, ter mais tempo parece não ser de nenhuma ajuda. Nesses casos, é melhor você se basear em sua intuição, e foi isso que nossos participantes fizeram," explica Mainen.
 
Segundo ele, o estudo sugere que ratos podem ser utilizados como modelo animal para investigar o que está acontecendo no cérebro humano quando decisões intuitivas estão sendo tomadas.
 
"O processo de tomada de decisão não é um processo bem compreendido, mas parece ser surpreendentemente similar entre as espécies. Este estudo fornece uma base para começar a desmontar um tipo de decisão e ver como ela realmente funciona", acrescenta o pesquisador.
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Conhecimento de si mesmo

Qual o meio prático mais eficaz para se melhorar nesta vida e resistir aos arrastamentos do mal?
 
Um sábio da Antiguidade vos disse: "Conhece-te a ti mesmo".
 
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do melhoramento individual. (...) Que aquele que tem a vontade séria de se melhorar sonde sua consciência, a fim de arrancar de si as más tendências, como arranca as más ervas de seu jardim. Que faça o balanço de sua jornada moral, como o mercador faz a de suas perdas e lucros, e eu vos asseguro que isso resultará em seu benefício. Se puder dizer a si mesmo que seu dia foi bom, pode dormir em paz e esperar sem temor o despertar na outra vida.
 
O Livro dos Espíritos
Pergunta 919
Paris, 1857
 

 
Consciência de si mesmo melhora emoções e sono
Redação do Diário da Saúde
11/03/2013

Sempre alerta
 
Pessoas que descrevem a si mesmas como plenamente alertas e atentas ao momento presente têm emoções mais estáveis e maior controle sobre o próprio humor e o comportamento.
 
Aquelas que estão no topo da escala - mais alertas e conscientes do presente - relatam ainda menos ativação cognitiva e fisiológica na hora de dormir, o que se traduz em um sono de melhor qualidade.
 
"Este estudo nos dá uma melhor compreensão de como a mente alerta afeta as respostas ao estresse ao longo do dia," disse Holly Rau, da Universidade de Utah (EUA), uma das autoras do trabalho que foi publicado na revista da American Psychosomatic Society.
 
Consciência de si
 
A técnica de meditação da mente alerta (mindfulness) é uma prática espiritual que tem mostrado benefícios surpreendentes para uma série de problemas comportamentais, além de melhorar a qualidade de vida.
 

Mas Rau e suas colegas estavam interessadas não diretamente na meditação, mas em uma postura mais geral de mente alerta, um estado em que a pessoa fica mais conectada com a realidade, consciente não apenas de cada situação, mas também de si mesma enquanto imersa nessas situações do dia-a-dia.
 
Essa postura, que pode ser desenvolvida intencionalmente a partir da observação de si mesmo a cada momento, é normalmente chamada de "consciência de si mesmo".
 
Para isso medir a relação entre a consciência de si e o estado emocional, os voluntários - entre 20 e 45 anos de idade - carregavam aparelhos que monitoravam seus estados fisiológicos, enquanto registravam os acontecimentos emocionalmente relevantes ao longo do dia.
 
Os resultados mostraram uma forte associação entre a mente alerta e uma melhor estabilidade emocional, melhor autocontrole emocional e comportamental e menor estimulação pré-sono, uma medida dos sintomas físicos e emocionais da ansiedade.
 

domingo, 3 de março de 2013

Minoria Barulhenta

Por que, no mundo, frequentemente, a influência dos maus se sobrepõe à dos bons?

"Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão."
 
O Livro dos Espíritos
Questão 932
Paris, 1857
 

 
Extremistas são mais dispostos a defender suas opiniões publicamente
Redação do Diário da Saúde
07/01/2010

A força dos extremos
 
As pessoas com opiniões relativamente extremas são mais dispostas a expor e compartilhar suas opiniões publicamente do que aquelas com visões mais moderadas, de acordo com um novo estudo.
 
O fundamental é que os extremistas têm necessidade de acreditar que mais pessoas compartilham suas opiniões do que acontece na realidade, descobriram os pesquisadores.
 
Os resultados podem oferecer uma explicação possível para o clima aguerrido e polarizado que os políticos normalmente passam, onde opiniões extremas, sejam liberais ou conservadoras, muitas vezes parecem dominar o cenário inteiro.
 
