quinta-feira, 8 de abril de 2010

Filme 'Nosso Lar' - Assita o Trailer

Amigos, recomendo que vejam o trailer desse filme. É baseado no Livro Nosso Lar, de Chico Xavier. Independentemente de acreditarem ou não em vida após a morte e reencarnação, vale a pena ver o trailer e, futuramente, o filme. A produção está sendo feita em parceria com a americana FOX e trará efeitos especiais nunca imaginados em um filme brasileiro.
Filme 'Nosso Lar' deve chegar aos cinemas em setembro

Assistam o trailer aqui (Muito Bonito!).

03/02/2010 - 09:55
Agência Estado

Cinéfilo que se preze deve se lembrar da obra-prima do autor japonês Hirokazu Kore-Eda, "Depois da Vida". Após a morte, as pessoas são levadas a uma estação intermediária, na qual escolhem o momento de suas vidas que será recuperado para que elas o levem para a eternidade. Kore-Eda talvez não tenha lido Chico Xavier, e muito menos o primeiro dos 16 livros que lhe foram ditados pelo espírito de André Luiz, mas a essência é parecida.

"Nosso Lar" mostra a primeira etapa da vida após a morte. Neste ano do centenário de nascimento de Chico, não é só a vida dele que ganha filme dirigido por Daniel Filho, com estreia prevista para a Semana Santa, quando se estará comemorando a data. "Nosso Lar" também vai chegar ao cinema, mas só em setembro.

No mês que vem, Lon Molnar conclui os efeitos de "Nosso Lar" e a previsão da produtora Iafa Britz, que assina o filme pela Cinética, empresa do diretor Wagner de Assis, é ter a primeira cópia pronta em maio, para trabalhar o lançamento, que deve ser um dos mais importantes do ano. Iafa inicia nova etapa profissional abandonando a Total Entertainment, que lança na sexta, no País, "High School Musical - O Desafio". Não houve briga entre as partes que compunham a Total. "É o momento de eu seguir carreira-solo", diz Iafa, mas "Nosso Lar" ainda não tem a marca de sua produtora.

São pelo menos cinco anos de trabalho. Iafa ouviu do diretor que queria fazer este filme pela primeira vez em 2004 ou 2005. Não foi fácil adquirir os direitos do livro, mas as coisas começaram a se tornar viáveis quando a Fox embarcou no projeto. Para os padrões do cinema brasileiro, é um filme caro e os efeitos contabilizam cerca de 30% do custo - os mais caros da cinematografia nacional. Iafa explica que valeu a pena esperar. "Há cinco anos não tínhamos dinheiro nem a tecnologia necessária para fazer o filme com acabamento.

"Nosso Lar" trata do choque das pessoas na passagem para outras esferas. "Temos um elenco muito forte e eu seria irresponsável se começasse a destacar algumas participações, mas não resisto a enumerar duas. Renato Prieto faz o protagonista e é através dele que entramos nesse universo. Rosana Mulholland vai deixar todo mundo chapado. Ela é a personagem que se revolta com a morte e quer voltar. Acredito que seja a personagem mais passível de identificação e ela, além de belíssima, põe intensidade de arrepiar nas cenas.

Iafa Britz ainda está muito envolvida no processo de Nosso Lar, mas gostaria muito de acreditar que, se o filme estourar, como espera, as pessoas não reconheçam somente a importância e emoção do tema. "Essa equipe toda está ralando muito para fazer o grande filme que Nosso Lar merece. Chico Xavier foi um iluminado todo mundo sabe. Daniel (Filho) filma o homem, Wagner (de Assis) resgata a obra. Essa obra merece ser vista pelo que carrega de compaixão, de possibilidade de entendimento. Os efeitos estarão lá, mas não para chamar a atenção. O que importa é a história".

Saiba mais:

Nosso Lar é um filme de longa metragem brasileiro, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis e baseado na obra homônima (Nosso Lar) escrita por André Luiz e psicografada pelo médium Chico Xavier.

O ator que representa André Luiz, o personagem principal da história, é
Renato Prieto. O filme conta com alguns atores e atrizes bastante conhecidos da teledramaturgia brasileira como Othon Bastos, Ana Rosa e Paulo Goulart, dentre outros. Tendo sido gravado durante os meses de julho, agosto e setembro de 2009 em locações no Rio de Janeiro e Brasília[1], será lançado em 3 de setembro de 2010.[2]

Sinopse

Ao despertar no Mundo Espiritual, André Luiz se depara com criaturas assustadoras e sombrias vivendo, juntamente com ele, neste lugar escuro e sombrio. Além disso, ele também se assusta por perceber que apesar de ter "morrido" ele ainda continua vivo e ainda sente fome, sede, frio e outras sensações materiais. Após um longo período de sofrimento ele é recolhido dessa zona de sofrimento e purgação de falhas do passado por espíritos do bem e é levado para a Colônia Espiritual Nosso Lar, de onde surge o nome do filme. A partir desse momento ele começa a conhecer melhor a vida no além túmulo e a aprender lições e adquirir conhecimentos que mudarão completamente o seu modo de enxergar a vida.

Tendo então tomado consciência de que está desencarnado (morto), sente imensa vontade de voltar à Terra para visitar e rever parentes próximos de quem guarda imensa saudade. Entretanto, como narra a sinopse do site oficial do filme, isso acontece só para que ele perceba "a grande verdade - a vida continua para todos"
[3].

Chico Xavier - Materia da revista Istoé

100 ANOS DE CHICO XAVIER
IstoÉ| N° Edição: 2103 | 26.Fev - 18:29
Chico Xavier superstar - Parte I

O médium de vida simples que se tornou o principal ícone do espiritismo tem seu centenário festejado com grandes produções no cinema, no teatro e na literatura

Eliane Lobato

Assista ao trailer do filme "Chico Xavier"

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O FILME
O ator Nelson Xavier na pele de Chico (ao fundo): semelhança impressionante

Uma Minas Gerais agrária e bucólica é o pano de fundo adequado para a história de um menino em constante turbulência interna. Ele ouve vozes e vê pessoas mortas. Tachado de maluco, o garoto, nascido Francisco de Paula Cândido Xavier, sofre muito, especialmente nas mãos de uma madrinha católica que o considera pactuado com o diabo. A história deste menino que virou o maior médium brasileiro está contada no filme "Chico Xavier", de Daniel Filho, que estreia no dia 2 de abril, data em que ele completaria 100 anos, se não tivesse desencarnado, como dizia, oito anos atrás. O fi lme — a que ISTOÉ assistiu em primeira mão (leia quadro) — é o carro-chefe de uma série de produções e homenagens, como lançamentos de livros, fi lmes inspirados em obras psicografadas, selo, exposições e seminários. Até uma novela da Rede Globo, que tem o espiritismo como tema, estreia, coincidentemente, no mês do centenário: "Entre Dois Amores", escrita por Elizabeth Jhin.

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VIDA E OBRA
Chico Xavier na produção de Daniel Filho. E em Uberaba, no meio do povo.

O médium, cultuado em vida, ganha, na comemoração de seus 100 anos, visibilidade de superstar e vira fenômeno de mídia, algo que nunca esteve entre suas pretensões. Se existe mesmo vida após a morte, Chico Xavier deve estar feliz: seu legado ultrapassa, hoje, as barreiras religiosas e ele é reconhecido como o maior líder espiritual que o Brasil já teve. O espantoso alcance da obra de Chico Xavier explica tamanha agitação em torno de seu centenário. Mesmo quem não acredita em reencarnação, respeita este homem que psicografou mais de 400 livros e doou os direitos autorais de todos eles a obras de caridade. Chico Xavier viveu em uma casa humilde e levou vida modesta. É de Nelson Xavier, o ator com impressionante semelhança física com o médium e que o interpreta na fase adulta, a síntese de sua existência: "Ele viveu, efetivamente, o 'amai-vos uns aos outros.'" O ator admite que o filme modificou suas crenças. "Como todo socialista eu também acreditava que o caminho da violência era o único possível, que os privilégios jamais serão abolidos sem confronto. Mas, agora, penso diferente.

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VIDA E OBRA
O ator Ângelo Antônio, o médium quando jovem, e Chico psicografando.

