segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fim dos Mistérios

"Mas nada há encoberto, que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser conhecido."
Jesus (Lucas 12:2)
 


Ciência

Google Earth auxilia descobertas arqueológicas
Cauã Taborda, de INFO Online
Domingo, 06 de fevereiro de 2011 - 13h10
 
O Google Earth possibilitou a descoberta de quase 2 mil sítios arqueológicos na Arábia Saudita, segundo uma reportagem da NewsCientist.

David Kennedy, um pesquisador da universidade Western Australia, foi o responsável pela descoberta no Google Earth, utilizando o "birds-eye", funcionalidade que aproxima bastante as imagens.

"Nunca fui para a Arábia Saudita. Não é um dos países mais fáceis de se visitar", conta Kennedy à NewsCientist. Segundo o pesquisador, fotografias aéreas da Arábia Saudita não estão disponíveis para a maioria dos arqueólogos, e é difícil, se não impossível, conseguir uma autorização para sobrevoar o país.

A confirmação de que a imagem é um sitio arqueológico e não vegetação ou sombras veio de um amigo de Kennedy, que não é arqueólogo, mas mora na Arábia Saudita.  A pedido do pesquisador ele visitou dois dos sítios e os fotografou.

O desafio agora, segundo Kennedy, é visitar as descobertas, já que não é possível determinar a idade das estruturas só pelas imagens.

Fonte: INFO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Influências e Ocupações dos Espíritos

Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
"Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."
 
Atentam os Espíritos em nossos trabalhos de arte e por eles se interessam?
"Atentam no que prove a elevação dos Espíritos e seus progressos."

Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
"Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões."
 
O Livro dos Espíritos
Questões 459, 565 e 567
 


"Assistimos uma noite à representação da ópera Oberon, em companhia de um médium vidente muito bom. Havia na sala grande número de lugares vazios, muitos dos quais, no entanto, estavam ocupados por Espíritos, que pareciam interessar-se pelo espetáculo. Alguns se colocavam junto de certos espectadores, como que a lhes escutar a conversação. Cena diversa se desenrolava no palco: por detrás dos atores muitos Espíritos, de humor jovial, se divertiam em arremedá-los, imitando-lhes os gestos de modo grotesco; outros, mais sérios, pareciam inspirar os cantores e fazer esforços por lhes dar energia. Um deles se conservava sempre junto de uma das principais cantoras. Julgando-o animado de intenções um tanto levianas e tendo-o evocado após a terminação do ato, ele acudiu ao nosso chamado e nos reprochou, com severidade, o temerário juízo: "Não sou o que julgas, disse; sou o seu guia e seu Espírito protetor; sou encarregado de dirigi-la." Depois de alguns minutos de uma palestra muito séria, deixou-nos, dizendo: "Adeus; ela está em seu camarim; é preciso que vá vigiá-la." Em seguida, evocamos o Espírito Weber, autor da ópera, e lhe perguntamos o que pensava da execução da sua obra. "Não de todo má; porém, frouxa; os atores cantam, eis tudo. Não há inspiração. Espera, acrescentou, vou tentar dar-lhes um pouco do fogo sagrado." Foi visto, daí a nada, no palco, pairando acima dos atores. Partindo dele, um como eflúvio se derramava sobre os intérpretes. Houve, então, nestes, visível recrudescência de energia.
 
Outro fato que prova a influência que os Espíritos exercem sobre os homens, à revelia destes: Assistíamos, como nessa noite, a uma representação teatral, com outro médium vidente. Travando conversação com um  Espírito espectador, disse-nos ele: "Vês aquelas duas damas sós, naquele camarote da primeira ordem? Pois bem, estou esforçando-me por fazer que deixem a sala." Dizendo isso, o médium o viu ir colocar-se no camarote em questão e falar às duas. De súbito, estas, que se mostravam muito atentas ao espetáculo, se entreolharam, parecendo consultar-se mutuamente. Depois, vão-se e não mais voltam. O Espírito nos fez então um gesto cômico, querendo significar que cumprira o que dissera. Não o tornamos a ver, para pedir-lhe explicações mais amplas. É assim que muitas vezes fomos testemunha do papel que os Espíritos desempenham entre os vivos. Observamo-los em diversos lugares de reunião, em bailes, concertos, sermões, funerais, casamentos, etc., e por toda parte os encontramos atiçando paixões más, soprando discórdias, provocando rixas e rejubilando-se com suas proezas. Outros, ao contrário, combatiam essas influências perniciosas, porém, raramente eram atendidos.
 
O Livro dos Médiuns
Capítulo XIV
Itens 169 e 170



Oberon é uma da ópera romântica em três atos do compositor alemão Carl Maria von Weber para um libreto de James Robinson Planche, inspirado no poema de Christoph Martin Wieland. Sua estréia ocorreu no Covent Garden, Londres em 12 de abril de 1826. Posteriormente ela foi traduzida para o alemão por Theodore Hell, e é essa versão traduzida a mais frequentemente executada.