"Quando as pessoas com visões extremas alcançam esta falsa sensação  de que elas estão em maioria, elas ficam mais dispostas a se expressar", afirma Kimberly Rios Morrison, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
 
Extremistas que se acreditam maioria
 
E como as pessoas com visões extremas passam a acreditar que são a maioria?
 
Isso pode acontecer no interior de grupos que tendem a inclinar-se moderadamente em uma direção face a um determinado problema. Aqueles que tomam a versão extrema do ponto de vista do seu grupo podem acreditar que realmente representam o verdadeiro ponto de vista do grupo inteiro, diz Morrison.
 
Um exemplo são as opiniões sobre o uso de álcool entre estudantes universitários.
 
Em uma série de estudos, Morrison e seu colega Dale Miller descobriram que os estudantes universitários que eram extremamente pró-álcool tinham mais chances de expressar suas opiniões do que os outros, embora a maioria dos alunos pesquisados fossem moderados em suas opiniões sobre o uso do álcool.
 
"Os alunos que foram escandalosamente pró-álcool tenderam a pensar que sua opinião era muito mais popular do que realmente era", disse ela. "Eles pareciam assumir o estereótipo de que os estudantes universitários consomem muito álcool."
 
Minoria barulhenta
 
As pessoas com visões liberais mais extremas podem ser mais propensas do que outras para participar de protestos públicos e portar adesivos defendendo seus pontos de vista liberais, porque eles acham que a comunidade os apoia.
 
Nos estudos sobre o uso do álcool, a maioria dos estudantes pesquisados tendeu para o centro da escala - "muito a favor" de um lado e "muito contra" do outro - quando foram entrevistados individualmente.
 
Ao serem perguntados sobre sua disponibilidade em expressar publicamente suas opiniões, aqueles que estavam nos extremos da escala se mostraram muito mais dispostos - logo, os mais aguerridos estavam longe de representarem a maioria.
 
Sensação de maioria
 
No entanto, numa outra pesquisa, os cientistas adicionaram um truque: eles deram aos participantes dados falsos que indicavam que outros estudantes mantinham posições conservadoras, contra o consumo de álcool, contrariando o estereótipo comum de que os estudantes universitários geralmente são favoráveis - este é o fator considerado pelos estudiosos como garantidor de que os extremistas pró-álcool acreditam representar a maioria.
 
Quando viram esses dados forjados, os extremistas pró-álcool mostraram-se menos dispostos a expressar publicamente suas opiniões.
 
"É somente quando eles têm essa sensação de que são a maioria que os estudantes extremamente pró-álcool ficam mais dispostos a expressar suas opiniões sobre o assunto", disse Morrison.
 
Síndrome de minoria
 
No entanto, os estudantes que tinham visões mais extremos anti-álcool não estavam mais propensos a querer expressar seus pontos de vista, mesmo quando eles viram os dados sugerindo que a maioria dos seus colegas concordava com eles.
 
"Seus pontos de vista que eles estão em minoria podem estar tão profundamente enraizados que é difícil mudar apenas com base em nosso único experimento", disse ela.
 
Isto mostra que nem todos os extremistas sentem mais disposição em compartilhar suas opiniões - somente aqueles que acreditam representar a opinião do grupo.
 

domingo, 20 de janeiro de 2013

As evidências se acumulam...

"Na casa de meu Pai há muitas moradas;
se não fosse assim, eu vo-lo teria dito."
João, Capítulo 14
 
"Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto;
nem oculto, que não haja de ser conhecido.
Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido;
e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos eirados será apregoado."
Lucas, Capítulo 12
 

 
Fórum Econômico Mundial alerta: Mundo precisa se preparar para a descoberta de vida alienígena
16/01/2013 | 12h31min 

Dado o avanço nas observações do espaço e o ritmo da exploração do cosmos nas últimas décadas, é cada vez mais viável que os cientistas encontrem algum indício de vida fora da Terra, afirma novo documento do Fórum Econômico Mundial. Assim, é preciso que os países e as grandes organizações comecem a discutir, desde já, os efeitos dessa grande descoberta.
 
