domingo, 10 de janeiro de 2010

O CRISTO HISTÓRICO



Religião
Jesus: os mistérios alimentam a fé no filho de Deus
sábado, 19 de dezembro de 2009 | 17:41

De uma forma ou de outra, a história de Jesus Cristo chegou a todos os cristãos que vivem no mundo hoje. Pode não haver relíquias suficientes nem evidências incontestáveis que comprovem quem foi e o que realmente fez o profeta de Nazaré. Mas são justamente os mistérios em torno do filho de Deus que alimentam a fé de milhões de pessoas em todo o mundo. Há, contudo, os que buscam preencher as lacunas deixadas na história do messias. O resultado são milhares de pesquisas que buscam responder às perguntas: quem foi e o que realmente fez Jesus Cristo?

A bibliografia sobre o messias é extensa. A começar pelo mais famoso livro do mundo - a Bíblia. Ainda assim, as evidências a respeito do que narra o Livro Sagrado são escassas. E as conclusões a respeito dos estudos, praticamente nulas. Os estudos buscam o Jesus histórico, não o teológico, a divindade. Não o Cristo dos altares, o Jesus de cada um, nascido do recôndito da intimidade onde brota - ou não - a fé. Esse, a ciência e história jamais alcançarão explicar.

O que até agora se sabe, é que o Jesus humano viveu na Palestina em determinado período histórico. É possível afirmar com quase absoluta precisão que foi batizado por João Batista no Rio Jordão, escolheu doze discípulos, pregou pela Galiléia e morreu crucificado. No entanto, a transformação de um humilde e obscuro profeta na peça central da fé que tem mais adeptos em todo o planeta vem da originalidade absoluta de sua proposição básica: a paz e o amor ao próximo.
 
"Operando curas, sentando-se à mesa com pessoas: assim Jesus desconcertou a Galiléia", descreve uma reportagem de VEJA em 23 de dezembro de 1992. A essência da mensagem de Jesus para seus contemporâneos - e, portanto, para todos aqueles que ajudaram a construir e disseminar o cristianismo - está nos milagres operados e na comensalidade praticada.
 
No primeiro quesito, Jesus quebrou o monopólio religioso da época de que só o divino operava milagres e realizava curas. Ele mostrou que também na Terra se curavam os doentes e se ressuscitavam os mortos. Mais ainda, caso se queira introduzir um elemento mercantil na equação, Jesus operava de graça, enquanto o templo cobrava por serviços, tanto assim que tinha trocadores de moeda à sua entrada, os mesmos que Jesus expulsou em sua mais famosa explosão de fúria.
 
Já a respeito da comensalidade, Jesus pregava a mais absoluta caridade e misericórdia e desafiava as normas de comportamento e de organização social. Ele se portava como igual, dividindo a mesa com homens e mulheres, pobres e ricos, gentios ou judeus, poderosos ou párias. Por isso atraiu a admiração dos que o cercavam e fúria dos que estavam no poder. E assim foi traído, preso e crucificado.
 
Se essa história instiga os estudiosos e fortalece a fé daqueles que creem, alimenta ainda mais a criatividade dos artistas. Hoje, o cinema e a literatura apresentam suas próprias versões da vida de Jesus. Entre os títulos mais famosos está O Evangelho Segundo Jesus Cristo. No longa de 1991, o escritor português José Saramago oferece ao leitor uma interpretação muito pessoal, iconoclasta e anticanônica da vida do redentor. Mais recentemente, em 2004, O Código Da Vinci, primeiro fenômeno de vendas de Dan Brown, mostra um Vaticano que deseja esconder a verdade sobre Maria Madalena: ela teria se unido a Jesus e gerado filhos dele.
 
Nas telas do cinema, as polêmicas ficaram também por conta do musical Jesus Cristo Superstar, de 1973, protagonizado por um Jesus hippie, uma Maria Madalena havaiana e um Judas negro que se perguntam: por que o filho de Deus não escolheu a época atual para fazer sua pregação? Na sequência, em 1988, a Última Tentação de Cristo mostra Jesus crucificado se questionando como seria sua vida se, ao invés de assumir o peso da salvação dos homens, escolhesse viver uma vida comum, com esposa, filhos e um dia-a-dia normal.
 
Pode-se considerar equivocada qualquer tentativa de contar a história de Jesus pondo de lado a confissão de que ele é o filho de Deus - e o próprio Deus também. Seria desprezar o fator que confere a ele sua importância absoluta e insuperável. Fato é que nas suas narrativas da vida e dos feitos de Jesus, os quatro evangelistas lhe atribuíram vários ditos. A maioria aparece em meio a diálogos e carece de sentido se retirada do contexto bíblico.
 
Em outros momentos, Cristo fala por meio de parábolas e uma leitura ao pé da letra, evidentemente, pode levar a interpretações equivocadas. Muitas frases dos Evangelhos, no entanto, têm a força de aforismos que condensam os temas centrais da pregação de Jesus. Elas tratam, sobretudo, da necessidade de perdoar o próximo e de levar uma vida pautada pelo desapego material e pelo amor a Deus.
 
Fonte: Veja

sábado, 9 de janeiro de 2010

CETICISMO SUPERADO



O Além é simplesmente o que não alcançam os nossos sentidos, que, como se sabe, são muito pobres, não nos permitindo, por isso, perceber senão as formas mais grosseiras da vida universal.

As formas sutis lhes escapam absolutamente. Que é que a Humanidade, durante longo tempo, soube do Universo? Quase nada! O telescópio e o microscópio alargaram em sentidos opostos o campo de suas percepções. Àquele que, antes de inventado o microscópio, falasse dos infusórios, dessa vida exuberante que desabrocha em miríades de seres nos ares e nas águas, houveram certamente respondido com um encolher de ombros.

Eis que, porém, novas perspectivas se descerram e ignorados domínios da Natureza se revelam. Pode-se dizer que a infância do século XX assinala uma nova fase do pensamento e da ciência. Esta se afasta cada vez mais das linhas acanhadas em que esteve encerrada por tão largo tempo, a fim de levantar o vôo, de desenvolver seus meios de investigação e de apreciação e explorar os vastos horizontes do desconhecido. A psicologia, notadamente, enveredou por outros caminhos. O estudo do eu, da personalidade humana, passou do terreno da metafísica para o da observação e da experiência. Entre as ciências nascidas deste movimento figura o espiritualismo experimental.

[...] Não é isto bastante singular? Nunca talvez se vira um conjunto de fatos, considerados a princípio como impossíveis, que não despertavam, no pensamento da maioria dos homens, senão antipatia, desconfiança, desdém; que eram alvo da hostilidade de muitas instituições seculares, acabar por se impor à atenção e mesmo à convicção de eminentes cientistas, de sábios competentes, cheios de autoridade por suas funções e seus caracteres! Esses homens, anteriormente cépticos, chegaram, por via de estudos, de pesquisas, de experiências, a reconhecer e a afirmar a realidade da maior parte dos fenômenos espíritas.

Sir William Crookes, o mais notável físico dos tempos modernos, depois de ter observado, durante três anos, as materializações do Espírito de Katie King e de as haver fotografado, declarou:

"Não digo: isto é possível; digo: isto é real."

Pretendeu-se que W. Crookes se retratara. Ora, à semelhante insinuação ele próprio respondeu no discurso que proferiu por ocasião da abertura do Congresso de Bristol, como presidente da Associação Britânica para o Adiantamento das Ciências. Falando dos fenômenos que descrevera, acrescentou:

"Nada vejo de que me deva retratar; mantenho minhas declarações já publicadas. Poderia mesmo aditar-lhes muita coisa."

Russel Wallace, da Academia Real de Londres, na obra intitulada: O Milagre e o Moderno Espiritualismo, descreve:

"Eu era um materialista tão completo e experimentado que não podia, nesse tempo, achar lugar no meu pensamento para a concepção de uma existência espiritual... Os fatos, entretanto, são obstinados: os fatos me convenceram."

O professor Hyslop, da Universidade de Colúmbia, Nova Iorque, em seu relatório sobre a mediunidade de Mrs. Piper, médium de transe, disse:

"A julgar pelo que eu próprio vi, não sei como poderia furtar-me à conclusão de que a existência de uma vida futura está absolutamente demonstrada."

F. Myers, professor em Cambridge, na bela obra: A Personalidade Humana, chega à conclusão de que "vozes e mensagens nos vêm de além-túmulo".

Falando de Mrs. Thompson, acrescenta:

"Creio que a maioria dessas mensagens parte de Espíritos que se servem temporariamente do organismo dos médiuns, para no-las transmitir."

Richard Hodgson, presidente da Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, escrevia nos Proceedings of Society Psychical Research:

"Acredito, sem a menor sombra de dúvida, que os Espíritos que se comunicam são de fato as personalidades que dizem ser; que sobreviveram à mutação conhecida pelo nome de morte e que se comunicaram diretamente conosco, pretensos vivas, por intermédio do organismo de Mrs. Piper adormecida."