O Chico me mostrou que o caminho do amor é que é o único possível." A pregação do médium é comparada, hoje, à de Buda: mais ligada a uma filosofia de vida do que a uma religião. "A doutrina espírita pregada por Chico Xavier esclarece, conforta e consola", resume o escritor Gérson Monteiro, também diretor da primeira rádio espírita do País, a Rádio Rio de Janeiro, e que vai lançar, este ano, "O que Ensina o Espiritismo" (Mauad). Sua análise coincide com a de Eurípedes Higino dos Reis, 60 anos, fi lho adotivo e herdeiro da patente Chico Xavier. "Meu pai não era procurado só por espíritas. Ao contrário, 70% das pessoas que o procuravam tinham outras religiões", afi rma Reis. A expansão do espiritismo no Brasil está profundamente ligada à fi gura de Chico Xavier, que, para muitos, surgiu para complementar e atualizar os ensinamentos de Allan Kardec, o pai do espiritismo. O fi lão literário foi puxado por ele desde que publicou, aos 22 anos, sua primeira obra, "Parnaso de Além- Túmulo". Hoje, existem no País aproximadamente 100 editoras especializadas e quatro mil títulos no mercado. Ao publicar obras romanceadas, o médium brasileiro cria uma nova forma, calcada mais na emoção, subjetividade e no lirismo, de apresentar a religião às pessoas.

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Antecessores como Kardec e Bezerra de Menezes redigiram, basicamente, livros doutrinários que mais se assemelhavam a tratados de sociologia, um trabalho mais científico e racional. "O romance espírita é um dos legados de Chico", afirma Eduardo Re alefsky, pesquisador de comunicação religiosa da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. "Kardec foi racional do início ao fim. Já Chico, colocou em prática um vasto conteúdo sentimental." O médium também é responsável por deixar impressa uma nova visão, quase milenarista, do papel do Brasil dentro do desenvolvimento da doutrina espírita. Em um de seus livros, Chico Xavier defende a ideia de que o País seria o principal veículo para a difusão do espiritismo no mundo. "Coincidência ou não, o Brasil é considerado o local onde as ideias das religiões tiveram o maior desenvolvimento, ainda que a maior parte dos espíritas permaneça invisível para o IBGE", diz Re alefsky, referindo-se ao Censo de 2000 que aponta como espíritas apenas 3% da população. Chico Xavier é o autor brasileiro de maior sucesso. Ele já vendeu quase o dobro dos livros de Paulo Coelho, nossa referência de best-seller literário. Seus 458 livros somam aproximadamente 45 milhões de cópias vendidas, segundo Cesar Perri, diretor da Federação Espírita Brasileira. "Somente 'Nosso Lar' tem 2,5 milhões de edições comercializadas em 15 idiomas", afirma.

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Não por acaso, este livro também vai virar fi lme, sob a direção de Wagner de Assis. E, ao contrário do longa de Daniel Filho, será repleto de efeitos especiais, que foram supervisionados por Geoff D. E. Scott, da empresa canadense Intelligent Creatures ("Watchmen" e "Babel", entre outros). "O filme se passa, em grande parte, numa cidade localizada em um outro plano, o espiritual. Este é o maior motivo da grande presença dos efeitos", explica a produtora Eliane Britz. "É importante que o público acredite que as ações estão acontecendo em uma cidade praticamente real. Isso é fundamental para a história", acrescenta ela. A previsão é de estreia em setembro. Outros três fi lmes também serão lançados – "E a Vida Continua", com direção de Paulo Figueiredo, "As Cartas", de Cristiana Grumbach, e "As mães de Chico Xavier", com três assinaturas na direção, Glauber Filho, Joel Pimentel e Halder Gomes – todos baseados em obras psicografas pelo médium. Ao contrário, "Chico Xavier" é o único biográfi co. Grande parte da trama foi fi lmada em Tiradentes, Minas Gerais, onde aconteceram alguns fenômenos. Certo dia, uma forte chuva que caía sobre a cidade só não atingia o set de filmagem.

O médium popularizou a doutrina espírita ao criar obras romanceadas, mais calcadas na emoção

Quando o diretor finalizou o trabalho e disse "Corta!", a chuva despencou também no local onde artistas e técnicos estavam. "Chamo isso de sincronia de sinais", disse Ângelo Antônio, um dos "Chicos" da produção. Ele se refere não somente a este episódio. O ator conta um outro fato surpreendente. A pedido de sua mãe, que conheceu o médium pessoalmente, ele interpretou um momento em que seu personagem recebia mensagens. A mãe, então, pediu que ele perguntasse ao espírito de Chico como estava a saúde dela. "E eu fui escrevendo. Depois, quando fui ler, era uma receita dizendo que ela deveria consumir fl or de mamão em determinada hora do dia." Ele não sabe por que escreveu aquilo. Mas foi uma indicação certa: "Minha mãe estava com problemas no intestino, embora eu ainda não soubesse", relembra. Para registrar estes fenômenos, a editora LeYa lançará outro livro de Marcel Souto Maior sobre os bastidores da produção."Chico Xavier, a História do Filme de Daniel Filho" chegará às prateleiras também no dia 2 de abril, com tiragem inicial de 50 mil exemplares. "Conversei com o Tony Ramos, que é muito católico, sobre como foi estar no filme que fala do maior líder espírita do País.

Chico Xavier superstar - Parte 2

O médium de vida simples que se tornou o principal ícone do espiritismo tem seu centenário festejado com grandes produções no cinema, no teatro e na literatura

Eliane Lobato

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Chico passou a juventude em Pedro Leopoldo, de onde saiu por se sentir perseguido

Após a exibição do filme para a equipe, ele era um dos que mais se emocionaram", conta Souto Maior. Até personagem de história em quadrinhos o médium será. Com desenhos de Rodolfo Zalla e roteiro de Franco de Rosa, "Chico Xavier em Quadrinhos" (Ediouro) contará a história da vida dele e trará, também, alguns textos psicografados pelo médium. O jeito calmo, humilde e simples dá a Chico Xavier uma aparência de fragilidade. Para conseguir repassar essa característica em seu fi lme, Daniel Filho disse ter pedido aos três atores que o interpretam em seu longa para mergulharem no universo do líder espiritual. "Eles ficaram em Uberaba durante algum tempo. Lá, foram cedidas roupas dele ao Nelson (Xavier) e um perfume ao Ângelo (Antônio). E o garoto (Matheus Costa) não rodou uma cena sem, antes, sentir a essência do perfume que ele usava", conta Daniel Filho. Além de todas as obras culturais que divulgarão o nome de Chico Xavier e a doutrina espírita no Brasil, este ano, uma novela da Rede Globo, "Entre Dois Amores", colocará em confronto a questão da vida após a morte e a ciência. "Tenho grande interesse pelo tema espiritualidade e pensei que podia trazer para a trama inquietações pelas quais todos passamos: De onde viemos? Para onde vamos?", diz a autora do folhetim, Elizabeth Jhin.

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POPULAR
Ele era muito querido pelo público.Nelson Xavier, caracterizado, consola Christiane Torloni, que interpreta
uma mãe que perdeu o filho

Ela vai reproduzir a inquietação natural entre esses dois mundos aparentemente antagonistas defi nitivos, a ciência e a espiritualidade. Superstar também nas artes cênicas, a peça "Além da Vida" já foi vista, em diversas remontagens, por mais de dois milhões de pessoas – e voltará à cena, em abril, no Teatro Corinthians, em São Paulo. O ator e diretor do espetáculo, Renato Prieto, monta peças espíritas há 25 anos pelo Brasil afora e diz ser testemunha da fé leiga nos ensinamentos do médium. "As pessoas vão às minhas peças em busca de respostas: 'De onde eu vim?' 'O que vim fazer aqui?' 'Para onde vou após desencarnar?' E elas saem do teatro com um conceito que as tranquiliza", diz Prieto. A esperança e a possibilidade de paz são os principais motes da obra de Chico Xavier. Uma de suas frases mais recorrentes – que ele dizia ter sido formulada pelo guia espiritual Emmanuel – afirma que "ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."

