segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fé Libertadora

"A hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...)
hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade;
porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade."
Jesus (João, capítulo 4)
 


Fé Libertadora

Assuero Gomes

Quando você se sentir oprimido por causa do peso da estrutura religiosa à qual você pertence, quando se sentir culpado, de tal maneira que o ar fique pesado para entrar e sair dos seus pulmões e o peso da culpa que fizeram recair sobre você ficar insuportável, quando você não conseguir cumprir com todas as obrigações impostas, quando a igreja for muito grande e você se sentir muito pequeno, lembre-se de algumas verdades:

 

Jesus não veio condenar ninguém, Jesus não fundou nenhuma religião, Jesus não pediu que lhe construíssem nenhum templo, não escolheu nenhuma cidade nem lugar como sagrado, não discriminou ninguém, não aceitou oferendas nem as pediu.

 

Lembre-se sempre do que Ele ensinou, dentre muitas coisas: o verdadeiro lugar de adoração é o seu coração, o verdadeiro culto agradável ao Pai é atender ao necessitado, o Templo que Ele construiu foi seu próprio corpo ressuscitado, todos são filhos de Deus, sem exceção, nunca chame ninguém de mestre, pois só um é o Mestre, não chame ninguém de senhor, pois o próprio Deus é chamado de Pai.

 

Os homens e as mulheres constroem seus sistemas religiosos institucionais de tal maneira que você pensa que é a vontade de Deus e, assim pensando, você é oprimido muitas vezes por esse sistema e ainda assim é você quem o sustenta tanto psicológica, espiritual e financeiramente. O sistema é construído à imagem e semelhança dos que governam esse mundo, mas no modelo que Jesus nos ensinou é o inverso que deve acontecer, quem é o maior, que seja o menor, quem quer ser servido que sirva, os últimos serão os primeiros, os mansos e humildes herdarão a Terra, os famintos serão saciados e os ricos despedidos de mãos vazias.

 

Liberte-se, pois só assim poderá acompanhar Jesus lado a lado e sentir a verdadeira grandeza de um Deus que caminha na poeira dos pés dos deserdados, que se admira com a veste dos lírios do campo e se alegra com o partir do pão. Uma grandeza resplandecente na humildade.

 

Transforme a instituição que você frequenta em comunidade fraterna de vivência de fé. Nunca tema autoridade nenhuma, pois os filhos são herdeiros e uma vez incorporados na partilha do pão, já são uma só carne e um só sangue.

 

Lembre-se que quanto mais você se tornar obediente aos ditames do mundo, quanto mais complacente com as injustiças do mundo, quanto mais enquadrado na imutável hierarquia dos sistemas, mais preso estará e assim, mais distante de Jesus, do caminhar livre.

 

As igrejas tentam aprisionar Jesus e assim aprisionam você. Libertar Jesus das igrejas, na verdade é libertar você das igrejas.

 

Quando você conseguir caminhar livre, e só assim, você poderá libertar sua igreja.

 

A igreja liberta será então a morada da comunidade verdadeira, sem amarras, sem ritos rotos, sem interditos, sem pecados nem mesuras devidas a ninguém, então a sua opressão não mais existirá, então o ar poderá assear livremente nos seus pulmões e na natureza exterior, e você se sentirá leve, tão leve, que pousará suave aos pés dos pés do necessitado, ali, onde caminha nosso irmão, Jesus.

 

Assuero Gomes é Cristão católico leigo da Arquidiocese de Olinda e Recife

 

assuerogomes@terra.com.br

domingo, 6 de maio de 2012

O que Deus uniu

"Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: 'Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne?' Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem. Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe os discípulos: Se tal é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado. Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos assim; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o."

Mateus, capítulo 19
 

 
Um famoso professor se  encontrou com um grupo de jovens que falava contra o  casamento.

Argumentavam que o que  mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando  este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do  matrimônio.

O mestre disse que  respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:

Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia a escada para preparar o café e  sofreu um enfarto.

Meu pai correu até ela,  levantou-a como pôde e quase se arrastando, a levou até à  caminhonete. Dirigiu a toda  velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava  morta.

Durante o Velório, meu  pai não falou. Ficava o tempo todo  olhando para o nada. Quase não chorou. 

Eu e meus irmãos  tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos  engraçados.

Na hora do  sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o  caixão e falou com sentida emoção: 

Meus filhos, foram  55 bons anos... Ninguém pode falar do  amor verdadeiro se não tem idéia do que é o compartilhar a vida com alguém por  tanto tempo. 

Fez uma pausa,  enxugou as lágrimas e continuou: 

Ela e eu tivemos juntos muitas crises. Mudei de emprego,  renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de  cidade.

Compartilhamos a  alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do  outro quando entes queridos partiam.

Oramos juntos na sala  de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em  cada Natal, e perdoamos nossos erros...

Filhos, agora ela se  foi e eu estou contente. E vocês sabem por quê?

Porque ela se foi antes  de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois  da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não  gostaria que sofresse assim... 

Quando meu pai  terminou de falar, meus irmão e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: 

Está tudo bem, meus  filhos, podemos ir para casa.

E por fim o professor  concluiu: 

Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo e do erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao  cuidado a que se dedicam duas pessoas realmente  comprometidas.

Quando o mestre  terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.

O verdadeiro AMOR se  revela nos pequenos gestos, no dia a dia e por  todos os dias.

O verdadeiro AMOR não é  egoísta, nem é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada. 