Carl Maria Friedrich Ernest von Weber (Eutin, 18 de novembro de 1786 — Londres, 5 de junho de 1826) foi um barão e compositor de Holstein (hoje parte da Alemanha). Conhecido pelo seu sobrenome, Weber, foi um dos primeiros compositores significantes da Era Romântica.
 
Interessado em novas sonoridades e combinações instrumentais, tornou-se um dos maiores compositores do Ocidente. Na transição do Classicismo para o Romantismo, sua obra introduziu a nova estética na Alemanha.
 
Carl Maria von Weber foi um pioneiro do drama musical alemão, e a ele se deve a criação da ópera Der Freischütz (O Franco-Atirador), a primeira ópera romântica alemã. Outras de suas óperas são Das Waldmädchen, Oberon e Euryanthe. Sua música influenciou a inspiração musical de Wagner.
 
Destacou-se como pianista, violinista e teórico do Romantismo. Mais tarde teve predileção pelo clarinete e pela trompa.

Origem: Wikipédia

Evolução e Sociedade

"O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.

Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados."

"Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. O que um não faz, fá-lo outro. Assim é que cada qual tem seu papel útil a desempenhar."

O Livro dos Espíritos
Questões 768, 804
Paris, 1857
 


Redução do cérebro humano, um sinal de civilização, segundo a ciência
 
De Jean-Louis Santini (AFP)
06 de fevereiro de 2011
 
WASHINGTON — O cérebro humano tornou-se menor há 30.000 anos, um fenômeno intrigante para os antropólogos que, em maioria, veem nisto um efeito da evolução para sociedades mais complexas, segundo estudos recentes.
 
No período, o volume médio do cérebro do homem moderno, o Homo sapiens, diminuiu cerca de 10% - de 1.500 a 1.359 centímetros cúbicos -, o equivalente a uma bola de tênis.
 
O cérebro das mulheres, menor que o dos homens, conheceu proporcionalmente a mesma redução.
 
As medições foram estabelecidas a partir de crânios encontrados na Europa, Oriente Médio e Ásia, conta o antropólogo John Hawks, da Universidade de Michigan (norte dos Estados Unidos).
 
"Diria que foi uma grande redução num curto período evolutivo", declarou, em recente entrevista à revista Discover.
 
Segundo os antropólogos, esta diminuição não é tão surpreendente.
 
O homem de Neandertal, "primo" do homem moderno desaparecido há 30.000 anos por motivos ainda obscuros, era mais corpulento e possuía um cérebro maior. O homem de Cromagnon, que fez as pinturas rupestres da gruta de Lascaux (França) há 17.000 anos, era o Homo sapiens dotado de um cérebro maior. Também era mais forte que seus descendentes atuais.
 
Estes traços eram necessários para sobreviver num meio hostil, explica David Geary, professor de psicologia da Universidade de Missouri e autor de vários trabalhos sobre o desenvolvimento do cérebro humano ao longo da evolução.
 
Partindo desta constatação, o estudioso dedicou-se a pesquisar a evolução do tamanho do crânio no período entre 1,9 milhão de anos e 10.000 anos, à medida que nossos ancestrais foram vivendo num meio social mais complexo.
 
David Geary parte do princípio de que quanto maior é a concentração humana, mais intercâmbio existe entre os grupos, assim como a maior divisão do trabalho traz interações entre os indivíduos mais ricas e variadas.
 
Também constatou que o tamanho do cérebro diminui quando a densidade populacional aumenta.
 
"Com a emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano foi se tornando menor, porque os indivíduos já não necessitavam ser tão inteligentes para sobreviver; os demais os ajudavam", explicou David Geary à AFP.
 
Esta redução não significa, no entanto, que os homens modernos tenham menos capacidade intelectual que seus ancestrais. Desenvolveram, na verdade, formas de inteligência mais sofisticadas, explica por sua vez Brian Hare, professor adjunto de antropologia da Universidade Duke, na Carolina do Norte.
 
Segundo ele, existe um paralelismo similar entre os animais domesticados e os selvagens.
 
Assim, o cão lobo tem um cérebro menor que o do lobo, mas é mais inteligente e sofisticado, porque compreende os gestos de comunicação dos homens - demonstrando que "não há correlação estreita entre o tamanho e o quociente intelectual", definido pela capacidade de induzir e criar, diz Brian Hare.
 
O cientista cita o exemplo dos chimpanzés, agressivos e dominadores, dotados de um cérebro maior que o dos bonobos (Pan paniscus), também chamado chimpanzé pigmeu e menos frequentemente chimpanzé anão ou grácil, considerados mais "civilizados". Estes, por exemplo, recorrem à simulação do ato sexual ou do acasalamento para resolver os conflitos.
 
Com ironia, o cientista diz esperar que "nosso lado bonobo ganhe na evolução, pelo bem de todos".

Fonte: HostedNews

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fórmula complexa, verdade simples

Alguns acontecimentos em nossa vida nos levaram ao Espiritimso. Mas o que me mantém nele é a confirmação diária de suas máximas por pessoas e fatos completamente alheios ao seu domínio.

