segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dimensões da Verdade

DIMENSÕES DA VERDADE

"O homem que sabe, compreende a relatividade das coisas que conhece e o incomensurável do que ignora. Silencia para meditar, examina para aprender melhor e, quanto mais sabe, mais se compenetra da humildade de que necessita para considerar a vida."

Joanna de Ângelis - Divaldo Franco

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Maioria dos parlamentares é contra o aborto

Terça-Feira, 20 de Outubro de 2009
 
Reportagens Especiais
20/10/2009 - 06h00
Fábio Góis
 
Maioria dos parlamentares é contra o aborto
 
Pesquisa mostra que 57% dos congressistas entrevistados são contra qualquer mudança na legislação do aborto. Um terço dos parlamentares diz pautar sua atuação legislativa por convicções religiosas

Pesquisa encomendada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) mostra que mais da metade dos parlamentares entrevistados são contrários qualquer mudança na legislação do aborto. De acordo com o levantamento, 57% dos congressistas ouvidos manifestaram-se contra qualquer tentativa de mudança na lei para permitir a interrupção da gravidez.
 
Segundo a pesquisa, 15% dos parlamentares rejeitam a prática do aborto em qualquer situação, inclusive estupro ou risco de morte para a mãe ou o feto. Apenas 1% acha que a legislação deve ser ampliada, de maneira que a interrupção voluntária de gravidez seja permitida em determinados casos. Já aqueles que apoiam a ampliação irrestrita da lei são 18%, enquanto 8% não souberam opinar.
 
A pesquisa traz ainda outro dado revelador. Segundo o Cfemea, ele explica a posição predominante entre deputados e senadores em relação ao aborto: um terço dos parlamentares diz pautar sua atuação legislativa conforme sua crença religiosa.
 
Foram consultados 321 congressistas, entre deputados e senadores: 27 mulheres (8% dos mandatários no Congresso) e 294 homens (92%), a mesma proporção entre os 594 parlamentares. O questionário foi elaborado pelo centro de estudos em 2007 e aplicado em 2008 pelo Instituto Soma. Somente agora, no entanto, os resultados estão sendo divulgados.
 
Livro
 
Os dados levantados pela pesquisa deram origem a um livro, Como os parlamentares pensam o direito das mulheres?, organizado pelas pesquisadoras Eneida Vinhaes Dutra e Soraya Fleischer, que faz parte da coleção 20 Anos de Cidadania e Feminismo, numa referência às duas décadas de criação do Cfemea. Na avaliação da entidade, o levantamento mostra o "grande distanciamento dos parlamentares em relação ao direito de livre escolha frente uma gravidez indesejada".
 
"Esse distanciamento vem se mantendo ao longo das duas últimas décadas. Quanto à ampliação para os permissivos legais para a realização da interrupção da gravidez, os parlamentares conseguem acolher a ideia apenas em situações de grave risco à saúde da mulher, e de má formação congênita incompatível com a vida ou doença fetal grave e incurável", diz trecho do livro, cedido ao Congresso em Foco pelo centro (confira a íntegra).
 
Religião e política
 
O estudo aponta que 34% dos 321 parlamentares entrevistados admitem legislar, parcial ou totalmente, conforme suas convicções religiosas particulares. Outros 60% declararam ser contra deliberar de acordo com suas crenças religiosas. A maioria dos legisladores que trabalhavam a partir de suas convicções religiosos era católica (70%) e evangélica (22%).
 
O estudo mostra que 10% dos parlamentares entrevistados declararam não professar nenhuma crença religiosa. Dos 321 ouvidos, 237 disseram ser católicos; 39, evangélicos, e seis, espíritas. A maioria é católica tanto entre os homens (75%) quanto entre as mulheres (63%) pesquisadas.
 
Segundo a entidade, os parlamentares que agem segundo suas convicções religiosas comprometem a instituição pública para a qual se elegeram ao confundirem religião e Estado, afrontando o princípio da laicidade, previsto na Constituição.
 
"Como destacado pelas autoras, a grande maioria dos parlamentares não reconhece o direito das mulheres realizarem o aborto por motivação sócio-econômica ou por livre solicitação. A luta contra o direito ao aborto e a parceria civil entre pessoas do mesmo sexo constituem bandeiras paradigmáticas das forças conservadoras e religiosas de cunho fundamentalista, que vem se organizando e fortalecendo a cada dia em todo o planeta", destaca outro trecho da publicação.
 
