quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Escalada

"(...) Quando minha mãe fica calada assim é porque vai explodir comigo a qualquer momento. Ano passado ela deu duas explodidas das quais nunca mais me esqueço, juro, tive vontade de sumir do mundo. Sabe que eu fazia? Andava [quilômetros] até o Parque (...) a pé e ia lá sentar num banco do parque e chorar. (...) andava loucamente para não ficar em casa. O que eu adquiri? Um problema no joelho esquerdo. (...) Perdi dois concursos importantes, poderia estar empregada, mas talvez não ter conseguido queira dizer algo. Não posso pensar que sou azarada, alguma razão deve ter. Afinal, como dizia William Shekespeare: 'Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia'. Vou ficando por aqui, escrevi um jornal, não um e-mail. Um abraço a todos, M..."


Oi, M...!

Li cada linha do seu "jornal" e consegui ter uma vaga ideia de suas dificuldades.

Tenho pouco a dizer, fora o que já repito sempre, daqui do conforto da plateia.

Como você já percebeu, pelas mensagens que eu encaminho, sou avesso a radicalismos. Mas acho que nós, que afirmamos crer em Deus, devemos ser radicais numa certeza: Ele não dorme!

Um Deus imperfeito, injusto, distraído ou descuidado, que nos perdesse de vista, não poderia ser nosso Criador, nem mereceria nossa fé.

Se creio no Deus que me criou e, por isso mesmo, conhece minhas necessidades bem melhor do que eu, logo me vejo "obrigado" a crer que este Deus apenas coloca em meu caminho os desafios que eu preciso enfrentar, embora neste momento eu não consiga compreender os motivos.

Quando éramos crianças e só queríamos brincar, tínhamos de enfrentar uma série de coisas que nos aborreciam, como tomar banho, vacinas, ir ao dentista, estudar e, às vezes, até levar umas "boas" palmadas (no meu caso, pelo menos). Só mais tarde, já adultos, é que, olhando pra trás, conseguimos entender a importância de tudo aquilo em nossa vida e até agradecemos a nossos pais por ter criado estas "dificuldades".

Acredito que algo assim acontece conosco, enquanto criaturas de Deus. Temos uma série de necessidades que ainda não identificamos e, por conta desta nossa limitação, precisamos confiar na sabedoria de nosso Criador para enfrentar, sem revolta, as dificuldades que surgem em nosso caminho, com a certeza de que são causadoras de transformações que não podemos avaliar neste momento.

Esta "fé radical" foi muito importante para enfrentarmos o rastro de destruição deixado pela enchente de junho do ano passado. Ser despejado e impedido de entrar em casa por um mar de lama foi muito chocante, mas espiritualmente enriquecedor. Nossa fé passou de flor de lapela a um sentimento vivo em nosso coração.

Por isso, se tivesse o direito de dizer algo a alguém que enfrenta uma dificuldade maior que a minha, eu diria: quando estiver chorando, agradeça a Deus pelas lições cuja finalidade você ainda não pode avaliar. Peça a Deus que lhe dê coragem para mudar o que pode ser mudado, resignação para atravessar o que precisa ser enfrentado e sabedoria para distinguir uma situação da outra.

Quem conhece a Deus melhor que nós, garante: "qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?" Jesus (Mateus 7:9-11)

Forte abraço de seus amigos,
 
Lúcio, Suzana e Ramon.
Palmares-PE

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Maturidade Espiritual

"E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis."
Paulo (I Coríntios 3:1-2)
 
"Sobre isso temos muito que dizer, mas de difícil interpretação, porquanto vos tornastes tardios em ouvir. Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que porém necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal."
Paulo (Hebreus 5:11-14)
 


Por que não ensinaram os Espíritos, em todos os tempos, o que ensinam hoje?

"Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou adulteraram, mas que podem compreender agora. Com seus ensinos, embora incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar."

O Livro dos Espíritos
Questão 801

Convencimento Sensorial

"Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo. Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos. Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém faz coisa alguma em oculto, quando procura ser conhecido. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem seus irmãos criam nele. Disse-lhes, então, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo; mas o vosso tempo sempre está presente. O mundo não vos pode odiar; mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más. Subi vós à festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda não é chegado o meu tempo. E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia." (João 7:1-9)


Visto que o Espiritismo tem que marcar um progresso da Humanidade, por que não apressam os Espíritos esse progresso, por meio de manifestações tão generalizadas e patentes, que a convicção penetre até nos mais incrédulos?

