quinta-feira, 25 de junho de 2009

Observações sobre o Sermão Profético de Jesus

Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo:

"Necessito desta informação p/ fazer comentarios na reunião de amanhã (estudos bíblicos), na Casa da Prece Alberto...MG: Mateus cap.24 vers. 29 a 31, pela otica espirita"?

-----

Para facilitar a nossa compreensão transcrevo abaixo os verículos do capítulo citado:

"29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus."


-----

Prezada _____________, bom dia.

Desculpe não responder o seu questionamento em tempo hábil, mas somente hoje estive com acesso à internet e pude verificar o seu email. De qualquer forma segue abaixo um breve comentário sobre a passagem que você nos indica.

Não somente estes versículos, mas todo o capítulo 24 de Mateus nos fala de um dos sermões que Jesus haveria deixado para a posteridade; este texto foi chamado de "sermão profético" pois que nos traz previsões e profecias para o futuro da humanidade e dos seguidores do Cristo.


É de se entender que a linguagem utilizada por Jesus para transmitir esta mensagem é a linguagem adequada para um povo ainda primitivo e simplista, que tinha como imediatas as "recompensas" ou "punições" de um Deus ao qual temia; por este motivo Jesus deixa sua mensagem pautada em simbolos fortes e expressivos, marcantes pelo medo que poderão incutir no coração daqueles que os escutam, estratégia esta que era completamente plausível e em concordância com a sociedade da época.

Talvez hoje o Mestre, caso estivesse encarnado entre nós, trouxesse a mesma mensagem utilizando-se de palavras mais brandas, que despertassem mais a consciencia do que o sentimento de medo, como forma de evitar atitudes erradas, mas este não é o caso agora.

Sem sombra de dúvida que Jesus falava sobre um momento que ele sabia que viria e sobre o qual queria nos deixar esclarecidos: o da transição planetária; ou seja: o momento em que os espíritos menos compatíveis com o nível espiritual da terra serão levados a orbes em que suas energias estarão mais integradas com a natureza do planeta.

Sabemos que a terra está passando por uma depuração e que o seu nível emergético/espiritual está sendo gradualmente depurado; estão aportando em nosso orbe espíritos mais adiantados que vem nos auxiliar a obter mais esclarecimentos e nos melhorarmos; bem como também estão sendo enviados à orbes mais primitivos os espíritos que ainda estão em estágios menos evoluídos; visando efetuar uma "limpeza" na aura energética do planeta.

Algumas religiões e culturas, antigas e atuais, se referem a este evento como algo cataclísmico, outras como um final de período, outras ainda como uma passagem por uma época de luz, e outros chegam até a dizer aproximadamente o número de espíritos que irão desencarnar e os que irão permanecer na terra.

Muitos tem como certa a passagem de um grande astro(planeta, estrela ou cometa) que irá modificar de forma radical o modo como vivemos na terra, significando uma transformação no homem. Vários atribuem a este evento terremotos, maremotos, inundações, fome, pragas e diversas outras calamidades que têm como objetivo o desencarne daqueles que deverão ser "expurgados" do planeta.

Porém em todas elas temos uma coisa em comum: um chamado para darmos mais valor às coisas do espírito enquanto temos tempo ainda.

Desta forma, se fizermos uma analogia com as palavras contidas no sermão profético veremos que é exatamente o que Jesus nos diz, porém de uma forma que está adaptada ao modo de ver e entender dos Hebreus daquela época.

As simbologias tipo: a ceifa do joio e do trigo, os falsos profetas, o sinal no céu, a escuridão do sol e da lua, os anjos vindo ajuntar os escolhidos e vários outros; são modos figurativos de representar a separação dos espíritos evangelizados daqueles ainda em maldade, as pessoas que se aproveitam dos ensinamentos de Jesus para criar sofismas e enganar multidões para o seu próprio proveito, o final do tempo dos ensinamentos evangélicos representando a luz em nossas vida, os escolhidos são os que "escolhem" seguir verdadeiramente ao Cristo e Seus preceitos, respectivamente.

A Doutrina Espírita, como representante das palavras e ensinamentos de Jesus, nos traz, através de seus livros e ensinamentos, as ferramentas para que possamos construir a escada que nos levará para acima destas situações de sofrimento; fazendo uma analogia com o mesmo capítulo 24, para acima dos montes e dos telhados.