O recente estudo, descrito abaixo, chega precisamente à mesma conclusão enunciada na questão 922 do Livro dos Espíritos, 154 anos mais tarde.

Ramon de Andrade
Palmares-PE


 
922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?

"Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranqüila e a fé no futuro."
 
O Livro dos Espíritos
Paris, 1857



A tal da felicidade
Thomaz Wood Jr.
4 de fevereiro de 2011 às 11:07h
 
Desde que os antigos gregos se debruçaram à desafiadora, senão fútil, tarefa de dar sentido ao mundo, o conceito de felicidade não saiu mais de nossa agenda. Nas últimas décadas, o tema foi atacado sem constrangimento ou remorso pelos autores de autoajuda. Se acreditarmos no que afirmam, felicidade é algo que se consegue frequentando praias tropicais, fazendo dietas mágicas, exercícios aeróbicos e cirurgia plástica, e, principalmente, comprando, comprando e comprando.
 
Além dos oportunistas, filósofos, teólogos, sociólogos, psicólogos e até mesmo economistas têm se debruçado sobre a questão: o que traz a felicidade? Hoje, existe até um Journal of Happiness Studies, que se declara interdisciplinar e se dedica ao entendimento do estado subjetivo de bem-estar. Como todo bom periódico científico, ele conta com comitê científico, avaliação por pares e toda a parafernália exigida pela ciência. Resultado: pouca poesia e muita estatística.
 
Em um trabalho inédito, comentado recentemente nas páginas da revista The Economist, Daniel W. Sacks, Betsey Stevenson e Justin Wolfers, da Universidade da Pensilvânia, mostram que a variação entre níveis de satisfação com a vida entre países é muito grande e relaciona-se à renda per capita. No topo da escala estão países desenvolvidos, tais como Dinamarca, França e Estados Unidos. Na base, estão países pobres, como muitas nações africanas, e em crise, como o Iraque e o Haiti. De fato, é óbvio: um dinamarquês, que nasceu e vive apoiado por um Estado de Bem-Estar Social, com saúde e educação garantidas, liberdade política e alto poder aquisitivo, terá menos a reclamar do que um haitiano, vitimado por gerações de governos ineptos e desastres naturais.
 
Entretanto, o dinheiro não explica tudo. Em torno da reta de regressão há países mais felizes, ou mais infelizes, do que faria supor sua renda per capita. Hong Kong e Dinamarca têm renda similar, porém, os nórdicos são mais felizes que os asiáticos. Os europeus são homogêneos, exceto pelos depressivos portugueses. O Brasil e a Bulgária têm renda próxima, porém, os brasileiros obtiveram nota 6,5 na escala de felicidade, enquanto os búlgaros ficaram abaixo de 4, tornando-os o povo mais infeliz do mundo, relativamente à sua renda.
 
Um caso singular é o Reino do Butão, com 700 mil habitantes e renda per capita de, aproximadamente, 5 mil dólares. Esse pequeno país asiático mede há anos a Felicidade Nacional Bruta, lá considerada mais importante do que o Produto Interno Bruto.
 
Significativamente, em 2006, a revista norte-americana BusinessWeek indicou o país como o mais feliz da Ásia e o oitavo mais feliz do mundo.
 
Em outro artigo, publicado em edição recente do respeitado Journal of Personality and Social Psychology, Ed Diener, da Universidade de Illinois e do Gallup, Weiting Ng, do Singapure Institute of Management, e James Harter e Raksha Arora, também do Gallup, analisaram uma pesquisa com amostras de habitantes de 132 países. Os autores consideraram duas dimensões da felicidade, ou bem-estar: a avaliação que os indivíduos fazem de sua vida, ou nível geral de satisfação com a vida (também analisado no estudo mencionado acima); e o humor, ou a experiência com sentimentos positivos (prazer e satisfação) e com sentimentos negativos (preocupação e tristeza).
 
Diener e seus colegas confirmaram que a renda (PIB per capita) está relacionada com o bem-estar quanto à primeira dimensão: o nível de satisfação dos indivíduos com sua vida. Eles também concluíram que a renda nacional é mais relevante do que a renda individual, o que significa que os recursos em saúde e educação têm maior impacto sobre o bem-estar do que a capacidade individual de realizar gastos [no dito popular: "ninguém é feliz sozinho"].
 
Por outro lado, a relação entre a renda e os sentimentos positivos e negativos é fraca. Tais sentimentos são mais influenciados pelo nível de atendimento das necessidades sociopsicológicas. Portanto, aumentos na renda melhoram a avaliação que os indivíduos fazem de suas vidas, porém, não afetam muito o seu humor. As sensações de bem-estar são mais afetadas pela existência de boas relações pessoais, liberdade de ação e oportunidades de desenvolvimento. Na conclusão do artigo, os autores declaram: "De forma contrária àqueles que dizem que o dinheiro não é associado com a felicidade e àqueles que dizem que o dinheiro é extremamente importante, nós concluímos que o dinheiro é muito mais relacionado com algumas formas de bem-estar do que com outras".
 