Colaboraram: Adriana Prado, Caio Barretto Briso, Maíra Magro, Rodrigo Cardoso e Francisco Alves Filho

FILME PARA ARREBATAR MULTIDÕES

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INTÉRPRETES
O diretor Daniel Filho entre Nelson Xavier (à esq.) e Ângelo Antônio, que vivem o médium

O filme "Chico Xavier", de Daniel Filho — ao qual ISTOÉ assistiu em primeira mão —, carrega uma extraordinária carga de emoção e deverá levar muita gente às lágrimas. Ainda menino, Chico (Matheus Costa) apanha muito da madrinha Rita (Giulia Gam em aparição relâmpago, mas brilhante), que chega a espetá-lo com um garfo na barriga. Jovem, já na pele de Ângelo Antônio, ele perde um de seus 13 irmãos, justamente o seu "braço direito", vítima de derrame. No enterro, o pai diz, aos gritos, que ele é uma farsa incapaz de salvar alguém. O Chico adulto é interpretado por Nelson Xavier — que mais parece uma materialização do médium. E Christiane Torloni assina uma das cenas mais emocionantes quando sua personagem, Glória, entra no quarto do fi lho que já morreu e, abraçada a uma cama vazia, chora sua dor. Muitos espectadores vão se perguntar como a atriz, que perdeu um fi lho num acidente de carro na vida real, conseguiu encarar o papel. "Ela se concentrou, chorou, reviveu aquilo. Deixou aparecer a dor, deixou passar a realidade. Fico emocionado ao dizer isso porque o filho que ela perdeu era um afi lhado meu. E isso, inclusive, foi o que me deu coragem para fazer o convite", disse Daniel Filho.

Baseado no livro "As Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior, o roteiro não foge das acusações de falsário que também existiram na vida do médium. Numa sessão espírita, uma mulher cospe em Chico Xavier dizendo que a carta que lhe entregara como sendo do filho desencarnado era uma grosseira fraude. Também um ex-assistente e sobrinho do médium, revoltado porque o tio o repreendera por cobrar consultas, dá entrevistas dizendo que as conversas com espíritos eram armação. Por incrível que pareça, um ombro amigo dos mais fiéis, desde a infância, é um padre católico (Pedro Paulo Rangel). No dia em que este padre morre, entretanto, Chico é escorraçado do velório pelo padre substituto (Cássio Gabus Mendes) — que se torna um obstinado pregador contra ele.

Mas nem tudo é tristeza. Também há humor. Como no dia em que o médium decide começar a usar uma ridícula peruca para esconder a calvície ou quando grita tanto dentro de um avião em turbulência que seu guia espiritual aparece para um curioso papo-cabeça. Afinal, não fica bem um médium ter tanto medo de morrer. Ao final, enquanto rolam os créditos, há imagens do próprio Chico relatando o episódio no programa "Pinga-Fogo", da extinta TV Tupi. O elenco conta, ainda, com estrelas como Letícia Sabatella, Giovanna Antonelli, Tony Ramos, Cássia Kiss, Paulo Goulart e Luis Melo.

Ele ainda está presente - Parte I

Como a memória do maior líder espírita do Brasil continua viva nas cidades mineiras onde ele construiu sua obra

Rodrigo Cardoso, de Pedro Leopoldo e Uberaba (MG)

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NO PAPEL
Mensagem recebida por Celso Afonso atribuída a Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier nasceu há 100 anos, em 2 de abril, em Pedro Leopoldo, e morreu oito anos atrás, em Uberaba. Cidades mineiras distintas – mais modesta, a primeira tem 60 mil habitantes, enquanto a outra, distante 510 quilômetros, é seis vezes mais populosa –, elas ostentam o privilégio de preservar viva a memória daquele que é considerado o apóstolo do espiritismo no mundo. Curiosamente, irão celebrar de forma muito diferente o centenário do médium. Em Pedro Leopoldo, de onde saiu por se sentir perseguido, a data será lembrada de forma festiva, com vários eventos. Em Uberaba, a cidade que o acolheu e projetou sua obra, a comemoração será silenciosa e quase envergonhada. O médium deixou sua cidade natal em 1959, aos 49 anos, depois que um sobrinho o acusou, por meio da imprensa, de inventar que psicografava. Aborrecido e perseguido por repórteres que passavam madrugadas na porta de sua casa, ele se cansou de dormir em bancos de praça e partiu, com a roupa do corpo, para o encontro de um amigo em Uberaba. Desde então, Chico visitava Pedro Leopoldo somente três vezes por ano.

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MEMÓRIA
Eurípedes dos Reis, filho adotivo de Chico, transformou a casa dele em museu e livraria

Manteve essa rotina até 1987, quando passou o Réveillon e visitou o asilo da cidade. Na maioria das vezes, além de rever amigos e parentes, ele checava se estava tudo em ordem com a última casa que lhe serviu de residência e ficou abandonada desde sua mudança. O local, hoje, pertence a um grande amigo do religioso, o empresário Geraldo Lemos Neto, 47 anos, que a transformou em um centro de referência sobre a vida do médium, batizada de Casa de Chico. Desde 2006, 50 mil pessoas já visitaram a Casa, que passou por um processo de revitalização, mas ainda preserva quartos, banheiros e cozinha exatamente como Chico os deixou. Estão lá, por exemplo, as bandeiras de Minas Gerais e do Brasil que cobriram o caixão do líder espiritual em seu velório. A joia do local, porém, é o acervo bibliográfico. Neto possui todos os livros publicados pelo amigo (458) – muitos, da primeira edição – e outros 180 títulos escritos sobre o médium. "É pouco explorado, mas Chico tinha uma personalidade muito forte, principalmente quando não faziam suas vontades", lembra o empresário, mostrando a banheira onde o mineiro gostava de se lavar. "Era assim também em relação à doutrina, tanto que se afastou de alguns amigos e centros.

Psicografias inéditas dele serão compiladas para a confecção de novos livros

"Vice-presidente do Centro Luiz Gonzaga, fundado por Chico em 1927, a professora aposentada Célia Diniz, 59 anos, recorda o dia em que ele lhe explicou a mudança repentina de cidade. "Chico disse: 'Saí em busca de um clima mais ameno e porque a minha família não tinha culpa de ter um médium dentro dela. Ela teria a privacidade invadida onde quer que eu estivesse em Pedro Leopoldo'", conta Célia. Da família numerosa – os Xavier eram 14 irmãos, fruto de dois casamentos de João Cândido Xavier –, apenas uma irmã de Chico, Cidália Xavier de Carvalho, 87 anos, está viva. O último dos irmãos do sexo masculino, André Luiz, morreu aos 91 anos, no final do ano passado. O médium não tinha parentes em Uberaba, mas se cercou de pessoas fiéis que respeitavam suas vontades e sua opção por uma vida desprendida de bens materiais. Na cidade mineira, em cada esquina tem alguém sempre disposto a contar um "causo" do líder espiritual. Poucos, porém, tiveram passe livre dentro de sua casa – transformada em museu e livraria pelo seu filho adotivo, Eurípedes Higino dos Reis – e desfrutaram da intimidade do hoje mito religioso. Barbeiro que atendia Chico em seu quarto, aparando-lhe a barba e cortando os cabelos de suas perucas, Belmiro Chagas Neto, 60 anos, solta uma sonora gargalhada ao relembrar a porção espirituosa do amigo. "Certo dia, uma pessoa perguntou a ele se fazia mal criar gato.

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ESPÓLIO
O médium Celso Afonso, um dos mais procurados de Uberaba desde a morte de Chico.

E ouviu: 'Sim, minha filha, para os ratos'", conta Neto, que guarda todos os aparelhos de barbear usados no companheiro de três décadas. O religioso mineiro criava cachorros e gatos em seu quintal. Era comum vê-lo acordar às 6h, depois de varar a madrugada psicografando ou atendendo pessoas, para dar leite aos animais. Às vezes, quem o substituía nessa tarefa era Dinorá Cândida Fabiano. Durante 40 anos, ela foi um misto de cozinheira, enfermeira e massagista. "Todo dia, antes de eu ir embora, ele me dizia para não esquecer de colocar duas, três cadeiras no quarto dele. Acho que era para os espíritos sentarem", conta. Aos 78 anos, Dinorá se emociona ao falar sobre o dia em que seu patrão, já com a saúde debilitada, a visitou no hospital de cadeira de rodas. E diz que "até de pôr o sapato no pé dele" sente falta. "Ele dizia para eu forrar com jornal para não passar frio." Três pares de sapatos de Chico estão expostos no quarto onde ele deu o último suspiro, no dia em que a Seleção Brasileira se tornou pentacampeã do mundo, em 30 de junho de 2002. "Ele perguntou para mim: 'O Brasil ganhou o jogo?' Eu falei que sim e ele comentou: 'Então, o Brasil está feliz. Que bom'", recorda o filho Eurípedes. A amiga do médium, Kátia Maria, que se afastou do trabalho nos últimos três anos da vida de Chico para dedicar-se em tempo integral ao líder espiritual, conta que Ti-Chico, como ela o chama, avisou a todos que partiria no dia em que o País estivesse bem feliz. "Às 19h20, enquanto eu media a temperatura dele, Ti-Chico morreu no meu colo", diz ela, que nunca foi espírita.