Allan Kardec nos fala deste período, em "O Evangelho Segundo o Eespíritismo" capítulo 1 ponto 10, quando nos diz que "A revolução que se apresenta é antes moral do que material"; ou seja: ele coloca a modificação planetária mais como uma mudança no coração dos homens que no seio do planeta; e, plenamente de acordo com os ensinamentos de Jesus, nos traz através do Espiritismo o conhecimento e os ensinamentos para que busquemos nos melhorar cada vez mais.

Esta melhora que tentamos implementar em nós mesmos é a resposta para os medos que temos da morte e das formas como ela possa vir a acontecer. A morte é uma ocorrência natural da vida, tudo que está vivo na carne um dia morre na carne; O espiritismo nos ensina que devemos nos preocupar, realmente, com o que levamos em nosso íntimo para o além desta vida. Pois é neste mundo espiritual que encontraremos a verdadeira paz ou o verdadeiro sofrimento; de acordo com o que tenhamos em nosso coração.

Desta forma, não devemos interpretar as palavras do Mestre pela letra e sim pelo espírito; lembrando as palavras do Apóstolo Paulo "pois a letra mata e o espírito vivifica"; Se buscarmos literalmente no sermão profético, bem como no apocalipse ou outros textos, não encontraremos a verdade, além daquela que pode ser distorcida pelos homens em todos os tempos; mas se buscarmos o verdadeiro sentido dos ensinamentos de Jesus, aquele que serve para todos os povos de todos os tempos, estaremos seguindo a moral cristã do respeito e do amor a Deus e ao Próximo; e isto certamente só nos trará o bem.

Espero ter sido de alguma ajuda.

Muita paz para você.

João Batista Sobrinho


--
----------------------------------------------------
Não esqueça de visitar nem divulgar:

http://www.bomespirito.com

musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

APENAS CRIANÇAS

"Oi Ramon, (...) eu li com atenção todo aquele artigo sobre a criança índigo, achei curioso. Nunca vi aquilo em minha vida. De certa forma se enquadra com meu amigo Ângelus. Principalmente essa questão de ser sociável. Algo que ao meu ver ele não me parece ser muito. Mas acredito que com os familiares, alguns amigos e comigo ele tem uma enorme simpatia."

Oi, Meg. Indiquei o artigo da Wikipédia por não ter outro melhor à mão no momento. Mas esse artigo não traduz precisamente a comparação que fiz com Ângelus. Os índigos, resumidamente, são espíritos que estão encarnando na Terra vindos de outros lugares do Universo, trazendo novos conceitos e valores aprendidos em suas origens, para ajudar no progresso de nossa civilização. Não são anjos, nem espíritos perfeitos. Também não são necessariamente espíritos superiores. Apenas almas mais experientes em valores que precisamos consolidar em nosso planetinha azul, como cidadania ambiental, planetária e cósmica, além de um senso crítico, moral e ético mais aprimorados (o nosso anda meio cambaleante mesmo, né :-). E não estão aqui apenas prestando serviço, mas desenvolvendo em si próprios outras virtudes, como paciência, resignação, disciplina e outras em que eles também ainda não avançaram.
 
No caso de Ângelus, sobressai a espiritualidade incomum em alguém tão jovem, que se expressa inclusive nos temas que ele escolhe para seus livros. A maioria das pessoas precisa de muito tempo para atingir esse grau de sensibilidade que ele já traz do berço (na verdade, de antes do berço!). Esse é um dos diversos tipos de contribuição trazidos pelos índigos, neste caso ajudando a humanidade a se reaproximar de sua natureza espiritual.
 
Não se trata de um conceito espírita. O tema vem sendo desenvolvido desde a década de 70 por alguns pesquisadores do comportamento infantil, que perceberam características marcantes em crianças nascidas a partir daquela época. Eles idendificaram estas diferenças, mas não sabiam explicar suas causas, e classificaram de modo generico estas crianças como "hiperativas", pois um traço comum entre elas era a dificuldade de concentração.
 
Como a ciência não se propunha a explicar "a origem" do que havia descoberto, os espiritualistas se apropriaram do tema e ofereceram a tese que resumi acima (que pessoalmente acho interessante). Neste caso, a hiperatividade apresentada pela maior patre dessas crianças se deveria a sua dificuldade de adaptação (ou mesmo rejeição) aos padrões mentais e culturais vigentes em nosso planeta, como o sequitarismo, a aceitação passiva de regras impostas e os modelos educacionais verticalizados.
 
O espiritismo, embora reconheça a possibilidade, não se interessou pelo debate, pois propõe que os espíritos não são originários de lugares específicos do universo, mas habitam qualquer parte, de acordo com sua necessidade de vivenciar determinadas experiências; assim como nós passamos por diversas escolas ao longo de nossa vida estudantil, sem pertencer a nenhuma.
 