Jean-Jacques Rousseau, o filósofo francês que viveu de 1712 a 1778, havia registrado para a posteridade: a felicidade consiste em um bom saldo bancário, uma boa cozinheira e uma boa digestão. Quase três séculos foram necessários para que a ciência comprovasse sua sabedoria!

Fonte: CartaCapital

Coerência e Fé

"Sempre que houver alternativas tenha cuidado.
Não opte pelo conveniente, pelo confortavel,
pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte pelo que faz o seu coração vibrar.
Opte pelo que gostaria de fazer,
apesar de todas as consequências."
Osho




Não são os títulos que enobrecem o homem, mas o homem que enobrece um título.

Todos sabemos que Dom Helder dedicou seu sacerdócio ao combate a fome, a miséria e as alarmantes desigualdades sociais.

Ao recusar a comenda, Dom Manuel Edmilson Cruz tornou-se muito mais digno do legado de Dom Helder Câmara, entrando para a seleta lista de sacerdotes que mantêm viva a fé cristã e a própria Igreja Católica.

Ramon de Andrade
Palmares-PE


 
Bispo recusa comenda no Senado em protesto contra reajuste de parlamentares
21 de dezembro de 2010 às 17:36h
Agência Brasil
 
Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores, o bispo não quis receber comenda

Brasília - Uma solenidade de entrega de comenda no Senado terminou em constrangimento para os parlamentares que estavam em plenário. Em protesto contra o reajuste de 61,8% concedido a deputados e senadores na semana passada, o bispo de Limoeiro do Norte (CE), dom Manuel Edmilson Cruz, recusou-se a receber a Comenda dos Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

Em discurso, ele destacou a realidade da população mais carente, obrigada a enfrentar as filas dos hospitais da rede pública. "Não são raros os casos de pacientes que morreram de tanto esperar o tratamento de doença grave, por exemplo, de câncer, marcado para um e até para dois anos após a consulta".

Dom Manuel da Cruz lamentou que o Congresso tenha aprovado reajuste para seus próprios salários, da ordem de 61,8%, com efeito cascata nos vencimentos de outras autoridades, "enquanto os trabalhadores do transporte coletivo de Fortaleza mal conseguiram 6% de aumento em recente luta por elevação salarial", disse. O bispo mencionou também as aposentadorias reduzidas, o salário mínimo que cresce em "ritmo de lesmas".

Comenda

Ao recusar a comenda, o bispo foi taxativo: "A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi dom Hélder Câmara. Desfigura-a, porém. De seguro, sem ressentimentos e agindo por amor e com respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la".
Nesse momento, quando a sessão era presidida por Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor da homenagem, o público aplaudiu a decisão.

Após a recusa formal, o bispo cearense acrescentou que "ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão contribuinte para o bem de todos com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho".

Ele acrescentou que o reajuste dos parlamentares deve guardar sempre "a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e o da aposentadoria".

Dom Edmilson Cruz afirmou que assumia a postura com humildade, sem a pretensão de dar lições a pessoas tão competentes e tão boas".

Diante da situação criada, o senador José Nery (Psol-PA) cumprimentou o bispo pela atitude considerada "coerente" com o que pensa.

"Entendemos o gesto, o grito e a exigência de dom Edmilson Cruz que, em sua fala, diz que veio aqui, mas recusará a comenda Dom Helder Câmara. Também exige que o Congresso Nacional reavalie a decisão que tomou em relação ao salário de seus parlamentares", acrescentou o senador paraense.

Fonte: CartaCapital

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lei do Progresso

Tem o homem o poder de paralisar a marcha do progresso?
"Não, mas tem, às vezes, o de embaraçá-la."

Que se deve pensar dos que tentam deter a marcha do progresso e fazer que a Humanidade retrograde?
"Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter."
 
Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-se-lhe. É uma  força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más. Quando estas se tornam incompatíveis com ele, despedaça-as juntamente com os que se esforcem por mantê-las. Assim será, até que o homem tenha posto suas leis em concordância com a justiça divina, que quer que todos participem do bem e não a vigência de leis feitas pelo forte em detrimento do fraco.

O Livro dos Espíritos
Item 781
Paris, 1857



A insurreição democrática árabe
Publicado em 01/02/2011 pelo(a) Wiki Repórter Johan, Fortaleza - CE

Em todo Oriente Médio os povos se mobilizam reinvindicando democracias frente a ditaduras apoiadas pelos EUA. Todo o cinturão de países que rodeiam Israel que foram cooptados pelo império americano por meio de ditaduras corruptas, caem como cartelos de cartas. O governo americano está completamente desnorteado que por mais vacilante em público e cooperando em privado com a ditadura egípcia, sabe que as manifestações não tem mais volta, a queda ocorrerá cedo ou tarde.
 
Por enquanto, esperam levar as manifestações a exaustão, mas com isso apenas preservam a envidência o exemplo da mobilização democrática, das reinvindicações, da luta contra os regimes ditatoriais.
 