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Geraldo Neto, que criou um centro de referência do espírita em Pedro Leopoldo, cidade natal dele

Ele ainda está presente - Parte 2

Como a memória do maior líder espírita do Brasil continua viva nas cidades mineiras onde ele construiu sua obra

Rodrigo Cardoso, de Pedro Leopoldo e Uberaba (MG)

No quarto preservado do médium, uma das atrações do museu, em Uberaba, estão ainda 13 imagens de santos, como São Francisco de Assis, Santa Sara e São João Bosco. Há ainda perucas, boinas, dentaduras e a cadeira de rodas que o acompanhou nos últimos momentos de vida. "Chico nunca pediu para alguém se converter ao espiritismo", conta Célia, do Centro Luiz Gonzaga. "Ele foi o bandeirante da mediunidade. As pessoas atiravam pedras, mas ele seguia desbravando", reforça o empresário Neto, da Casa de Chico. De fato, o mineiro foi julgado e tachado de louco e mentiroso, abriu mão do conforto e conviveu com problemas de saúde desde muito novo, sem reclamar de nada. "Eu o vi gastar dinheiro para transferir uma fazenda, em Goiás, que lhe foi doada por um milionário goiano, para poder entregá-la o quanto antes para os pobres", conta Eurípedes Tahan, 73 anos, seu médico pessoal. "Gostaria de ser sucessor de Chico ou, como muita gente, ser como ele. Mas não dou conta de amar, trabalhar, ter a paciência e a capacidade de perdoar que ele tinha", diz o aposentado Celso de Almeida Afonso. Aos 68 anos – 28 de psicografia –, Afonso se tornou um dos médiuns mais procurados em Uberaba depois da morte de Chico. Apesar de ter psicografado 18 mil mensagens, de acordo com suas contas, ele diz ter preguiça de escrever. Por outro lado, relata ter recebido seis mensagens assinadas pelo maior nome do espiritismo nacional.

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Na "Casa de Chico", em Pedro Leopoldo, estão os 458 livros publicados pelo médium e outros 180 títulos sobre ele

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Treze imagens de santos, perucas, boinas e dentaduras estão entre os objetos expostos no quarto dele em Uberaba

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LAR

A casa onde funcionou o centro espírita do médium, em Uberaba

"Entendo que estou sendo agraciado sem que o não mereça, mas cabe- me saber que sou, o que fiz e o que pretendo ainda realiza…", diz um trecho da última,segundo ele, ditada por Chico Xavier, em meados de dezembro passado. Outro médium de Uberaba e antigo frequentador do Grupo Espírita da Prece, fundado por Chico em 1975, Carlos Baccelli, foi mais ousado. Ele publicou três livros com mensagens de Chico psicografadas, segundo afirma, por ele. "Eu sou um médium resolvido. Eu esperava, sim, receber mensagens do Chico. Esses 25 anos de convivência tornaram fácil essa sintonia. Tem de haver algum grau de afinidade entre o médium e o espírito", afirma ele, com 120 livros no currículo e autor do recémlançado "100 Anos de Chico Xavier – Fenômeno Humano e Mediúnico". Eurípedes, o filho de Chico, refuta a ideia de que seu pai tenha feito contato com Afonso, Baccelli ou qualquer outra pessoa, argumentando que o pai teria deixado um código para ele, a amiga Kátia Maria e o médico Tahan poderem identificar um recado autêntico (leia quadro). É Eurípedes quem administra o museu, a livraria e o Grupo da Prece e Assistência Chico Xavier, que oferece jantar para pessoas carentes e distribui enxovais para gestantes.

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TESOURA E NAVALHA

Belmiro Neto, barbeiro de Chico: ele aparava as perucas do amigo de 30 anos

Também estão em seu poder psicografias inéditas do pai, que serão compiladas para a confecção de meia dúzia de novos livros. No dia seguinte ao aniversário do pai, Eurípedes fará um bolo de 160 quilos para ser distribuído para quem visitar o museu. "Meu pai consolava as mães que perderam seus filhos, dizendo para elas distribuírem um bolo no aniversário deles, pois seria a melhor maneira de homenageá-los", conta. "Faço isso todo ano, como ele ensinou, porque a saudade do meu pai é grande." Ainda não está programado nenhum outro evento em comemoração ao centenário daquele que colocou Uberaba em destaque no mapa mundial. Os uberabenses costumam comentar que a morte de Chico teve o impacto da perda de uma indústria. A movimentação na cidade tem aumentado, como contam os comerciantes. Nada comparável à época em que Chico reinava diante de um séquito, entre presidentes da República, artistas e empresários, que toda semana o visitavam e contribuíam para o PIB de Uberaba. "Nossa cidade é, da parte da classe política, muito ingrata com Chico", reclama o médium Baccelli. "Ele desencarnou há quase oito anos e não há uma rua ou praça com seu nome. E a única ação pública, o memorial Chico Xavier, é uma novela que já dura quatro anos.

Ao contrário de Pedro Leopoldo, em Uberaba não há uma rua ou praça que homenageiem o médium

" Em Pedro Leopoldo o cenário é outro. A começar pela existência da Fundação Cultural Chico Xavier, que tem por objetivo promover a vida e a obra do médium. Mais: por meio de uma votação, a população elegeu os locais tidos como obrigatórios para os visitantes que pretendem saber um pouco mais sobre o religioso. Assim, viraram pontos turísticos a casa onde Chico nasceu e hoje abriga o Centro Luiz Gonzaga, a construção onde viveu, atualmente Casa de Chico, a Fazenda Modelo, endereço de seu antigo trabalho, o açude, próximo do qual ele teve o primeiro contato com Emmanuel, seu maior guia espiritual, o centro espírita Meimei, fundado por Chico, e a praça Chico Xavier. Entre 30 de junho e 10 de julho, Pedro Leopoldo será a sede da 8a. Semana Espírita Chico Xavier e palco de apresentações teatrais e ciclo de palestras. Em junho também será lançada a primeira biografia do maior médium do Brasil escrita por um cidadão pedro-leopoldense. O autor, o psicólogo e professor de educação física John Harley Madureira Marques, conviveu com Chico por 21 anos e está há dois trabalhando na obra, cujo título é mantido em segredo. Fazia tempo que Chico Xavier não ficava tão próximo das pessoas que o viram crescer e triunfar na missão a que ele se propôs. Não precisa ser nenhum médium para sentir sua presença em Minas Gerais.

O CÓDIGO XAVIER

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AMIGO

O médico Eurípedes Tahan, um dos três que conhecem a senha


É de esperar que quem dedicou a vida a ser porta-voz dos espíritos mantenha alguma comunicação com os vivos depois de morto. Desde o falecimento de Chico Xavier, há quase oito anos, inúmeros médiuns apareceram dizendo-se receptores de mensagens enviadas por ele. Para driblar os aproveitadores, Chico combinou um código secreto com as três pessoas mais próximas dele – o filho adotivo, Eurípedes Higino dos Reis, o médico particular, Eurípedes Tahan Vieira, e Kátia Maria, grande amiga e acompanhante dele até a morte. Quando, e se houver comunicação, a mensagem será recebida por algum médium e conterá três informações. Os três continuam esperando. "Infelizmente, até hoje, nenhuma era dele", diz o filho.

João Batista Sobrinho
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

PRESENÇA DE CHICO XAVIER

"Ramon, Muito legal as suas matérias, irei publicar alguma delas lá no blog. Hoje eu postei sobre a estreia do filme: http://www.salalatinadecinema.blogspot.com Um abraço, Magda."

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Oi, Meg!

Fui com Suzi ver o filme hoje e tive algumas surpresas:

1. A sala lotou na primeira seção, em pleno feriado prolongado (quando muita gente viaja), com o shopping fechado (o que não ajuda os cinemas);

2. A performance de Tony Ramos está realmente de outro mundo!

3. Aconteceu algo que eu nunca tinha visto no cinema: o público não se mexeu até deaparecer a última linha do letreiro do final do filme, que passava ao lado de declarações dadas pessoalmente pelo próprio Chico. O operador da sala precisou piscar as luzes pro pessoal entender que tava na hora de sair!