"Desejaríeis milagres; mas, Deus os espalha a mancheias diante dos vossos passos e, no entanto, ainda há homens que o negam. Conseguiu, porventura, o próprio Cristo convencer os seus contemporâneos, mediante os prodígios que operou? Não conheceis presentemente alguns que negam os fatos mais patentes, ocorridos às suas vistas? Não há os que dizem que não acreditariam, mesmo que vissem? Não; não é por meio de prodígios que Deus quer encaminhar os homens. Em sua bondade, ele lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão."

"Conhece bem pouco os homens quem imagine que uma causa qualquer os possa transformar como que por encanto. As idéias só pouco a pouco se modificam, conforme os indivíduos, e preciso é que algumas gerações passem, para que se apaguem totalmente os vestígios dos velhos hábitos. A transformação, pois, somente com o tempo, gradual e progressivamente, se pode operar. Para cada geração uma parte do véu se dissipa. O Espiritismo vem rasgá-lo de alto a baixo. (...)"


O Livro dos Espíritos
Questões 800 e 802

Transição de Gerações

A GERAÇÃO NOVA

A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.

Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém, sobretudo das disposições  intuitivas e  inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento  inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.

Allan Kardec
A Gênese
Capítulo XVIII
Sinais dos Tempos
Item 28
Paris, 1868



N° Edição:  2135 |  08.Out.10 - 21:00

JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE
Um homem ficha limpa
 
Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso

Adriana Nicacio, Hugo Marques e Sérgio Pardellas
 
Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. "O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos", disse em entrevista à ISTOÉ.
 

 
O sr. esperava ter quase 270 mil votos?
 
Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.
 
O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?
 
A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

O que o sr. fez como deputado distrital?
 
Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?
 
Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o "cotão", e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?
 
É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?
 
Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.

O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?
 
Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

E os outros quatros pontos?
 
Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

Nos moldes do que tramita no Congresso?
 
Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?
 
É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

O mesmo vale para o Senado?
 
Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?
 
Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?
 
A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?
 
Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.
 
No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?
 
Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.

Quais são seus outros projetos?
 
Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?
 
Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.
 
A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.

A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?
 
Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?
 
Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.

Fonte: IstoE

Fim dos Mistérios

"Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido."
Jesus (Lucas 12:2)
 


Ciência

Google Earth auxilia descobertas arqueológicas
Cauã Taborda, de INFO Online
Domingo, 06 de fevereiro de 2011 - 13h10
 
O Google Earth possibilitou a descoberta de quase 2 mil sítios arqueológicos na Arábia Saudita, segundo uma reportagem da NewsCientist.

David Kennedy, um pesquisador da universidade Western Australia, foi o responsável pela descoberta no Google Earth, utilizando o "birds-eye", funcionalidade que aproxima bastante as imagens.

"Nunca fui para a Arábia Saudita. Não é um dos países mais fáceis de se visitar", conta Kennedy à NewsCientist. Segundo o pesquisador, fotografias aéreas da Arábia Saudita não estão disponíveis para a maioria dos arqueólogos, e é difícil, se não impossível, conseguir uma autorização para sobrevoar o país.

A confirmação de que a imagem é um sitio arqueológico e não vegetação ou sombras veio de um amigo de Kennedy, que não é arqueólogo, mas mora na Arábia Saudita.  A pedido do pesquisador ele visitou dois dos sítios e os fotografou.

O desafio agora, segundo Kennedy, é visitar as descobertas, já que não é possível determinar a idade das estruturas só pelas imagens.

Fonte: INFO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Influências e Ocupações dos Espíritos

Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
"Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."
 
Atentam os Espíritos em nossos trabalhos de arte e por eles se interessam?
"Atentam no que prove a elevação dos Espíritos e seus progressos."

Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
"Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões."
 