QUEM CAMINHA SOZINHO PODE  ATÉ CHEGAR MAIS RÁPIDO, MAS AQUELE QUE VAI  ACOMPANHADO, COM CERTEZA, CHEGA MAIS  LONGE.

Do limão à limonada

O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa?
 
Não (...), mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz, quanto se pode ser na Terra. (...) O homem é, na maioria das vezes, o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele pode poupar-se a muitos males e gozar de uma felicidade tão grande quanto o comporta a sua existência num plano grosseiro.
 
O Livro dos Espíritos
Questões 920/921
Paris, 1857
 


Felicidade e otimismo reduzem risco de doenças cardíacas
Com informações da BBC
19/04/2012

Pessoas felizes e positivas têm menos ataques cardíacos.

Está tudo no coração

Cientistas acreditam que um senso de bem-estar pode reduzir fatores de risco que induzem a doenças cardíacas, como pressão alta e colesterol elevado.

Levantamento realizado na Universidade de Harvard, envolvendo mais de 200 estudos sobre o assunto, mostrou que as pessoas felizes e otimistas enfrentam menor risco de sofrer doenças cardíacas e derrames.

Mania de negativo

A maior parte dos estudos anteriores sobre humor e doenças cardíacas se centrou em fatores como estresse e ansiedade, mas não em felicidade e otimismo.

Fatores como estresse e depressão já tinham sido relacionados com o agravamento do risco de doenças cardíacas.

Entre as mulheres o risco de doenças do coração é especialmente elevado naquelas que apresentam sinais de desesperança.

O oposto - redução do risco cardíaco - vem sendo extensamente documentado em aspectos como otimismo e satisfação com a vida.

Isto reforça cada vez mais que um coração saudável é muito mais uma questão de estilo de vida do que de genes.

Tudo melhor

Os pesquisadores de Harvard analisaram estudos médicos variados que documentaram associações entre bem-estar psicológico e boa saúde cardiovascular.

O cruzamento de dados revelou que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade estão associados com uma redução no risco de doenças cardíacas e circulatórias.

Os resultados independem da idade, status socioeconômico, peso e tabagismo.

O risco de doença cardíaca é 50% menor entre pessoas otimistas.

Mas a pesquisadora Julia Boehm afirma que a pesquisa apenas sugere uma ligação, e não representa uma prova de que fatores ligados ao bem-estar possam atuar para prevenir doenças cardíacas.

Por exemplo, os participantes da pesquisa que se mostraram mais otimistas também seguiam hábitos mais saudáveis, como se exercitar mais e seguir uma dieta balanceada, fatores que podem exercer influência na prevenção de doenças.

Fonte: DiarioDaSaude

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Levanta-te e vem para o meio

"O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. (...) As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas. E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial."
Jesus (Mateus, capitulo 22)
 

 
Mais ex-detentos vão produzir sacolas ecológicas
04/04/2012 - 05h30 

O Projeto Liberty, ONG situada em Campinas (SP), acaba de receber encomenda para fabricar e vender 500 mil sacolas ecológicas, feitas de papel. Para atender à demanda, a instituição decidiu aumentar de dez para setenta o número de trabalhadores. São ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV. O Liberty é parceiro do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva como estratégia de prevenção da reincidência criminal.
 
As Sacolas Ecológicas e Sociais Liberty começaram a ser produzidas em janeiro, com apenas dez contratados. Foi logo depois de as de plástico desaparecerem dos supermercados de São Paulo, em função de acordo entre a Associação Paulista de Supermercados de São Paulo e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
 
Em março, diante do pedido de 500 mil unidades, o aumento do número de vagas para o trabalho ampliou as oportunidades de reinserção social. Os contratados recebem aproximadamente R$ 700 por mês, cesta básica, e suas famílias passam a ser apoiadas por outras ações sociais do Liberty.
 
Segundo o coordenador da ONG, Marcos Silveira, a empresa que fez a encomenda pagará o mesmo preço que pagaria a outro fabricante, com a vantagem de estar promovendo a redução da criminalidade e a proteção do meio ambiente.
 
"É possível, sim, diminuir a criminalidade. Todos podem participar. Não se paga nada a mais por isso. Se a sociedade quer que alguém que foi preso deixe o crime, é necessário que se ofereça para essa pessoa uma oportunidade de trabalho e uma renda lícita", afirmou o coordenador do Liberty. "Queremos ainda apoiar as pessoas que são soropositivas e também enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho."
 
A produção das sacolas é feita em máquinas cedidas por uma das empresas parceiras da ONG, a EBG Flexo. O coordenador Marcos Silveira, na intenção de atrair mais colaboradores, marcou para maio o lançamento oficial do produto. Será na Câmara de Vereadores de Campinas, com a participação do CNJ, de dirigentes públicos, políticos, empresários e representantes de entidades da sociedade civil.
 
O Projeto Liberty, desde sua criação, em 2006, conseguiu colocação no mercado de trabalho para mais de 200 ex-detentos, por meio de parcerias com entidades públicas e privadas. Em 2010, em reconhecimento pelo trabalho realizado, foi uma das instituições agraciadas pelo CNJ com o Selo do Programa Começar de Novo, conferido aos que se destacam em ações de reinserção social de detentos e egressos do sistema carcerário.
 
O programa Começar de Novo foi criado pelo CNJ em outubro de 2009. Ele é executado, de forma descentralizada, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e tem como parceiros órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil, a exemplo do Projeto Liberty.
 