A tese dos índigos gerou muito alvoroço, especialmente entre alguns pais, que passaram a justificar a insubmissão de seus filhos como um sinal de que eles seriam seres especiais, melhores que as crianças normais. Na verdade, uma boa desculpa para não se esforçarem por educá-los. Como o tema degenerou para a vaidade, tanto os pesquisadores, que deram origem ao conceito, quanto os espiritualistas, que o desenvolveram, chegaram ao consenso de que a classificação era impertinente, principalmente por não oferecer nenhum benefício prático. Criança é criança e ponto final.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Alcoolismo na visão Espírita

Queridos amigos, bom dia.

Gostaria de falar hoje sobre um assunto que me amanheceu na cabeça e que, na maioria das vezes, não percebemos como um problema até ser tarde demais:
o Alcoolismo na visão espírita.

A OMS caracteriza hoje o alcoolismo como uma doença social, pois além de atingir uma faixa percentual da ordem de 50% como fator causador de mortes, acidentes, assassínios e etc, é uma doença silenciosa que invade o lar e destrói as famílias de dentro para fora. Afetando o que há de mais precioso entre os familiares: o Amor e o respeito que devem reinar no lar.

Por definição o Alcoolismo é "o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcoolismo).

Alguns de nós podem, certamente, perguntar:o que o Espiritismo tem a ver com a questão do consumo do Álcool? É uma pergunta pertinente e sempre é interessante lembrar que A Doutrina Espírita não condena o consumo ou utilização de nenhum produto, bem como nenhum comportamento; deixando a escolha ao livre arbítrio de cada um, que será responsável pela colheita do que houver plantado, através da lei inescapável(se é que existe esta palavra) da causa e efeito.

E Doutrina, embora não condene, avalia as consequencias que nossos atos podem vir a ter e mostra os possíveis resultados do caminho que estamos tomando; servindo assim como guia de esclarecimento e orientação, o qual escolhemos, ou não, seguir.

É muito importante perceber que, embora muitas pessoas consumam a bebida alcoólica durante suas vidas, nem todas terão a incidencia do alcoolismo ou sofrerão a impulsão pelo consumo diário, o qual o vício acarreta.

Percebemos, assim, que o alcoolismo, embora se caracterize por sinais físicos, seja no consumo ou na abstinência, pode ser caracterizado também como uma necessidade moral, um hábito que está diretamente ligado às necessidades psico-físicas do ser humano.

Embora a maioria dos alcoólicos não reconheça o seu problema (o que deve ser fator predominante no seu tratamento, de acordo com os 12 passos do Alcoólicos Anônimos)existem sinais que são característicos e que ficam evidentes, são eles:

• Tremor leve (principalmente nas mãos)

• Odor de álcool (no suor e no hálito)

• Sudorese constante (parecendo fraqueza no organismo)

• Aumento do fígado

• Falta de apetite (ou apetite apenas acompanhado de álcool)

• Pressão arterial lábil (sugestivo de síndrome de abstinência de álcool)

• Esquecimento de fatos que foram realizados sob efeito do álcool ("não me lembro como cheguei em casa")

• Constante diarréia (devido ao alto teor de líquido alcoolizado no intestino e pouca alilemntação)

• "Síndrome da higiene bucal" (mascarando o odor de álcool); entre outros.

A medicina indica que a presença de algum destes sinais, esporadicamente, no comportamento das pessoas não significa obrigatóriamente que ele(a) esteja com problemas alcoólicos; porém que a presença CONSTANTE de três ou mais destes sintomas é um forte indicativo de que está sofrendo de viciação alcoólica.

É neste momento que o conhecimento Espiritual pode ser de grande auxílio para o Alcoólico e para seus familiares.

Sabemos que somos todos rodeados por uma "núvem de testemunhas", como nos disse o apóstolo Paulo, e que estas testemunhas nem sempre estão interessadas no nosso bem estar e no nosso saudável desenvolvimento; pois, nos esclarece a Doutrina Espírita, que atraímos para nós aqueles espíritos com quem temos sintonia vibratória, ou sintonia de pensamentos e sentimentos.

Muitas vezes a pessoa que sofre de Alcoolismo é acompanhada de outras pessoas, desencarnadas, que sentem no encarnado o teor vibratório do álcool - por conta do constante consumo - e percebe que pode ter alí um suprimento de energias alcoolizadas e, uma vez que não pode mais tomar o líquido, absorve as energias do encarnado, em um processo que chamamos de vampirização. Podemos ler sobre este processo na obra "sexo e destino" do espírito André Luiz.