O Livro dos Espíritos
Questões 459, 565 e 567
 


"Assistimos uma noite à representação da ópera Oberon, em companhia de um médium vidente muito bom. Havia na sala grande número de lugares vazios, muitos dos quais, no entanto, estavam ocupados por Espíritos, que pareciam interessar-se pelo espetáculo. Alguns se colocavam junto de certos espectadores, como que a lhes escutar a conversação. Cena diversa se desenrolava no palco: por detrás dos atores muitos Espíritos, de humor jovial, se divertiam em arremedá-los, imitando-lhes os gestos de modo grotesco; outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores e fazer esforços por lhes dar energia. Um deles se conservava sempre junto de uma das principais cantoras. Julgando-o animado de intenções um tanto levianas e tendo-o evocado após a terminação do ato, ele acudiu ao nosso chamado e nos reprochou, com severidade, o temerário juízo: "Não sou o que julgas, disse; sou o seu guia e seu Espírito protetor; sou encarregado de dirigi-la." Depois de alguns minutos de uma palestra muito séria, deixou-nos, dizendo: "Adeus; ela está em seu camarim; é preciso que vá vigiá-la." Em seguida, evocamos o Espírito Weber, autor da ópera, e lhe perguntamos o que pensava da execução da sua obra. "Não de todo má; porém, frouxa; os atores cantam, eis tudo. Não há inspiração. Espera, acrescentou, vou tentar dar-lhes um pouco do fogo sagrado." Foi visto, daí a nada, no palco, pairando acima dos atores. Partindo dele, um como eflúvio se derramava sobre os intérpretes. Houve, então, nestes, visível recrudescência de energia.
 
Outro fato que prova a influência que os Espíritos exercem sobre os homens, à revelia destes: Assistíamos, como nessa noite, a uma representação teatral, com outro médium vidente. Travando conversação com um  Espírito espectador, disse-nos ele: "Vês aquelas duas damas sós, naquele camarote da primeira ordem? Pois bem, estou esforçando-me por fazer que deixem a sala." Dizendo isso, o médium o viu ir colocar-se no camarote em questão e falar às duas. De súbito, estas, que se mostravam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se mutuamente. Depois, vão-se e não mais voltam. O Espírito nos fez então um gesto cômico, querendo significar que cumprira o que dissera. Não o tornamos a ver, para pedir-lhe explicações mais amplas. É assim que muitas vezes fomos testemunha do papel que os Espíritos desempenham entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião, em bailes, concertos, sermões, funerais, casamentos, etc., e por toda parte os encontramos atiçando paixões más, soprando discórdias, provocando rixas e rejubilando-se com suas proezas. Outros, ao contrário, combatiam essas influências perniciosas, porém, raramente eram atendidos.
 
O Livro dos Médiuns
Capítulo XIV
Itens 169 e 170



Oberon é uma da ópera romântica em três atos do compositor alemão Carl Maria von Weber para um libreto de James Robinson Planche, inspirado no poema de Christoph Martin Wieland. Sua estréia ocorreu no Covent Garden, Londres em 12 de abril de 1826. Posteriormente ela foi traduzida para o alemão por Theodore Hell, e é essa versão traduzida a mais frequentemente executada.

Carl Maria Friedrich Ernest von Weber (Eutin, 18 de novembro de 1786 — Londres, 5 de junho de 1826) foi um barão e compositor de Holstein (hoje parte da Alemanha). Conhecido pelo seu sobrenome, Weber, foi um dos primeiros compositores significantes da Era Romântica.
 
Interessado em novas sonoridades e combinações instrumentais, tornou-se um dos maiores compositores do Ocidente. Na transição do Classicismo para o Romantismo, sua obra introduziu a nova estética na Alemanha.
 
Carl Maria von Weber foi um pioneiro do drama musical alemão, e a ele se deve a criação da ópera Der Freischütz (O Franco-Atirador), a primeira ópera romântica alemã. Outras de suas óperas são Das Waldmädchen, Oberon e Euryanthe. Sua música influenciou a inspiração musical de Wagner.
 
Destacou-se como pianista, violinista e teórico do Romantismo. Mais tarde teve predileção pelo clarinete e pela trompa.

Origem: Wikipédia

Evolução e Sociedade

"O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.

Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados."

"Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar."

O Livro dos Espíritos
Questões 768, 804
Paris, 1857
 


Redução do cérebro humano, um sinal de civilização, segundo a ciência
 
De Jean-Louis Santini (AFP)
06 de fevereiro de 2011
 
WASHINGTON — O cérebro humano tornou-se menor há 30.000 anos, um fenômeno intrigante para os antropólogos que, em maioria, veem nisto um efeito da evolução para sociedades mais complexas, segundo estudos recentes.
 
No período, o volume médio do cérebro do homem moderno, o Homo sapiens, diminuiu cerca de 10% - de 1.500 a 1.359 centímetros cúbicos -, o equivalente a uma bola de tênis.
 
O cérebro das mulheres, menor que o dos homens, conheceu proporcionalmente a mesma redução.
 