"Bolsa estupro"
 
A pesquisa mostra, ainda, que 64% dos entrevistados concordam com a concessão de um salário mínimo (R$ 465) para a mulher vítima de estupro que decida não interromper a gravidez até que o filho complete 18 anos. O assunto, polêmico, é objeto do Projeto de Lei 1763/07, da ex-deputada Jusmari Oliveira (PR-BA), batizado pelo movimento feminista de "Bolsa estupro". Outros 4% dos parlamentares declararam concordar parcialmente com a proposta.
 
"Toda a justificativa dos autores em defesa do projeto parte de uma imagem das mulheres como uma simples peça na engrenagem do ato sexual e da reprodução", considera o estudo.
 
A entidade faz firmes críticas à CPI do Aborto na Câmara - criada em novembro de 2008, mas até hoje não instalada na Câmara - que teria sido proposta por uma "minoria fundamentalista" de deputados que, na avaliação do centro, trabalha pelo "retrocesso" na legislação.
 
De acordo com o Cfemea, esses parlamentares se pronunciam "sempre que percebem a presença da mídia" e exercem pressão sobre seus pares. Com 210 assinaturas de adesão, a CPI teria a intenção de identificar e criminalizar "mulheres que praticam o aborto, profissionais que acolhem e cuidam de tal decisão, e organizações de mulheres que defendem o direito ao abortamento legal e seguro".
 
Além de Soraya e Eneida, outros cinco integrantes da entidade assinam a pesquisa, que é dividida em áreas de especialização: Patricia Rangel, Juliano Alessander, Natália Mori, Sarah Reis e Kauara Rodrigues. O tema do aborto foi analisado por Soraya, Kauara e Natália.
 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Deus não criou Céu e Terra, diz pesquisadora

Ciência
Deus não criou Céu e Terra, diz pesquisadora
aula Rothman, de INFO Online
Sexta-feira, 09 de outubro de 2009 - 12h26
Ciência

"No princípio, Deus criou os Céus e a Terra" seria uma afirmação incorreta de acordo com o estudo de uma pesquisadora holandesa.

Ao contrário do que possa parecer, Ellen Van de Wolde, que explicou hojesua tese na Universidade de Radbound, não é uma bióloga a favor teoria da evolução tentando argumentar contra o criacionismo.

A professora que refuta as primeiras palavras da Gênesis ensina e pesquisa o Velho testamento e textos fonte do judaísmo na universidade. Para ela, houve um erro de tradução e interpretação da Bíblia.

Após uma análise do texto original hebraico, levando em conta seu contexto, ela afirma que a palavra "bara", que é usada na primeira frase do Gênesis, não significaria "criar", mas sim "separar", de forma que o Velho Testamento começaria com: "No princípio, Deus separou os Céus da Terra".

As afirmações são polêmicas, pois, apesar de não ser contra o criacionismo em nenhum momento de sua fala, Ellen van Wolde contraria a tradição judaico-cristã de que Deus teria feito todas as coisas a partir do nada.

Na sua interpretação, o Gênesis não fala sobre o princípio absoluto do tempo, mas sim do início de um determinado ato – o que significa que o início da Bíblia não é o princípio de tudo, mas o de uma narrativa.
No ano do 200º aniversário de Charles Darwin, autor da teoria da evolução, uma especulação como essa pode aumentar os debates entre evolucionistas e criacionistas.

*Ellen van Wolde, recebeu seu doutorado em 1989 por uma análise semiótica da história do paraíso em Gênesis 2-3. Ela é membro da Royal Academy of Sciences e (KNAW) e Royal Society of Sciences da Holanda.
 
Fonte: INFO

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

As Crianças e o Espiritismo...

 


Olá, amigos!

Ultimamente tenho tido algumas conversas por email ou pessoalmente com amigos que nos procuram e, entre outros assuntos, tocamos no tema filhos. E é incrível como, na maioria das vezes nós temos uma perspectiva errônea a respeito de nossas crianças.

O Espiritismo, diferente das religiões cristãs tradicionais, compreende que a criança é mais que um ser pequeno e indefeso, muito mais que uma pessoa que vai aprender com a idade e ainda mais que um reflexo de nós mesmos em forma miniatura.