O exército já declarou que não usará da força contra as manifestações, o que é uma mensagem decisiva contra a ditadura. O uso da força, as sabotagens e todo o tipo de artifício já foi usado aexaustão no início das manifestações. Para a ditadura egípcia só lhe resta um banho de sangue, algo que o exército já se negou a realizar. Ainda que um banho de sangue só faria a revolução alcançar uma radicalidade maior e ainda empurrar a UE e EUA a apoiar incondicionalmente a queda do regime sanguinário.
 
Se a queda do ditador da Tunísia foi a principal esperança que incendiou as insurreções democráticas nas ditaduras árabes pró-americanas, é a permanência e crescimento das manifestações egípcias que agora embalam os acontecimentos. Quando mais demorar, mais se radicalizará as reinvidicações, que passará de uma mera queda de um ditador e um regime democrático, a uma revolução não apenas política, mas social. Israel ao apoiar publicamente o ditador já selou seu destino com a nova democracia egípcia, da mesma forma os EUA em suas vacilações.
 
Mas quando cair Mubarak, todos sabem que pelo menos os povos do Iemen, Jordania, Mauritania, Argélia não mais desistirão, da mesma forma as ditaduras que qualquer reação é inútil. Já na Arábia Saudita, não apenas uma ditadura, mas uma teocracia absolutista, as chances de mudança são mais difíceis. Seu totalitarlismo obscurantista com certeza controla a mão de ferro seu povo, mas será que o absolutismo saudita resistirá a uma revolução árabe de tamanha prporção? E depois que todos esses países tiverem derrubados seus monarcas e ditadores? E como ficarão os EUA no Iraque e Afeganistão com regimes anti-americanos os rodeando? E como ficará Israel? Só restará duas opções a Israel, paz ou morte. Os tempos de arrogância terminaram.

Fonte: BrasilWiki

Outras manchetes:

Uma nova fase na história do Oriente Médio pode ter começado

Médio Oriente: efeito de dominó?

A Tunísia e o Egito em ebulição

Após Tunísia e Egito, temor de revolta na Síria

Iêmen também entra na onda de revoluções do Oriente Médio

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Sol e o Clima

"Os ventos solares soprarão vigorosamente, ativando as correntes magnéticas purificadoras que circularão também no vosso planeta. Bem sabeis que, com as alterações que o magnetismo planetário vem sofrendo, os movimentos naturais telúricos, aquáticos e aéreos terão início de forma devastadora. Isso está relacionado com a necessidade de equilibrar os efeitos maléficos dos conflitos que têm ocorrido na superfície da Terra."

Trigueirinho
Portas do Cosmos
Ed. Pensamento
São Paulo, 1991



Efeitos da atividade solar na Terra

 Durante os períodos de atividade solar intensa, o Sol costuma lançar quantidades impressionantes de matéria no espaço. São fluxos de gases excitados que saem do Sol e podem atingir a Terra com velocidades superiores a 500 quilômetros por segundo.
 
É o chamado "vento solar".
 
Além desse material, as erupções solares emitem raios-X e radiação ultravioleta que aquecem as camadas superiores da atmosfera terrestre. A interação entre o vento solar e o campo magnético da Terra ocasiona as chamadas "tempestades geomagnéticas". Quando isso acontece, a radiação afeta os equipamentos eletrônicos dos satélites, prejudicando as comunicações. Os próprios satélites podem ser danificados ou perdidos. As camadas superiores da atmosfera se aquecem e se expandem e podem atingir a altura de um satélite. O atrito pode, então, desacelerar o satélite e modificar sua órbita. Em caso de ventos solares muito intensos, astronautas em órbita correm risco de vida se forem expostos à radiação. Até passageiros de aviões sofrem algum risco. Se o vento solar for muito intenso, eles podem receber uma dose de radiação equivalente a um raio-X médico.

Em 2003 atravessamos um período de atividade solar relativamente intensa. A fotografia abaixo mostra uma gigantesca erupção ocorrida no dia 28 de Outubro de 2003 lançando grande quantidade de material que atingiu a Terra no dia seguinte.
 
Nem todos os efeitos da atividade solar são nocivos. Um deles, belo e espetacular, são as auroras boreais, luzes coloridas que surgem nos céus de regiões relativamente próximas do pólo norte. Normalmente, as auroras boreais são esverdeadas, pois os átomos de oxigênio das altas camadas atmosféricas emitem luz verde, ao serem excitados pelos elétrons de alta velocidade do vento solar.
 
Quando a tempestade é forte pra valer, camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar e a aurora boreal pode ser vermelha, cor da luz emitida por átomos excitados de nitrogênio, outro constituinte de nossa atmosfera. Além disso, nesse caso, as auroras boreiais podem ser vistas mesmo em latitudes bem menores. As auroras provocadas por uma tempestade magnética que ocorreu em Abril de 2000 foram vistas até na Flórida!
 
A foto abaixo foi tirada nessa data pelo astrônomo tcheco Jan Safar, do Observatório de Brno. Ela mostra a aurora vista no céu do Observatório que fica a 48 graus de latitude norte.  

Por causa dos efeitos nocivos das tempestades geomagnéticas, os cientistas procuram formas de prevê-las com antecedência, dando tempo para que providências sejam tomadas. Esse será o assunto do capítulo seguinte.