Embora se tenha a impressão que este fato está sempre ligado a uma vingança do passado, é necessário esclarecer que nem todo vampirizador é mau; muitos há que não tem a devida consciência do que fazem, se ligando de forma automática e instintiva ao encarnado; e neste processo, embora sem querer, fazem mal ao que está servindo de fonte de energia alcoolizada.

Outros casos existem em que o alcoolizado é, mesmo no estado de embriaguês, orientado por um espírito que o auxilia (tivemos em nossa casa espírita um caso assim: a pessoa sem beber não ia ao centro, quando bebia ia, assistia a reunião sem atrapalhar, e dizia que tinha alguém com ele o tempo todo); Assim percebemos que mesmo em casos de queda nos vícios não perdemos o amor que quem nos orienta.

Muitas pessoas,quando comento este fato, perguntam: E vocês deixam entrar na casa espírita pessoas embriagadas? e eu pacientemente respondo: o rémedio não é para os sãos; são os doentes que precisam mais do que todos. Jesus, quando em sua caminhada terrestre, andava com bêbados, prostitutas, doentes, viciados, enfim: todo o tipo de necessitados que suas mãos amorosas e palavras miraculosas pudessem auxiliar.

As pessoas que apresentam tal enfermidade são normalmente estereotipados e jogados à margem da sociedade, não percebem o mal que estão praticando contra sí mesmos, e muitas vezes afirmam: não estou fazendo mal a ninguém.

Esquecem alguns aspectos que é necessário lembrar que estas pessoas:
- se perjudicam fisicamente:
pois o organismo sobre constantes ataques da ção do álcool e vai se prejudicando cada vez mais, aparecem aí os sintomas como: tremores nas mãos, inchaços, diarréias, esquecimentos alcoólicos, etc;

- se prejudicam moralmente:
pois muitas das pessoas que convivem com ela passam a evitar sua companhia e, não raramente, comentar com outros conhecidos, de maneira negativa e reprovadora, sobre seu comportamento;

- se prejudicam profissionalmente:
pois passam a ser vistos como pessoas irresponsáveis, incapazes, sem respeito próprio, etc. E muitas vezes as pessoas que o cercam estão apenas mostrando um verniz de amizade e por trás tem diversos preconceitos e comentários.

- se prejudicam familiarmente:
pois afastam as pessoas mais importantes de suas vidas através de comportamentos muitas vezes violentos, irresponsáveis, desrespeitosos, desatenciosos ou levianos; eliminando lentamente e dolorosamente os sentimentos positivos de amor e carinho que sua família tem por elas.

- se prejudicam espiritualmente:
pois assumem maiores comopromissos para vencer em uma próxima encarnação, além de conseguirem companheiros espirituais em grande sofrimento, quais elás próprias, quando não vingativos e perversos.

A propensão ao consumo desregrado de bebida, ou de qualquer outra droga, antes de um vício, defeito ou fraqueza, como muitos caracterizam por aí, é uma enfermidade da alma. É uma característica negativa que trazemos para tentar vencer nesta escola que é a vida, e muitas vezes somente podemos vencer com o auxílio daqueles que a providencia colocou em nosso caminho: família, amigos, médicos, etc.

Nós, os espíritas, com base no conhecimento das leis espirituais que nos são esclarecidos e, mais ainda, com base no evangelho de Jesus, temos o dever, ou melhor, a obrigação de compreender e de auxiliar no que nos for possível; quer seja com a presença, com encorajamento, com orientação, com medicamentos, com um leito para o repouso, etc.

Porém, mais que tudo, é imprescindível que, para serem auxiliadas, estas pessoas estejam conscientes do passo que darão. É necessário reconhecerem o problema e procurarem auxílio especializado (psicólogos, médicos e até clínicas de desintoxicação); nós, seus amigos e familiares, estejamos sempre presentes e municiados de amor e compreensão para com os defeitos destas pessoas durante estes momentos; porque estarão passando por dores e sofrimentos intensos, tanto fisicamente quanto espiritualmente.


Não é fácil se livrar de um vício; ele se entranha em nosso espírito e muitas vezes necessitamos de auxílio externo para vencê-lo (quem achar que é fácil que deixe de fumar, de ser erótico, de falar da vida alheia, etc).