As medições foram estabelecidas a partir de crânios encontrados na Europa, Oriente Médio e Ásia, conta o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan (norte dos Estados Unidos).
 
"Diria que foi uma grande redução num curto período evolutivo", declarou, em recente entrevista à revista Discover.
 
Segundo os antropólogos, esta diminuição não é tão surpreendente.
 
O homem de Neandertal, "primo" do homem moderno desaparecido há 30.000 anos por motivos ainda obscuros, era mais corpulento e possuía um cérebro maior. O homem de Cromagnon, que fez as pinturas rupestres da gruta de Lascaux (França) há 17.000 anos, era o Homo sapiens dotado de um cérebro maior. Também era mais forte que seus descendentes atuais.
 
Estes traços eram necessários para sobreviver num meio hostil, explica David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri e autor de vários trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo da evolução.
 
Partindo desta constatação, o estudioso dedicou-se a pesquisar a evolução do tamanho do crânio no período entre 1,9 milhão de anos e 10.000 anos, à medida que nossos ancestrais foram vivendo num meio social mais complexo.
 
David Geary parte do princípio de que quanto maior é a concentração humana, mais intercâmbio existe entre os grupos, assim como a maior divisão do trabalho traz interações entre os indivíduos mais ricas e variadas.
 
Também constatou que o tamanho do cérebro diminui quando a densidade populacional aumenta.
 
"Com a emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano foi se tornando menor, porque os indivíduos já não necessitavam ser tão inteligentes para sobreviver; os demais os ajudavam", explicou David Geary à AFP.
 
Esta redução não significa, no entanto, que os homens modernos tenham menos capacidade intelectual que seus ancestrais. Desenvolveram, na verdade, formas de inteligência mais sofisticadas, explica por sua vez Brian Hare, professor adjunto de antropologia da Universidade Duke, na Carolina do Norte.
 
Segundo ele, existe um paralelismo similar entre os animais domesticados e os selvagens.
 
Assim, o cão lobo tem um cérebro menor que o do lobo, mas é mais inteligente e sofisticado, porque compreende os gestos de comunicação dos homens - demonstrando que "não há correlação estreita entre o tamanho e o quociente intelectual", definido pela capacidade de induzir e criar, diz Brian Hare.
 
O cientista cita o exemplo dos chimpanzés, agressivos e dominadores, dotados de um cérebro maior que o dos bonobos (Pan paniscus), também chamado chimpanzé pigmeu e menos frequentemente chimpanzé anão ou grácil, considerados mais "civilizados". Estes, por exemplo, recorrem à simulação do ato sexual ou do acasalamento para resolver os conflitos.
 
Com ironia, o cientista diz esperar que "nosso lado bonobo ganhe na evolução, pelo bem de todos".

Fonte: HostedNews

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fórmula complexa, verdade simples

Alguns acontecimentos em nossa vida nos levaram ao Espiritimso. Mas o que me mantém nele é a confirmação diária de suas máximas por pessoas e fatos completamente alheios ao seu domínio.

O recente estudo, descrito abaixo, chega precisamente à mesma conclusão enunciada na questão 922 do Livro dos Espíritos, 154 anos mais tarde.

Ramon de Andrade
Palmares-PE


 
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

"Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro."
 
O Livro dos Espíritos
Paris, 1857



A tal da felicidade
Thomaz Wood Jr.
4 de fevereiro de 2011 às 11:07h
 
Desde que os antigos gregos se debruçaram à desafiadora, senão fútil, tarefa de dar sentido ao mundo, o conceito de felicidade não saiu mais de nossa agenda. Nas últimas décadas, o tema foi atacado sem constrangimento ou remorso pelos autores de autoajuda. Se acreditarmos no que afirmam, felicidade é algo que se consegue frequentando praias tropicais, fazendo dietas mágicas, exercícios aeróbicos e cirurgia plástica, e, principalmente, comprando, comprando e comprando.
 
Além dos oportunistas, filósofos, teólogos, sociólogos, psicólogos e até mesmo economistas têm se debruçado sobre a questão: o que traz a felicidade? Hoje, existe até um Journal of Happiness Studies, que se declara interdisciplinar e se dedica ao entendimento do estado subjetivo de bem-estar. Como todo bom periódico científico, ele conta com comitê científico, avaliação por pares e toda a parafernália exigida pela ciência. Resultado: pouca poesia e muita estatística.
 
