quarta-feira, 29 de abril de 2009

PÁSSAROS PERDIDOS

DESQUITE, DIVÓRCIO, SEPARAÇÃO, COMO QUEIRAM

   

Então, disse, Adão: "Eis aqui o osso de meus ossos, e a carne de minha carne. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão dois numa só carne." – Gênesis, 2:24-25.

Assim já não são dois, mas uma só carne. Não separe logo o homem o que Deus ajuntou. – Mateus, 19:6.

Procurávamos o assunto que poríamos em pauta para o estudo do mês e, de "modo próprio", um Espírito se manifestou, e narrou-nos o seguinte:

"Vou contar-lhes uma história muito verdadeira, pois é a história de um amargurado trecho de minha vida, e que dura até hoje, e não sei em que época terá fim. Sabemos o ano, o mês, o dia, a hora, o minuto em que cometemos o erro, mas jamais saberemos quando terminaremos de corrigi-lo; e, até lá, o remorso nos crucia.

Reencarnei-me em família abastada na Capital de um dos Estados do Brasil. Minha infância decorreu tranqüila; e minha adolescência, no estudo e nas ilusões próprias dessa idade. Aos vinte e dois anos, casei-me por amor, no que era correspondida.

Depois de nosso terceiro filho, já tínhamos duas meninas, notei mudanças em meu marido: já não era o companheiro gentil de outros tempos; nossos passeios domingueiros rareavam; não mais nos levou ao clube, apesar dos pedidos insistentes das crianças; sempre havia um pretexto para ausentar-se do lar; mesmo em nosso leito conjugal, evitava-me.

Um dia, descobri a verdade, e meu coração doeu como se um punho de ferro o apertasse: meu esposo já não me era fiel; tornara-se um adúltero.

Começaram então as rusgas, os atritos, as discussões, até que a discórdia total se instalou em nosso lar.

Aconteceu que no auge de uma altercação, em que lhe atirei no rosto o que eu sabia, respondeu-me: "Pois faça o que quiser; eu estou por tudo".

Daí em diante um ódio surdo roía-me: queria que ele sofresse a mesma dor que me consumia; humilhá-lo como ele me humilhara.

E maquinei uma vingança.

Louca, louca que fui!

Em vez de manter-me pura, guardiã de meu lar, do lar de meus filhos, que eu não tinha, que nós não tínhamos o direito de destruir; de protegê-los, orientá-los, encaminhá-los, agir enfim como uma verdadeira mãe, e lutar para recuperar-lhes o pai desencaminhado, nada disso fiz; só dei azo ao meu egoísmo, ao egoísmo feroz.

Eu era bonita e bem conservada; ainda provocava olhares admirativos em nosso meio social. Tornei-me, por minha vez, uma adúltera. A princípio com um primo afastado, que me cortejara em solteira; logo depois com um amigo de meu marido, que sempre me lançara olhares gulosos. E eu pensava: "Ele não me disse que eu fizesse o que quisesse? Pois fiz, e ele há de descobrir!"

E ele descobriu. Com o rosto cor de cera, perguntou-me: 'Você fez isso?'

Ora, respondi-lhe altaneira. Você não me disse que estava por tudo e que eu fizesse o que quisesse? Pois aí está!

O processo de desquite correu célere. Separamo-nos. Meus filhos foram para a casa dos avós paternos. Não tinham mais o lar deles, que fora destruído por nós.

Meses depois meu ex-esposo suicidou-se. E meus filhos voltaram a viver comigo, desorientados, não mais me respeitaram; fizeram-se rebeldes, meus alunos, não me obedeciam. Seus pais... éramos para eles dois ídolos estilhaçados.

Mal passaram a puberdade e meu filho era um alcoólatra, uma filha freqüentadora assídua de boates, e a mais velha, amante do diretor da empresa onde trabalhava como secretária. Ao se aproximarem dos trinta anos, desencarnei.