O mesmo Richard Hodgson, falecido em dezembro de 1906, se comunicou depois com seu amigo James Hyslop, entrando em minúcias acerca das experiências e dos trabalhos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Explica como, para ficar absolutamente provada a sua identidade, deviam as experiências ser conduzidas.[i]

Essas comunicações são feitas por diferentes médiuns que não se conhecem reciprocamente e umas confirmam as outras. Notam-se as palavras e as frases familiares, em vida, aos que se comunicam depois de mortos.

Sir Oliver Lodge, reitor da Universidade de Birmingham e membro da Academia Real, escreveu em The Hilbert Journal o seguinte, que o Light de 8 de julho de 1911 reproduziu:

"Falando por conta própria e com pleno sentimento de minha responsabilidade, dou testemunho de que, como resultado das investigações que fiz no terreno do psiquismo, adquiri por fim, mas de modo inteiramente gradual, a convicção em que me mantenho após vinte anos de estudo, não só de que a continuação da existência pessoal é um fato, como também de que uma comunicação pode ocasionalmente, embora com dificuldade e em condições especiais, chegar-nos através do espaço."

E na conclusão do seu recente livro A Sobrevivência Humana,[ii] acrescentou:

"Não vimos anunciar uma verdade extraordinária; nenhum novo meio de comunicação trazemos, mas apenas uma coleção de provas de identidade cuidadosamente colhidas, por métodos desenvolvidos, ainda que antigos, mais exatos e mais vizinhos da perfeição talvez do que os empregados até hoje. Digo 'provas cuidadosamente colhidas', pois que os estratagemas empregados para a sua obtenção foram postos em prática de um e de outro lado da barreira que separa o mundo visível do invisível; houve distintamente cooperação dos que vivem na matéria e dos que já se libertaram dela."

O professor W. Barrett, da Universidade de Dublin, declara (Anais das Ciências Psíquicas, novembro e dezembro de 1911):

"Sem dúvida, por nossa parte acreditamos haver alguma inteligência ativa operando por detrás do automatismo (escrita mecânica, transe e incorporação) e fora deste, uma inteligência que mais provavelmente é a pessoa morta que a mesma inteligência afirma ser do que qualquer outra coisa que possamos imaginar... Dificilmente se encontrará solução para o problema dessas mensagens e das 'correspondências' de cooperação inteligente entre certos Espíritos desencarnados e os nossos."

O célebre Lombroso, professor da Universidade de Turim, escrevia na Lettura:

"Sinto-me forçado a externar a convicção de que os fenômenos espíritas são de uma importância enorme e que é dever da Ciência dirigir sem mais demora sua atenção para essas manifestações."

Mr. Boutroux, membro do Instituto e professor da Faculdade de Letras de Paris, se exprime assim no Matin de 14 de março de 1908:

"Um estudo amplo, completo do psiquismo não comporta unicamente um interesse de curiosidade, mesmo científica; interessa também muito diretamente à vida e ao destino do indivíduo e da Humanidade."

O sábio Duclaux, diretor do Instituto Pasteur, em uma conferência que fez no Instituto Geral Psicológico, há alguns anos, dizia:

"Não sei se sois como eu, mas esse mundo povoado de influências que experimentamos sem as conhecermos, penetrado desse quid divinum que adivinhamos sem lhe apreendermos as minúcias, ah! esse mundo do psiquismo é mais interessante do que este outro em que até agora se encarcerou o nosso pensamento. Tratemos de abri-lo às nossas pesquisas. Há nele, por se fazerem, imensas descobertas que aproveitarão à Humanidade."

[i]    Ver os "Proceedings of Society Psychical Research.
[ii]    A Sobrevivência Humana, por Sir Oliver Lodge, traduzida do inglês pelo Dr. Bourbon, Paris, 1912. Félix Alcan, editor.

Extraído do Livro O Além e a Sobrevivência do Ser, Léon Denis.

Contribuição de
Carlos Eduardo Cennerelli
cennerelli@terra.com.br

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A ERA DA LUZ

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação de Plêiades.
 


Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.
 
Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação - localizada a aproximadamente 28 graus de Touro - , e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios.
 
A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era "astrológica" (Era de Peixes, de Aquário, etc).
 
Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.
 
Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra.
 
Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão.
 
A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.
 
A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione.
 
A última vez que a Terra passou por ele foi durante a "Era de Leão", há cerca de doze mil anos.
 
Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.
 
Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.
 
A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.
 
Talvez por isso os hinduístas chamem de "Era da Luz" os tempos que estão por vir.
 
Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele.
 
A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz.
 
De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.
 
Humbatz Men, autor de origem maia, fala em "Los Calendários" sobre a vindoura "Idade Luz".
 
Bárbara Marciniak, autora de "Mensageiros do Amanhecer", da Ground e "Earth", da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu "A Agenda Pleiadiana", da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.
 
Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto física quanto psíquicas que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.
 
Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão.
 
Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma.
 
Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão.
 
Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física.
 
As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.
 
Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira.
 
Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas.
 
Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade.
 
Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo Cinturão de Fótons.
 
Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo.
 
Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos - psicológicos, astrológicos ou corporais - ajuda a liberar as energias bloqueadas.
 
A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, etc, são também técnicas de grande efetividade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.
 
As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório.
 
Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.
 
Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas.
 
Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico.
 
Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.
 
Mas afinal e nós nisso tudo? Nós somos os mais beneficiados com tudo isso.
 
Todos nós, os seres encarnados na Terra estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo.
 
Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta "Era de Luz", depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga.
 
Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz.
 
Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna, musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.
 
São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas antes mesmo de alcançar o corpo físico, além de curar outras já instaladas.
 
Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.
 
Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade.
 
Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada.
 
E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica.
 
A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.
 
Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos.
 
Consciência é Luz.
 
Luz é Informação.
 
Informação é Amor.
 
Amor é Criatividade.
 
Paz, Amor e Luz Divinos! 

TRANSIÇÃO

Ascendente espiritual na Terra

Weimar Muniz de Oliveira
Presidente do Lar de Jesus, vice-presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas e diretor da Feego

Os tempos são chegados Não é difícil de perceber a ascendência do princípio espiritual sobre o princípio material. A Filosofia e a Religião, ao lado da pesquisa científica, demonstram que o mundo espiritual prevalece sobre o mundo material. E mais: o primeiro governa o segundo, ditando-lhe as normas, os fenômenos e os fatos históricos mais evidentes, que nem sempre são registrados com fidelidade pelos anais terrenos.

O homem, filho de Deus, é espírito, em essência. Enverga e tem envergado, ao longo se sua trajetória, um corpo carnal, com vistas à sua evolução espiritual e à sua integração com as leis da natureza: leis divinas.

Na sua caminhada infinita, rumo à perfeição, tem necessidade da luta ingente na matéria densa, a fim de aprender e experimentar, adquirindo, com o tempo, maior sensibilidade e saber, na continuidade de sua jornada, em demanda a planos cada vez mais sutis da vida, até atingir o estágio que o habilite a conhecer-se a si mesmo e impor-se sobre a matéria.

Para isso atingir, com o passar das eras, a partir do princípio de sua razão e livre-arbítrio bruxuleantes, tem ele que se submeter à dor e aos embates persistentes das formas mais grosseiras.

Filho de Deus que é, caminhará cada vez mais resoluto em busca do abstrato, através do intelecto e do sentimento, eis que nada é mais abstrato, nada é mais intelecto e amor do que Deus, o seu Criador e Pai, Causa das Causas. O homem, diamante ainda bruto, de tríplice aspecto, átimo de luz da Gema Central, errará por vales e montes, até que, um dia, brilhe em toda a sua capacidade e vigor, depois que o tempo, lapidário insubstituível, o devolver, garboso e ofuscante, ao seu "habitat", ao convívio do seu Divino Autor.

Enquanto persistir o seu transladar pelos ambientes densos da crosta, guiar-se-á com as forças intrínsecas de si mesmo, sem embargo da presença constante de seu guardião, que o acompanhará sempre, à conta do Altíssimo. Mas, em essência, é a luz, vacilante ainda, destacada do foco Central, com amor. Por isso mesmo, essa luz, ou ele próprio, o homem é o que pensa, ordena comanda, acionando a vontade. A luz, o EU, ordena, o perispírito transmite a ordem ao corpo e este a executa.

Nessa tríade – espírito, perispírito e corpo físico – consubstancia-se o homem, enquanto em experiência no corpo denso, até que, um dia, na sua plenitude espiritual, não mais terá de se sujeitar à roda trepidante e repetitiva das experiências planetárias.