A Doutrina Espírita nos esclarece que em cada criança está um espírito que já viveu inúmeras existências antes; o espírito que habita o corpo do meu filho, por exemplo, pode ser mais antigo que o meu e também muito mais evoluído.

Temos que tirar da cabeça que somente porque a criança chega ao mundo pequena e indefesa fisicamente ela não tem uma personalidade já formada e definida; muito pelo contrário. Aquele espírito que alí se encontra tem seus valores e seu gênio próprio, e demonstra isso cada vez mais (ela chega pequena e indefesa para que os pais tenham o sentimento de cuidado e carinho ativado pelo instinto de proteção).

Já viram como tem crianças que desde muito pequenas são violentas? ou egoistas? ou gentís? ou inteligentes? Isso não é por acaso; e nem porque, como muita gente fala "puxou ao pai" ou "não roubou, herdou da mãe"...

O livro dos espíritos nos esclarece muitas coisas nas questões 203 a 210 e 379 a 385.

Estudando-o entenderemos que a criança não "herda" nem "puxa" ao pai ou à mãe, ela traz dentro de seu espírito os valores que lhe são próprios; e como a lei de atração é universal, semelhante atrai semelhante - ela encarna em um grupo que tenha o mesmo nível espiritual dela - ou seja: ela tem, no mais das vezes, os mesmos gostos e interesses dos pais porque são espíritos semelhantes em busca de evolução.

Nestas questões teremos orientações espetaculares, principalmente no tocante a responsabildade dos pais junto aos filhos: orientar e educar; perceber as inclinações do espírito que reencarna e tentar eliminar as más e ampliar as boas.

Os pais tem uma participação muito importante na evolução moral do seu filho. Nos esclarece a espiritualidade que entre o nascimento e os 7 anos de idade a criança está mais aberta às influências dos pais, pois o seu espírito está ainda se ajustando a nova fase de encarnado.

É neste período de os pais podem trabalhar com mais sucesso a educação moral que desejam dar ao seu filho (alguém aí já se perguntou como é importante a educação moral de seu filho? Como é importante ensiná-lo a ser caridoso, paciente, humilde, bom, respeitoso?)e isso pode ser conseguido incentivando os bons sentimentos e mostrando que os maus sentimentos são prejudiciais a ele mesmo e ao próximo.

Infelizmente muitos de nós não aproveitamos esta oportunidade e depois nos arrependemos amargamente.

Devido ao corre-corre de hoje em dia temos cada vem menos tempo com os nossos filhos e por isso achamos que estaremos fazendo um mal quando negamos algo a ele ou quando direcionamos seu mau comportamento para um bom comportamento; grande engano o nosso.


Amar não é permitir tudo que o ser amado quer; amar é cuidar para que o ser amado consiga ser feliz; e muitas vezes o amor dos pais passa por momentos de orientação aos filhos, mesmo que nestes momentos existam lágrimas.

Precisamos compreender, afinal, que as crianças são espíritos antigos e que provavelmente já conviveram conosco em outras existencias; que necessitam de nosso amor, carinho e compreensão mas também de nossa orientação séria e segura; que neles podemos plantar as sementes de um futuro melhor, dependendo dos valores que ensinemos a eles.

Agradeço a Deus diariamente por ele ter me enviado uma esposa maravilhosa que me auxiliar a tentar educar nosso filho da melhor maneira possíveo; bem como agradeço também por termos recebido um espírito tão carinhoso e especial como filho; foi um enorme presente que Deus nos entregou para tomarmos conta.


Peço a Deus que tenhamos todos a capacidade necessária para criar um mundo melhor para nossos filhos; mas que também tenhamos a sabedoria de "criar filhos melhores para o nosso mundo".

Um feliz dia das crianças e muita Paz para todos.



   João Batista Sobrinho
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

CONFIRMAÇÃO

"Caro Ramon, sinceramente, jamais pensei numa coisa dessas.  Lembro que ao assistir ao longa Bezerra de Menezes - Diário de um espírito, as ideias por ele defendidas no começo eram muito mal-vistas, pois o Espiritismo era tido como "religião das almas penadas". Mas se pudermos conciliar religião e ciência, veremos que entre elas até que há uma relação lógica. Mas continuo sem entender o que é essa matéria escura e onde ela se encontra no Universo. Abraços, Angelus Melo."
 