Uma coisa que fica bem claro no filme: Chico não foi um católico que se converteu ao espiritimo, mas sim um cristão escolhido pelo espiritismo, que nunca deixou de ser católico.

Não perca, vale cada minuto!

Aquele abraço!

Ramon de Andrade
Palmares-PE

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESPÍRITO E MATÉRIA (III)

(...) a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que  nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria."
 
(...) ao  elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, (...) ele se distingue deste por propriedades especiais. (...). Está colocado entre o espírito e a matéria; (...) Esse fluido universal (...) é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
 
"Não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos."
 
ESPÍRITO E MATÉRIA
Itens 22, 27 e 36
O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Paris, 1857
 

 
Hubble confirma matéria escura
Paula Rothman, de INFO Online
Quinta-feira, 25 de março de 2010 - 16h05

No mapa feito durante o estudo, as estruturas em branco, ciano e verde estão mais
próximas do que aquelas em laranja e vermelho
 
Uma análise feita pelo Telescópio Espacial Hubble confirmou a existência da misteriosa aceleração cósmica – fenômeno causado por forças invisíveis no Universo.

De acordo com a teoria, o Universo que conhecemos, composto de matéria visível, corresponde a apenas 4% de tudo o que há no cosmos.

Já o Universo invisível é composto de matéria escura e energia escura. Apesar de não se saber ao certo o que são esses componentes, astrônomos acreditam que eles existem por causa dos seus efeitos na movimentação de corpos celestes.

Ao observar galáxias, por exemplo, cientistas notam uma diferença entre a gravidade existente e a quantidade de matéria visível – o que os leva a supor que existe algo que não enxergamos, mas que possui massa. Acredita-se que 20% do Universo é composto de matéria escura e, o restante, da chamada energia escura.

Agora, cientistas conseguiram mais uma forte prova da existência desses componentes. Um grupo de astrônomos liderados por Tim Schrabback, do Leiden Observatory, conduziu um estudo com mais de 446 mil galáxias. Todas elas estavam dentro do campo de visão do Cosmological Evolution Survey (COSMOS), a maior pesquisa já feita pelo Hubble.

Considerada uma das mais precisas amostras da diversidade do Universo, a COSMOS fotografou 575 visões ligeiramente sobrepostas da mesma parte espaço e criou como que uma reconstrução em 3D da área.

Além dos dados do Hubble, os pesquisadores usaram observações em terra para estabelecer as distâncias entre 194 mil galáxias. Na nova análise, os astrônomos "pesaram" a distribuição de matéria no espaço.

Todos esses números possibilitaram cálculos detalhados que confirmaram: o universo é acelerado por um componente adicional, misterioso – ou seja, a energia escura. 
 
Fonte: INFO
 

Ciência
Cientistas procuram matéria escura com LHC
Reuters
Segunda-feira, 29 de março de 2010 - 17h59
 
O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias após o lançamento inicial, em setembro de 2008.
 

O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias após o lançamento inicial,
em setembro de 2008.
 
GENEBRA - Os cientistas do centro de pesquisa Cern começarão amanhã a promover colisões de partículas a energia muito elevada e a velocidade próxima à da luz a fim de criar miniversões do "Big Bang", evento que deu origem ao Universo.

"Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade", disse Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), localizado na fronteira entre a França e a Suíça, perto de Genebra.

Na manhã de terça-feira, feixes de partículas começarão a circular em direções opostas no túnel oval de 27 quilômetros do Grande Colisor de Hádrons, ou LHC na sigla em inglês, a uma energia de 3,5 tera-elétron volts (TeV), ou 3,5 bilhões de bilhões de elétron volts.

Quando as partículas colidirem umas com as outras, cada colisão criará uma explosão que permitirá que milhares de cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu um nanossegundo depois do verdadeiro Big Bang, 13,7 bilhões de anos atrás.
 
O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias após o lançamento inicial, em setembro de 2008, quando a máquina se superaqueceu devido a problemas no cabo supercondutor que conecta dois ímãs de refrigeração.
 
Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
 
Com o tempo, especialmente depois de 2013, quando a energia do feixe subirá a 7 TeV, com poder de impacto de 14 TeV, o LHC, uma construção subterrânea, deve gerar bilhões de colisões, propiciando um vasto volume de dados sobre a detonação primordial e aquilo que aconteceu depois.
 
Mas pode demorar horas ou até mesmo dias antes que aconteçam as primeiras colisões na maior experiência científica do mundo. 
 
Fonte: INFO

domingo, 28 de março de 2010

A Religião Interna

Oi, Carola!
 
Gostei de seu depoimento sobre o padre Reginaldo Veloso e coloquei nos blogs de que participo.
 
Quanto ao que você disse sobre sua religião interna, me lembrou muito o diálogo entre o teólogo Leonerdo Boff e o monge budista Dalai Lama, que você já deve conhecer, mas que coloquei assim mesmo no final deste artigo.
 
É isso mesmo! Religião é tudo aquilo em que eu acredito, chego até a ter certeza, mas não posso provar. Porém, a ciência está aí pra isso mesmo: investigar a natureza (ou a criação) e separar os fatos dos mitos.

Religião é também uma manifestação cultural, um modo de sentir o mundo e de se sentir no mundo, sem perder a perspectiva do futuro. A busca de um sentido adicional para o automatismo da vida. Neste aspecto, é um instrumento de pacificação interior e tem uma importante função social.
 
Aquele abraço.

Ramon de Andrade
Palmares-PE


 
A RELIGIÃO INTERNA
 
 
Olá Meg e Ramon!

Gente, religião é um troço interessante. Como disse Meg, não há religião perfeita. E como disse Ramon, a igreja castra o que há de mais natural no ser humano. Concordo com os dois. Eu costumo dizer que eu, que não pertenço a nenhuma vertente, e que duvido plenamente de que exista algo além de nós, entendo mais do que muita gente que carrega a biblia debaixo do braço.

Para mim a fé é algo inerente. Ou se crê ou não se crê. Nao tem como pedir a alguem que vc ache que nao exista, que lhe dê forças para crer nele. Numa comparação, é como mandar um corintiano torcer para o Sao Paulo pq este é melhor. Não adianta.

Eu também costumo dizer, que se Deus realmente existir, ele sabe como é meu coração, que eu não creio nele por maldade, mas por deficiencia. Eu erro como todo ser humano, mas procuro me espelhar em um único mandamento: Não fazer com o outro o que eu não gostaria que fizesse comigo.

Respeito, consideração, o simples ato de não maltratar qdo nao gostaria que fizessem. Essa é a minha religião. Ela não é mais bonita, ou maior, ou consegue arrecadar maiores dízimos. É uma religião interna, minha para mim mesma. Na minha religião não há orações, unções, quermesses. Mas também não há críticas a quem queira enveredar por elas. Minha mãe é uma mulher idosa e frequenta a igreja católica quase todos os dias. Ela reza o terço e ora por seus filhos. Fico pensando que se ela não tivesse fé que haverá algo depois disso, como ela enfrentaria as desilusões de uma vida? A igreja, seja ela qual for, é feita para isso: dar esperanças. O homem não se conforma, em sua dita grandiosidade, em morrer como morrem todos os seres. Ele quer mais. Se este corpo aqui não consegue sobreviver à velhice, ele quer crer que haverá um paraíso onde todos finalmente viverão para sempre. Ou reencarnarão por toda a eternidade até alcançar a perfeição. Respeito isso. Para alguns é necessário crer em algo. Só que, como eu digo, não é uma escolha. Ou você é "sortudo" ou não é.

Eu conheci de perto o padre Reginaldo, que Ramon respeitosamente colocou uma matéria. Trabalhei com ele durante 2 anos. É de longe uma das melhores pessoas que conheci. E posso garantir que é mais padre que muito padre que conheço por aí. O que ele diz na matéria não foi novidade para mim. Ele vivia o celibato, na igreja que aprova ela. Mas se entregou. Por amor. Ele me disse uma vez que perdeu a virgindade com essa moça com quem casou. Achei isso lindo. Ele tinha mais de 50 anos, e foi por amor que ele resolveu abandonar a batina e viver com ela isso. E o amor não é maior ou menor. É simplesmente amor. Conversando com ele você vê o brilho nos olhos, que só há nas pessoas que nada devem. Infelizmente nao vemos isso em todo canto. Eu tenho muitos amigos padres (convivi toda a adolescencia ao lado deles), mas sei que todos eles tem suas falhas. Todos vivem plenamente sua sexualidade. Todos. Culpa de quem? Nao sei. Nao tenho o mérito de julgar. Mas acho que eles ludibriam as pessoas qdo pregam algo contra a homossexualidade (pelo menos 99% sao gays, e digo isso por conhece-los) e contra o sexo para algo que nao seja procriar (o que eles fazem entao?). Ah, dirão alguns, mas isso é problema deles. Será? Lembra daquela frase "casa de ferreiro, espeto de pau?".