Conheci imediatamente o meu estado, e ralada de vergonha permaneci ao lado do ataúde. Meu filho chegou alcoolizado, e abraçado por dois Espíritos horríveis, também alcoólatras; debruçou-se sobre o caixão, quase derrubando-o, no que foi impedido pelos circunstantes. E minhas filhas intimamente se lamentavam por não poder comparecer a compromissos noturnos.

Acompanhei o enterro de meu corpo. Parentes e conhecidos cumpriram aquele dever indiferentes. Não recebi uma prece sequer. Contudo, comentavam vivamente o meu desquite, suas causas e suas conseqüências, o que aumentava minha vergonha, e acendia meus remorsos.

Fiquei só no cemitério.

Sentei-me no túmulo e pus-me a chorar.

Aproximou-se de mim uma quadrilha de maníacos sexuais, tentando agarrar-me. Não sabendo como livrar-me deles, clamei por meu marido.

– Teu marido?! Pois hás de vê-lo! Exclamaram rindo e afastando-se.

E chorando, recordei os nossos belos sonhos de noivado; por onde andaria ele?

E percebi que me movia; era como se eu deslizasse, como se eu escorregasse por uma ladeira, sempre para baixo, posto que suavemente.

Penetrei num vale sombrio, nevoento, donde partiam gemidos, gritos estentóricos, imprecações, gargalhadas de loucura. E parei diante de um Espírito vestido de trapos apodrecidos, de barba e cabelos hirsutos, tendo no lado esquerdo do peito uma ferida sanguinolenta.

Era meu marido.

Não me reconheceu.

A mesma força que me fizera descer, segurava-me ali junto dele, embora eu trabalhasse por fugir. E no meu desespero, uma voz irônica falou em meu ouvido: 'Divórcio aqui não vale!'

Consumida de remorsos e de dor, sentei-me ao seu lado, apoiando-lhe a cabeça em meu regaço. Ele tinha visões ante as quais esbravejava.

Quanto tempo assim permanecemos: ele a bracejar e a urrar, e eu a chorar perdidamente? Não o sei.

Alguém murmurou ao meu lado: 'Recorra a prece.'

Uma ocasião, parecendo reconhecer-me, bradou enlouquecido: 'Que fizemos de nosso lar? Onde anda nossos filhos?' E recaiu em seus delírios.

Um grupo socorrista passou e recolheu-me.

Hoje habito uma esfera espiritual bem próxima à Crosta Terrena, à qual aportam os náufragos do casamento. É uma colônia educacional. Dentre seus vários departamentos sobressai o Departamento de Educação para o Casamento. É um edifício de rara beleza, construído de uma substância translúcida, que aos raios vigorosos do sol, ou à suavidade da lua e das estrelas, produz deslumbrantes efeitos de luz.

Resumirei, dando-lhes uma pálida idéia do que lá aprendemos.

Submeti-me a um treinamento para participar de um grupo que ampara os casais terrenos cujo casamento ameaça malograr-se, conquanto respeitemo-lhes o livre arbítrio, no qual não podemos interferir. O tempo que me sobra, quase todo ele consagrado ao trabalho e ao estudo, posso dedicá-lo aos meus filhos encarnados e ao meu marido, que permanecerá no Vale ainda alguns anos.

O mentor de nossa colônia, um Espírito boníssimo, mostrou-me a necessidade de voltarmos à Crosta de mãos dadas novamente para corrigirmos os erros de nossa última encarnação, bem como retificarmos os cometidos em encarnações anteriores, que praticamos juntos, e que nossa separação não permitiu, fazendo com que perdêssemos essa oportunidade, e, principalmente, para recebermos em nosso seio três aleijões morais, produtos de nosso divórcio. E então trilharemos o longo e penosíssimo caminho da reparação.

Nós, que poderíamos ter desencarnado como pais e avós abençoados, eis o que ganhamos, eis o prêmio de nossa separação!