 
Olá, Angelus!
 
Quanto à Ciência e Religião, são duas irmãs que não viviam separadas desde o início. Os sábios da antiguidade, como Sócrates, Platão e Aristóteles se dedicavam a ambas, sem fazer qualquer distinção ou oposição entre as duas. Porém, como não dispunham de nenhum instrumento de pesquisa além da razão, limitavam-se a observar a natureza a olho nu e colecionar afirmações subjetivas sobre Deus, a alma, a matéria e o funcionamento do universo.
 
Muito tempo depois, surgiu Galileu, e com a ajuda de diversos instrumentos já disponíveis na época (alguns aperfeiçoados por ele, como o telescópio), inaugurou o método científico como o conhecemos hoje, baseado na experimentação. Com isso, conseguiu comprovar (e não apenas afirmar, como faziam os sábios da antiguidade) diversos fenômenos da natureza, antes apenas imaginados. Como suas descobertas contrariavam as afirmações da ciência clássica, adotadas há séculos pela Igraja Católica, foi levado a julgamento no Tribunal da Santa Inquisição, onde se viu obrigado a negar suas descobertas para poupar sua vida. Este episódio, conhecido como Processo de Galileu, foi que decretou a separação entre fé e conhecimento, ciência e religião.
 
O Espiritismo é uma filosofia que propõe justamente a re-uinião das duas, para investigar as leis naturais e extrair delas implicações morais para a vida.
 
Porém, a ciência oficial, à medida que avança na compreenção da natureza, vai descobrindo estas mesmas leis e mapeando nosso lugar no contexto do universo. Em outras palavras, é a própria ciência leiga que confirmará, sem pretender, diversos aspectos da fé, que por tanto tempo se esforçou em combater. Assim, a existência de Deus, da alma, da reencarnação e da diversidades de mundos habitados, hoje temas limitados ao conjunto de crenças de várias religiões (não apenas do Espiritismo), deixarão de ser questões de fé para se tornarem fatos científicos comprovados, como a existência do átomo, por exemplo.
 
Quanto a você não "entender o que é essa matéria escura e onde ela se encontra no Universo", não se sinta tão isolado neste sentido, pois nem mesmo o grupo de físicos que iniciou a pequisa sabe ao certo do que se trata, embora não tenha mais dúvidas sobre sua existência, como afirmado por eles próprios no artigo que te enviei.
 
Aquele abraço!
 
Ramon de Andrade
raesa@ig.com.br
Palmares-PE
 

 
Ciência
MIT busca pela misteriosa matéria escura
 
Paula Rothman, de INFO Online
Sexta-feira, 02 de outubro de 2009 - 10h13

Há três anos, a Dra Jocelyn Monroe começou a trabalhar em um projeto para encontrar algo que nem ela sabe dizer ao certo o que é – ou se existe de fato.
 
Em um laboratório do Massachusetts Institute of Technoly (MIT), ela e outros dezesseis colegas criaram um detector de partículas para registrar a existência da misteriosa matéria escura.
 
"Ninguém sabe exatamente o que ela é", explica Jocelyn. "O que sabemos é que ela possui interação gravitacional. Vemos sua influência nas galáxias, portanto sabemos que ela é matéria, mas que não possui luz".
 
A matéria escura explica coisas que não podemos ver mas sabemos que estão lá. As galáxias em espiral, por exemplo, geram tanta força centrípeta que seriam arrebentadas não fosse a gravidade existente nelas. No entanto, elas não possuem matéria visível o suficiente para produzir a gravidade necessária – levando à conclusão de que há algo invisível, mas com massa.
 
(...)
"Esperamos ter algum resultado em um ano", diz Jocelyn. "Sei que parece um conceito complicado – e é – mas pense que a matéria escura ainda é bem mais simples que a energia escura. Além disso, compreendê-la é fundamental para sabermos melhor quem somos", conclui a pesquisadora.
 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CONFIRMAÇÃO

"Não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos." ESPÍRITO E MATÉRIA, Itens 22, 27 e 36 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Paris, 1857"

"Ciência: MIT busca pela misteriosa matéria escura - Sexta-feira, 02 de outubro de 2009 - 10h13"

"Poxa!! Será que o espiritimos é a doutrina mais evoluída? Ou isto é uma mera conhecidência? Por isso que até hoje continuo sendo espirita. Matheus Sobral"


 
Fala, Pacheco!
 