Este auxílio está sempre disponível para nós através da oração. Muitos não se julgam merecedores de serem auxiliados, principalmente quando portadores de problemas morais, mas Jesus não nos desampara nunca. Ele está apenas esperando a nossa vontade e que o busquemos para que se cumpra Sua promessa:


"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma"
(Mateus, 11:28-30)

Muita paz para todos.

 
João Batista Sobrinho
 
----------------------------------------------------
Não esqueça de visitar nem divulgar:

http://www.bomespirito.com

musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"O que os espiritas acham da doação de orgãos"?

Queridos amigos, bom dia.

Recebemos hoje através do nosso formulário "Entre em contato" a pergunta mostrada logo abaixo:

"o que os espiritas acham da doação de orgãos"?


Prezada ____________, bom dia!

Esta questão é de muita atualidade e de bastante repercursão não somente no meio espírita como também em grande parte da sociedade brasileira.

Do meu ponto de vista nós brasileiros temos, a princípio, um grande entrave socio/cultural em aceitar a doação de órgãos; que remonta do medo de qualquer pessoa que esteja na cama de um hospital possa ser sacirifcada, por pessoas inescrupulosas em busca de dinheiro fácil, e ter seus órgãos retirados para atender a alguns que tenham recursos e ofereçam pagar por este tipo de mercado negro.

O governo e os órgãos competentes estão trabalhando em prol da eliminação deste tipo de procedimento, que infelizmente existe ainda, e buscando também uma moralização e conscientização da sociedade como um todo. Mas este não é o ponto da nossa conversa.

O meio espírita apresenta diversas opiniões a este respeito. Até porque este assunto não é tratado por Kardec na Codificação Espírita, então desta forma não existe uma OPINIÃO ESPÍRITA(referente a assuntos expostos nas obras básicas como: aborto, eutanásia, etc), mas sim uma OPINIÃO DE ESPÍRITA(pessoas que estudaram as obras básicas ou trabalharam com espíritos nas obras complementares).

Acho muito prudentes e coerentes com a posição de Kardec as afirmações de espíritos como Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, Bezerra e outros. Por isso mesmo trago abaixo a transcrição de dois trechos onde podemos conhecer a opinião de dois destes espíritos sobre o assunto:

Pergunta: O que a Doutrina Espírita pode falar a respeito de doação de órgãos, sabendo-se que o desligamento total do espírito pode às vezes ocorrer em até 24 horas e que, para a medicina, o tempo é muito importante para a eficácia dos transplantes? O Espiritismo é contra ou a favor dos transplantes?
Emmanuel - O benefício daqueles que necessitam consiste numa das maiores recompensas para o espírito. Desse modo, a Doutrina Espírita vê com bons olhos a doação de órgãos.
Mesmo que a separação entre o espírito e o corpo não se tenha completado, a Espiritualidade dispõe de recursos para impedir impressões penosas e sofrimentos aos doadores. A doação de órgãos não é contrária às Leis da Natureza, porque beneficia, além disso, é uma oportunidade para que se desenvolvam os conhecimentos científicos, colocando-os a serviço de vários necessitados. -
"Plantão De Respostas " – Francisco Cândido Xavier


"(...) Verdadeira bênção, o transplante de órgãos concede oportunidade de prosseguimento da existência física, na condição de moratória, através da qual o Espírito continua o périplo orgânico. Afinal, a vida no corpo é meio para a plenitude — que é a vida em si mesma, estuante e real" -
Joanna de ângelis - Dias Gloriosos - Divaldo Pereira Franco


Podemos assim partir do princípio que gandes vultos do espiritismo não tem opinião contrária ao transplante de órgãos, sendo inclusive abertamente a favor; temos ainda a assertiva de dizer que, uma vez que tudo somente acontece com a permissão de Deus e foi ele que deu ao homem a capacidade intelectual e tecnológica de realizar tais feitos na medicina, o transplante de órgãos nada mais é do que uma consequência do avanço natural da humanidade; assim com podemos também colocar neste parâmetro a eletricidade, os meios de comunicação, a criação de vacinas etc.

Um dos grandes argumento que os opositores do transplante utilizam é o fato que muitas vezes os espíritos que desencarnam não aceitam este desencarne e que ficam próximos ao corpo tentando retornar a ele; assim com a retirada dos órgãos, e o transplante dos mesmos, estes espíritos entrariam em profundo sofrimento no mundo espiritual ou se revoltariam e iniciariam uma obsessão sobre o receptor.

No meu ponto de vista este fato apresenta um sofisma. Uma distorção de uma verdade.