Há, pois, uma ascendência natural do espírito sobre a matéria, submetendo-a e governando-a. Do mesmo modo, o mundo espiritual exerce irresistível influência e governo sobre os mundos físicos. Frise-se, aliás, que os mundos físicos existem em função do espírito, em razão da necessidade que tem o espírito de experimentar e evolver. O físico pressupõe a existência do espiritual, assim como a sombra reconfortante pressupõe a existência da árvore frondosa.

O governo do planeta Terra Não constitui novidade para os espiritistas que Jesus é o Governador de nosso planeta, um dos nove da família solar.

Conta-se, nos Anais da Espiritualidade Superior, segundo informações de Emmanuel ("A caminho da luz", psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, FEB, 18ª edição, Cap. I, Pág. 17) que a Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, da qual Jesus é um dos membros divinos, reuniu-se por duas vezes já, nas vizinhanças da Terra, para deliberar a respeito dos problemas relacionados com o planeta. A primeira dessas reuniões deu-se quando se decidiu da criação da Terra como mais um dos membros do sistema solar, o qual, na forma de nebulosa ignescente, destacou-se do foco central, há bilhões de anos, chegando ao que é atualmente, conforme deduções da própria ciência oficial.

Nessa augusta assembléia, Jesus fora escolhido o Governador do planeta nascente. Conta-se mais, que a segunda reunião da Colenda Comunidade acontecera quando se decidiu sobre a vinda do próprio Cordeiro Divino à Terra, pra trazer-nos, em pessoa, o seu Evangelho de Amor e Redenção, aqui vivendo a mais brilhante de todas as epopéias.

Foi assim que, sob a supervisão divina e amorável do Grande Mestre, lançaram-se os pródromos das sementes da Terra e sua futura humanidade.

Eis o que nos diz Emmanuel (obra citada, Cap. I, Pág, 21): "Sim, Ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça. Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda a parte do universo galáxico. Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir. Fez a pressão atmosférica adequada ao homem, antecipando-se ao seu nascimento no mundo, no curso dos milênios; estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera, onde se harmonizam os fenômenos elétricos da existência planetária, e edificou as usinas de ozone a 40 e a 60 quilômetros de altitude, para que filtrassem convenientemente os raios solares, manipulando-lhes a composição precisa à manutenção da vida organizada no orbe. Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura, engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias."

Época de transição "Uma nuvem de fumo vem-se formando, há muito tempo, nos horizontes da Terra cheia de indústrias de morte e destruição (...)" expressa-se o mentor espiritual de Francisco Cândido Xavier (obra cit., Pág. 110).

É chegado o momento do acerto de contas.

Não resta dúvida de que o momento é de transição e nenhuma transição se opera sem muita dor e sofrimento. É o que tem ensinado a história de todas as civilizações que transitaram na face da Terra. Sobre o momentoso assunto, a profecia é fértil e repetitiva, desde João, no Apocalipse, a não se falar no Velho Testamento. Os vaticínios do que está para acontecer e que desde há algum tempo já vem acontecendo e que se intensificará dia a dia, até o ápice, constam de inúmeros relatos em diversas obras literárias.

Além do Apocalipse (Cap. I a XXII), de Mateus (Cap. 24 e 25), de Nostradamus ("As Centúrias"), de Allan Kardec ("A Gênese" – Cap. XVII e XVIII – "O Evangelho segundo o Espiritismo"), de André Luiz ("No mundo maior" – F. C. Xavier –Cap. 2 –A preleção de Eusébio), tais advertências e predições constam dos seguintes livros do respeitável Emmanuel (psicografia de Chico Xavier), pelo que nos foi dado apurar: 1- "Há dois mil anos"- Alvoradas do Reino do Senhor; 2- "A caminho da luz"- Introdução e contexto; 3- "Emmanuel"- Fim de um ciclo planetário; 4- "Justiça Divina"- Ante os Mundos Superiores; 5- "Servidores no além"- Onde o remédio; 6- "Sentinela da luz"- Nas convulsões do século XX. Em todas essas obras, os relatos proféticos são concordantes nos pontos fundamentais.

No entanto, dada a necessidade de síntese, cingimo-nos apenas às observações de Emmanuel na obra aqui tomada por base de nossas divagações ("A caminho da luz"), com subsídios de duas outras do mesmo autor. Falando sobre o Evangelho e o Futuro (Cap. XXV – Pág. 213, 214 e 215), escreve: "(...)

Se as dolorosas expiações coletivas preludiam a época dos últimos "ais" do Apocalipse, a espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico, conduzindo-as para o bem de toda a Humanidade.

O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo neste século de declives da sua História. (...)

São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres, e os seus últimos triunfos são bem o penhor de uma reação temerária e infeliz, apressando a realização dos vaticínios sombrios que pesam sobre o seu império perecível.

Ditadores, exércitos, hegemonias econômicas, massa versáteis e inconscientes, guerras inglórias, organizações seculares, passarão com a vertigem de um pesadelo. A vitória da força é uma claridade de fogos de artifício. Toda a realidade é do Espírito e toda a paz é a do entendimento do Reino de Deus e de sua Justiça. O século que passa efetuará a divisão das ovelhas do imenso rebanho. O cajado do pastor conduzirá o sofrimento na tarefa penosa da escolha e a dor se incumbirá do trabalho – que os homens não aceitaram por amor. Uma tempestade de amarguras varrerá toda a Terra.

Os filhos da Jerusalém de todos os séculos devem chorar, contemplando essas chuvas de lágrimas e de sangue que rebentarão das nuvens pesadas de suas consciências enegrecidas.

Condenada pelas sentenças irrevogáveis de seus erros sociais e políticos, a superioridade européia desaparecerá para sempre, como a do Império Romano, entregando à América o fruto das suas experiências, com vistas à civilização do porvir.

Vive-se agora, na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos." (Destacamos)

E ainda agora, em recente advertência, através do livro "Sentinelas da luz", que veio a lume em 1990 (Ed. Cultura do Espírito União – 1ª edição –Pag. 46/55), sob o título Nas convulsões do século XX, Emmanuel perora (vide alguns fragmentos):

"(...) Amontoam-se pesadas nuvens nos céus do Oriente e do Ocidente (...) Quem impedirá a tempestade de suor e lágrimas?

Épocas de profundas aflições, dir-se-ia encontrarmos no século XX o fruto de sangue de dezesseis séculos de menosprezo à luz espiritual. (...)

Arraiga-se a injustiça, com a máscara da legalidade, nas organizações dos países mais nobres. (...)

A desconfiança e a discórdia regem as relações internacionais. Racismo tirânico perturba povos avançados. O domicílio dos homens sofrerá terríveis brechas, até que a razão se equilibre nas diretrizes do mundo. A inteligência bestial combaterá ainda a sabedoria divina por longo tempo. Não somos, pois, estranhos à tormenta de lágrimas que cobrirá a fronte dos continentes em dolorosos quadros apocalípticos.

(...) Buscando o Cristo nos templos exteriores e expulsando-O dos corações, fora temeridade espera-lo por salvador gratuito à última hora. (...)

A consciência identificada com o Mestre é o refúgio indispensável." (Destaque nosso)

E para os companheiros do Evangelho assevera: "Irmãos, entrelaçai os braços e uni corações, em torno do Caminho, da Verdade e da Vida!

Tormentas de dor rondam os castelos da vaidade humana e gênios escuros do morticínio acercam-se das moradias sem alicerces.

Os monstros que devoraram as civilizações dos persas e dos assírios, dos egípcios e dos gregos, dos romanos e dos fenícios espreitam a grandeza fantasiosa dos vossos palácios de ilusão! ...
Os oráculos que prognosticaram queda e ruína em Persépolis e Babilônia, Tebas e Atenas, Roma e Cartago prenunciam angustiados vaticínios em vossas cidades poderosas...

Polvos mortíferos do ódio e da ambição desregrada multiplicam-se no oxigênio terrestre, predizendo misérias e desolação. Trazem a fome e a peste em novos aspectos, desorganizando-vos a vida e desintegrando-vos os celeiros...

Todos vivemos tempos dramáticos de prece, espectação e vigília..."

Terceira reunião da Comunidade das Potências Angélicas do Sistema Solar Informa-nos, ainda, o amoroso mentor espiritual (obra cit.-Pag 189) que "Espíritos abnegados e esclarecidos falam-nos de uma nova reunião da Comunidade das Potências Angélicas do Sistema Solar, da qual Jesus é um dos membros divinos", a terceira que se realiza desde a formação do planeta, a fim de deliberar, mais uma vez, sobre os destinos da Terra, neste ocaso do segundo milênio.

 Aproxima-se o instante em que se pode repetir, neste recanto do Universo, o que acontecera alhures, em Capela, ou Cabra, na longínqua constelação do Cocheiro, quando uma leva imensa de capelinos fora degredada para o orbe terráqueo, então quase primitivo, vindo a formar a base de toda a evolução planetária humana, impulsionando-a de alguns séculos ou milênios sob o olhar e proteção amorosos do Nazareno, formando as principais raças-mãe: a civilização egípcia, a Índia védica, a raça hebréia e a Indo-Européia, donde adviram os latinos, os celtas, os gregos, os germanos e os eslavos.