Coincidência, não! Confirmação. O Livro dos Espíritos antecipou muita coisa que somente agora  a gente vai começar a entender. E olha que várias vezes no livro os espíritos disseram que não poderiam ir muito longe nas explicações, pra não acabar confindindo mais do que esclarecendo. Ou seja, ele "pegaram leve" com a gente, rapaz!
 
Tem muita coisa alí, dita com as palavras da época (1857) e que a ciência só agora começou a desvendar, com outros nomes, claro! Por isso, o que no livro foi chamado de "fluido cósmico universal", a ciência está chamando de "matéria escura". Esse termo "escura" não se refere à cor dessa matéria, mas ao fato de que ela existe e não pode ser vista, como a gente não consegue ver os objetos de uma sala no escuro, entende. Ou seja, a gente sabe que o objeto está na sala, porque pode tocar nele, mas não pode vê-lo. Por isso, essa substância foi batizada de matéria escura, pois já percebemos (por dedução) que ela existe, mas ainda não conseguimos identificá-la; que é justamente o que esta equipe de cientistas do MIT estão tentando fazer agora.
 
Ainda assim, o Espiritismo nunca será "a maior religião do mundo", pois, como religião, é apenas uma ramificação do cristianismo, que jamais será aceito por todos os povos do planeta, por questões culturais. Mas a intenção não é esta mesmo, e esse título de "o maior do mundo" só tem implicação política e não garante nada em termos de fé nem de fraternidade, pois se fosse assim as maiores religiões do planeta já teriam realizado a paz mundial... e a gente sabe que não chegaram nem perto disso.

As idéias espíritas, estas sim, por pertencerem à natureza e não à cultura, ganharão o mundo e farão parte do conhecimento de todos os povos, assim como o conhecimento de que a terra gira em torno do sol é aceito em todo o mundo, mas não há uma religião mundial dos seguidores de Galileu.

Daqui pra frente, a ciência confirmará a passos largos os princípios espíritas (existência de Deus, imortalidade da alma, comunicação com os espíritos, diversidade dos planetas habitados e a reencarnação), sem sequer se darem conta, talvez, de que são conceitos espíritas, e sem fazerem propaganda de nenhuma religião.
 
Aliás, na era da informação, o troféu de Pai da Idéia está perdendo a importância, pois cada vez mais TODOS são donos de TUDO, por causa da crescente facilidade de acesso ao conhecimento. Todo dia a gente acende a lâmpada várias vezes, sem agradecer a Thomas Edson; faz um monte de telefonemas, sem agradecer a Grahan Bell; descobre um bocado de coisa interessante no Google, mesmo digitando herrado :-D e ainda recebe por e-mail uma penca de mensagens legais de um tal de Autor Desconhecido. A essa altura e velocidade, pouco importa o nome de quem inventou/criou/descobriu alguma coisa... contanto que funcione! :-D
 
Aquele abraço!
 
Ramon de Andrade
raesa@ig.com.br
Palmares-PE

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ESPÍRITO E MATÉRIA

(...) a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que  nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria."
 
(...) ao  elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, (...) ele se distingue deste por propriedades especiais. (...). Está colocado entre o espírito e a matéria; (...) Esse fluido universal (...) é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
 
"Não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos."
 
ESPÍRITO E MATÉRIA
Itens 22, 27 e 36
O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Paris, 1857


 
Ciência
MIT busca pela misteriosa matéria escura
 
Paula Rothman, de INFO Online
Sexta-feira, 02 de outubro de 2009 - 10h13
 
SÃO PAULO – Há três anos, a Dra Jocelyn Monroe (Foto>>) começou a trabalhar em um projeto para encontrar algo que nem ela sabe dizer ao certo o que é – ou se existe de fato.
 
Em um laboratório do Massachusetts Institute of Technoly (MIT), ela e outros dezesseis colegas criaram um detector de partículas para registrar a existência da misteriosa matéria escura.
 
"Ninguém sabe exatamente o que ela é", explica Jocelyn. "O que sabemos é que ela possui interação gravitacional. Vemos sua influência nas galáxias, portanto sabemos que ela é matéria, mas que não possui luz".
 