Agência CNJ de Notícias
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Muitas Moradas

"Na casa de meu Pai há muitas moradas;
se não fosse assim, eu vo-lo teria dito.
Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto;
nem oculto, que não haja de ser conhecido.
Porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido;
e o que falaste ao ouvido no gabinete, dos telhados será apregoado."
Jesus (João, 14 / Lucas, 12)
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
A Um Passo da Abertura
 
Movimentos mundiais de abertura ufológica mostram seus resultados e os governos começam a ceder, abrindo seus arquivos e disponibilizando milhares de páginas antes secretas. Este documentário apresenta uma análise do que podemos esperar para o futuro e sobre qual será o impacto para a humanidade da revelação de que não estamos sós no universo
 
O mundo está mudando rapidamente. Não há mais dúvidas de que a verdade sobre a presença alienígena na Terra deve vir à tona, assim como deve ser do conhecimento de toda a humanidade o fato de que estamos sendo atentamente observados por outras espécies cósmicas. E esta verdade, felizmente, está vindo bem mais rápido do que os ufólogos esperavam. A cada dia, mais países liberam seus arquivos e revelam o que escondem há décadas – inclusive o Brasil, que desde 2007 tem promovido uma abertura que hoje é referência mundial. São milhares de páginas já disponíveis para consulta pública em pelo menos 25 nações, e até mesmo o Vaticano e certos círculos científicos começam a dar sinais de que sabem mais do que admitem.
 
Mas, se a abertura global é uma necessidade e se torna realidade a cada dia, a pergunta que os ufólogos se fazem agora é: O que vem depois dela?

terça-feira, 20 de março de 2012

Nuvem de testemunhas

"Ramon, Não vejo a hora de sair de um colégio onde trabalho. Não só eu, mas aquela minha colega. A atmosfera de lá nunca é boa. (...) Mas uma única coisa estranha me aconteceu duas vezes: Há uma sala de aula lá que sempre tenho a impressão que os alunos sempre mudam seu comportamento para bem pior quando estão lá. Ano passado enquanto eu dava aula, me deu um sono estranho repentino, mas eu mantinha os olhos abertos, mas o que eu sentia era horrível. Como se fosse uma coisa querendo que eu fechasse os olhos na hora como se eu fosse cair, o mesmo me sucedeu hoje. Os meninos estavam horrivelmente mal comportados. Enquanto eles faziam a prova, essa coisa repentina de cair dormindo tomou conta de mim. Mas não era um sono normal. Era algo que tentava me fazer fechar os olhos. Nem sei te dizer se era sono. Senti uma coisa muito estranha, carregada. (...) O curioso é esta ação acontecer duas vezes no mesmo lugar e mexer com comportamento de todos e me fazer perceber que algo estranho estava ali. Minha colega fez uma investigação pelas redondezas e descobriu que a escola foi construída no lugar onde funcionava um terreiro de umbanda. A coisa só não é pior porque rezo todo o dia." MLSM
 

 
Olá,
 
O que parece estranho é mais comum do que podemos imaginar. O fato da escola funcionar sobre um antigo terreiro de umbanda é apenas um bom tema para um roteiro de cinema. Na verdade, eles estão por toda parte, participando de qualquer atividade que lhes chamem a atenção e influenciando nosso comportamento, de acordo com nossas afinidades.
 
No bar, na rua, na praça, na igreja, há vários palcos invisíveis, que variam entre si apenas pela qualidade da intenções. Quando a maioria dos presentes compartilham dos mesmos propósitos, então o ambiente fica impregnado pela força dos pensamentos, gerando a "garga" que você sentiu. Nem sempre ela é negativa. Numa igreja no centro de uma grande cidade, por exemplo, é comum sentirmos um contraste no ambiente assim que entramos: uma atmosfera bem mais tranquila em relação ao lado de fora, como se em volta houvesse uma redoma. Costumamos atribuir essa sensação ao silêncio do ambiente, mas na verdade é o resultado da qualidade dos pensamentos e emoções cultivados naquele lugar.

A receita que você usa é a mais antiga e a melhor: "vigiar e orar para não sucumbir às tentações". É o nosso guarda-chuva, que nos ajuda a atravessar a tempestade sem nos encharcar.

Portanto, não se preocupe. Tudo se baseia na sintonia e na afinidade de pensamentos. Quem compreende os riscos e se previne, nada tem a temer.

Transcrevo abaixo alguns trechos muitos esclarecedores sobre o assunto, para sua reflexão.

Abraço!
 
Ramon de Andrade
Palmares-PE
 


"Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta."
Paulo (Hebreus, 12:1)
 
Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
"Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."
 
Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
"Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões."
 
O Livro dos Espíritos
Perguntas 459 e 567
 
"Assistimos uma noite à representação da ópera Oberon(*), em companhia de um médium vidente muito bom. Havia na sala grande número de lugares vazios, muitos dos quais, no entanto, estavam ocupados por Espíritos, que pareciam interessar-se pelo espetáculo. Alguns se colocavam junto de certos espectadores, como que a lhes escutar a conversação. Cena diversa se desenrolava no palco: por detrás dos atores muitos Espíritos, de humor jovial, se divertiam em arremedá-los, imitando-lhes os gestos de modo grotesco; outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores e fazer esforços por lhes dar energia. Um deles se conservava sempre junto de uma das principais cantoras. Julgando-o animado de intenções um tanto levianas e tendo-o evocado após a terminação do ato, ele acudiu ao nosso chamado e nos reprochou, com severidade, o temerário juízo: "Não sou o que julgas, disse; sou o seu guia e seu Espírito protetor; sou encarregado de dirigi-la." Depois de alguns minutos de uma palestra muito séria, deixou-nos, dizendo: "Adeus; ela está em seu camarim; é preciso que vá vigiá-la." Em seguida, evocamos o Espírito Weber, autor da ópera, e lhe perguntamos o que pensava da execução da sua obra. "Não de todo má; porém, frouxa; os atores cantam, eis tudo. Não há inspiração. Espera, acrescentou, vou tentar dar-lhes um pouco do fogo sagrado." Foi visto, daí a nada, no palco, pairando acima dos atores. Partindo dele, um como eflúvio se derramava sobre os intérpretes. Houve, então, nestes, visível recrudescência de energia.
 