"Que resultará desse conclave de Anjos do Infinito?", pergunta Emmanuel; e responde: "Deus o sabe." "A dor há de vir realizar a obra que não foi possível ao amor edificar por si mesmo" ("Servidores do além"- IDE, 1ª edição, 1989-Pag 20)

O Cristo, porém, é o nosso consolo e o seu grande amor o nosso asilo; suas palavras, que ainda repercutem nos refolhos de nossa alma, a nossa esperança: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos, porque virão dias em que se dirá:- Bem-aventurados os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Clamareis, então, para os montes:- Caí sobre nós! E rogareis aos outeiros:- Cobri-nos! Porque se ao madeiro verde fazem isso, que não se fará ao lenho seco?"

("Sentinelas da luz", obra cit., Pág 55). Fonte: Vide texto do subtítulo Época de Transição.



NAS  CONVULSÕES DO SÉCULO XX
Emmanuel

Não bastaram as torrentes do infortúnio que as grandes guerras do século lançaram sobre os vales do mundo.

Acordando, estremunhada, de horrível pesadelo, que perdurou por mais de dois mil dias, e embora os lares desertos, os campos talados, as arcas empobrecidas e as prisões repletas, arregimenta-se a coletividade planetária para novos embates de cegueira e destruição.

Amontoam-se pesadas nuvens nos céus do Oriente e do Ocidente...

Quem impedirá a tempestade de suor e lágrimas?!...

Época de profundas aflições, dir-se-ia encontrarmos no século XX o fruto de sangue de dezesseis séculos de menosprezo à luz espiritual.
Desde Constantino, o Cristianismo puro sofre a intromissão egoística de humanos interesses. Sempre a ofensiva das trevas contra a luz, as arremetidas do mal contra o bem.

É inegável que as instituições terrenas, não obstante constrangidas, revelam apreciáveis características de progresso.  Regressando ao cenário atual, Aristóteles, o oráculo de filósofos e teólogos, não mais aplaudiria o cativeiro, declarando o escravo "propriedade viva"; Ignácio de Loiola, o santo, a pretexto de preservar a fé, não mobilizaria os tribunais da Inquisição.

A influência do Cristianismo determinou enormes transformações na cultura  administrativa. Entretanto, a dignificação da personalidade permanece apenas esboçada.

Os aviltamentos do ódio campeiam em todos os climas. Arraiga-se a injustiça, com a máscara da legalidade, nas organizações dos países mais nobres.

Há desvarios do poder em toda parte.
Baraço e cutelo, metamorfoseados nos mais estranhos aparelhos de tortura e de morte, são ainda recursos da toga.

A desconfiança e a discórdia regem as relações internacionais.

Racismo tirânico perturba povos avançados. Conflitos ideológicos tremendos aguçam o raciocínio a soldo da ciência perversa.
E, coroando o sombrio edifício, instalou-se a guerra entre os homens, à maneira de sorvedouro infernal.

O conceito de civilização flutua ao sabor dos grupos dominantes.  Para alguns, repousa na economia ou na força; para outros, no direito exclusivista ou na liberdade de praticar o mal. E, do que podemos presumir, não está próxima a equação do inquietante problema.

Há sempre volumosos contingentes para ganhar a demanda, mas raros homens se preocupam em ganhar a harmonia.

O domicílio dos homens sofrerá terríveis brechas, até que a razão se equilibre nas diretrizes do mundo.

A inteligência bestial combaterá ainda a sabedoria divina por longo tempo.

Não somos, pois, estranhos à tormenta de lágrimas, que cobrirá a fronte dos continentes em dolorosos quadros apocalípticos.  Constituímos o fruto do que fomos, colhemos na pauta da semeadura.

Nisto não vai estima às predições de Cassandra, nem barateamento às profecias.

Buscando o Cristo nos templos exteriores e expulsando-O dos corações, fora temeridade esperá-lo por salvador gratuito à última hora.

Eis porque, à frente dos atritos formidandos dos dias que passam, apelamos para os seguidores do Evangelho, a fim de que se unam no culto à religião interior.

A consciência identificada com o Mestre é refúgio indispensável.

Se as doutrinas da força somente representam a decadência das nações, por libertarem o vandalismo, restituindo o homem à animalidade primária, é justo reconhecer que a democracia sem orientação cristã não pode conduzir-nos à concórdia desejada.  Realmente, a Revolução Francesa, que inaugurou grandes movimentos libertários do Planeta, filiava-se, no fundo, às plataformas elevadas. 

Objetivava o término das administrações inconscientes, o fim da ociosidade consagrada, a extinção de prerrogativas delituosas, o reajustamento do governo e do sacerdócio, em nome da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

 Muitos dos patrocinadores da renovação acreditaram-se movidos pelo messianismo evangélico; no entanto, esqueceram-se de que Jesus advogara a liberdade de obedecer a Deus contra o mal, a igualdade dos deveres para que o mérito marcasse a responsabilidade, e a fraternidade verdadeira, dentro da qual há mais alegria em dar que em receber.

 Conspurcada nos fundamentos, a Revolução, desbordando nos instintos sanguinários, em breve degenerou-se nas lutas napoleônicas, estabelecendo, no mundo, as guerras odiosas de povo a povo.

 Desde então, a Terra, em sua geografia política, é uma colméia desesperada, que só a cristianização da democracia poderá reajustar.

O angustioso enigma prende-se à ordem espiritual. Impraticável o erguimento do edifício sem bases. Impossível a organização de instituições respeitáveis sem sentimentos humanos dignificados.

O homem elevar-se-á com o Cristo para levantar a política até o plano do equilíbrio divino ou a política sem Cristo, seja qual for a bandeira a que se acolhe, precipitará o homem no caos.

Este - o dilema da atualidade, em que a ventania da destruição assopra de novo...

E, não obstante edificados na certeza de que tudo coopera em benefício dos que amam a Deus, das claridade de além-túmulo, repetimos para os companheiros do Evangelho:

- Irmãos, entrelaçai os braços e uni corações, em torno do Caminho, da Verdade e da Vida! Tormentas de dor rondam os castelos da vaidade humana e gênios escuros do morticínio acercam-se das moradias sem alicerces. 

Os monstros que devoraram as civilizações dos persas e dos assírios, dos egípcios e dos gregos, dos romanos e dos fenícios espreitam a grandeza fantasiosa dos vossos palácios de ilusão!... Os oráculos que prognosticaram queda e ruína em Persépolis e Babilônia, Tebas e Atenas, Roma e Cartago pronunciam angustiados vaticínios em vossas cidades poderosas...

Polvos mortíferos do ódio e da ambição desregrada multiplicam-se no oxigênio terrestre, predizendo misérias e desolação.  Trazem a fome e a peste em novos aspectos, desorganizando-vos a vida e desintegrando-vos os celeiros...

Todos vivemos tempos dramáticos de prece, expectação e vigília...

E, enquanto o aquilão da impiedade ruge destruidor, reunamo-nos na Jerusalém do íntimo santuário!...

Sigamos o Senhor na via dolorosa, como quem sabe que Ele prossegue à nossa frente, desvelando-nos o caminho da ressurreição eterna. 

Vejamo-Lo, heróico e divino, em seu apostolado de sublime renúncia, vergado à cruz de nossas fraquezas milenárias...

É natural que nossos olhos espreside aos destinos, ouçamo-Lo a dirigir-se às mulheres piedosas que se lhe ajoelhavam aos pés, na cidade santa: "Filhas de Jerusalém, não chorais por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos, porque virão dias em se dirá:

- Bem aventurados os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram!  Clamareis então para os montes: -Caí sobre nós!  E rogareis aos outeiros:

- Cobri-nos!  Porque se ao madeiro verde fazem isto, que se não fará ao lenho seco?"

(De "Sentinelas da Luz", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)



Ante os mundos superiores

Reunião pública de 21-8-61
1ª Parte, cap. III, item 11

Quando nos referirmos aos mundos superiores, recordemos que a Terra, um dia, formará entre eles, por estância divina. Atualmente, no entanto, apesar das magnificências que laureiam a civilização em todos os continentes, não podemos alhear-nos do preço que pagará pela promoção.

Sem dúvida, os campos ideológicos da vida internacional entrarão em conflitos encarniçados pelo domínio. As nuvens de ódio que se avolumam, na psicosfera do Planeta, rebentarão em tormentas arrasadoras sobre as comunidades terrestres. Contudo, as vibrações do sofrimento coletivo funcionarão por radioterapia na esfera da alma, sanando a alienação mental dos povos que sustentam as chagas da miséria, em nome da idéia de Deus, e daqueles outros que pretendem extirpá-las, banindo a idéia de Deus das próprias cogitações. Engenhos de extermínio desintegrarão os quistos raciais e as cadeias que amordaçam o pensamento, remediando as agonias econômicas da Humanidade e dissipando as correntes envenenadas do materialismo, a estender-se por afrodisíaco da irresponsabilidade moral.