A matéria escura explica coisas que não podemos ver mas sabemos que estão lá. As galáxias em espiral, por exemplo, geram tanta força centrípeta que seriam arrebentadas não fosse a gravidade existente nelas. No entanto, elas não possuem matéria visível o suficiente para produzir a gravidade necessária – levando à conclusão de que há algo invisível, mas com massa.
 
Esse tipo de partícula constitui mais de 20% de todo o universo – o que pode parecer pouco, mas pense que a matéria visível (aquilo de que somos feitos, elétrons, prótons, nêutrons) representa apenas 4% de tudo o que existe no cosmos. "O restante é algo ainda mais complicado, conhecido como energia escura", diz Jocelyn.
 
O primeiro a propor a existência da matéria escura foi o pesquisador Fritz Zwicky, da Caltech, na década de 1930.  Ele tentava explicar porque a quantidade de luz vinda das estrelas de um cluster chamado Coma era cerca de 100 vezes menos do que o esperado pela sua massa.
 
Desde então, muitos grupos ao redor do mundo estão buscando uma maneira de detectá-la. Alguns experimentos procuram evidencias indiretas medindo os raios gama emitidos quando ela decai. Outros tentam capturar os rastros eletrônicos que devem ser deixados para traz quando ela colide com outras partículas.
 
É exatamente esta a pesquisa da Dra Jocelyn. Em apenas alguns meses, ela e sua equipe iniciam os testes com o Dark Matter Time Projection Chamber, um detector enterrado a quase 500 metros em Carlsbad, Novo México.
 
"Usamos um método de detecção direta, por meio da colisão, mas nosso detector é passivo: sentamos e esperamos pela matéria negra", explica Jocelyn. "Já o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na Suíça, também conhecido como Acelerador de Partículas) tem, como um dos objetivos, produzir essa partículas. É uma abordagem diferente para responder a mesma pergunta: qual é a natureza da matéria negra?", diz a pesquisadora.
 
Caminhando contra o vento
 
As partículas que a equipe do MIT quer detectar são chamadas de WIMPs (weakly interacting massive particles). Elas são parte do que constitui a matéria negra e seriam 100 vezes mais pesada que um próton.
 
Como o próprio nome em inglês diz, elas possuem interação extremamente fraca com a matéria comum. Normalmente, as WIMPs passam por ela sem nenhuma interação – em uma garrafa de dois litros de refrigerante, por exemplo, haveria apenas 10 WIPMS e, em um ano, apenas uma delas interagiria com matéria.
 
O método da Dra Jocelyn se baseia na previsão de que as partículas vindas do espaço devem chegar à Terra a um ângulo específico - e o detector foi projetado para procurar o chamado "vento" de matéria escura.
 
Ele é formado por causa do movimento da Via Láctea. Da mesma forma que sentimos um vento quando andamos de bicicleta, há uma "brisa" em direção à Terra de matéria escura – porque nós estamos nos movendo, e ela não.
 
O vento vem da direção da Constelação de Cygnus, que muda sua posição em relação à Terra a cada 12 horas. Comparando quais partículas chegam desses ângulos, os pesquisadores distinguem o que é matéria escura.
 
Para garantir que as interações observadas sejam mesmo matéria escura, e não colisões de nêutrons – que ocorrem com muito mais freqüência e produzem uma assinatura similar no detector – os físicos criaram um segundo aparelho. Projetado para captar somente colisões de nêutrons, ele será colocado ao lado do detector original, assim, as partículas que aparecerem em ambos serão descartadas.
 
"Esperamos ter algum resultado em um ano", diz Jocelyn. "Sei que parece um conceito complicado – e é – mas pense que a matéria escura ainda é bem mais simples que a energia escura. Além disso, compreendê-la é fundamental para sabermos melhor quem somos", conclui a pesquisadora.
 

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A responsabilidade do "irmão"

 


Acredito que a maioria das pessoas que acessam o blog ou que escutam minhas palestras já perceberam que quase nunca (99,99% das vezes) utilizo a expressão "meu irmão" ou "minha irmã".

Não que isso seja obrigatório dentro do espiritismo, nem que se faça regra de bem viver para as participações em palestras e seminários; tanto que normalmente utilizo a expressões "amigos" e "queridos amigos" com o mesmo sentido e sem prejuízo algum ao bom andamento dos trabalhos e da mensagem.