"Outro fato que prova a influência que os Espíritos exercem sobre os homens, à revelia destes: Assistíamos, como nessa noite, a uma representação teatral, com outro médium vidente. Travando conversação com um  Espírito espectador, disse-nos ele: "Vês aquelas duas damas sós, naquele camarote da primeira ordem? Pois bem, estou esforçando-me por fazer que deixem a sala." Dizendo isso, o médium o viu ir colocar-se no camarote em questão e falar às duas. De súbito, estas, que se mostravam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se mutuamente. Depois, vão-se e não mais voltam. O Espírito nos fez então um gesto cômico, querendo significar que cumprira o que dissera. Não o tornamos a ver, para pedir-lhe explicações mais amplas. É assim que muitas vezes fomos testemunha do papel que os Espíritos desempenham entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião, em bailes, concertos, sermões, funerais, casamentos, etc., e por toda parte os encontramos atiçando paixões más, soprando discórdias, provocando rixas e rejubilando-se com suas proezas. Outros, ao contrário, combatiam essas influências perniciosas, porém, raramente eram atendidos."
 
O Livro dos Médiuns
Capítulo XIV
Itens 169 e 170

"Geralmente, é assim que os médiuns videntes os percebem. Eles os vêem ir e vir, entrar num aposento, sair dele, andar por entre os vivos com ares, pelo menos se se trata de Espíritos comuns, de participarem ativamente de tudo o que os homens fazem ao derredor deles, de se interessarem por tudo isso, de ouvirem o que dizem os humanos. Com freqüência são vistos a se aproximar de uma pessoa, a lhe insuflar idéias, a influenciá-la, a consolá-la, se pertencem à categoria dos bons, a escarnecê-la, se são malignos, a se mostrar tristes ou satisfeitos com os resultados que logram. Numa palavra: constituem como que o forro do mundo corpóreo.
 
"Tal é esse mundo oculto que nos cerca, dentro do qual vivemos sem o percebermos, como vivemos, também sem darmos por isso, em meio das miríades de seres do mundo microscópico. O microscópio nos revelou o mundo dos infinitamente pequenos, de cuja existência não suspeitávamos; o Espiritismo, com o auxílio dos médiuns videntes, nos revelou o mundo dos Espíritos, que, por seu lado, também constitui uma das forças ativas da Natureza. Com o concurso dos médiuns videntes, possível nos foi estudar o mundo invisível, conhecer-lhe os costumes, como um povo de cegos poderia estudar o mundo visível com o auxílio de alguns homens que gozassem da faculdade de ver."
 
O Livro dos Médiuns
CAPÍTULO VI
Das manifestações visuais
Item 103

(*) Oberon é uma da ópera romântica em três atos do compositor alemão Carl Maria von Weber para um libreto de James Robinson Planche, inspirado no poema de Christoph Martin Wieland. Sua estréia ocorreu no Covent Garden, Londres em 12 de abril de 1826. Posteriormente ela foi traduzida para o alemão por Theodore Hell, e é essa versão traduzida a mais frequentemente executada.
 
Carl Maria Friedrich Ernest von Weber (Eutin, 18 de novembro de 1786 — Londres, 5 de junho de 1826) foi um barão e compositor de Holstein (hoje parte da Alemanha). Conhecido pelo seu sobrenome, Weber, foi um dos primeiros compositores significantes da Era Romântica.
 
Interessado em novas sonoridades e combinações instrumentais, tornou-se um dos maiores compositores do Ocidente. Na transição do Classicismo para o Romantismo, sua obra introduziu a nova estética na Alemanha.
 
Carl Maria von Weber foi um pioneiro do drama musical alemão, e a ele se deve a criação da ópera Der Freischütz (O Franco-Atirador), a primeira ópera romântica alemã. Outras de suas óperas são Das Waldmädchen, Oberon e Euryanthe. Sua música influenciou a inspiração musical de Wagner.
 
Destacou-se como pianista, violinista e teórico do Romantismo. Mais tarde teve predileção pelo clarinete e pela trompa.
 
Origem: Wikipédia

sábado, 17 de março de 2012

A Revolução da Proteína (artigo ampliado)

É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
 
A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
 
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.
 
Emmanuel, por
Francisco Cândido Xavier
em O Consolador, 1942
Pergunta 129


 
Consumo de carne vermelha eleva risco de morte em até 20%
Redação do Diário da Saúde
14/03/2012
O churrasco apresenta riscos adicionais devidos aos elementos mutagênicos criados durante o preparo.
 
Questão de vida ou morte
 
Um estudo em larga escala realizado na Universidade de Harvard comprovou que o consumo contínuo de carne vermelha está associado com maior risco de morte.
 