No relatório Riscos Globais deste ano, o Fórum lista alguns dos "fatores X" que devem entrar na roda de debates da comunidade internacional por terem suas consequências incertas para o futuro da humanidade. Além da vida extraterrestre, são citados outros quatro tópicos, como as implicações das habilidades sobrehumanas, o custo da longevidade para o planeta, o descontrole das mudanças climáticas e o da falta de regulamentação na geoengenharia (tecnologia usada para controle do clima).
 
De acordo com o documento, é possível que, dentro de dez anos, sejam encontradas evidências de que a vida pode existir em algum lugar do Universo além da Terra. Se isso acontecer, o impacto a curto prazo será centrado na comunidade científica. Grande parte do fluxo do dinheiro mundial será colocado na construção de telescópios e novos equipamentos, nas missões robóticas e nas viagens espaciais, além dos esforços para que o corpo humano sobreviva às distâncias interestelares.
 
Mas a longo prazo, as implicações psicológicas e filosóficas serão profundas. As especulações de que indícios químicos (oxigênio, água e atmosfera, por exemplo) podem dar suporte à vida inteligente fora da Terra vai abalar crenças de religiões e da filosofia humana. O relatório afirma que, com campanhas, o público pode se preparar para esse processo e obter um entendimento científico sobre a posição e a importância da humanidade para o Universo.
 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Faxina Emocional

"Do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas,
e o homem mau do mau tesouro tira coisas más
."

Jesus (Mateus, Capítulo 12)
 

 
Como descartar pensamentos ruins e guardar pensamentos bons
Redação do Diário da Saúde
19/12/2012
Só imaginar que está jogando os pensamentos fora ou os está guardando não funciona. Você precisa realmente escrevê-lo e jogá-los fora ou guardá-los bem guardados.
 
Manipulando pensamentos
 
Se você quiser realmente se livrar de pensamentos negativos e indesejáveis, simplesmente rasgue-os e jogue-os no lixo.
 
Pesquisadores descobriram que, quando as pessoas escrevem seus pensamentos em um pedaço de papel e, em seguida, jogam o papel fora, elas mentalmente descartam também os pensamentos.
 
Por outro lado, as pessoas são mais propensas a usar seus pensamentos ao fazer julgamentos posteriores se primeiro elas escrevem o pensamento em um pedaço de papel e colocam o papel no bolso para protegê-lo.
 
"De certa forma pode parecer bobagem, mas nós descobrimos que realmente funciona. Fisicamente jogando fora ou protegendo seus pensamentos, você influencia o modo como acaba usando esses pensamentos. Simplesmente imaginar essas ações não tem efeito," disse o Dr. Richard Petty, da Universidade do Estado de Ohio (EUA), coautor do estudo.
 
Pensamentos materializados
 
Como você rotula seus pensamentos - como lixo ou como merecedor de proteção - parece fazer a diferença na forma como você usa esses pensamentos.
 
Os resultados do novo estudo sugerem que as pessoas tratam seus pensamentos como algo material, como objetos concretos.
 
Segundo Petty, isso é evidente na linguagem que usamos.
 
"Nós falamos sobre os nossos pensamentos como se pudéssemos visualizá-los. Nós alimentamos nossos pensamentos. Tomamos posição sobre as questões, apoiamos este ou aquele caminho. Isso tudo torna nossos pensamentos mais reais para nós," afirma.
 
Importância da ação
 
Os participantes que jogaram os pensamentos no lixo - escrevendo-os e arrastando-os para a lixeira - fizeram menos uso dos pensamentos negativos do que aqueles que salvaram os pensamentos em um arquivo.
 
Em outro experimento, os participantes foram instruídos a simplesmente imaginar que estavam arrastando seus pensamentos negativos para a lixeira, ou que os estavam salvando-os em um arquivo no disco.
 
Mas isso não teve efeito sobre seus julgamentos posteriores.
 
"Quanto mais convencida a pessoa está de que os pensamentos realmente foram embora, melhor," disse Petty. "Só imaginar que você os jogou fora não funciona."
 
Os resultados foram publicados online na revista Psychological Science.
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Otimismo Terapêutico

"Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles."
 
Mateus, Capítulo 13


 
Pessoas altruístas e otimistas têm mais benefícios do efeito placebo
Redação do Diário da Saúde
24/12/2012
A ativação dos analgésicos naturais secretados pele cérebro é maior em pessoas altruístas e otimistas.
 