Padre Reginaldo nao é assim. No nosso grupo de trabalho havia muitos jovens, de todos os tipos de crenças ou sexualidade, e nunca ouvi uma palavra dele denegrindo-os ou criticando. Nunca. Cheguei a conclusao que ele também prega a minha religião. Ele respeita os demais, e os ama como são. Acho que Deus, o Deus que vcs creem e que eu torço para realmente existir, aprova isso. A minha religião também é a de Francisco de Assis e a de Chico Xavier, dois grandes e lindos exemplos de amor à humanidade.

Sigamos esses belos exemplos.

Carla Marinho
 

 
A MELHOR RELIGIÃO
 
Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama
 
No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- Santidade, qual é a melhor religião?

Esperava que ele dissesse: "É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."

O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:

- "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- "O que me faz melhor?"

Respondeu ele:

- "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irefutável.

Esclarecimento

"Ramon, Infelizmente não há religião perfeita. Até porque ele é feita por homens. Enfim, que cada qual tratem de seu cada qual e tratem de melhorar." Magda.
 

 
Oi, Meg!
 
É verdade. Não existe nenhum agrupamento humano livre de erro. Nem mesmo com poucos erros :-)
 
Depois de enviar a mensagem, pensei que muitos católicos da minha lista poderiam não gostar do tom crítico do texto. Se foi seu caso, peço desculpas.
 
Tudo que é muito grande acaba pertencendo a todos. É o caso da Igreja católica. Quase todos nós somos ou já fomos católicos um dia e por isso acabamos nos sentindo muito à vontade para falar sobre ela. E às vezes, exageramos no tempero, como eu fiz.
 
Sem dúvida, a Igreja presta um grande serviço à sociedade, através das pastorais e das comunidades eclesiais de base. Às vezes, em cidades muito pobres e distantes, não existe quase nenhum serviço público, mas sempre existe uma igreja. Em Brasília, a luta contra a legalização do aborto, por exemplo, não teria chances reais sem a pressão política da Igreja. Isso tudo é inegável.
 
Por isso, acho que o mundo precisa sim da Igreja, mas ela tem de acompanhar o mundo em alguns aspectos, justamente para não se tornar obsoleta e desnecessária. E esse problema da pedofilia, pelas dimensões que assumiu, não é mais uma questão a ser tratada caso a caso, padre a padre, "cada qual", mas sim por toda a Igreja; ou melhor, por serem as vítimas menores de idade, por toda a sociedade.
 
Justamente por ser uma religião feita por homens, como todas as outras, é que a Igreja católica precisa reconhecer a natureza humana de seus sacerdotes e reconhecer-lhes o direito ao matrimônio, estancando esta hemorragia afetiva, para que eles possam ser de fato os líderes espirituais de que as comunicades precisam, como o Parde Reginaldo Veloso (casado e com filhos) é para o Morro da Conceição. Falo a favor dos padres e não contra a Igreja.
 
Ainda assim, preço desculpas se isso não ficou claro na mensagem e de alguma forma feriu o carinho que você sente por ela.
 
Aquele abraço!
 
Ramon de Andrade
Palmares-PE

quarta-feira, 17 de março de 2010

EM OUTRAS PALAVRAS...

Hercólubus, Marduk, Nibiru, Planeta X, Astro Intruso? "Nada disso, de jeito nenhum, jamais, tudo besteira!" - dizem nossos cientistas. Mas Nemesis, Sedna, Estrela da Morte... "é, talvez, quem sabe, vamos verificar!"

Cientistas são mesmo uma "espécie" interessante: primeiro, negam tudo. Depois, mudam os nomes pra dizer a mesma coisa e passam então a confirmar tudo o que sempre negaram. Até hoje, evitam falar em DEUS, mas adoram estudar a NATUREZA.

Trauma de infância: quando a ciência era só uma criança, a Igreja ameaçou matar seu pai, Galileu. Até hoje, ela não conseguiu superar o episódio. O Papa João Paulo II até já pediu desculpas, oficialmente... mas não adiantou.

Porém, esta jovem senhora de 350 anos está amadurecendo e em breve perceberá que estudar a Obra e rejeitar o Criador é pura bobagem! ;-)

Ramon de Andrade
raesa@ig.com.br
Palmares-PE



Ciência
NASA procura pela Estrela da Morte
Paula Rothman, de INFO Online
Terça-feira, 16 de março de 2010 - 10h36

Um objeto misterioso ronda um planeta sem ser notado. Invisível a seus habitantes,
ele seria responsável pelo aniquilamento periódico da vida

Ilustração mostra o tamanho estimado da Nemesis, ou Estrela da Morte, perto de outros corpos.
Suspeita-se que ela seja uma anã-marrom. Na sequeência: o Sol (sun), uma estrela de pouca massa, uma
anã-marrom, Júpiter e a Terra.
 
Se vivêssemos há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante, haveria sérias razões para temer que Darth Vader estivesse perto do pequeno planeta azul a bordo de sua nave Estrela da Morte.

No entanto, nos dias de hoje, bem aqui no Sistema Solar e longe da saga Star Wars, cientistas suspeitam da existência de um objeto desconhecido que pode ter sido responsável por grandes extinções em massa na Terra.

A Nemesis, também conhecida como Estrela da Morte, seria uma estrela anã vermelha ou marrom maior do que Júpiter. Sua presença afetaria periodicamente o cinturão de asteróides que ronda nosso sistema, enviando detritos em direção aos planetas.

Na ausência de um mestre Yoda para localizar o objeto apenas com a força, a Agência Espacial Americana conta com seu recém-lançado instrumento WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que começou a funcionar em 14 de janeiro, para confirmar ou refutar de vez a existência desse corpo celeste.

Mas, por que a NASA investigará algo que nunca viu? E o que seria a Estrela da Morte? Na verdade, a Nemesis é uma teoria proposta para explicar os ciclos de extinção em massa na Terra – como o asteróide que aniquilou os dinossauros há 65 milhões de anos.

O Sistema Solar é cercado por um cinturão de corpos chamado Nuvem Oort. Se nosso Sol fizesse parte de um sistema binário, no qual duas estrelas estão gravitacionalmente presas a um centro de massa comum, a interação entre elas poderia perturbar a Nuvem de Oort de tempo em tempos, regularmente enviando cometas em nossa direção.

Esse ideia não é improvável, já que um terço das estrelas na Via Láctea são binárias ou parte de um sistema múltiplo. Anãs vermelhas também são muito comuns – seriam o tipo mais comum da galáxia.
 
Já anãs-marrons são difíceis de localizar e, por isso, astrônomos nunca teriam conseguido visualizar a suposta Estrela da Morte. Por serem mais frias, somente com infra vermelho é possível achá-las – daí a importância do WISE na história.

No entanto, apesar de muitas explicações, a teoria de que cometas venham causando destruições periódicas na Terra também não foi comprovada – deixando muito espaço para discussão. Quer tenha ou não causado extinções anteriores, surgem novos dados que indicariam a existência de um companheiro para o Sol.

Na Astrobiology Magazine, uma publicação da NASA, a Agência fala, por exemplo, da descoberta recente de um planeta anão chamado Sedna. Com uma órbita muito grande e incomum, entre 76 e 975 vezes a distância da Terra para o Sol, ele levaria até 12 mil anos para fazer a volta completa no astro. Esses números estranhos fizeram com que alguns cientistas afirmassem que a localização de Sedna simplesmente não fazia sentido. Afinal, ela nunca chega perto o suficiente para ser afetado pelo Sol, mas não se afasta o suficiente para ser afetado por outras estrelas.

Daí a possibilidade de existência de um objeto desconhecido, responsável pela localização do planeta. Alguns cientistas estimam que Nemesis esteja a cerca de um terço de ano-luz do Sol – para efeito de comparação, a estrela mais próxima conhecida é Proxima Centauri, a 4,2 anos-luz.