O risco de morrer mais cedo foi verificado em termos gerais e, mais especificamente, detectou-se uma elevação no risco de morrer de câncer e de doenças cardiovasculares.
 
A boa notícia é que a substituição da carne vermelha por outras fontes de proteínas, incluindo peixe, frango, castanhas e legumes, está associada com um menor risco de mortalidade.
 
Bifinho
 
O Dr. Frank Hu e seus colegas acompanharam 37.698 homens e 83.644 mulheres.
 
Os homens tiveram sua saúde monitorada durante 22 anos, e as mulheres durante 28 anos. A dieta de cada um deles foi aferida a cada quatro anos.
 
O consumo regular de carne vermelha, sobretudo de carnes processadas, foi associado com um maior risco de mortalidade.
 
O consumo diário de uma porção de carne vermelha não-processada - um bife não maior do que uma carta de baralho - elevou o risco de mortalidade em 13% no período estudado.
 
E o consumo da mesma quantidade de carne processada - salsichas, mortadela, bacon etc. - foi associado com um aumento no risco de mortalidade de 20%.
 
Mortalidade pela carne
 
E são várias as causas de morte induzidas pelo consumo excessivo de carnes vermelhas.
 
"Nosso estudo adiciona novas evidências dos riscos à saúde de se comer grandes quantidades de carne vermelha, o que já foi associado com diabetes tipo 2, doenças coronarianas, derrame e determinados cânceres em outros estudos," diz An Pan, coordenador do estudo.
 
Entre as causas específicas de morte, foi verificado um aumento no risco entre 18% e 21% para causas cardiovasculares, e entre 10% e 16% para a mortalidade por câncer.
 
Carne vegetal
 
As carnes vermelhas, especialmente as processadas, contêm ingredientes que têm sido sistematicamente associados com maior risco de doenças crônicas.
 
Esses ingredientes incluem gorduras saturadas, sódio, nitritos e determinados compostos carcinogênicos formados durante o preparo das carnes.
 
Uma alternativa mais saudável às carnes de vermelhas foi apresentada recentemente por cientistas alemães: uma carne vegetal, como a mesma textura e suculência da carne animal.
 

 
Criada carne vegetal com textura e suculência de carne animal
13/03/2012

Estes são os primeiros cortes da carne 100% vegetal: "A consistência e a textura estão perfeitas," garantem os cientistas.[Imagem: Fraunhofer IVV]
 
Carne vegetal
 
Pode ser mais fácil fabricar "carne vegetal" do que "carne artificial".
 
O Dr. Mark Post ganhou renome internacional graças à tenacidade com que se dedica à sintetização de carne em laboratório, o que permitiria produzir bifes de carne verdadeira sem sacrificar animais.
 
Mas um outro grupo, formado por cientistas da Alemanha, Áustria e da Holanda, acredita que os mesmos nutrientes podem ser fornecidos aos humanos usando unicamente plantas, criando verdadeiros bifes vegetais.
 
E eles não estão falando de nada parecido com um "hambúrguer vegetal" que se pode comprar hoje nos supermercados, mas um alimento com textura e sabor de carne, mas feito unicamente de vegetais.
 
Parece fazer muito sentido: cada boi consome cerca de oito quilogramas de vegetais para gerar um único quilograma de carne.
 
A ideia do projeto LikeMeat (parecido com carne, em tradução livre) é eliminar esse longo caminho pelo organismo dos animais e criar pedaços de carne diretamente dos vegetais.
 
Réplica vegetal da carne
 
Os carnívoros não precisam se preocupar, porque a ideia não é transformar toda a população em vegetarianos.
 
Os cientistas já sabem que há várias plantas adequadas para a produção de produtos substitutos da carne em termos nutricionais.
 
Eles estão trabalhando agora em fazer com que esses produtos se pareçam e tenham textura e sabor de carne.
 
"Nosso objetivo é desenvolver uma réplica vegetal para a carne que seja fibrosa e suculenta, mas que também tenha um sabor agradável. O produto deverá ter uma durabilidade de prateleira longa, não poderá ser mais caro do que a carne e deverá ser adequado para vegetarianos e para pessoas alérgicas," resume o Dr. Florian Wild, coordenador da pesquisa.
 
Além dos cientistas acadêmicos, pesquisadores de 11 empresas fabricantes de produtos alimentícios já se juntaram ao projeto, com interesse em comercializar as carnes vegetais desenvolvidas.
 
Transformando vegetais em carne
 
Mas como você transforma plantas em carne?
 
"A tecnologia de processamento foi o maior desafio," lembra Wild.
 
As técnicas tradicionais de misturar proteínas vegetais com um pouco de água e aquecer sob pressão não se mostrou útil, porque o material estufa, como as proteínas de soja vendidas hoje no comércio.
 
Eles tiveram então que desenvolver uma nova técnica: os principais ingredientes - que continuam sendo a água e as proteínas das plantas - são fervidos e esfriados lentamente.
 
Esse resfriamento lento faz com que as proteínas formem cadeias, gerando uma estrutura fibrosa que é muito parecida com a da carne.
 
O equipamento protótipo já está em funcionamento, produzindo entre 60 e 70 quilogramas de carne vegetal por hora - 300 a 500 quilos por dia.
 
"A consistência e a textura estão perfeitas," comemora o cientista, ressaltando que ainda é preciso otimizar o sabor, para que ele fique mais parecido com o da carne.
 
Ingredientes da carne vegetal
 
Os principais ingredientes usados na carne vegetal são trigo, ervilha, tremoço e soja.
 