*

Enunciando, porém, semelhantes verdades, é forçoso dizer que não somos profetas do belicismo, nem Cassandras do terror.

Examinamos simplesmente o quadro escuro que as nações poderosas organizaram e que lhes atormenta, hoje, os gabinetes de governança, ainda mesmo quando se esforçam por disfarçá-lo nos banquetes políticos e nos votos de paz.

E, ao fazê-lo, desejamos apenas asseverar a nossa fé positiva no grande futuro, quando o homem, superior a todas as contingências, respirar, enfim, livre dos polvos da guerra que lhe sugam as energias e lhe entornam inutilmente o sangue em esgotos de lágrimas.

*

Abrindo as estradas do espírito para essa era de luz, abracemos a charrua do suor, pela vitória do bem, seja qual seja o nosso setor de ação.

Obreiros da imortalidade, contemplaremos os habitantes da Terra a emergirem de todos os escombros com que pretendam sepultar-lhes as esperanças, elevando-se em direitura de outras plagas do Universo! E enquanto nos empenhamos, cada vez mais, em largas dívidas para com a Ciência que nos rasga horizontes e traça caminhos novos, vivamos na retidão de consciência, fiéis ao Cristo, no serviço incessante de burilamento da alma, na certeza de que, se a glorificação chega por fora, a verdadeira felicidade é obra de dentro.



ONDE  O  REMÉDIO?

Emmanuel

Meus amigos, muita paz.

Se a noite é das crianças, eu também quero fazer-me pequenino, dentro da humildade da minha posição espiritual e, de coração genuflexo com o vosso, elevo o pensamento sincero ao Senhor do Trabalho e da Seara, suplicando-Lhe Bênçãos Divinas para o vosso esforço, Bênçãos essas que muito particularmente desejo aos nossos irmãos que vieram de longe, trazendo aos companheiros da causa da Verdade e da Luz, a palavra da fraternidade e do amor.

Enquanto as ruinarias vão povoando o planeta, vítima dos mais sérios desequilíbrios, dentro da crise ideológica e moral que há muito tempo, lhe trabalha o imenso organismo social e político, estais aqui no labor educativo, o caminho primário do reerguimento humano, a estrada primordial da regeneração da vida terrestre, ansiosa de atingir as elevadas finalidades do seu alto destino.
*
Os vossos tempos refletem amargamente a angústia coletiva de todos os povos, em face dessa aluvião de escombros que prenuncia terrível para os anos próximos, como corolário de desvios e de antagonismo irreconciliáveis, tão somente criados pela mentalidade humana, dentro de seu abuso de liberdade.
*
Dores amargas se anunciam nesse paiol de abundância e de super-produção, que a inteligência da humanidade criou para a sua vida. E a verdade é que as facilidades da civilização deveriam constituir um índice soberbo de aproveitamento espiritual, por parte das criaturas, detentoras dos mais notáveis progressos científicos nos tempos modernos.

*

Entretanto, os penosos acontecimentos que se verificam nestes dias de confusão, de angustiosa expectativa, bem demonstram o contrário.
O homem da estratosfera e das profundidades submarinas; o homem da mecânica e da eletricidade, da genética e da biologia, da física e da química, da filosofia e das religiões, em voltando para dentro de si, vem encontrando a sua mentalidade obscura de há dois milênios.

*

É esse fenômeno de antagonismo evidente entre o homem físico e o homem moral, a causa da subversão de todos os valores morais que vindes constatando.

Onde o remédio? Todos os pensadores se reúnem para comentar a necessidade dos tempos. Os políticos convocam ministérios e gabinetes; os filósofos aventam teorias novas em sociologia, mas a verdade é que os cataclismos caminham no ar, sem que os poderes humanos consigam determinar-lhes a marcha.

*

Todos os corações sentem que existe algo para acontecer; aguardam angustiados uma novidade nos ares, como se sombrios vaticínios pesassem sobre a sua vida de relação e a realidade é que nem os políticos e nem os filósofos, nem os economistas e nem os sociólogos podem dirimir as profecias singulares e dolorosas, impossibilitados de recurso, desconhecendo o remédio necessário à paz coletiva e à prosperidade mundial.

*

Mas uma corrente de lutadores batalha hoje na vanguarda dos tempos. Vive desprotegida de todo amparo oficial da política administrativa, não se veste com as penas de pavão do cientificismo do século.

O tóxico do intelectualismo com todo os seus excessos perniciosos não lhe é familiar.Os trabalhadores são humildes.

Assemelham-se àqueles homens desprezados que construíram com os seus martírios e com as suas lágrimas as bases augustas do Cristianismo na civilização do Ocidente.

*

Não tem títulos, nem prerrogativas e nem sinais particularizados, mas de seus corações e de suas palavras, dimana a lição preciosa d'Aquele que reenvia ao mundo os seus verbos luminosos.

*

São os trabalhadores do Espiritismo que, de fato, começam pelo princípio, isto é, pela educação, único meio eficaz e seguro da realização almejada.
Educação no Evangelho Redivivo, na disseminação de verdades santas que as igrejas sectaristas abafam por mais de um milênio, no silêncio frio de seus calabouços, calando interesses inconfessáveis.

*

É verdade que essa falange de operários não poderá modificar a face do mundo de um dia para o outro. Não poderão esses servos da ultima hora, afastar do espírito coletivo das multidões delinqüentes, o quadro nefasto da guerra e do extermínio, criado pela sua ambição e pelo seu despotismo, longe daquele Reino de Deus que se constitui de Sua Justiça.

*

A dor há de vir realizar a obra que não foi possível ao amor edificar por si mesmo Todavia, o futuro está cheio daquela luz misericordiosa que promana do Alto para todos os corações da nova geração, dentro desse generoso labor do Espiritismo Cristão, na pedagogia renovada à luz do Evangelho do Senhor e dentro dessas edificações novas e sublimes, poder-se-á esperar o homem de amanhã, que, consciente do seu dever e da sua obrigação divina, possuirá a Terra e o Céu com os seus Infinitos Tesouros.

CALAMIDADES

CALAMIDADES

Com freqüência regular a Terra se faz visitada por catástrofes diversas que deixam rastros de sangue, luto e dor, em veemente convite à meditação dos homens.

Conseqüência natural da lei de destruição que enseja a renovação das formas e faculta a evolução dos seres, sempre conseguem produzir impactos, graças à força devastadora de que se revestem.

Cataclismos sísmicos e revoluções geológicas que irrompem voluptuosos em forma de terremotos, maremotos, erupções vulcânicas, obedecem ao impositivo das adaptações, acomodações e estruturação das diversas camadas da Terra; no seu trânsito de "mundo expiatório" para "regenerador" .

Tais desesperadores eventos impõem ao homem invigilante a necessidade da meditação e da submissão à vontade divina, do que resultam transformações morais que o incitam à elevação.

Olhados sob o ponto de vista espiritual esses flagelos destruidores têm objetivos saneadores que removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera, que o homem elimina e aspira, em contínua intoxicação.

Indubitavelmente trazem muitas aflições pelos danos que se demoram após a extinção de vidas, arrebatadas coletivamente, deixando marcas de difícil remoção, que se insculpem no caráter, na mente e nos corpos das criaturas.

Algumas outras calamidades como as pestes, os incêndios, os desastres de alto porte são resultantes do atraso moral e intelectual dos habitantes do planeta, que, no entanto, lhes constituem desafios, que de futuro podem remover ou deles precatar-se. (À véspera havia irrompido, em São Paulo, o incêndio do Edificio Joelma, que arrebatou mais de 170 vidas e revelou alguns heróis. Descrito e analisado no livro Éramos seis)

As endemias e epidemias que varriam o planeta no passado, continuamente, com danos incalculáveis, em grande parte são, hoje, capítulo superado, graças às admiráveis conquistas decorrentes da "revolução tecnológica" e da abnegação de inúmeros cientistas que se sacrificaram para a salvação das coletividades. Muitas outras que ainda constituem verdadeiras catástofres, caminham para oportunas vitórias do engenho e da perseverança humana.

Há, também, aquelas resultantes da imprevidência, da invigilância, por meio das quais o homem irresponsável se autopune, mediante os rigores dos sofrimentos decorrentes das desencarnações precipitadas, através de violentos sinistros e funestas ocorrências ...

Pareceriam desnecessárias as aflições coletivas que arrebatam justos e injustos, bons e maus, se olhados os saldos precipitadamente. Conveniente, todavia, refletir quanto à justeza das leis divinas que recorrem a métodos purificadores e liberativos, de que os infratores e defraudadores das Leis e da Ordem não se podem furtar ou evitar.