Fonte: SearaDaCiencia


Atividade solar é a mais forte desde 1940
29 de outubro de 2003 • 16h16 • atualizado às 16h16

A atividade solar registrada nessa terça foi a mais forte desde o início do acompanhamento do fenômeno

O sol registra desde 1940 um nível de atividade incomparável, pelo menos desde o ano 850 até os dias hoje, sustenta um estudo do Instituto Max Planck publicado hoje, na Alemanha. A extraordinária atividade do astro desde meados do século passado se manifesta em forma de manchas solares que aparecem com freqüência, explosões de gás e tempestades de raios.
 
Para a elaboração do estudo, especialistas do citado instituto alemão e da Universidade de Oulu (Finlândia) conseguiram examinar a atividade do sol a partir da freqüência de aparição de manchas solares até o ano 850.
 
Os cientistas se basearam em registros históricos sobre as manchas solares e medições de freqüência de isótopos radiativos em amostras de gelo da Groelândia e da Antártida, que forneceram informação sobre o clima e fenômenos astronômicos do passado.
 
Segundo o estudo, publicado pela revista "Physical Review Letters", a média de manchas solares desde 1940 é a mais alta que em qualquer momento dos últimos mil anos e o dobro do valor a longo prazo do qual partem os cientistas. Além disso, o estudo sugere que esse aumento da atividade solar poderia ter relação com o aquecimento da Terra característico do século XX.
 
Desde a invenção do telescópio no século XVII, os astrônomos observaram regularmente o fenômeno das manchas solares, regiões da superfície do sol que recebem pouca energia do interior por causa de potentes campos magnéticos. Assim, essas regiões perdem até 1.500ºC de temperatura e apresentam um aspecto escuro em contraste com seu ambiente quente, que ronda os 5.800ºC.
 
Na Idade Média, aproximadamente entre os anos 1.100 e 1.250, a Terra registrou uma época de atividade solar mais elevada que o normal - embora não tão intensa como a atual -, período no qual os vikings estabeleceram florescentes assentamentos na Groelândia.
 
Os autores do estudo acreditam que o sol tem uma influência cada vez maior no processo de aquecimento do planeta, observado desde o início do século XX, embora achem que o responsável pelo fenômeno é, em grande parte, o nível de emissões de dióxido de carbono.

Fonte: Terra


Atividade solar pode interferir com comunicações na Terra até 2012, dizem cientistas
Da BBC Brasil
03/02/2010 - 10h15
A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.
 
Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.
 
A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.
 
Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.
'Maluco'
 
"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.
 
"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper.
 
"Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.
Sem explicações
 
Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.
 
Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.
 
Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.
 
A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.

Fonte: UOL


Espaço
Telescópio do gelo detecta padrão inexplicável de raios cósmicos
 
Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/08/2010
 
O "mapa do céu" parcial gerado pelo IceCube mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra. [Imagem: IceCube Neutrino Observatory]
 
Embora ainda esteja em fase de construção, o Observatório de Neutrinos IceCube, localizado nas profundezas de gelo do Pólo Sul já está produzindo resultados científicos.
 
O mais impressionante é que, ao contrário dos achados iniciais do LHC, que validaram as teorias fundamentais da física, o IceCube descobriu um fenômeno para o qual o inusitado telescópio sequer foi projetado para estudar.
 
O "mapa do céu" parcial gerado por seus dados mostra a intensidade relativa dos raios cósmicos que atingem diretamente o Hemisfério Sul da Terra.
 
Ao contrário do previsto, o mapa mostra um padrão incomum de raios cósmicos, com um excesso (cores mais quentes) detectado em uma parte do céu e um défice (cores mais frias) em outro.
 
Raios cósmicos
 
O IceCube é um telescópio que capta partículas subatômicas chamadas neutrinos, especialmente neutrinos de alta energia que atravessam a Terra, fornecendo informações sobre eventos cósmicos distantes como supernovas e buracos negros - os eventos detectados no Pólo Sul acontecem no âmbito do espaço visível do Hemisfério Norte.
 
Entretanto, um dos desafios de detectar essas partículas relativamente raras é que o telescópio é constantemente bombardeado por outras partículas, incluindo muitas geradas pela interação dos raios cósmicos com a atmosfera da Terra sobre a metade sul do céu.
 
Para a maioria dos físicos da equipe do IceCube estas partículas são simplesmente ruído de fundo. Mas pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, identificaram uma oportunidade de pesquisa nesses dados de raios cósmicos.
 
"O IceCube não foi construído para observar raios cósmicos. Raios cósmicos são considerados ruído de fundo. No entanto, temos bilhões de eventos de fundo nesses raios cósmicos que acabaram se mostrando muito emocionantes," explica Rasha Abbasi, que fez a descoberta juntamente com seus colegas Paolo Desiati e Juan Carlos Díaz-Vélez.
 