"Isso não vai dar certo"
 
Apesar do "poder dos placebos", não existem ainda boas teorias para explicar tanto o efeito placebo quanto o efeito nocebo.
 
Uma das principais questões em aberto é por que o efeito placebo funciona bem para algumas pessoas mas não para outras.
 
Uma equipe de neurocientistas resolveu abordar essa problemática de um ponto de vista mais holístico, e descobriu algumas correlações muito interessantes.
 
Pessoas que experimentam os melhores efeitos ao tomar placebo têm traços de personalidade tipicamente otimistas e altruístas.
 
Geralmente são pessoas que lidam bem com as dificuldades da vida e que ajudam os outros sem esperar recompensas.
 
Por outro lado, pessoas do tipo raivoso ou irritado, que costumam ter atitudes hostis em relação à vida e aos outros, não têm os mesmos benefícios do placebo.
 
Diferença no cérebro
 
Mas será que altruístas e otimistas simplesmente teriam mais força de vontade para influir nos resultados de um tratamento, ainda que fosse um tratamento falso?
 
De fato a questão é muito mais profunda - e resposta para ela está no cérebro.
 
Ao analisar as pessoas de bem com a vida, que usufruem melhor dos efeitos do placebo, os pesquisadores descobriram diferenças fisiológicas no cérebro que podem explicar os diferentes efeitos do medicamento inerte.
 
O cérebro das pessoas possui compostos químicos similares a analgésicos que respondem à dor de forma diferente dependendo do tipo da personalidade.
 
E isso determina os benefícios que poderão ser colhidos do placebo.
 
Convertendo informação em alteração biológica
 
O Dr. Jon-Kar Zubieta, da Universidade de Michigan (EUA), afirma que o estudo envolveu tratamentos para a dor, mas que os resultados também podem ser aplicados a respostas a outras circunstâncias indutoras de estresse.
 
"Nós descobrimos que a maior influência vem de uma série de fatores relacionados com a resiliência individual, a capacidade para enfrentar e superar ocorrências estressantes e situações difíceis. Pessoas com esses fatores têm a maior capacidade para capturar informações ambientais - o placebo - e convertê-las em alterações biológicas," disse ele.
 
O pesquisador acrescenta que a descoberta poderá ter implicações para o relacionamento médico-paciente.
 
Por exemplo, pacientes com determinados traços de personalidade e tendências de resposta ao placebo terão mais facilidade para discutir as opções de tratamento com o médico, discutindo francamente quaisquer preocupações quanto à resposta ao tratamento a ser adotado.
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Medo do Fim

"Fisicamente, a Terra teve as convulsões da sua infância; entrou agora num período de relativa estabilidade: na do progresso pacífico, que se efetua pelo regular retorno dos mesmos fenômenos físicos e pelo concurso inteligente do homem. Está, porém, ainda, em pleno trabalho de gestação do progresso moral. Aí residirá a causa das suas maiores comoções. Até que a Humanidade se haja avantajado suficientemente em perfeição, pela inteligência e pela observância das leis divinas, as maiores perturbações ainda serão causadas pelos homens, mais do que pela Natureza, isto é, serão antes morais e sociais do que físicas."
 
Allan Kardec
A Gênese
Capítulo IX



NASA desmente fim do mundo e alerta sobre suicídios
Com informações da BBC
04/12/2012
Última "folhinha" do calendário Maia: a coluna da esquerda dá a data de contagem longa. As duas colunas da direita são glifos da escrita epiolmeca.
 
Não acaba
 
Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial norte-americana (NASA) resolveu "desmentir" esses rumores.
 
A NASA fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas.
 
Além disso, a agência criou uma seção em seu site para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.
 
Suicídio
 
Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.
 
Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.
 
"Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a NASA pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio", afirmou Morrison.
 
"Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a NASA responda a essas perguntas enviadas para nós."
 
Calendário maia
 
Um rumores mais difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.
 
Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchin, dos anos 70. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.
 
"A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia", diz o site da NASA.
 
Sobre o fim do calendário maia, a NASA esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os "calendários de cozinha" chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.
 
Alinhamento dos planetas
 
A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar "estejam se alinhando", como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes.
 
Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.
 
"Não há base para essas afirmações", diz. "Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu", diz o site da NASA.