Continuando, digo-lhes que:

Dentre as instituições respeitáveis que existem na terra, a mais sagrada é a do casamento; nenhuma outra lhe avantaja.

As ilusões passageiras do mundo nos fazem relegar o lar, que é um lugar santo, para um segundo ou terceiro plano, esquecidos de que os cônjuges entre si devem dar-se apoio total, os quais o darão aos filhos. E lembrarem-se de que um lar sem marido é como um navio sem capitão.

Quando o lar é bem administrado e abriga o amor, merece o auxílio do Alto, e assemelha-se a um altar onde Espíritos amigos de outras vidas se acolhem, porque o lar é puro.

O lar onde a discórdia reina vira refúgio de Espíritos pouco evoluídos, que dão vazão a seus instintos baixos, viciosos e perversos, diminuindo-lhe sensivelmente o padrão vibratório; e daí para o fim o passo é curto.

Quantas vezes um dos cônjuges se esforça para agradar o outro, o qual como que não nota, não procura aproximar-se, criando assim problemas de compreensão, que facilmente seriam evitados com um pouco mais de carinho, de atenção de parte a parte. Uma boa palavra para o ser amado, um sorriso, um pequenino gesto de amor valem mais, muito mais para a felicidade do lar do que uma jóia de alto preço.

É de fazer pena, do lado de cá, assistir às aflições dos maus maridos e das más esposas responsáveis pela destruição dos lares, impedindo que se desenvolvessem Espíritos programados para eles. Quando aqui abrem os olhos, é tarde, muito tarde...

Cuidem os cônjuges de que seu lar seja uma fortaleza contra os maus; cuidem de seus atos e de suas palavras para que haja o respeito e a compreensão mútuos, base essencial de um bom casamento.

Futilidades, rusgas, incompatibilidade de gênios, desavenças que podem ser evitadas, e sem custo perdoadas; orgulho, vaidade e outras causas que comumente se apresentam ao casal, e são citadas para justificarem a separação, são tidas no plano espiritual como motivos destruidores de oportunidades de os cônjuges se redimirem entre si, queimando um carma comum aos dois.

O desquite em si (ou divórcio, ou separação, como queiram) pelas leis terrenas nada mais é do que um distrato, uma tentativa de romper antes do tempo os elos espirituais, o laço divino do casamento. Tal qual o suicida que tenta rebentar o laço perispirítico que o liga ao corpo, e que só a morte natural romperia.

A exemplo dos suicidas, os Espíritos desquitados perdem todos os seus direitos na Espiritualidade. Barreiras intransponíveis se lhes formam pela frente, interceptando-lhes as ocasiões de progresso. E o motivo que os separou continua no além-túmulo, alimentando o ódio entre os cônjuges; porque o desquite não está no carma de ninguém.

E quando tomam consciência do ato praticado, e da oportunidade de redenção perdida, entregam-se a desesperos inconcebíveis. Porque se houve união dos dois foi para que juntos lapidassem seus Espíritos, manchados pelos erros do passado e cometidos de parceria; para que se respeitassem mutuamente, partilhando o mais possível dos mesmos ideais.

E na seqüência do casamento, os filhos tivessem carinho e proteção, amor e orientação, enfim, braços amigos que os acalentassem, o lar de seus pais, o verdadeiro lar deles, filhos, o sentimento de mãe, que é tudo para eles, realizando assim o planejamento reencarnatório.

No além-túmulo não há distratos, nem desquites, nem divórcios, nem separação. As leis terrenas não vigem no plano espiritual. Lá os laços do matrimônio se desatam naturalmente, liberando os cônjuges, uma vez que bem cumpriram com seus deveres até o fim.

E os desquitados um dia (quando, só o Altíssimo o sabe) terão de, noutra etapa reencarnatória, reconstruírem o lar que destruíram, trazendo para ele os filhos que se transviaram como conseqüência da separação dos pais, que são responsáveis pelo desencaminhamento deles, e co-réus nos erros que praticaram.