Comparsas de hediondas chacinas; grupos de vândalos que se aliciam na desordem e usurpação; maltas de inveterados agressores que se indentificam em matanças e destruições; corsários e marinhagens desvairados em acumpliciamentos para pilhagens criminosas; soldadesca mercenária, impiedosa e avassaladora, que se refestela, brutal, na inocência imolada selvagemente; incendiários contumazes de lares e celeiros, em hordas nefastas e contínuas; bandos bárbaros de exterminadores, que tudo assolam por onde passam; cúmplices e seviciadores de vítimas inermes que lhes padecem as constrições danosas; pesquisadores e cientistas impenitentes, empedernidos pelas incessantes experiências macabras de que se nutrem em agrupamentos frios; legisladores sádicos e injustos que se desforçam nas gerações débeis que esmagam; conquistadores arbitrários, carniceiros, que subjugam cidades nobres, tornando suas vítimas cadáveres insepultos, enquanto se banqueteiam em sangue e estupor; mentes vinculadas entre si por estranhas amarras de ódio, ciúme e inveja que incendeiam paixões, são reunidos novamente em vidas futuras, atravessando os portais da Imortalidade, através de resgates coletivos, como coletivamente espoliaram, destruíram, escarneceram, aniquilaram, venceram os que encontravam à frente e consideravam impedimentos à sua ferocidade e barbaria, vandalismo e estroinice, a fim de que se reajustem, no concerto Cósmico da Vida, servindo também de escarmento para os demais, que, não obstante se comovem ante as desgraças que os surpreendem, cobrando-lhes as graves dívidas, prosseguem, atônitos e desregrados, em atitudes infelizes sem que lhes hajam constituído lições valiosas, capazes de converter-se em motivo de transformação interior.

Construtores gananciosos que se fazem instrumento para cobranças negativas, maquinistas e condutores de veículos displicentes, que favorecem tragédias volumosas, homens que vendem a honradez e sabem que determinadas calamidades têm origem nas suas mentes e mãos, embora ignorados pela Justiça humana não se furtarão à Consciência Divina neles mesmos insculpida, que lhes exigirá retorno ao proscênio em que se fizeram criminosos ignorados para tornarem-se heróis, salvando outros e perecendo, como necessidade purificadora de que se alçarão, depois, à paz.

Não constituem castigos as catástrofes que chocam uns e arrebatam outros, antes significam justiça integral que se realiza.

Enquanto o egoísmo governe os grupos humanos e espalhe suas torpes sementes, em forma de presunção, de ódio, de orgulho, de indiferença à aflição do próximo, a Humanidade provará a ardência dos desesperos coletivos e das coletivas lágrimas, em chamamentos severos à identificação com o bem e o amor, à caridade e ao sacrifício.

Como há podido pela técnica superar e remover vários fatores de calamidades, pelas conquistas morais conseguirá, a pouco e pouco, suplantar as exigências transitórias de tais injunções redentoras.

Não bastassem as legítimas concessões do ajustamento espiritual, as calamidades fazem que os homens recordem o poder indômito de forças superiores que os levam a ajustar-se à sua pequenez e emular-se para o crescimento que lhes acena.

Tocados pelas dores gerais, partícipes das angústias que se abatem sobre os lares vitimados pela fúria da catástrofe, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade santificante e, desde logo, estaremos construindo a coletividade harmônica que atravessará o túmulo em paz e esperança, com os júbilos do viajor retomando ditoso à Pátria da ventura.

Joanna de Ângelis



CALAMIDADES E PROVAÇÕES

O homem desejou recursos para mais facilmente abrir estradas e a Divina Providência lhe suscitou a idéia de reunir areia à nitroglicerina, em cuja conjugação despontou a dinamite. A comunidade beneficiou-se da descoberta, no entanto, certa facção organizou com ela a bomba destruidora de existências humanas.

O homem pediu veículos que lhe fizessem vencer o espaço, ganhando tempo, e o Amparo Divino ofereceu-lhe os pensamentos necessários à construção das modernas máquinas de condução e transporte. Essas bênçãos carrearam progresso e renovação para todos os setores das aquisições planetárias, entretanto, apareceram aqueles que desrespeitam as leis do trânsito, criando processos dolorosos de sofrimento e agravando débitos e resgates, nos princípios de causa e efeito.

O homem solicitou apoio contra a solidão psicológica e a Eterna Bondade, através da ciência, lhe concedeu o telégrafo, o rádio e o televisor, aproximando as coletividades e integrando no mesmo clima de aperfeiçoamento e cultura. Apesar disso, junto desses nobres empreendimentos, surgiram aqueles que se valem de tão altos instrumentos de comunicação e solidariedade para a disseminação da discórdia e da guerra.

O homem rogou medidas contra a dor e a Compaixão Divina lhe enviou os anestésicos, favorecendo-lhe o tratamento e o reequilíbrio no campo orgânico. Ao lado dessas concessões, porém, não faltam aqueles que transformam os medicamentos da paz e da misericórdia em tóxicos de deserção e delinqüência.

O homem pediu a desintegração atômica, no intuito de senhorear mais força, a fim de comandar o progresso, e a desintegração atômica está no mundo, ignorando-se que preço pagará o Orbe Terrestre, até que essa conquista seja respeitada fora de qualquer apelo à destruição.

Como é fácil observar, Deus concede sempre ao homem as possibilidades e vantagens que a Inteligência Humana resolve requisitar à Sabedoria Divina. Por isso mesmo, as calamidades que surjam nos caminhos da evolução no mundo, não ocorrem obviamente, sob a responsabilidade de Deus.

André Luiz por
Francisco Cândido Xavier
Livro "Buscas e Acharás"
Editora IDEAL

domingo, 3 de janeiro de 2010

Passeio Socrático

Por Angelo Braz de Matos

Frei Betto, conhecido por suas posições políticas muitíssimo longe de serem ortodoxas, escreveu em sua coluna no jornal Estado de Minas, que estava andando no Morumbi Shopping em São Paulo, olhando as pessoas, as coisas e as vitrines.

Numa determinada loja, foi abordado pela gentil vendedora que foi logo atendê-lo, convidando-o a entrar e perguntou o que ele queria.

Ele, educadamente, agradeceu a gentileza e respondeu a ela:

- Eu só estou fazendo um passeio Socrático, quero nada não, obrigado.

E ela, sem entender nada ficou olhando para ele. Então, ele explicou para ela:

- Estou andando por aí, olhando nas vitrines das lojas a quantidade de coisas, objetos, roupas, produtos eletrônicos de tecnologia que existem e que não me são necessárias. Desculpe.

E seguiu seu caminho.

Nesta crônica que ele escreveu, resumida acima, ele falava do consumismo desenfreado e a forma como os pais, hoje, lidam com o seu consumismo e o dos filhos, sem conseguir controlá-los mais, principalmente os de classe média para baixo.

Para se ter uma idéia, no jornal Estado de Minas de domingo, 29 de novembro de 2009, a manchete foi:

"AS MARCAS DA OBSESSÃO: por causa da compulsão por produtos da moda, adolescentes de famílias pobres levam os pais a se endividar e chegam a roubar e se prostituir para conseguir comprar os cobiçados objetos do desejo."

Esta manchete e a matéria publicada no interior do caderno de economia do jornal é estarrecedora e mostra como "tá tudo dominado" (refrão da letra de um funk horrível), ou como todos estamos dominados por este consumo maluco que não nos satisfaz nunca.

E Frei Betto tem razão, pois este turbilhão de novidades em forma de produtos não nos são necessários, e, ao adquirirmos, pensamos que ficaremos mais felizes. Após conseguir é que percebemos que o vazio continua o mesmo - com a diferença, nos casos das classes média para baixo, que o vazio vem seguido de dívidas, pois, como o próprio Presidente Lula tem falado, "nunca houve tanta facilidade de crédito para as classes menos abastadas neste país como nos últimos anos".

Isto que o Frei Betto, inteligente e culto como é, citou em sua crônica, foi notado há séculos por Sócrates, e foi descrito pelo historiador e filósofo Diógenes Laércio, ao historiar Sócrates, conforme a seguir:

"Muitas vezes, observando a quantidade de objetos à venda, Sócrates dizia a si mesmo: Quantas coisas me são desnecessárias!" (Diógenes Laércio - século III - hitoriador e filósifo grego).

É algo que pode nos levar a pensar. E com certeza só nos fará bem.

BASTIDORES DO MEDIUNATO

O OUTRO LADO DO TRABALHO MEDIÚNICO DE CHICO XAVIER
 
Fomos a Uberaba em fins de julho p.p.,(1984) em companhia dos amigos Kátia e Armando Falconi Filho. Já havíamos contactado, através de cartas, com o nosso querido irmão Chico Xavier. Marcamos uma entrevista com ele, a fim de tratarmos do nosso novo livro.