Antes que a polêmica cresça ainda mais, a NASA pretende resolver o mistério. Parte da missão WISE é justamente vasculhar o céu em busca de anãs-marrons a até 25 anos-luz de distância. O mapeamento deve terminar em outubro e, a partir da análise dos dados, os cientistas devem enfim descobrir a verdade sobre a existência da Estrela da Morte. Que a força esteja com ele.
 
Fonte: Info



Nibiru

Nibiru é o nome de um corpo celeste da mitologia suméria. Segundo o cultura suméria Nibiru é um planeta do Sistema Solar, citado no poema Enuma Elish, e associado ao deus Marduk (o protector da cidade da Babilónia), e que geralmente acredita-se tratar do planeta Júpiter.

Cultura
 
Nibiru é também o nome de um hipotético planeta proposto por Zecharia Sitchin, baseando-se na ideia de que as civilizações antigas tinham feito contactos com extraterrestres, uma hipótese considerada inverosímil por cientistas e historiadores. Segundo Zecharia Sitchi, este povo conhecia todos os planetas do sistema solar, inclusive Nibiru, um planeta lento que passa junto ao Cinturão de Asteróides que fica entre Marte e Júpiter, a cada 3600 anos. Segundo os Sumérios, na formação do sistema solar há 6 bilhões de anos, Nibiru foi atraído pelo Sol rumando em direção ao centro e chocou-se com outro planeta já alinhado chamado Tiamat, que partiu-se ao meio dando origem a Terra e ao Cinturão de Asteróides, evento que ficou conhecido como Batalha Celeste.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 10 de março de 2010

TANCREDO NEVES e JOAQUIM SILVÉRIO DOS REIS

Desde os tempos imemóriais Tiradentes e os demais inconfidentes percorreram as estradas terrenas sempre imbuidos com os ideais de liberdade "ainda que tardia" e progresso. Desde Roma até o Brasil colônia sempre com o mesmo objetivo:

Instalar o progresso através das liberdades democráticas, da proliferação da educação e propiciar oportunidades a todos.

Infelizmente sempre teve impedimentos devidos à pequenez humana. Na última vez que esteve fisicamente no planeta, na figura de Joaquim José da Silva Xavier, foi traído por um dos

Inconfidentes, Silvério dos Reis, quando estava prestes a implantar as mudanças que fariam este País ter hoje uma posição altamente respeitável no concerto das nações desenvolvidas.

Mas com toda ação gera uma reação de igual força o traidor, depois de profundo arrependimento no plano espiritual, Silvério dos Reis retorna à forma física, na figura de Tancredo Neves, para tentar ele implantar o que não permitiu Tiradentes realizar.

Sentiu a mesma sensação que Tiradentes pois quando foi conduzido ao posto máximo da nação brasileira teve abortado todos os seus sonhos e planos de modificar as estruturas viciadas e corruptas deste país.

"Coincidentemente", no dia 21 de abril de 1985, retorna à patria espiritual, exatamente no dia em que Tiradentes foi executado (veja texto ao final)

Hoje, muitos destes ideliastas brasileiros, estão novamente na carne para levar adiante os ideias que farão este País ser uma nação modelo para a todo Terra.

Sejafeliz
Santana do Livramento, RS - Brasil
05/03/2010



O Resgate de Uma Traição...
Américo Domingos Nunes Filho
 
"... Eis por que um que vos parece justo, muitas vezes sofre. É a punição do seu passado". O Livro dos Espíritos- Pergunta 984
 
No ano de 1985, a nação brasileira passou por momentos de grande aflição e, até mesmo, de desespero.

A população, em sua grande maioria, orava conjuntamente para que a dor que lhes afligia fosse extinta. Nunca tantas pessoas se uniram, formando uma grande corrente de energia psíquica para que a doença inesperada não levasse à morte alguém que representava a esperança de um país.

Tudo inútil. A "fé que remove montanhas" não foi capaz de retirar o cálice do resgate da boca de um querido irmão em expiação.

Por que as preces e as correntes vibratórias do povo brasileiro e de outros paises não surtiram efeito?

Qual o motivo espiritual da fatalidade que alcançou Tancredo Neves poucas horas antes da posse como Presidente do Brasil?

Se nos basearmos em conceitos dogmáticos das religiões tradicionais, de maneira nenhuma conseguiremos saber o porquê do intenso sofrimento sentido por Tancredo e pelo povo brasileiro. Mais uma vez foi dito que "não devemos discutir os desígnios divinos" e o mistério novamente surgiu, tentando responder o que não tem explicação sem o processo da Lei de Causa e Efeito.

Certamente muitas pessoas que oraram com fervor para a recuperação de Tancredo Neves lograram experimentar o desconsolo e a desesperança, assediadas pela decepção, diante do final dramático e acreditamos que, ainda hoje, muitos se lembram daquele episodio com muita tristeza e com muitas dúvidas.

Allan Kardec ensina: "A fé raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa... Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da humanidade".

Perguntou o mestre lionês à Espiritualidade:

"As vicissitudes da vida são sempre a punição das faltas atuais?"

Responderam os Espíritos:

"Não; já dissemos: são provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência, porque jamais fica impune a infração das leis de Deus e, sobretudo, da lei de justiça. Se não foi punida nesta existência, sê-lo-á necessariamente noutra. Eis por que um, que vos parece justo, muitas vezes sofre. É a punição do seu passado".

Utilizando-nos do raciocínio que o Consolador nos oferece, busquemos novamente "O Livro dos Espíritos" para o esclarecimento que se faz necessário para, baseados na razão, esclarecermos o assunto em tela.

O Codificador da Doutrina dos Espíritos questiona o mundo extracorpóreo: "Qual a conseqüência do arrependimento no estado espiritual?". Esclarecem, então, os Mestres do Além: "Desejar o arrependido uma nova encarnação para se purificar. O Espírito compreende as imperfeições que o privam de ser feliz e por isso aspira a uma nova existência em que possa expiar suas faltas".

Portanto, existia um determinismo providencial no sentido de o Espírito Tancredo Neves, poder resgatar dívidas intensas contraídas em vida passada.

Os jornais, na época, noticiaram o depoimento de um dos componentes da equipe médica que cuidou do Presidente, que disse o seguinte:

"Aconteceram coisas muito raras com ele. Eu nunca vi leiomioma (tumor benigno) perfurar desse jeito. Sangramentos de sutura em geral ocorrem nos dois primeiros dias do pós-operatório e raramente no oitavo dia. Também nunca vi ocorrer infecção pelo actinomiceto como aconteceu com ele, porque o microorganismo é bastante raro. São coisas que nos deixam com uma sensação muito estranha. Fizemos tudo por Tancredo Neves, durante cerca de um mês nos dedicamos integralmente ao Presidente. Ele tinha à sua cabeceira os maiores especialistas, todos os recursos e equipamentos e toda a carga afetiva da equipe, que teve um grande envolvimento emocional com o tratamento. Fomos muito surpreendidos pelos fatos. Tudo foi feito e ele não respondeu a nada, nada deu certo. A sensação que fica é a de que havia, desde o primeiro dia, um caminho traçado que não pudemos mudar".



É importante frisar que a Espiritualidade já tinha, há oito meses antes da desencarnação de Tancredo, dado uma pista, a qual, por certo, esclarece a causa desse drama vivido pelo Presidente e por todos os brasileiros.

Em 9 de agosto de 1984, o médium Dictino Álvares, em São Paulo, recebeu psicograficamente a seguinte mensagem:

"Estamos compromissados em significativa tarefa neste país que tem a missão histórica de celeiro espiritual do terceiro milênio e os tempos se aproximam".

"Equipes espirituais de escol canalizam vibrações e as borrifam na mente daqueles que têm a responsabilidade de dirigir esta terra predestinada".

"Elo de fraternidade emana do mais alto, impulsionando um inconfidente à pátria do Evangelho".

"Sentimos que os irmãos desejariam que fôssemos mais objetivos, mas todas as coisas têm uma razão de ser e nem tudo nos é permitido revelar".

É indiscutível que Tancredo Neves estava profundamente vinculado à Inconfidência Mineira.