E agora uma última advertência: no sagrado instituto do casamento, os cônjuges que não se entreguem ao adultério, nem ele nem ela. O adúltero ou a adúltera, ao desencarnarem, caem nas mãos de Espíritos inferiores, obstinados no sexo, os quais os envolvem de tal maneira que os levam a terem uma vida vampiresca em espeluncas imundas terrenas. E só com o perpassar do tempo, e com extrema dificuldade, é que conseguem libertar-se de seus captores. O que me livrou deles foram as lágrimas de amargo arrependimento que derramei aos pés de meu marido.

Ó casais que estais trilhando a ilusória estrada da separação, parai! Voltai! Reconciliai-vos! Ela é enganosa! No fim dela há um despenhadeiro escuro."

Espírito: Clarinda, uma irmã de vocês
Autor: Eliseu Rigonatti
Livro: O Evangelho das Recordações – Memórias - pág. 157.

Fonte: Lar Chico Xavier

terça-feira, 28 de abril de 2009

A RELIGIÃO DE DEUS

Como Vejo o Mundo

Em sua obra literária Como Vejo o Mundo, Einstein procura enfatizar seu ponto de vista do mundo e suas concepções em temas fundamentais à formação do homem, tais como o sentido da vida, o lugar do dinheiro, o fundamento da moral e a liberdade individual. O Estado, a educação, o senso de responsabilidade social, a guerra e a paz, o respeito às minorias, o trabalho, a produção e a distribuição de riquezas, o desarmamento, a convivência pacífica entre as nações são alguns dos temas de que ele trata, dentre outros.

No tema religião, o autor clarifica seu ponto de vista de Deus e religiosidade. Ele cita que as raízes da religião e sua experiência são múltiplas e que todas as ações e todas as imaginações humanas têm em vista satisfazer as necessidades do homem e trazer lenitivo às suas dores, e negar tal religiosidade e recusar essa evidência é não compreender a vida do espírito e seu progresso, porque pela visão dele experimentar e desejar constituem os impulsos primários do ser, antes mesmo de se considerar a majestosa criação desejada.

E, na sociedade primitiva, pela ponto de vista dele, o temor suscita representações religiosas para atenuar a angústia da fome, o medo das feras, das doenças e da morte. Nesse momento da história da vida, a compreensão das relações causais mostra-se limitada e o espírito humano tem de inventar seres mais ou menos à sua imagem e a representação religiosa se torna a religião chamada por ele de Religião-Angústia. Para essas civilizações primitivas, os Deuses tinham imagens semelhantes às nossas, e se transferiria para essas imagens a vontade e o poder delas e as experiências dolorosas e trágicas de seu destino.

E, sob essa ideologia, montaram-se hierarquias, que em certos momentos aproveitaram para adquirir poder, e nessa transição de relações surje o que por ele se denomina Deus-Providência. E, nesse contexto da visão religiosa, ele preside o destino, socorre, recompensa e castiga. É esse o sentido da religião vivida de acordo com o conceito social ou moral de Deus, nesse momento. E nessa evolução Einstein cita a passagem clara de uma Religião-Angústia para uma Religião-Moral; ele cita nessa passagem que todas as simbioses existem ainda, ou seja, ainda há uma relação com a Religião-Angústia, mas a Religião-Moral predomina onde a vida social atinge um nível superior.

Esses dois tipos de religiões traduzem uma idéia de Deus pela imaginação do homem de acordo com ele, e somente indivíduos particularmente ricos de sabedoria e comunidades particularmente sublimes se esforçam para ultrapassar essas experiências religiosas. Todos, no entanto, podem atingir a religião que ele denomina o último grau, raramente acessível em sua pureza total que ele chama pelo nome de Religiosidade Cósmica, a religiosidade que movia o seu interior, uma religiosidade que procura observar nas leis da Natureza , do Cosmo, uma sublime harmonia que em sua plenitude consegue ultrapassar infinitamente a nossa capacidade de compreendê-la na sua forma pura. E essa religiosidade, esse espirito de entender o celeste, certamente moveu homens como Isaac Newton, Galileu Galilei, Johannes Kepler, entre outros cientistas que se guiaram pela ciência pura.