Lembremos que após o rompimento dos laços que ligam o espírito ao corpo o mesmo não pode retornar a este de nenhuma maneira, e que, após algumas horas, todo aquele organismo estará entrando em decomposição(que é uma lei natural da matéria) o que leva a família a tomar medidas como enterro ou cremação. Neste caso, mesmo sem a retirada dos órgãos, o espírito estará sofrendo igualmente pois poderá acompanhar todo o processo, inclusive a decomposição do corpo (se for o caso).

Este sofrimento no mundo espiritual apenas se apresentaria para pessoas ainda muito ligadas ao mundo material, ao corpo, às posses físicas etc. O que indica que, de qualquer forma, este espírito passaria um período maior ou menor de sofrimento enquanto não de desfizesse destes laços(que são puramente psicológicos) e recebesse auxílio dos socorristas. Sabemos, pela vasta literatura espírita, que muitos espíritos são adormecidos ou socorridos imediatamente após o desencarne e não tomam nenhum conhecimento do que ocorreu com seu corpo; mais uma vez a lei natural da CAUSA e EFEITO vale acima de tudo, nos mostrando que apenas passará por sofrimento aquele que estiver em sintonia com os valores mais baixos e materiais, e neste caso o transplante não vai influir em nada para piorar a situação.

No tocante a Obsessão em torno do receptor é, para mim, mais um caso onde a lei de CAUSA e EFEITO imperará suprema. Pois, a própria Doutrina nos esclarece isso, sabemos que somente haverá obsessão espiritual se o obsessor e obsidiado estiverem em sintonia espiritual. Ou seja, por mais que o espírito tente prejudicar alguém encarnado, apenas conseguirá se encontrar na pessoa algum sentimento de recíproca verdadeiro, sintonizando com aquele sentimento negativo e se utilizando de sua interferencia para prejudicar o receptor. Caso não exista sintonia, não haverá influência negativa.

Muitas vezes atribui-se a rejeição à interferencia do espírito do doador, o que pode ser realmente verdadeiro; mas esquece-se de dizer também que pode ser efeito de uma progamação cármica na vida do receptor, onde não está em sua programação a "cura" de determinado mal; pelo menos por aquela vez.



Outro fator de importante relevancia é o fato dos receptores e suas famílias, na maioria das vezes, sentem uma gratidão profunda pelo desencarnado e oram por ele; o que vai melhorar sua situação no mundo espiritual. Sem contar que, mesmo inconscientemente ele está realizando um ato de caridade, permitindo que alguém sobreviva com o seu sacrifício.

Espero ter auxiliado na sua dúvida. No mais, estamos aqui para qualquer coisa.

Muita Paz.

João Batista Sobrinho
 
 

----------------------------------------------------
Não esqueça de visitar nem divulgar:

http://www.bomespirito.com

musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

O trabalho que nos cabe.

Queridos amigos, bom dia!

Ontem na reunião mediúnica de nossa Casa Espírita um amigo espiritual nos deixou, após falar alguns minutos sobre a necessidade de agirmos em benefício do nosso próximo, estas simples porém profundas palavras:

"Olhem para o céu e verão as estrelas
mas olhem para o chão e verão seu irmão."


Como sou muito criterioso comigo mesmo iniciei fazendo uma auto-análise em certos aspectos:
Estou buscando auxiliar o meu próximo?
Estou dando a mão aos que necessitam?
O que estou fazendo com o meu excesso?
Minhas preocupações estão sendo no "EU" ou no "NÓS"?
O que posso fazer para auxiliar mais?
Estou fazendo tudo que posso para ajudar o que necessita?

E, não tenho vergonha de dizer, a resposta de muitas destas perguntas foi negativa. Mostrando que tenho MUITO a fazer e a me esforçar para poder dizer que levo benefício a alguém.

Normalmente somente achamos que precisa de nosso apoio aquele que é indigente na rua, que não tem comida, casa, roupa etc. Porque é mais fácil nos livrarmos da "consciencia de auxílio" quando damos um prato de comida, uma roupa, uma cesta básica, etc. Esta é a CARIDADE MATERIAL; que não é sem sentido, pelo contrário é por demais importante; uma vez que vivemos em um mundo que apresenta extremos de riqueza e probreza e onde, na maioria das vezes, quem tem mais não quer doar a quem tem menos.