"Não estamos nos atendo intencionalmente a um tipo específico de planta porque muitas pessoas têm alergias a uma ou outra delas," diz o pesquisador.
 
"No processo, nós já desenvolvemos uma grande variedade de receitas. Elas são a base de uma linha de produtos que oferecerá uma grande possibilidade de seleção para as pessoas que possam ter intolerância alimentar ou alergias," completa.
 
A expectativa é ter um produto totalmente pronto dentro de um ano.
 
 

 
Começa corrida pela fabricação de carne artificial
Com informações da BBC
16/11/2011

Cientistas começam uma corrida para substituir o abate de animais pelo cultivo de carne sintética em laboratório, a partir de células-tronco de animais.

Carne de laboratório
 
Um cientista holandês acaba de receber cerca de R$700 mil para fabricar um hambúrguer.
 
Poderia parecer uma barbada, não fosse o fato de que isso deverá ser feito sem usar a carne de um animal.
 
O Dr. Mark Post, da Universidade de Maastricht, é um dos pioneiros em um campo ainda emergente, mas que os especialistas afirmam representar o futuro: a produção de carne artificial, ou carne sintética.
 
Embora alguns filmes postados na internet, mostrando o abate de animais, estejam fazendo um número cada vez maior de pessoas deixar de consumir carne, o Dr. Post afirma que o problema é mais substantivo.
 
"O problema básico com a atual produção de carne é que ela é ineficiente," afirma ele.
 
Fábricas de carne
 
Em vez de moer a carne de um animal para fazer seu hambúrguer, o Dr. Post está cultivando seus bifes em laboratório, diretamente a partir de células-tronco musculares de animais.
 
Se ele tiver sucesso, a tecnologia poderá mudar a forma como produzimos alimentos: "Nós queremos transformar a produção de carne, passando das fazendas de criação de gado para um processo fabril," afirma ele.
 
A ideia original foi do também holandês Willem van Eelen, que perseguiu a ideia por décadas, sem muito sucesso.
 
Com o advento das pesquisas com células-tronco, contudo, inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo acreditam que o momento da carne artificial finalmente chegou.
 
Bifes para astronautas
 
Em 2002, a NASA financiou o Dr. Morris Benjaminson, da Universidade Touro, em Nova Iorque, para tentar fazer carne de células cultivadas em laboratório para alimentar astronautas.
 
Ele retirou células musculares de peixinhos dourados e fez com que elas crescessem fora do corpo do animal.
 
O filé foi marinado e um painel de avaliadores concluiu que ele se parecia e cheirava como um filé de peixe real - mas eles não puderam comê-lo porque as leis sanitárias impedem o consumo de produtos experimentais.
 
Infelizmente, a NASA encontrou formas mais baratas de alimentar os astronautas e as pesquisas foram interrompidas.

Frentes de pesquisa
 
Em 2005, o Dr. van Eelen finalmente convenceu o governo holandês a apostar na fabricação de carne artificial, recebendo um financiamento de quase R$5 milhões.
 
A equipe atacou várias frentes.
 
Uma parte da equipe explorou como as células-tronco embrionárias poderiam ser forçadas a se diferenciar em células musculares.
 
Um segundo grupo começou a investigar como as células musculares poderiam ser induzidas a se tornar maiores.
 
Um terceiro grupo começou a estudar o meio de cultura ótimo para a criação de carne em laboratório.
 
Recentemente o dinheiro acabou, e agora as pesquisas continuam em ritmo mais lento, ainda sem frutos definitivos.
 
Hambúrguer sintético
 
No início de 2011, um filantropista anônimo procurou o Dr. Post, que já trabalhou com o Dr. van Eelen, e propôs pagar bem por um hambúrguer de carne artificial.
 
"Será provavelmente o hambúrguer mais caro que já vimos neste planeta", brinca o pesquisador.
 
Entrando na onda, a ONG PETA (People for the Ethical Treatment of Animal) acaba de anunciar um prêmio de US$1 milhão para a primeira empresa a colocar a carne sintética em pelo menos seis estados norte-americanos até 2016.
 
Sashimi sintético
 
Mas a primeira pessoa a comer carne artificial já teve seus cinco minutos de fama: um jornalista de uma TV russa que visitou o laboratório do Dr. Post.
 
"Ele simplesmente pegou [o pedaço de carne] e enfiou-o na boca antes que eu pudesse falar nada", contou o Dr. Post.
 
Segundo o jornalista, a carne artificial parecia uma goma de mascar e não tinha sabor.
 
Ou seja, ele confirmou o ditado que diz que o apressado come cru... e sem tempero.
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Divaldo Franco no Oriente Médio

O médium e orador Divaldo Franco divulga o Espiritismo nos Emirados Árabes - Dubai e Abu Dhabi

Clique em EXIBIR IMAGENS para ver o e-mail.

terça-feira, 13 de março de 2012

A Revolução da Proteína

É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?
 
A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
 
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia coletiva, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justo trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores.
 
Emmanuel, por
Francisco Cândido Xavier
em O Consolador
Pergunta 129
 

 
Criada carne vegetal com textura e suculência de carne animal
13/03/2012
Estes são os primeiros cortes da carne 100% vegetal: "A consistência e a textura estão perfeitas," garantem os cientistas.[Imagem: Fraunhofer IVV]
 
Carne vegetal
 
Pode ser mais fácil fabricar "carne vegetal" do que "carne artificial".
 