Ele cita exemplos dessa religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi e em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o Budismo organiza os dados do Cosmos , que os maravilhosos textos de Schopenhauer nos ensinaram a decifrar. Para ele os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por essa religiosidade ante o Cosmo. Portanto, para Einstein, ela não tem dogmas, nem Deus concebido à imagem do homem, logo nenhuma igreja ensina a religião cósmica. Eis um breve discurso escrito por ele:

"O espírito científico , fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo _ uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai _, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza , revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos."

Para que as riquezas?

"Todas as riquezas do mundo , ainda mesmo nas mãos de um homem inteiramente devotado à idéia do progresso, jamais trarão o menor desenvolvimento moral para a Humanidade. Somente seres humanos excepcionais e irrepreensíveis suscitam idéias generosas e ações elevadas. Mas o dinheiro polui tudo e degrada sem piedade a pessoa humana. Não se pode comparar a generosidade de um Moisés, de um Jesus ou de um Gandhi com a generosidade de uma Fundação Carnegie qualquer."

Albert Einstein

Referências Bibliográficas:
Einstein, Albert, 1879-1955, Como vejo o mundo, tradução de H.P.de Andrade-Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fwd: Aniversário CE Ismael Gomes Braga

Queridos amigos,
 
Recebemos o convite abaixo e aproveitamos para divulgar a todos; vamos aproveitar mais esta oportunidade de aprendizado.
 
Muita Paz
 
 

NÚCLEO ESPÍRITA ISMAEL GOMES BRAGA

DDD – Departamento de Divulgação Doutrinária

 

ESCALA DE MAIO DE 2009

 

REUNIÕES EM COMEMORAÇÃO AOS 37 anos DE FUNDAÇÃO

 

Tema Central: O ESPIRITISMO E OS PROBLEMAS SOCIAIS

 

 

03/05 -  15h50min - O ESPIRITISMO E OS PROBLEMAS DA SOCIEDADE - RONALDO MENEZES

07/05 - 19h20min - PENA DE MORTE: UM CRIME NÃO DEVE PUNIR OUTRO - ALEXANDRE MENDONÇA

10/05 - 15h50min - ABORTO: A PENA DE MORTE SILENCIOSA - PATRICIA FREITAS

14/05 - 19h20min - EUTANÁSIA: HOMICIDIO DISFARÇADO DE BENEFICIO - OLIVETE CORREIS

 17/05 - 15h50min - SUICIDIO: UM ERRO NÃO JUSTIFICA OUTRO - FERNANDA LÚCIA

21/05 - 19h20min - DROGAS: A FUGA ILUSORIA - INAJARA MENDONÇA

24/05 - 15h50min - EVANGELIZAÇÃO: ORIENTAÇÃO SEGURA PARA CRIANÇAS E JOVENS - GUTEMBERG MATTOSO

28/05 - 19h20min - FAMILIA: CÉLULA DA VIDA SOCIAL - LIDICE RATIS

31/05 - 15h50min - JESUS: O VALORIZADOR DA VIDA E SOLUÇÃO SOCIAL - RONALDO MENEZES

 

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Não esqueça de visitar nem divulgar:

http://bomespirito.blogspot.com

musicas, palestras, imagens, livros e
muito mais sobre Espiritismo.

domingo, 5 de abril de 2009

Ambição e Ética

Ambição e Ética


 
O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões. Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.

As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.

A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética. Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.

Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria.

Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. E por quê?

Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.

O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.

Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético. Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país.

Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.

Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for. E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa. Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.

Defina sua ética o quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.
 
Fonte: Repasse