As reuniões no Grupo Espírita da Prece transcorreram com os habituais trabalhos, mas a cada semana revestem-se de especial emoção sob as injunções dos dramas que envolvem muitos dos presentes.

No sábado, a presença do orador e médium Divaldo Franco, também um amigo muito querido, e a chegada de alguns confrades, companheiros nossos da Federação Espírita Brasileira (que juntamente com Divaldo regressavam do Curso Internacional de Preparação de Evangelizadores Espíritas da Infância e da Juventude, realizado em Brasília nos dias 22 a 26 de julho), entre os quais o nosso estimado amigo Nestor João Masotti (Vice-Presidente da USE de São Paulo), trouxeram à reunião um clima de verdadeira festa espiritual.

Chico Xavier psicografou durante mais de três horas e recebeu oito cartas de Espíritos recém-desencarnados para os familiares presentes. Psicografou também cerca de doze quadrinhas de poetas diferentes. Entre essas, uma assinada por antigo militante espírita •de Salvador, conhecido por Tio Juca, e dedicada a Divaldo. O médium baiano psicografou duas cartas de jovens e uma mensagem de Amélia Rodrigues.

Após a entrevista com Chico Xavier, realizada no domingo, retornamos a Juiz de Fora plenamente felizes pelos resultados alcançados, acima de nossas expectativas.

Dois dias depois, comparecemos à nossa habitual sessão mediúnica no C. E. «Ivon Costa».

Já quase ao final da reunião notamos a aproximação de uma entidade cuja presença captamos por diversas vezes antes de nossa ida a Uberaba. E preciso esclarecer que por quase três meses estivemos preparando o material que levaríamos para a apreciação de Chico Xavier. Durante esse tempo, vez por outra nos sentimos assediados por alguns Espíritos, que tentavam de todas as maneiras afastar-nos dos objetivos programados. Nas últimas semanas o assédio intensificou-se e várias foram as situações difíceis que tivemos de contornar e superar.

Alertados pelos Amigos Espirituais, esforçamo-nos por nos manter vigilantes e equilibrados, escorando-nos principalmente no trabalho da Doutrina e na oração.

Identificamos o Espírito como sendo o líder da equipe que nos vigiava atentamente. Mas o notamos transformado. Já não era o mesmo. Ele e seus quatro companheiros nos rodeavam, denotando, porém, que algo inusitado acontecera.

- Estou aqui, disse ele; com voz emocionada, para narrar-lhes o que nos sucedeu. Fomos designados para impedir a viagem destes três (com um gesto designou-nos).

A ordem era: «Eles não devem viajar. Pretendem levar com eles alguma coisa que não deve chegar ao seu destino. Perturbem. Atrapalhem. Impeçam.» Foi o que tentamos fazer, preparando ciladas e ocasionando confusões.


Contudo, o nosso aborrecimento era grande, pois apesar das tentativas alguma coisa mais forte os ajudava a vencer os obstáculos que criávamos.

Contrariados e até revoltados éramos obrigados a acompanhá-los a reuniões durante toda a semana, parecendo-nos que não faziam outra coisa a não ser cuidar «desse tal» de Espiritismo.

Hoje, digo isto envergonhado. Temos vergonha do mal que desejamos a todos os que estão aqui nesta sala. Não fossem aqueles que os protegem - que reconhecemos mais fortes que nós, e muita coisa poderia ter acontecido.

- Chegou finalmente o dia da viagem. Fomos com eles. Ficaram num lugar que nos pareceu muito esquisito (1). Era reunião, prece e as tais leituras todo o dia. Também escreviam muito; entretanto, só os víamos de longe, na maioria das vezes, porque as cercas elétricas (2) nos impediam maior aproximação. As coisas começaram a mudar para nós. Estávamos desanimados e não víamos mais finalidade alguma no nosso trabalho. Forças estranhas nos imantavam às preces que faziam e a eles próprios. No dia marcado, eles• foram à cidade e nós os acompanhamos, ansiosos por saber, afinal de contas, o que é que eles tanto esperavam.

- Para eles o trânsito por lá estava livre. Para nós houve sérias dificuldades. Ao chegarmos ao local havia grande multidão de «vivos», mas uma outra bem maior de «mortos».

 No nosso plano, muitos guardas cercavam a casa que irradiava uma luz muito forte. Tudo era profusamente iluminado.

A claridade era tanta que o alarido entre os nossos cessou por completo. O ambiente dava-nos uma sensação de grandiosidade que não sei explicar, embora o local humilde e simples na esfera física, o que nos tornou respeitosos.

Em meio à multidão espiritual que se acotovelava, em largo trecho nas cercanias 'da casa, numa distância equivalente à da claridade projetada, aos poucos sentimos que havia um lugar para nós, para onde fomos conduzidos.

Eu me esquecera de tudo: dos chefes e dos objetivos. Outras preocupações me dominavam.

 Nos últimos dias, inexplicavelmente, passei a me lembrar de casa, principalmente do meu filho, que havia morrido há quase 40 anos, quando contava apenas 9 anos de idade. Foi um desastre  de caminhão. Eu dirigia, e meu filho quis ir comigo.

Fiz-lhe a vontade, sem saber que seria a última. Em certo trecho da estrada o caminhão desgovernado caiu numa ribanceira. Eu me salvei, mas meu menino morreu na hora. O desespero tomou conta de mim. Julgava-me culpado. Revoltado, passei a odiar o mundo, no qual me perdi. Nunca soube dele do lado de cá. Tornei-me descrente de Deus e da vida.

O movimento no plano físico cresceu - prosseguiu ele - e me interessei em acompanhar os fatos. Coisas estranhas estavam acontecendo. Vi um homem sentado, escrevendo .• Escrevia, escrevia muito. Reparei que em torno dele as luzes eram bem mais fortes e que atrás de sua cadeira havia uma espécie de fila, formada em sua maioria por jovens. Fui compreendendo que eles escreviam cartas para os parentes da Terra, pelas mãos daquele homem que vocês chamam de médium, que eram recebidas pelos parentes emocionados.

- Meu Deus, pensei, o que é isto! E o nome de Deus surgiu em meus lábios como um grito brotado do coração. Eu também perdi meu filho e não sei onde ele está, embora esteja no mesmo plano que ele. Por quê! Por que ele morreu assim!

Olhei meus companheiros. Como eu, observavam emocionados as cenas. Cada um de nós havia perdido alguém muito amado.

Um deles me falara da filha, doente desde pequena e que morrera na primeira infância. O tempo passava. Sei que amanheceu e anoiteceu de novo (3). Já era outro dia e aquele homem escrevia ainda. Eu também queria uma carta.

Uma notícia: Sem saber como me vi igualmente numa fila, formada ao lado. Fui atendido por um dos que protegem aquele homem. Contei a minha história. Pedi notícias do filho querido. Para minha surpresa recebi uma folha de papel. Era uma carta dele! Indescritível foi a minha emoção.

 Falava de nós, de nossa casa e da nossa vida. E me disse em certo trecho:

«Papai, eu estou ao seu lado. O senhor não me vê porque escolheu o lado errado. Mude de vida, papai, e o senhor me encontrará!»

 E havia tal ternura em suas palavras que ao lê-las tive a impressão de ouvir a sua voz e de que ele estava próximo a mim. Não pensei em mais nada. Segurei a folha junto ao coração e ela era como um pedaço de luz em minhas mãos.

Juntei-me aos companheiros que, como eu, foram contemplados com notícias e orientações sobre como proceder dali em diante.

Compreendemos então a imperiosa necessidade de vir até aqui narrar-lhes essas ocorrências. E dizer-lhes que estamos enfraquecidos agora, mas felizes, e desejosos de encontrar esse novo caminho que nos leve mais depressa para junto dos entes queridos.

Calou-se a entidade. Sua emoção contagiara a todos. O doutrinador, comovido, dirigiu-lhe palavras de estímulo e conforto. Antes de se retirar o Espírito ainda disse:

- Hoje eu agradeço a vocês por nos terem levado até aquele homem - aquele homem-luz que todos chamam por Chico. Era este o nome repetido por quantos estavam ali, num plano e no outro, e lhe pediam vez para escrever. Graças a ele, ao trabalho dele, nós cinco recebemos essas notícias e compreendemos o erro em que vivemos até agora. Ainda não sei da minha vida daqui pra frente, mas meu filho disse que rogasse a Jesus para recebermos ajuda. Peço-lhes que façam isso por nós, que nos ensinem a orar.

O doutrinador fez sentida prece e a entidade retirou-se.

A COMUNICAÇÃO deixou-nos pensativos. Ela nos desvendou uma pequena parte do imenso labor espiritual que se desenvolve tendo como figura central o nosso querido Chico Xavier.

Ficamos imaginando a grandeza e complexidade dessas atividades, que na nossa acanhada percepção mal conseguimos entrever ou adivinhar.

Pensamos em Chico Xavier e nos seus mais de 50 anos de trabalho constante no campo da mediunidade com Jesus, a serviço da Doutrina Espírita.