Em um trabalho inédito, comentado recentemente nas páginas da revista The Economist, Daniel W. Sacks, Betsey Stevenson e Justin Wolfers, da Universidade da Pensilvânia, mostram que a variação entre níveis de satisfação com a vida entre países é muito grande e relaciona-se à renda per capita. No topo da escala estão países desenvolvidos, tais como Dinamarca, França e Estados Unidos. Na base, estão países pobres, como muitas nações africanas, e em crise, como o Iraque e o Haiti. De fato, é óbvio: um dinamarquês, que nasceu e vive apoiado por um Estado de Bem-Estar Social, com saúde e educação garantidas, liberdade política e alto poder aquisitivo, terá menos a reclamar do que um haitiano, vitimado por gerações de governos ineptos e desastres naturais.
 
Entretanto, o dinheiro não explica tudo. Em torno da reta de regressão há países mais felizes, ou mais infelizes, do que faria supor sua renda per capita. Hong Kong e Dinamarca têm renda similar, porém, os nórdicos são mais felizes que os asiáticos. Os europeus são homogêneos, exceto pelos depressivos portugueses. O Brasil e a Bulgária têm renda próxima, porém, os brasileiros obtiveram nota 6,5 na escala de felicidade, enquanto os búlgaros ficaram abaixo de 4, tornando-os o povo mais infeliz do mundo, relativamente à sua renda.
 
Um caso singular é o Reino do Butão, com 700 mil habitantes e renda per capita de, aproximadamente, 5 mil dólares. Esse pequeno país asiático mede há anos a Felicidade Nacional Bruta, lá considerada mais importante do que o Produto Interno Bruto.
 
Significativamente, em 2006, a revista norte-americana BusinessWeek indicou o país como o mais feliz da Ásia e o oitavo mais feliz do mundo.
 
Em outro artigo, publicado em edição recente do respeitado Journal of Personality and Social Psychology, Ed Diener, da Universidade de Illinois e do Gallup, Weiting Ng, do Singapure Institute of Management, e James Harter e Raksha Arora, também do Gallup, analisaram uma pesquisa com amostras de habitantes de 132 países. Os autores consideraram duas dimensões da felicidade, ou bem-estar: a avaliação que os indivíduos fazem de sua vida, ou nível geral de satisfação com a vida (também analisado no estudo mencionado acima); e o humor, ou a experiência com sentimentos positivos (prazer e satisfação) e com sentimentos negativos (preocupação e tristeza).
 
Diener e seus colegas confirmaram que a renda (PIB per capita) está relacionada com o bem-estar quanto à primeira dimensão: o nível de satisfação dos indivíduos com sua vida. Eles também concluíram que a renda nacional é mais relevante do que a renda individual, o que significa que os recursos em saúde e educação têm maior impacto sobre o bem-estar do que a capacidade individual de realizar gastos [no dito popular: "ninguém é feliz sozinho"].
 
Por outro lado, a relação entre a renda e os sentimentos positivos e negativos é fraca. Tais sentimentos são mais influenciados pelo nível de atendimento das necessidades sociopsicológicas. Portanto, aumentos na renda melhoram a avaliação que os indivíduos fazem de suas vidas, porém, não afetam muito o seu humor. As sensações de bem-estar são mais afetadas pela existência de boas relações pessoais, liberdade de ação e oportunidades de desenvolvimento. Na conclusão do artigo, os autores declaram: "De forma contrária àqueles que dizem que o dinheiro não é associado com a felicidade e àqueles que dizem que o dinheiro é extremamente importante, nós concluímos que o dinheiro é muito mais relacionado com algumas formas de bem-estar do que com outras".
 
Jean-Jacques Rousseau, o filósofo francês que viveu de 1712 a 1778, havia registrado para a posteridade: a felicidade consiste em um bom saldo bancário, uma boa cozinheira e uma boa digestão. Quase três séculos foram necessários para que a ciência comprovasse sua sabedoria!

Fonte: CartaCapital

Coerência e Fé

"Sempre que houver alternativas tenha cuidado.
Não opte pelo conveniente, pelo confortavel,
pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte pelo que faz o seu coração vibrar.
Opte pelo que gostaria de fazer,
apesar de todas as consequências."
Osho




Não são os títulos que enobrecem o homem, mas o homem que enobrece um título.

Todos sabemos que Dom Helder dedicou seu sacerdócio ao combate a fome, a miséria e as alarmantes desigualdades sociais.