1. Tiradentes e Tancredo nasceram em São João Del Rei;
2. Morreram na mesma data (21 de abril);
3. Ambos órfãos de pai na infância:
4. Tancredo residiu em São João Del Rei na Rua Tiradentes n. 224;
5. E estátua de Tiradentes em São João Del Rei, resultou de iniciativa do então deputado estadual Tancredo Neves:
6. A expressão "Nova República", lançada por Tancredo, foi usado por Tiradentes quando foi acareado com Alvarenga Peixoto, na Fortaleza da Ilha das Cobras;
7. Ambos deram suas próprias vidas pelo ideal de liberdade em nossa pátria: Tiradentes - mártir da Inconfidência, Tancredo - mártir da Nova República.

Por certo o Presidente foi a reencarnaçao de um personagem da Insurreição Mineira, que regressou à vida física com uma missão de resgate: lutar e dar a sua vida pela libertação de nosso país.

Assim como Tiradentes, ele não conseguiu ver a chama da liberdade acesa em solo brasileiro.

Joaquim José da Silva Xavier morre por enforcamento, tendo sido seu corpo esquartejado e expostos seus restos em vários lugares.

Tancredo de Almeida Neves sofre os cortes no abdômen, possibilitando o "esquartejamento" pelo retalhamento das vísceras em seis cirurgias e no embalsamamento, e o enforcamento progressivo pela traqueotomia e insuficiência respiratória. O corpo do Presidente é também exposto em vários lugares ao público.

Que debito teria o Espírito Tancredo contraído em vida pretérita, que justificasse tamanho sofrimento atual?

Teria sido esse Espírito, reencarnado na época da Inconfidência um obstáculo à concretização do movimento libertador de Tiradentes e demais conjurados?

Poderia esse Espírito ter sido responsável pela derrocada do movimento da Conjuração Mineira e pela posterior punição dos Inconfidentes?

Para livrar-se de dívidas com a Coroa Portuguesa, Joaquim Silvério dos Reis entregou seu amigo Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Foi assim que o líder dos inconfidentes foi enforcado e esquartejado. Valendo-se de uma espécie de delação premiada, além de ter suas dívidas perdoadas, o traidor de Tiradentes ganhou pensão vitalícia do governo português e foi até recebido por dom João VI.

Lembramos que o traidor Joaquim Silvério dos Reis denunciou Tiradentes e demais companheiros ao Visconde de Barbacena, governador da Capitania de Minas Gerais, na data de 15 de Março, sim, 15 de Março de 1789.

Em 15 de Março de 1985, Tancredo é submetido à intervenção cirúrgica de urgência, privando-o de tomar posse na Nova Republica. Sofreu as conseqüências do esforço, da dedicação e da estóica entrega de si mesmo aos superiores interesses do país, já que a doença o atacara muitos dias antes da data prevista para a posse e a cirurgia tinha sido postergada para depois do compromisso solene perante o Congresso Nacional.

Tancredo se sacrificou, deu a sua própria vida para que todos os brasileiros pudessem respirar novamente a atmosfera da liberdade em nossa pátria.

Que misterioso desígnio esse que o privou de tomar posse! Somente a doutrina da reencarnação pode explicar esse estranho destino de um homem que luta para levar seu povo à Terra

Prometida da Paz e da Liberdade e não consegue penetrá-la.

Que enigmática fatalidade impedindo que um ideal de libertação seja acionado pelas próprias mãos de seu maior criador!

Tancredo de Almeida Neves (22 letras).
Joaquim Silvério dos Reis (22 letras).

Que o Divino Mestre ilumine esse Espírito que certamente de vida a dois personagens importantes da História do Brasil e conseguiu em sua última existência resgatar um pesado débito para com o nosso país.

Agradecemos a Jesus por estar nos iluminando, através da doutrina do "Consolador", sepultando o milenar mistério e deixando cair todos os véus, principalmente o véu do dogmatismo, da ignorância e do preconceito.

A Doutrina Espírita tem um grande recado a dar ao mundo e todos nós que a abraçamos somos impelidos a levar por toda a parte a mensagem consoladora de Jesus.

Bezerra de Menezes, através da abençoada mediunidade de Divaldo Pereira Franco, no encerramento do Congresso Internacional de Espiritismo/1989, realizado em Brasília, disse:

"Tendes (os espíritas) o compromisso de acender, na escuridão que domina o mundo, as estrelas luminiferas do Evangelho de Jesus...".

"... Jesus é o mesmo hoje como era há 2000 anos atrás. Restaurado na palavra consoladora da Doutrina Espírita, Ele nos conclama à união dos corações para a unificação do ideal da verdade".

Que a Paz do Doce e Amorável Jesus penetre no Espírito Tancredo Neves e, também, alcance a todos os que vivem nesse país, destinado a ser o celeiro espiritual do 3º. Milênio.

Livro: A Queda dos Véus



04/03/2010
Centenário de nascimento de Tancredo Neves

No início de 2010 comemoraremos o centenário de nascimento de Tancredo Neves.

Os olhos da nação se voltarão para a cidade. Será um olhar nostálgico quando lembraremos de um tempo de mudanças e esperanças, de um período onde experimentamos o gosto de ocupar as praças, da liberação do grito contido de liberdade, de tantos desejos não realizados.

Foi um momento em que a sociedade brasileira vivia o sonho da mudança em direção à democracia, ao estado de direito, a uma sociedade mais justa. Havia um sentimento de que podíamos ter uma vida mais feliz e um futuro melhor do que os golpes sucessivos e crises que passamos desde que a República fora implantada. Tancredo representou para o país o articulador deste sonho e esperanças.

Sonhos necessários para enfrentar a dureza dos desafios que temos. Tancredo denominou a esperança de Nova República. Não seria um tempo sem dificuldades, mas um tempo de luta nacional contra elas. Uma nação só vence suas dificuldades quanto se mobiliza toda ela. Uma nação precisa de líder e comando, de artistas e atletas, de militares e heróis, de intelectuais e operários, mas toda ela tem que se envolver para realizar as mudanças que sonha.

O olhar nacional será também de avaliação. Nos dias que virão o brasileiro estará se perguntando como estão tantos sonhos sonhados, se estamos vencendo os enormes desafios que o articulador da Nova República anunciava. Muita coisa foi feita, desafios que pareciam insuperáveis como: substituir um presidente eleito respeitando a ordem constitucional, experimentar a democracia plena, conter a inflação, voltar a crescer economicamente de forma sustentada, controlar a dívida interna e externa, diminuir radicalmente a pobreza. Porém resta ainda muito a realizar.

Alguns daqueles objetivos foram alcançados, outros o foram parcialmente e há ainda muito a fazer. Educar bem nossas crianças e jovens, melhorar a segurança pública, reduzir a violência, eliminar as favelas, oferecer água, luz e esgoto tratado em todas as casas, melhorar os salários mais baixos, ampliar as oportunidades de emprego. São desafios enormes que a nação não vencerá se não estiver toda comprometida com as mudanças.

Este tempo de centenário, ocasião para rever sonhos e renovar compromissos, de reacender o ânimo e a esperança de promover novas mudanças é também um tempo de oportunidades. Oportunidades para todos os brasileiros se comprometerem com uma nova pátria, oportunidade para nossa região melhorar as cidades para o turismo, aproveitar as oportunidades de emprego e renda, fazer cidades mais bonitas, mais agradáveis para se viver, mais limpas, menos pichadas, mais arborizadas, enfim mais cuidadas. Desde que nasci ouço frases e juras de amor por São João, mas é quase sempre um amor bandido ou omisso que não se concretiza em compromissos e boas ações.

O ano novo está chegando e com ele muitas coisas podem se tornar melhores, mas as mudanças só serão efetivas se contarmos com todos os cidadãos: trabalhando melhor e com mais responsabilidade, cuidando melhor de suas casas, preservando monumentos e nosso patrimônio arquitetônico, arrumando jardins, educando crianças, respeitando a natureza deste vale e as regras de trânsito, etc.

Se o povo assistir passivamente a comemorações e a reforma de um ou outro jardim, logo tudo estará como antes e a oportunidade de uma verdadeira mudança estará perdida. Que a cidade aproveite a oportunidade e que o país também o faça para que possamos levar adiante os sonhos de Tancredo.

Sonhos que começaram com outro são-joanense ilustre: Tiradentes, que como dizia Tancredo, foi um herói enlouquecido de esperança. Da loucura que se vive com o sangue e os pés na realidade. A única loucura desejável.

José Mauricio de Carvalho – Departamento de Filosofia da UFSJ

Contribuição de 
Carlos Eduardo Cennerelli