Mas existem situações onde as pessoas que necessitam nem sempre demonstram que estão precisadas de apoio; onde, como disse um amigo espiritual certa vez, "estão caídos mas não estão no chão". É o momento de utilizarmos a nossa percepção e notarmos a carência e fragilidade daqueles que nos cercam e que muitas vezes são orgulhosos demais para admitir ou mostrar sua necessidade. Sentimentos depressivos, revoltas sem sentido, pensamentos negativos, profunda apatia, animação extrema; são sempre sintomas que algo não vai bem em nosso mundo íntimo. São gritos de nosso inconsciente pedindo auxílio. É, então, a hora da caridade moral: um ombro amigo, calar a palavra que fere, escutar a ofensa sem responder, compreender o erro alheio, perdoar, conversar longamente, escutar o desabafo, orar pelo que necessita; entre tantas outras coisas que podemos fazer par auxiliar o que sofre internamente.

O trabalho pelos necessitados nem sempre é o trabalho de arrecadar alimentos, abrigar, doar roupas ou dinheiro; muitas vezes é trabalho também a presença e o carinho que dispensamos aos que necessitam.

É oportuno lembrar também que, não raramente, os que necessitam estão mais perto que imaginamos. Muitas vezes em nossa própria família, nossa casa, nosso trabalho...

O importante, meus amigos, é que busquemos fazer algo. O marasmo e a inatividade em nossas vidas, principalmente quando temos condições de realizar o bem para o próximo, serão as grandes culpas que carregaremos no mundo espiritual, quando lembrarmos quantas oportunidades tivemos e quão poucas aproveitamos.

Nos mostram os amigos espirituais através de tantos livros maravilhosos que o sentimento de culpa, quando no mundo espiritual, dói muito mais que qualquer outra ferida que tenhamos enquanto na carne.

Pensemos em tudo o que temos e quantas pessoas nunca terão e façamos o possível para auxiliar a quem possamos, do modo que possamos. Esta é a nossa missão na terra.

Nos esforcemos para não falhar.

(desculpem se fui grosseiro, mas as vezes é necessário)

Muita Paz
 
João Batista Sobrinho

--
----------------------------------------------------
Não esqueça de visitar nem divulgar:

http://www.bomespirito.com

musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

MOISÉS EXALTA A MEDIUNIDADE

Números 11
 
25 Então o Senhor desceu: na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito que estava sobre ele, pô-lo sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles profetizaram, mas depois nunca mais o fizeram.
 
26 Mas no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro Medade; e repousou sobre eles o espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam no arraial.
 
27 Correu, pois, um moço, e anunciou a Moisés: Eldade e Medade profetizaram no arraial.
 
28 Então Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho.
 
29 Moisés, porém, lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu espírito sobre eles!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vulto de Chico Xavier aparece em foto de seu túmulo

O Médium Chico Xavier, desencarnado em junho de 2002, apareceu em uma foto de seu túmulo, em Uberaba, Minas Gerais, tirada no dia 02 de novembro de 2003, dia de finados.

 
Oswaldo Godoy, 63 anos, presidente do Grupo de Ideal Espírita André Luiz, de São Paulo, foi o fotógrafo. A imagem foi capturada na presença de sua esposa.

Godoy afirma que foi visitar o túmulo de Chico, e quando estava na frente dele uma voz lhe disse para tirar uma foto, pois Chico estaria alí.

A voz a que Godoy se refere é de seu mentor espiritual. Oswaldo Godoy ouviu a voz e comentou o fato com sua esposa Lourdes, que lhe incentivou a tirar a fotografia.

Com a revelação do filme, em São Paulo, surgiu a imagem materializada e sorridente de um Chico mais jovem.

Godoy fez cópias da imagem para alguns amigos e também para o próprio filho de Chico, Eurípedes, que a colocou no mausoléu do pai.
 
Fonte: FEAL

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pingos nos I's [Parte 2]

Espiritismo: O que é na verdade?

Senhores Jornalistas:

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalista ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando- se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.
 
Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do 'achismo' e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.

Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:  
 
Espiritismo não é igreja

Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto..  
 
Não existe 'Kardecismo' , existe 'Espiritismo'

O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão 'kardecismo', para identificar algo que ele imagina ser uma 'ramificação' do Espiritismo, achando que Espiritismo é um 'montão de coisas' que existe por aí, quando na realidade não é.
 
A palavra 'Espiritismo' foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação 'Espiritismo' , fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de 'kardecismo' , verdadeiramente é 'Espiritismo' .
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.
 
Veja quem adota e quem não adota o quê.
 