O Dr. Mark Post ganhou renome internacional graças à tenacidade com que se dedica à sintetização de carne em laboratório, o que permitiria produzir bifes de carne verdadeira sem sacrificar animais.
 
Mas um outro grupo, formado por cientistas da Alemanha, Áustria e da Holanda, acredita que os mesmos nutrientes podem ser fornecidos aos humanos usando unicamente plantas, criando verdadeiros bifes vegetais.
 
E eles não estão falando de nada parecido com um "hambúrguer vegetal" que se pode comprar hoje nos supermercados, mas um alimento com textura e sabor de carne, mas feito unicamente de vegetais.
 
Parece fazer muito sentido: cada boi consome cerca de oito quilogramas de vegetais para gerar um único quilograma de carne.
 
A ideia do projeto LikeMeat (parecido com carne, em tradução livre) é eliminar esse longo caminho pelo organismo dos animais e criar pedaços de carne diretamente dos vegetais.
 
Réplica vegetal da carne
 
Os carnívoros não precisam se preocupar, porque a ideia não é transformar toda a população em vegetarianos.
 
Os cientistas já sabem que há várias plantas adequadas para a produção de produtos substitutos da carne em termos nutricionais.
 
Eles estão trabalhando agora em fazer com que esses produtos se pareçam e tenham textura e sabor de carne.
 
"Nosso objetivo é desenvolver uma réplica vegetal para a carne que seja fibrosa e suculenta, mas que também tenha um sabor agradável. O produto deverá ter uma durabilidade de prateleira longa, não poderá ser mais caro do que a carne e deverá ser adequado para vegetarianos e para pessoas alérgicas," resume o Dr. Florian Wild, coordenador da pesquisa.
 
Além dos cientistas acadêmicos, pesquisadores de 11 empresas fabricantes de produtos alimentícios já se juntaram ao projeto, com interesse em comercializar as carnes vegetais desenvolvidas.
 
Transformando vegetais em carne
 
Mas como você transforma plantas em carne?
 
"A tecnologia de processamento foi o maior desafio," lembra Wild.
 
As técnicas tradicionais de misturar proteínas vegetais com um pouco de água e aquecer sob pressão não se mostrou útil, porque o material estufa, como as proteínas de soja vendidas hoje no comércio.
 
Eles tiveram então que desenvolver uma nova técnica: os principais ingredientes - que continuam sendo a água e as proteínas das plantas - são fervidos e esfriados lentamente.
 
Esse resfriamento lento faz com que as proteínas formem cadeias, gerando uma estrutura fibrosa que é muito parecida com a da carne.
 
O equipamento protótipo já está em funcionamento, produzindo entre 60 e 70 quilogramas de carne vegetal por hora - 300 a 500 quilos por dia.
 
"A consistência e a textura estão perfeitas," comemora o cientista, ressaltando que ainda é preciso otimizar o sabor, para que ele fique mais parecido com o da carne.
 
Ingredientes da carne vegetal
 
Os principais ingredientes usados na carne vegetal são trigo, ervilha, tremoço e soja.
 
"Não estamos nos atendo intencionalmente a um tipo específico de planta porque muitas pessoas têm alergias a uma ou outra delas," diz o pesquisador.
 
"No processo, nós já desenvolvemos uma grande variedade de receitas. Elas são a base de uma linha de produtos que oferecerá uma grande possibilidade de seleção para as pessoas que possam ter intolerância alimentar ou alergias," completa.
 
A expectativa é ter um produto totalmente pronto dentro de um ano.
 
 

 
Começa corrida pela fabricação de carne artificial
Com informações da BBC
16/11/2011

Cientistas começam uma corrida para substituir o abate de animais pelo cultivo de carne sintética em laboratório, a partir de células-tronco de animais.

Carne de laboratório
 
Um cientista holandês acaba de receber cerca de R$700 mil para fabricar um hambúrguer.
 
Poderia parecer uma barbada, não fosse o fato de que isso deverá ser feito sem usar a carne de um animal.
 
O Dr. Mark Post, da Universidade de Maastricht, é um dos pioneiros em um campo ainda emergente, mas que os especialistas afirmam representar o futuro: a produção de carne artificial, ou carne sintética.
 
Embora alguns filmes postados na internet, mostrando o abate de animais, estejam fazendo um número cada vez maior de pessoas deixar de consumir carne, o Dr. Post afirma que o problema é mais substantivo.
 
"O problema básico com a atual produção de carne é que ela é ineficiente," afirma ele.
 
Fábricas de carne
 
Em vez de moer a carne de um animal para fazer seu hambúrguer, o Dr. Post está cultivando seus bifes em laboratório, diretamente a partir de células-tronco musculares de animais.
 
Se ele tiver sucesso, a tecnologia poderá mudar a forma como produzimos alimentos: "Nós queremos transformar a produção de carne, passando das fazendas de criação de gado para um processo fabril," afirma ele.
 
A ideia original foi do também holandês Willem van Eelen, que perseguiu a ideia por décadas, sem muito sucesso.
 
Com o advento das pesquisas com células-tronco, contudo, inúmeros grupos de pesquisa ao redor do mundo acreditam que o momento da carne artificial finalmente chegou.
 
Bifes para astronautas
 
Em 2002, a NASA financiou o Dr. Morris Benjaminson, da Universidade Touro, em Nova Iorque, para tentar fazer carne de células cultivadas em laboratório para alimentar astronautas.
 