É de se lembrar ainda que na codificação espírita Allan Kardec também não utiliza estas expressões para com os espíritos, chamando-os de amigos ou pelo nome; e que estas expressões apenas foram incorporadas ao espiritismo mais tarde, pela adesão de pessoas das religiões tradicionais, notadamente aqui no Brasil.

Também não estou dizendo que nunca utilizo esta expressão, ou que nunca utilizarei; pelo contrário - existem determinadas pessoas a quem me refiro com muito carinho como "meu irmão" ou "minha irmã". Até porque o Espiritismo Cristão é a expressão viva da vivência do Cristo, que nos chamava a todos de irmãos e irmãs, nos demonstrando pelo exemplo a fraternidade universal que deve nortear os nossos passos.

Quando declaro que raramente utilizo estas expressões é simplesmente porque: não me sinto ainda(porque ainda sou cheio de defeitos)a altura de assumir o compromisso de chamar o próximo de irmão, sem realmente estar pronto para agir como se assim o fosse.


Porque, na minha opinião, é isso que significa chamar ao próximo de "meu irmão" - estar preparado para amar o próximo (qualquer próximo) incondicionalmente; e assim compreender, perdoar, dividir, respeitar, não mentir ou omitir, não denegrir sua imagem com maus comentários, etc.

Para mim esta palavra irmão está repleta de uma responsabilidade tão grande - e representa um compromisso tão intenso - que não me sinto preparado para utilizá-la.

Há algum tempo eu vinha querendo fazer um post sobre isso, mas somente me decidí em uma palestra recente de um grande e querido amigo; eu o abracei quando nos encontramos e disse "meu amigo..." e ele me retornou "meu irmão..." - na hora veio na minha cabeça este pensamento e a certeza que ele realmente estava sentindo aquela palavra, tenho segurança absoluta disso. E ví que, naquele caso, eu também poderia utilizar esta expressão sem medo. Foi muito bom constatar isso.

Eu sempre busco ser muito coerente no que falo; e procuro demonstrar nos meus atos as minhas palavras e pensamentos. Vejo a todos os momentos no nosso dia a dia, no nosso trabalho, na nossa família, na nossa religião - em diversos aspectos - as pessoas utilizando esta palavra tão pequena e simples "irmão"; mas que na maioria das vezes não atentam para o que ela realmente significa.

Ser irmão na carne já é um laço forte; ser irmão em Cristo é milhares de vezes mais forte; já imaginaram?

E mesmo assim vemos exemplos de pessoas de diversas religiões que falam "meu irmão" mas não agem ou pensam desta forma.

É isso que eu desejo evitar - esta hipocrisia de falar uma coisa, pensar outra, sentir nenhum das duas e seguir sem sinceridade no coração.

Seja nosso falar "sim, sim. Não, não" nos ensinou Jesus; para que não tivéssemos que nos preocupar com as considerações sobre nossa seriedade e nossa coerência.

Quando eu estiver pronto para chamar a todos de meus irmãos eu chamarei; por enquando vou utilizando apenas para os que eu já consigo e todos os outros serão meus amigos nos estudos e ensinamentos do Cristo.

Muita paz a todos.

João Batista Sobrinho
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nova Rádio Espírita Online


Queridos amigos, muito bom Dia!!!

É com imensa alegria que o www.bomespirito.com anuncia (agora oficialmente) a mais nova Rádio Espírita Online:

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Enriqueça seu espírito, estude e aprenda com mais de 300 horas de:

Músicas de cunho espírita e espiritualista;
Mensagens de paz, amor, consolação e esperança;
Palestras completas de diversos expositores;
Programas de rádio abordando assuntos diversos e esclarecedores;
Entrevistas com diversos espíritas brasileiros;
Audio-livros completos para "LER" escutando; e
Músicas e audios de meditação para relaxar; entre muitos outros.

Todos disponíveis online e preparados para escutar diretamente no seu micro, sem precisar baixar ou instalar nada!

Espero que todos possam aproveitar e apreciar esta nova opção de divulgação da Doutrina Espírita.

Acessem e divulgem a vontade: www.radiobomespirito.com
Foi feito com muito carinho para todos vocês!

Muita paz a todos.
 