PROCEDIMENTO, PRÁTICA OU RITUAL

UMBANDA

CATOLICISMO

ESPIRITISMO

Uso de altares

Sim

Sim

Não

Uso de imagens

Sim

Sim

Não

Uso de velas

Sim

Sim

Não

Uso de incensos e defumações

Sim

Sim

Não

Vestimentas e paramentos especiais

Sim

Sim

Não

Obrigações aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Proibições aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos

Sim

Sim

Não

Bebidas alcoólicas em seus cultos

Sim

Sim

Não

Sacerdócio organizado

Sim

Sim

Não

Sacramentos

Sim

Sim

Não

Casamento religioso e batizados

Sim

Sim

Não

Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos

Sim

Sim

Não

Hinos e cantarolas nos cultos

Sim

Sim

Não

Crença na existência de satanás

Sim

Sim

Não


Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?

O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.

A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal 'Kardecismo' se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.
 
Allan Kardec não inventou o Espiritismo

Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.

Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.

Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.
 
Sobre a reencarnação

Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade.

O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí. Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.
 
Sobre a mediunidade

Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.

Qualquer afirmativa do tipo que 'alguém tem mediunidade e precisa desenvolver' é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida. 
 
Sobre o caráter do centro espírita

É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.

Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.

Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.

Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação. 
 
Sobre quem é reencarnação de quem

Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.

Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.

Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.

Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel. 
 
Apologia ao sofrimento

Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.

Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo.

Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção. 
 
Mesa branca

Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca têm maior facilidade de sujar.

Portanto a citação de 'espiritismo mesa branca' é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.
 
Terapia de vidas passadas

Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita..
 
Cromoterapia, piramidologia etc...

Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.
 
Sucessor de Chico Xavier

Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier 'morreu', e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.

Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.
 
A sua relação com a Ciência

Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: 'Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência'.

Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.

Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.

Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.

Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?
 
Medicina e Espiritualidade

Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada têm a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de 'Medicina e Espiritualidade', oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: www.redevisao.net. O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é  (11) 3209-5531  e o e-mail é faleconosco@ uniespirito. com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.

Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sublimação

"Nem tudo o que se sofre na Terra é expiação, castigo por determinada falta, repressão por esta ou aquela rigorosa discrepância praticada em anteriores vidas. É preciso lembrar que as próprias condições materiais e morais do planeta podem causar danos aos seus habitantes, sem que isso implique uma penalidade.

Muitas vezes também acontece que, a fim de progredirmos e renovar nossos valores morais e intelectuais, convém que sejamos privados de facilidades na conquista dos bens do mundo e que, estimulados pela dor, aí encontremos o estado propício para aquela renovação."
 
Yvone do Amaral Pereira, do livro Sublimação, Capítulo 4



Dois Espíritos, Léon Tolstoi e Charles, ligados à médium  desde existências passadas, transmite a ela, nos idos de 1973, histórias reais e comoventes, nas quais o suicídio é focalizado em suas implicações morais e com suas conseqüências aterradoras, refletindo-se na vida de Além-Túmulo. Nessa época, não tanto distante dos dias atuais, Yvonne Pereira já se encontrava quase na parte final de sua jornada mediúnica no campo da psicografia. Muitas visões ocorreram durante a receptividade da obra, aliás, fato constante em quase todas as demais obras recebidas, num total de 12 (doze) publicadas. Sua convivência com as duas entidades , como afirmava, era quase que diária, independente dos momentos de psicografar. O livro "Sublimação", tem por objetivo, confortar as pessoas vacilantes e frágeis, nos momentos de provação. Apresenta quatro  contos de Leão Tolstoi passados na Rússia e dois de Charles: um, vivido na Pérsia e outro, na Espanha. Enfoca temas como: o amor ao próximo; a evolução; a lei de causa-e-efeito e a reencarnação. A mensagem espírita alí é destacada sobremodo, apontando rumos para o homem que busca incessantemente evoluir na senda da perfeição.  

terça-feira, 12 de maio de 2009

Novidades no Blog Bom Espírito - novo endereço na internet


Queridos amigos,

É com muita alegria que implementamos mais uma novidade em nosso espaço na internet.

Visando facilitar o acesso dos amigos e a divulgação da Doutrina Espírita
a partir de hoje o nosso blog tem um novo endereço:



O mesmo querido blog, porém mais prático, fácil e rápido de acessar.

Agradeço a todos vocês pelo seu carinho e apreço para com este pequeno espaço
de grande divulgação. Ele é nosso e esta conquista também.

Muita Paz para todos


João Batista Sobrinho

www.bomespirito.com
Não esqueçam de visitar, nem de divulgar.


Obs: Para os que tiverem registrados em seu micro o endereço antigo não se preocupem,
pois ele continua sendo válido.