Ele retirou células musculares de peixinhos dourados e fez com que elas crescessem fora do corpo do animal.
 
O filé foi marinado e um painel de avaliadores concluiu que ele se parecia e cheirava como um filé de peixe real - mas eles não puderam comê-lo porque as leis sanitárias impedem o consumo de produtos experimentais.
 
Infelizmente, a NASA encontrou formas mais baratas de alimentar os astronautas e as pesquisas foram interrompidas.

Frentes de pesquisa
 
Em 2005, o Dr. van Eelen finalmente convenceu o governo holandês a apostar na fabricação de carne artificial, recebendo um financiamento de quase R$5 milhões.
 
A equipe atacou várias frentes.
 
Uma parte da equipe explorou como as células-tronco embrionárias poderiam ser forçadas a se diferenciar em células musculares.
 
Um segundo grupo começou a investigar como as células musculares poderiam ser induzidas a se tornar maiores.
 
Um terceiro grupo começou a estudar o meio de cultura ótimo para a criação de carne em laboratório.
 
Recentemente o dinheiro acabou, e agora as pesquisas continuam em ritmo mais lento, ainda sem frutos definitivos.
 
Hambúrguer sintético
 
No início de 2011, um filantropista anônimo procurou o Dr. Post, que já trabalhou com o Dr. van Eelen, e propôs pagar bem por um hambúrguer de carne artificial.
 
"Será provavelmente o hambúrguer mais caro que já vimos neste planeta", brinca o pesquisador.
 
Entrando na onda, a ONG PETA (People for the Ethical Treatment of Animal) acaba de anunciar um prêmio de US$1 milhão para a primeira empresa a colocar a carne sintética em pelo menos seis estados norte-americanos até 2016.
 
Sashimi sintético
 
Mas a primeira pessoa a comer carne artificial já teve seus cinco minutos de fama: um jornalista de uma TV russa que visitou o laboratório do Dr. Post.
 
"Ele simplesmente pegou [o pedaço de carne] e enfiou-o na boca antes que eu pudesse falar nada", contou o Dr. Post.
 
Segundo o jornalista, a carne artificial parecia uma goma de mascar e não tinha sabor.
 
Ou seja, ele confirmou o ditado que diz que o apressado come cru... e sem tempero.
 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Seguindo em frente...

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas."
Mateus 6
 
"Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete."
Mateus 18
 
"Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas."
Marcos 11
 

 
Guardar mágoas traz prejuízos à saúde de nosso corpo
 
Perdoar evita o estresse e economiza nossas energias

Publicado em 09/02/2012

Quando alguém nos desaponta, nos fere, quando perdemos algo importante ou sofremos alguma injustiça, a raiva e a indignação são sentimentos normais, mas o problema é quando esses sentimentos se transformam em mágoa e amargura. No livro "O poder do perdão", o psiquiatra americano Fred Luskin, apresenta a sua experiência e estudos sobre esse tema. Ele demonstra que o processo de perdoar pode ser treinado e desenvolvido. Ele utiliza a metáfora de um aeroporto, que está com o tráfego aéreo congestionado, para explicar como fica a mente de uma pessoa, sobrecarregada pelas mágoas. Cada avião que está no ar é comparado a uma mágoa, que enquanto não pousa, fica exigindo energia e exaurindo os seus recursos.
 
Quando guardamos uma mágoa e pensamos na dor que sofremos, o cérebro reage como se estivéssemos em perigo naquele momento. Ele produz substâncias químicas ligadas ao estresse, que limitam as nossas ações. A parte pensante do cérebro fica limitada, é quando agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo.
 
Portanto, a mágoa consome muita energia, pois cada vez que contamos o que aconteceu, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição ou agressão aconteceu agora ou há três anos.
 
Assim como escolhemos o canal de TV que queremos assistir, também podemos aprender a escolher qual o "canal" que estará passando na nossa mente. Podemos escolher pensar no quanto fomos vítimas, o quanto fomos machucados, e com isso perpetuar o nosso sofrimento ou podemos escolher pensar no quanto fomos fortes para sobreviver ao que aconteceu e mudar o nosso foco. Não significa que devamos passar por cima da tristeza, da dor e da raiva que sentimos, mas precisamos aprender que existe um tempo para esses sentimentos.
 
Uma forma de mudarmos o "canal" da nossa mente é pensar em como podemos mudar a história da nossa dor. Qual a história que contamos para nós mesmos sobre o que nos aconteceu?
 
Relembrar o fato, falar disso inúmeras vezes, ficar no lugar de "vítimas" dentro da história que contamos, nos dá a sensação de que o sofrimento que passamos não será esquecido e que se e abandonarmos esse lugar, quem nos fez sofrer ficará liberado de pagar pelo que fez. Mas, conservar a mágoa, nos mantém ligados de forma ineficaz à pessoa que nos fez sofrer.
 
O outro provavelmente não está sofrendo, nem mais e nem menos, só porque mantemos a mágoa dentro de nós.
 
Cada vez que contamos a história da nossa dor, ressaltando o quanto fomos vitimas daquela pessoa e enfatizando o quanto ela foi cruel conosco, continuamos dando poder a ela. Ficamos presos num papel que não deveria ser mais o nosso. Precisamos ultrapassar esse momento, precisamos nos curar.
 
Que tal parar um pouco e reformular a história da nossa dor? Sem forçar acontecimentos ou inocentar ninguém, mas colocando um foco nas nossas atitudes, no que fizemos e podemos fazer de construtivo diante do que aconteceu.