 Quantas almas, quantos corações foram tocados pela sua bondade e abnegação!

Quantas criaturas foram orientadas e se renovaram interiormente graças ao seu exemplo, aos livros e páginas por ele psicografados!

Quantos Espíritos desorientados, sofredores, cristalizados no erro, receberam amparo, ajuda, consolo e esclarecimento em função de sua atividade constante !

A grandeza desse trabalho é imensurável.

No silêncio da reunião que se findava, agradeci a Jesus por termos entre nós alguém como Chico Xavier e roguei ao Mestre que o envolva em bênçãos e o sustente na sua edificante caminhada.
 
Fonte:  REFORMADOR, NOVEMBRO, 1984

Carlos Eduardo Cennerelli
cennerelli@terra.com.br


(1) Peirópolls - Na "VIla Cantinho Espírita". como hóspedes do bom amigo Langerton Neves da Cunha.
(2) Refere-se à protecão espiritual que cerca a VIla Espírita de PeIrópolls.
(3) ReferêncIa aos doIs dIas de reunIões públicas no Grupo Espírita da Prece, sexta-feira e sábado.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Meu Pedido de Natal...


Queridos amigos, bom dia.

 

Minha mensagem de natal este ano vai ser mais um pedido do que uma mensagem; porque quero humildemente solicitar a todos que avaliemos em nossas mentes e corações o real significado desta época de Paz e Renovação.

 

Pousemos um pouco nossas mentes atarefadas em reflexão e acompanhemos os passos daquele que veio em missão especial nos ensinar o caminho para o Pai.

 

Lembremos do perdão que Jesus nos doou, mesmo estando pregado na cruz e sangrando até a morte, com sua mãe em lágrimas aos seus pés e a turba gritando "salva-te!" em vozes repletas de ironia;

 

Lembremos da expressão de compreensão em seus olhos quando do povo que o aclamava há poucos dias, e aos quais ele havia curado feridas, doenças e almas, se ouvia em altos brados o nome "Barrabás – queremos Barrabás";

 

Lembremos de sua coragem quando sendo aprisionado por soldados em um jardim repleto de oliveiras, enfrenta a situação de cabeça erguida e coração tranqüilo e segue, pacífico e pacificador, ensinando ainda que aquele que usa de violência recebe-a de volta, pois tal é a lei;

 

Lembremos do Mestre dividindo o pão com seus semelhantes, ensinando as últimas lições ou  lavando seus pés em exemplos sublimes de fraternidade, humildade e amorosa servidão, deixando para nós a trilha de pegadas a seguir na areia de nossas vidas;

 

Lembremos da expressão em seus olhos quando, de cabeça baixa, entristecido com as ilusões do mundo, adentrava montado sobre uma jumenta na cidade de Jerusalém, aclamado por um povo escravizado que desejava um rei de lutas e exércitos, sem compreender o presente que trazia aquele mestre da paz;

 

Lembremos do amor que doava em palavras, curas e milagres espetaculares que ficaram para sempre marcados na história de todas as épocas e que chegam até nos hoje como cânticos de esperança no porvir;

 

Lembremos da sabedoria de suas palavras quando num sermão, em um monte qualquer, falou a todos que os seguiam e explicou, como ninguém, o caminho para a felicidade e o amor ao próximo;

 

Lembremos da inteligência deste homem quando, aos 12 anos, surpreendeu os sábios que passaram toda sua vida estudando as escrituras e não tinham ainda a capacidade de explicá-las com autoridade, pois Ele as vivenciava e dividia, ali, com os que não temos ainda, a sua experiência de amor;

 

Porém lembremos, especialmente nesta época, daquela mulher que acompanhou todos estes passos e conheceu todos os sentimentos de amor e de dor que uma mãe pode sentir. Lembremos da dedicação, resignação, sabedoria e força daquela que acompanhava o homem que, enquanto  todos aclamavam como "filho de Deus", era para ela "seu filho".

 

Lembremos, finalmente, da emoção que esta mulher sentiu durante os momentos em que, acolhido no seu colo de mãe, ela olhava para o bebê que buscava seu seio e pensava: Nasceu meu filho. Nasceu  Jesus!

 

E assim, seguindo estes exemplos de amor e dedicação, deixemos os sentimentos menos equilibrados de lado e permitamos que Ele nasça em nossos corações a partir de hoje e para sempre, nos preenchendo com seu amor e força para que possamos ter a inspiração para realizar um amanhã melhor.

 

Depende de nós; de cada um de nós.

 

Um natal imenso de felicidade e um Ano Novo repleto de realizações.

 

Paz com todos.



--
   João Batista Sobrinho
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

UNIVERSALIDADES

504. Podemos sempre saber o nome do nosso Espírito protetor ou anjo de guarda?
– Como quereis saber nomes que não existem para vós? Acreditais que haverá entre os Espíritos somente aqueles que conhecestes?
 
504a. Como, então, invocá-lo se não o conhecemos?
Dai-lhe o nome que quiserdes, de um Espírito Superior pelo qual tendes simpatia ou veneração; vosso Espírito protetor atenderá ao chamado; todos os bons Espíritos são irmãos e se assistem entre si.
 
Allan Kardec

 
"Há muita ajuda à vossa volta, tendes apenas de a pedir e ela virá ter convosco. Usem nomes se desejarem tais como o vosso Anjo ou Mestre favorito, porque podeis estar certos que ele receberá o vosso pedido. Permitam que a resposta se manifeste e não insistam para que isso aconteça de uma maneira especial. Podeis não saber, necessariamente, o que é melhor para vós. (...) Os vossos Guias fazem pequenos milagres para vos manter onde necessitais estar para ter as experiências que escolhestes. Por exemplo, podeis sentir que escolheram o vosso companheiro por acaso, bem Queridos, um passo tão importante na vossa vida foi completamente organizado."
 
 

 
 

domingo, 20 de dezembro de 2009

MUITO ALÉM DA FÉ

Especial
Por que ler a Bíblia é essencial para entender o mundo em que vivemos
18 de dezembro de 2009

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: 'Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!'. Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O Anjo, porém, acrescentou: 'Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado o Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim'. (...) Disse então Maria: 'Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!'. E o Anjo a deixou."
 
Extraída do Evangelho de São Lucas, a passagem acima é uma das mais belas e conhecidas daquele que é, por sua vez, o livro mais lido e célebre de todos os tempos - a Bíblia. Só nessa pequena passagem, tem-se uma síntese de uma questão que está no centro da Bíblia. Como, afinal, esse livro escrito no decorrer de mais de 1.000 anos deve ser lido? Como uma transcrição direta da palavra de Deus, segundo creem tantos? Como um livro histórico, tão somente? Ou, conforme querem outros, como uma ferramenta que grupos diversos podem manejar na busca por poder e supremacia? Seria possível imaginar que, passadas dezenas de séculos do advento desse livro, tais questões não mais teriam lugar no mundo moderno. Sucede exatamente o contrário. A religião nunca deixou de ser força motriz dos rumos da história do homem, tampouco fonte de tensão. E, na última década em especial, ela ressurgiu com efeito redobrado no centro do cenário político global. De onde ler a Bíblia - e entender como ler a Bíblia - não é nem de longe um conhecimento periférico na vida do século XXI.
 
Muitos estudiosos se dedicam a mostrar como a forma, o estilo e a escolha de palavras são decisivos no que a Bíblia diz. E mais essencial ainda é o contexto em que ela diz o que diz. O judaísmo e seu descendente (e dissidente), o cristianismo, são fundamentalmente religiões narrativas - muito mais do que qualquer outra das grandes religiões, monoteístas ou não. Vem daí muito da força e da influência sem paralelo da Bíblia sobre o pensamento de uma parcela grande da humanidade, aquela abrangida no que se costuma chamar de civilização judaico-cristã: sem que se faça aqui nenhum julgamento, de natureza alguma, sobre o papel de cada uma das religiões na história dos homens, é um fato da ciência sociopolítica que o judaísmo e o cristianismo tiveram um impacto ilimitado nos rumos dessa história.
 
Porque contam, entre todas as fés, com o mais extenso, detalhado, profundo e variegado plano jamais disposto para os seguidores de uma divindade, do surgimento do mundo ao seu fim, ou sua transmutação total no reino de Deus: a Bíblia, um conjunto vasto não apenas de ensinamentos, ditames e reflexões, mas de histórias arraigadas em nossa cultura. Para ateus e agnósticos, essa é uma razão para ler a Bíblia: para descobrir por que mesmo quem não crê compartilha a mesma herança que os que creem. É como se a Bíblia e a tradição que ela carrega fossem, enfim, o DNA da civilização ocidental: crer ou não crer corresponde àquela porcentagem infinitesimal de diferenças genéticas que nos separam - todo o resto, ou 99% dos genes, são comuns a todos nós.
 
Fonte: Veja