Ao recusar a comenda, Dom Manuel Edmilson Cruz tornou-se muito mais digno do legado de Dom Helder Câmara, entrando para a seleta lista de sacerdotes que mantêm viva a fé cristã e a própria Igreja Católica.

Ramon de Andrade
Palmares-PE


 
Bispo recusa comenda no Senado em protesto contra reajuste de parlamentares
21 de dezembro de 2010 às 17:36h
Agência Brasil
 
Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores, o bispo não quis receber comenda

Brasília - Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário. Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. "Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta".

Dom Manuel da Cruz lamentou que o Congresso tenha aprovado reajuste para seus próprios salários, da ordem de 61,8%, com efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades, "enquanto os trabalhadores do transporte coletivo de Fortaleza mal conseguiram 6% de aumento em recente luta por elevação salarial", disse. O bispo mencionou também as aposentadorias reduzidas, o salário mínimo que cresce em "ritmo de lesmas".

Comenda

Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: "A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la".
Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.

Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que "ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho".

Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre "a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria".

Dom Edmilson Cruz afirmou que assumia a postura com humildade, sem a pretensão de dar lições a pessoas tão competentes e tão boas".

Diante da situação criada, o senador José Nery (Psol-PA) cumprimentou o bispo pela atitude considerada "coerente" com o que pensa.

"Entendemos o gesto, o grito e a exigência de dom Edmilson Cruz que, em sua fala, diz que veio aqui, mas recusará a comenda Dom Helder Câmara. Também exige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares", acrescentou o senador paraense.

Fonte: CartaCapital

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lei do Progresso

Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?
"Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la."

Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?
"Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter."
 
Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma  força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco.

O Livro dos Espíritos
Item 781
Paris, 1857



A insurreição democrática árabe
Publicado em 01/02/2011 pelo(a) Wiki Repórter Johan, Fortaleza - CE

Em todo Oriente Médio os povos se mobilizam reinvindicando democracias frente a ditaduras apoiadas pelos EUA. Todo o cinturão de países que rodeiam Israel que foram cooptados pelo império americano por meio de ditaduras corruptas, caem como cartelos de cartas. O governo americano está completamente desnorteado que por mais vacilante em público e cooperando em privado com a ditadura egípcia, sabe que as manifestações não tem mais volta, a queda ocorrerá cedo ou tarde.
 
Por enquanto, esperam levar as manifestações a exaustão, mas com isso apenas preservam a envidência o exemplo da mobilização democrática, das reinvindicações, da luta contra os regimes ditatoriais.
 
O exército já declarou que não usará da força contra as manifestações, o que é uma mensagem decisiva contra a ditadura. O uso da força, as sabotagens e todo o tipo de artifício já foi usado aexaustão no início das manifestações. Para a ditadura egípcia só lhe resta um banho de sangue, algo que o exército já se negou a realizar. Ainda que um banho de sangue só faria a revolução alcançar uma radicalidade maior e ainda empurrar a UE e EUA a apoiar incondicionalmente a queda do regime sanguinário.
 
Se a queda do ditador da Tunísia foi a principal esperança que incendiou as insurreções democráticas nas ditaduras árabes pró-americanas, é a permanência e crescimento das manifestações egípcias que agora embalam os acontecimentos. Quando mais demorar, mais se radicalizará as reinvidicações, que passará de uma mera queda de um ditador e um regime democrático, a uma revolução não apenas política, mas social. Israel ao apoiar publicamente o ditador já selou seu destino com a nova democracia egípcia, da mesma forma os EUA em suas vacilações.
 
Mas quando cair Mubarak, todos sabem que pelo menos os povos do Iemen, Jordania, Mauritania, Argélia não mais desistirão, da mesma forma as ditaduras que qualquer reação é inútil. Já na Arábia Saudita, não apenas uma ditadura, mas uma teocracia absolutista, as chances de mudança são mais difíceis. Seu totalitarlismo obscurantista com certeza controla a mão de ferro seu povo, mas será que o absolutismo saudita resistirá a uma revolução árabe de tamanha prporção? E depois que todos esses países tiverem derrubados seus monarcas e ditadores? E como ficarão os EUA no Iraque e Afeganistão com regimes anti-americanos os rodeando? E como ficará Israel? Só restará duas opções a Israel, paz ou morte. Os tempos de arrogância terminaram.

Fonte: BrasilWiki

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