Anisotropia dos raios cósmicos
 
Abbasi e seus colegas identificaram um padrão incomum na intensidade relativa dos raios cósmicos incidentes sobre o hemisfério Sul da Terra, com um excesso de raios cósmicos detectados em uma parte do céu e um défice em outro.
 
Segundo a cientista, essa "anisotropia" vem confirmar experimentos anteriores feitos no Hemisfério Norte, servindo mesmo para validá-los - mas a fonte dessa desigualdade ainda é um mistério.
 
"Observar esta anisotropia se estendendo também pelo céu do Hemisfério Sul é mais uma peça do quebra-cabeças em torno deste efeito enigmático - se é devido ao campo magnético ao nosso redor ou é o efeito dos restos de uma supernova nas proximidades, nós não sabemos," disse Abbasi.
 
Uma das hipóteses para o padrão irregular nos raios cósmicos pode estar nos restos de uma supernova que explodiu há relativamente pouco tempo nas proximidades do Sistema Solar, cuja localização corresponde a uma das concentrações de raios cósmicos registradas no mapa anisotrópico.
 
A outra é que o padrão de raios cósmicos revela detalhes sobre os campos magnéticos interestelares produzido por gases de partículas eletricamente carregadas em movimento perto da Terra, que são difíceis de estudar e, por isso mesmo, pouco compreendidos.
 
Observatório de Neutrinos IceCube
 
Em vez de uma gigantesco lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 1,5 km de profundidade. Veja a comparação com a Torre Eiffel. [Imagem: Abbasi et al.]
 
Em vez de uma gigantesca lente dirigida para os céus, o telescópio IceCube consiste de longas "cordas", cada uma contendo 60 sensores ópticos, mergulhadas em furos que atingem mais de 1,5 km de profundidade.
 
No topo de cada corda contendo os detectores de profundidade estão um par de tanques, chamados IceTop, contendo dois detectores principais.
 
Quando estiver concluído, em 2011, o IceCube terá 86 dessas "linhas de sensores", ocupando um quilômetro cúbico de gelo da Antártida, somando mais de 5 mil sensores digitais ópticos.
   
Por incrível que pareça, mesmo estando nas profundezas do Pólo Sul, são necessárias sete semanas para que a água dos tanques congele perfeitamente, sem bolhas e nem trincas, que poderiam obstruir os minúsculos flashes gerados quando as partículas atravessam o gelo.
 
Os neutrinos estão entre os constituintes da matéria mais fundamentais. Como não têm carga e interagem muito pouco com a matéria, essas partículas podem viajar distâncias astronômicas sem se chocarem com nada - um neutrino tem tão pouca massa que ele pode atravessar um cubo de chumbo com um ano-luz de aresta, sem se chocar com nenhum átomo de chumbo.
 
O estudo recém-publicado foi baseado em dados obtidos quando o IceCube tinha apenas 22 linhas de detectores ópticos. Os cientistas agora estão analisando dados obtidos por 59 e por 79 linhas, que deverão aumentar enormemente a resolução do mapa do céu, dando mais detalhes da inexplicável anisotropia dos raios cósmicos.

Bibliografia:
Measurement of the Anisotropy of Cosmic-ray Arrival Directions with IceCube
Rasha Abbasi et al.
The Astrophysical Journal Letters
2010 Julho 16
Vol.: 2010 ApJ 718 L194
DOI: 10.1088/2041-8205/718/2/L194
 

Palavras de Príncipe

"Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele."
Jesus (Marcos, 10:15)

"Jesus, pois, cansado da viagem, sentou-se assim junto do poço; era cerca da hora sexta. Veio uma mulher de Samária tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. (...) Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna."
Jesus (João, 4: 5-14)

"Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada."
Jesus (Lucas, 10:38-42)

"Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos." Jesus (Mateus, 11:25)


Aquele, parecia um poço de aldeia - Mas não havia ali aldeia alguma, e eu julgava sonhar.
 
- É estranho, disse eu ao principezinho, tudo está preparado: a roldana, o balde e a corda. (...)
 
Lentamente, icei o balde até em cima, e o instalei com cuidado na borda do poço. Nos meus ouvidos permanecia ainda o canto da roldana, e na água, que ainda brilhava,via tremer o sol.
 
- Tenho sede dessa água, disse o principezinho. Dá-me de beber...
 
E eu compreendi o que ele havia buscado!
 
Levantei-lhe o balde até a boca. Ele bebeu, de olhos fechados. Era doce como uma festa. Essa água era muito mais que um alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço do meu braço. Era boa para o coração, como um presente. Quando eu era pequeno, todo o esplendor do presente de Natal estava também na luz da árvore, na música da missa de meia-noite, na doçura dos risos...
 
- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim ... e não encontram o que procuram ...
 
- Não encontram, respondi...
 
- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água ...
 
- É verdade. E o principezinho acrescentou:
 
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração ...
 