 
 
João Batista Sobrinho
 






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musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Vírus sob a ótica Espírita

 

Explicações de Marlene Nobre, presidenta das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional

 

"Infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico" (Marlene Nobre)

 

Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. Marlene Nobre, presidenta das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, explica porque a falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico pode causar certas doenças.

 

P. – Do ponto de vista espiritual, como interpretar os casos de morte por gripe suína?

Marlene – As pessoas que desencarnam com a gripe suína estão passando por provas necessárias ao aperfeiçoamento de seus espíritos, da mesma forma que aqueles que são vitimados pela gripe comum. Devido a ações cometidas em vidas passadas, as pessoas renascem com a predisposição para determinadas doenças infecciosas, como, por exemplo, a causada por esse novo tipo de vírus. Por meio da doença, expiam as faltas cometidas, obedecendo à lei de causa e efeito.

 

P. – Por que algumas pessoas são mais predispostas a determinadas infecções que outras?

Marlene – Segundo a ótica espírita, quando analisamos as infecções e as predisposições mórbidas, sejam elas quais forem, é preciso buscar na alma as raízes das doenças. A mente humana, comandada pela alma, pode gerar tanto as forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células do organismo físico quanto os raios magnéticos de alto poder destrutivo que as aniquilarão. E o desequilíbrio da mente resulta do complexo de culpa, que reponta naturalmente na consciência da pessoa toda vez que ela transgride a Lei Divina, que é Misericórdia e Amor. As forças mentais desequilibradas, por sua vez, lesam o perispírito ou corpo espiritual, em certas áreas, decretando a fragilidade do corpo físico em relação a certas infecções ou doenças. Assim, conforme sejam as disfunções do perispírito, determinadas zonas do organismo ficam mais vulneráveis, tornando-se passíveis de invasão microbiana.

Desse modo, há pessoas que ficam propensas às mais diversas infecções, como é o caso da tuberculose, da hanseníase, da amebíase, da endocardite bacteriana, a da gripe suína, entre outras. Na verdade, essas infecções surgem como fenômenos secundários, porque já existem as zonas de predisposição à doença por falta de interação equilibrada entre o corpo espiritual e o físico.

Assim, para a Medicina Espiritual, os germes patogênicos são uma ocorrência secundária. O verdadeiro desequilíbrio nasce na mente, porque, ao lesarmos os outros, lesamos primeiramente a nossa própria alma. Por meio da doença e do sofrimento, conseguimos o reajuste, porque expelimos os resíduos do mal que implantamos na vida ou no corpo dos nossos semelhantes.

 

 

P. – Mesmo trazendo essa predisposição, a gente não pode se livrar da infecção?

Marlene – É claro que pode. Como diz Emmanuel, é na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. Tudo vai depender da atitude mental da pessoa em relação à doença. Ela não pode aceitar a própria decadência moral, para não acabar na posição de excelente incubadora de bactérias e sintomas mórbidos.

Para recuperar-se, é preciso que se integre à corrente positiva da vida, cultivando a humildade e a paciência, o espírito de serviço e o devotamento ao bem. Somente assim assimilará as correntes benéficas do Amor Divino que circulam, incessantes, em favor de todas as criaturas.

Como afirma o pneumologista Paulo Zimermann Teixeira, orientador do programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, "as doenças respiratórias ocorrem em perispíritos alterados que induzem o corpo físico a ficar suscetível aos diferentes agentes biológicos, físicos e químicos que, dependendo da capacidade de autodefesa ou autoagressão, desenvolvem alguma doença respiratória. Caso haja retificação do pensamento, o caráter evolutivo se modifica. Caso contrário, novas doenças ocorrerão nos reencarnes sucessivos, pois o perispírito permanece alterado".

 

P. – Qual o melhor meio de se combater a fragilidade orgânica?

Marlene – Não se pode esquecer que somente o bem constante gera o bem constante. Quer dizer, somente o amparo aos outros cria amparo a nós próprios. No futuro, além de vacinas e medicamentos, teremos o apoio efetivo à mente humana, para que consiga superar, através do trabalho construtivo, o próprio remorso. É imprescindível reconhecer que os princípios de Jesus devem ser seguidos, para afastar de vez animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza. Somente assim conquistaremos simplicidade e humildade, virtudes essenciais para alcançarmos a imunologia perfeita tanto para o corpo físico quanto para o espiritual.

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