Antoine de Saint-Exupéry
O Pequeno Príncipe

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Fio de Prata (ou Cordão Prateado)

"(...) durante a vida, nunca o Espírito se acha completamente separado do corpo. Do mesmo modo que alguns médiuns videntes, os Espíritos reconhecem o Espírito de uma pessoa viva, por um rastro luminoso, que termina no corpo, fenômeno que absolutamente não se dá quando este está morto, porque, então, a separação é completa. Por meio dessa comunicação, entre o Espírito e o corpo, é que aquele recebe aviso, qualquer que seja a distância a que se ache do segundo, da necessidade que este possa experimentar da sua presença, caso em que volta ao seu invólucro com a rapidez do relâmpago. Daí resulta que o corpo não pode morrer durante a ausência do Espírito e que não pode acontecer que este, ao regressar, encontre fechada a porta, conforme hão dito alguns romancistas, em histórias compostas para recrear."
 
Livro dos Médiuns
Capítulo VII
Item 118



"Poucos minutos antes de meia-noite, Narcisa permitiu minha ida ao grande portão das Câmaras. Os Samaritanos deviam estar nas vizinhanças. Era imprescindível observar-lhes a volta, para tomar providências.

O vento calmo parecia sussurrar concepções grandiosas, como que desejoso de me espertar a mente para estados mais altos.

Torturavam-me as inquirições internas, mas, prendendo-me então aos imperativos do dever justo, aproximei-me da grande cancela, investigando além, através dos campos de cultura.

Tudo luar e serenidade, céu sublime e beleza silenciosa! Extasiandome na contemplação do quadro, demorei alguns minutos entre a admiração e a prece.

Instantes depois, divisei ao longe dois vultos enormes que me impressionaram vivamente. Pareciam dois homens de substância indefinível, semiluminosa. Dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de singulares proporções. Tive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas. Não suportei. Cabelos eriçados, voltei apressadamente ao interior. Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a ocorrência, notando que ela mal continha o riso.

- Ora essa, meu amigo - disse, por fim, mostrando bom humor -, não reconheceu aquelas personagens?

Fundamente desapontado, nada consegui responder, mas Narcisa continuou:

- Também eu, por minha vez, experimentei a mesma surpresa, em outros tempos. Aqueles são os nossos próprios irmãos da Terra. Trata-se de poderosos espíritos que vivem na carne em missão redentora e podem, como nobres iniciados da Eterna Sabedoria, abandonar o veículo corpóreo, transitando livremente em nossos planos. Os filamentos e fios que observou são singularidades que os diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto. Os encarnados, que conseguem atingir estas paragens, são criaturas extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou humildes na Terra.

E, encorajando-me bondosamente, acentuou:

- Vamos até lá. Temos quarenta minutos depois de meia-noite. Os Samaritanos não podem tardar.

Satisfeito, voltei com ela ao grande portão.

Lobrigava-se, ainda, a enorme distância, os dois vultos que se afastavam de "Nosso Lar", tranqüilamente.

A enfermeira contemplou-os, fez um gesto expressivo de reverência e exclamou:

- Estão envolvidos em claridade azul. Devem ser dois mensageiros muito elevados na esfera carnal, em tarefa que não podemos conhecer.
 
André Luiz
Nosso Lar
Capítulo 33

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nuvem de Testemunhas

"Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta."
Paulo (Hebreus, 12:1)
 

 
Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
"Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem."
 
Costumam os Espíritos imiscuir-se em nossos prazeres e ocupações?
"Os Espíritos vulgares, como dizes, costumam. Esses vos rodeiam constantemente e com freqüência tomam parte muito ativa no que fazeis, de conformidade com suas naturezas. Cumpre assim aconteça, porque, para serem os homens impelidos pelas diversas veredas da vida, necessário é que se lhes excitem ou moderem as paixões."
 
O Livro dos Espíritos
Perguntas 459 e 567
 

 
"Geralmente, é assim que os médiuns videntes os percebem. Eles os vêem ir e vir, entrar num aposento, sair dele, andar por entre os vivos com ares, pelo menos se se trata de Espíritos comuns, de participarem ativamente de tudo o que os homens fazem ao derredor deles, de se interessarem por tudo isso, de ouvirem o que dizem os humanos. Com freqüência são vistos a se aproximar de uma pessoa, a lhe insuflar idéias, a influenciá-la, a consolá-la, se pertencem à categoria dos bons, a escarnecê-la, se são malignos, a se mostrar tristes ou satisfeitos com os resultados que logram. Numa palavra: constituem como que o forro do mundo corpóreo.
 
Tal é esse mundo oculto que nos cerca, dentro do qual vivemos sem o percebermos, como vivemos, também sem darmos por isso, em meio das miríades de seres do mundo microscópico. O microscópio nos revelou o mundo dos infinitamente pequenos, de cuja existência não suspeitávamos; o Espiritismo, com o auxílio dos médiuns videntes, nos revelou o mundo dos Espíritos, que, por seu lado, também constitui uma das forças ativas da Natureza. Com o concurso dos médiuns videntes, possível nos foi estudar o mundo invisível, conhecer-lhe os costumes, como um povo de cegos poderia estudar o mundo visível com o auxílio de alguns homens que gozassem da faculdade de ver."
 
O Livro dos Médiuns
CAPÍTULO VI
Das manifestações visuais
Item 103